MEC lança aplicativo que serve de carteira de estudante

O Ministério da Educação lançou hoje (25) o aplicativo ID Estudantil, carteira de estudante virtual que, a exemplo da fornecida pelas entidades representativas dos alunos, dá direito a benefícios como meia-entrada em eventos culturais e esportivos.

Para obter o documento é necessário, antes de tudo, que a instituição de ensino à qual o estudante está vinculado insira os dados dele no Sistema Educacional Brasileiro (SEB), do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Caso a instituição já tenha feito o cadastramento, caberá ao aluno baixar o aplicativo ID Estudantil no celular e fazer seu cadastro pessoal. “Os alunos que não conseguirem se cadastrar devem procurar suas instituições de ensino e pedir que elas se cadastrem junto ao MEC”, disse o presidente do Inep, Alexandre Ribeiro Lopes, durante a cerimônia de lançamento do ID Estudantil.

Segundo Lopes, 10.804 instituições já se cadastraram. Destas, 1.966 já começaram a enviar ao SEB as informações de seus alunos. As informações disponibilizadas constituirão um banco de dados nacional que subsidiará algumas das políticas públicas a serem implementadas pelo governo no setor da educação.

De acordo com o o ministro da Educação, Abraham Weintraub, o custo do documento será de R$ 0,15 por unidade para o governo, mas será gratuito para o estudante. “Não cobraremos porque a estruturação dessa cobrança sairia mais cara do que o custo por unidade”, disse o ministro.

Ainda segundo Weintraub, documentos similares poderão ser fornecidos pelas instituições de ensino ou até mesmo grêmios estudantis. “Se for o caso, podem inclusive cobrar por isso. O que fizemos foi acabar com o monopólio e a exclusividade daqueles que sempre forneceram esse documento”, disse. “Se, ideologicamente, o estudante quiser, ele pode pagar quanto for pela carteirinha”, acrescentou.

A abertura para que outras entidades – além da União Nacional dos Estudantes (UNE), da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) – emitam esse tipo de documento está prevista na Medida Provisória 895, enviada pelo governo ao Congresso Nacional em setembro.

Desde então, tanto a MP como a ID Estudantil têm sido criticadas pelas entidades representativas dos estudantes. Segundo o presidente da UNE, Iago Montalvão, trata-se de uma retaliação ao movimento estudantil. Montalvão disse que a principal  intenção do governo com essas medidas é “prejudicar o movimento estudantil, que fez as maiores manifestações contrárias a ele”.

A fim de prevenir fraudes, o MEC informou que fará cruzamento dos dados fornecidos por meio de aplicativos com as informações da Carteira Nacional de Habilitação e, no caso de estudantes que não têm CNH, com os dados fornecidos para o documento de identidade (RG).

“Inclusive a foto [inserida no cadastro via aplicativo] passará por uma checagem junto ao banco de dados do Denatran [Departamento Nacional de Trânsito]. Quem não tem CNH terá de tirar uma foto do RG, frente e verso. Um algoritmo então vai comparar as fotos, de forma a dificultar fraudes”, explicou o diretor de Tecnologia da Informação do MEC, Daniel Rogério. “Pensamos também nos empresários: para eles, criamos o aplicativo ID Validade, que averiguará se o aluno está apto para receber os benefícios”, acrescentou.

O MEC alerta que, no caso de estudantes menores de idade, será necessária a autorização de um responsável legal, que deverá instalar o ID Estudantil no celular para, então, fazer o cadastro no qual informa os dados do menor.

Ainda de acordo com o o MEC, eventuais dúvidas sobre os aplicativos podem ser elucidadas por meio do site wwwidestudantil.mec.gov.br.

Emprego na indústria da construção alcança maior nível em sete anos

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Os números consolidam a tendência de crescimento do setor

 

Os indicadores de atividade e de emprego na indústria da construção brasileira alcançaram em outubro o maior nível dos últimos sete anos, revela pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada nesta segunda-feira (25). O Índice de Nível de Atividade alcançou 49,9 pontos no mês passado, semelhante ao registrado no fim de 2012, enquanto o Índice de Número de Empregados ficou em 48,5 pontos, também o mais alto desde outubro de 2012.

A pesquisa foi feita de 1º a 12 de novembro com 483 indústrias da construção – 167 pequenas, 208 médias e 108 de grande porte. Segundo a CNI, os indicadores da pesquisa variam de 0 a 100 pontos e, quando estão abaixo de 50 pontos, mostram queda da atividade e do emprego. “Os resultados consolidam a tendência de crescimento do setor”, diz nota da confederação.

