Saúde busca imunizar mais de 9 milhões de jovens contra o sarampo

Com foco na população jovem, com idade entre 20 e 29 anos, o Ministério da Saúde iniciou hoje (18) a segunda fase da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo. De acordo com o ministério, 9,4 milhões de brasileiros fazem parte desse grupo etário. “Nesta idade, os jovens não costumam ir aos postos de saúde, pois geralmente não ficam doentes. Esse é um ponto importante: precisamos ter uma estratégia diferente com essa população”, disse o ministro interino da Saúde, João Gabbardo.

O objetivo da campanha, que teve R$ 7 milhões em investimentos nesta fase, é imunizar pelo menos 9 milhões de pessoas. Os dados mais recentes da pasta da Saúde mostram que jovens nessa faixa etária são maioria entre os casos registrados – respondem por 30,6% do número total de casos de sarampo este ano no Brasil. E, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado pelo ministério, são também o maior vetor em potencial da doença.

O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, ressaltou explicou que mesmo os jovens que acreditam já ter tomado a vacina em anos anteriores devem procurar postos de saúde para atualizar a dose.

Wanderson explicou que registros antigos da imunização contra sarampo pode estar incompletos ou incorretos. “É muito difícil encontrar na caderneta de vacinação o registro de ‘vacina contra sarampo’. Então, caso o jovem tenha dúvida, é melhor que vá à unidade de saúde para avaliar se aquela vacina era realmente a tríplice viral.”

Cobertura ampliada

Apesar do recente reaparecimento do sarampo e do aumento significativo de registros da doença, o Ministério da Saúde tem feito amplas campanhas para combater a desinformação.

Na primeira fase da mobilização, que teve crianças de 6 meses a 5 anos como foco, 16 estados superaram a meta de imunização, que era de 95%. O número de municípios que têm a taxa de imunização alta também subiu: pulou de 32% para 78%.

Dia D

A segunda fase da campanha vai até 30 de novembro, Dia D da Vacinação contra o Sarampo. Assim como na primeira fase, o Dia D será de