A utilização da capacidade operacional ficou em 62%, nível 3 pontos percentuais acima do o registrado há um ano e igual à média histórica do setor. Para a economista da CNI Dea Fioravante, a previsibilidade do setor aumenta em um contexto de inflação controlada e juros baixos. “Contribuindo para que os empresários fiquem mais propensos a investir e assumir riscos.”

O Índice de Confiança do Empresário da Construção (Icei-Construção) subiu para 62 pontos neste mês. Com o crescimento de 3,2 pontos em relação a outubro, o indicador está 8,4 pontos acima da média histórica, que é de 53,6 pontos. A confiança do setor aumentou, porque melhorou a percepção dos empresários sobre as condições atuais da economia.

Para os próximos seis meses, todos os indicadores de expectativas ficaram acima da linha divisória dos 50 pontos, mostrando que os empresários esperam o crescimento da atividade, do emprego, da compra de matérias-primas e de novos empreendimentos e serviços nesse período.

A disposição para fazer investimentos melhorou: o índice de intenção de investimentos – compra de máquinas e equipamentos, pesquisa, desenvolvimento e inovação de produto ou processo – aumentou para 37,9 pontos neste mês e está 5,4 pontos acima do registrado há um ano e 4,1 pontos acima da média histórica.

Começa o Congresso Internacional Oncologia D’Or

Paulo Hoff
Começou na manhã de hoje e vai até amanhã a 7ª edição do Congresso Internacional Oncologia D’Or, que acontece no Centro de Convenções do Windsor Oceânico, na Barra da Tijuca. Ao todo, serão mais de 400 palestrantes, incluindo 15 convidados internacionais, distribuídos em 19 módulos temáticos abrangendo avanços recentes em diagnóstico e tratamento do câncer. “Vocês vão poder apreciar uma imersão do que há de mais moderno na oncologia, bem como terão a oportunidade de atualizar o conhecimento”, observou o presidente da Oncologia D’Or, Paulo Hoff, que também destacou a inédita marca de 6.500 inscritos. “O que mostra a qualidade da capacidade da equipe que organiza o evento”, celebrou.
 
O coordenador científico do Congresso, Daniel Herchenhorn, explicou que não foi por acaso a escolha do tema “Envelhecimento, Tecnologia e Inovação”. O que tem se observado é o crescimento da incidência da doença conforme aumenta a longevidade. “Neste ano, somente nos primeiros 11 meses, 40% dos pacientes atendidos em nas clínicas da Oncologia D’Or tinham mais de 70 anos”, contou Herchenhorn. Justamente esse índice, que não é realidade apenas no Brasil, exige que haja uma atenção maior aos cuidados da saúde e prevenção do câncer com o avanço da idade. Por outro lado, os avanços da tecnologia, observou o coordenador, estão mudando a interface entre médico e paciente no hospital e contribuindo para que se possa personalizar a conduta do médico em cada tratamento.
 
O impacto que a tecnologia provoca no dia a dia do médico esteve presente na palestra de abertura, Miguel Srougi, um dos principais cirurgiões do país em câncer de próstata. Ele falou diretamente com os médicos que estão dando os primeiros passos na profissão, ao fazer uma análise das mudanças que a carreira passou nas últimas décadas e compartilhar recomendações para quem almeja uma carreira de sucesso, pautada na ética e no respeito ao paciente.
 
Srougi observou que o médico hoje enfrenta enormes desafios que ajudam a explicar o fato de pesquisas apontarem que de 40 a 50% dos médicos no mundo sofrem de burnout. Entretanto, ainda assim poucas áreas alcançam tanta confiança da sociedade. “Uma pesquisa do IBOPE registrou que a classe médica é que tem a maior taxa de credibilidade junto à população (92%)”, destacou.
 
Para ele, o crescimento profissional do médico passa por cinco exigências: estudar e praticar comunicação e liderança; buscar a subespecialização, sendo o melhor do mundo em uma pequena área; atenção com as novas tecnologias; realizar estágios de aperfeiçoamento e, principalmente para os cirurgiões, treinar intensa e rapidamente as técnicas.  
 
Além disso, o lado humanizado da profissão é outro aspecto que ela apontou como fundamental. “A empatia, a solidariedade e a compaixão são predicados que fazem parte da formação médica e devem ser sempre exercidos”, afirmou Srougi, que defendeu a aproximação do médico à sociedade, utilizando o seu conhecimento para orientar e educar as pessoas. “O mundo quer ouvir o médico, as pessoas querem ser orientadas. Então façam uma divulgação ética de suas carreiras. Deem palestras, falem com a população”, recomendou.
 
Entre os destaques internacionais estão nomes como o de Robert Peter Gale, um dos hematologistas mais prestigiados no mundo e que desenvolveu relevantes pesquisas sobre leucemia e transplante de medula. Ele também é reconhecido por suas atividades humanitárias. Gale coordenou os esforços de assistência médica às vítimas dos acidentes nucleares de Chernobyl e Fukushima, bem como do caso Césio 137, em Goiânia. Outro convidado é o Nicholas James.  O encerramento do evento terá a presença da Sonoo Thadaney, diretora executiva da Stanford Presence e especialista na incorporação da Inteligência Artificial (IA) na medicina.
 
Novidades  
Em parceria com o Open D’Or, o congresso organiza pela primeira vez um espaço voltado para startups. Os empreendedores convidados terão a oportunidade de apresentar suas soluções voltadas para melhorar a experiência do paciente, dos médicos e das equipes assistenciais. Aplicação da impressão 3D, inteligência artificial e internet das coisas estão entre tecnologias disruptivas que serão demonstradas. Outra novidade deste ano será a parceria com a ONG Desiderata, que há 16 anos atua conjuntamente com gestores públicos e organizações no desenvolvimento e implementação de soluções para a prevenção, diagnóstico e cuidado para a saúde de crianças e adolescentes. Durante o Congresso, serão realizadas ações convocando os participantes a fazerem doações que serão voltadas para o Hospital Jesus, referência em especialidades pediátricas.
 
Serviço
7ª edição do Congresso Internacional Oncologia D’Or
Dias: 22 e 23 de novembro
Local: Windsor Oceânico – Rua Martinho de Mesquita, 129, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ

Site: 
https://congressooncologiador2019.com.br

Rede D’Or São Luiz apresenta o novo Niterói D’Or

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Na foto, o vice-presidente de Operações da Rede D’Or, Rodrigo Gavina; o diretor do Niterói D’Or, Ricardo Reis; o diretor do Quinta D’Or, José Mauro Rezende; o presidente do Conselho de Administração da Rede D’Or, Jorge Moll e o vice-presidente Médico e de Serviços Externos da Rede D’Or, Leandro Reis. Foto: Lívio Campos
Na véspera do aniversário de Niterói a cidade foi presenteada. A Rede D’Or São Luiz apresentou oficialmente na noite desta quinta-feira as novas instalações do Niterói D’Or. Estiveram presentes na solenidade o prefeito da Cidade, Rodrigo Neves, o deputado federal Chico D’Ângelo, o subsecretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Igor Baldez, dentre outras autoridades e políticos estaduais e municipais. A ampliação do hospital é resultado de um investimento de R$ 200 milhões. São duas torres, uma de 16 andares e outra com 12, na esquina das ruas Mariz e Barros e Santa Rosa.
 
“A nova estrutura é símbolo do comprometimento do Grupo de melhorar continuamente os serviços oferecidos à população”, afirmou durante a cerimônia o vice-presidente operacional da Rede, Rodrigo Gavina.
 
A nova emergência está preparada para atender, com conforto e segurança, mais de 150 mil pacientes por ano. Esse setor conta (atualmente) com profissionais médicos 24h por dia nas especialidades de Ortopedia, Clínica Médica, Cirurgia Geral e Cardiologia. Ao todo, quando estiver em pleno funcionamento, o hospital vai gerar cerca de três mil empregos diretos. “Além da combinação de estrutura moderna e tecnologia de ponta, outro fator fundamental para a excelência de nossos serviços é a qualidade de nossa equipe. Buscamos sempre reunir os melhores profissionais”, destacou o diretor do hospital, Ricardo Reis.
 
O hospital também oferece Unidades de Internação adulta aberta (quartos), Unidade de Terapia Intensiva adulta, Unidade Cardiointensiva/Pós-Operatório Adulta e Unidade Neuro Intensiva Adulta. O Centro Cirúrgico é composto por dez amplas salas “inteligentes”, com equipamentos de última geração, capacitadas para realização de cirurgias nas diversas especialidades médicas. O Centro Médico, outra novidade, reúne consultórios para atendimento em diversas especialidades. Em alguns meses, será inaugurado o serviço de Oncologia, com consultas e terapias, incluindo radioterapia.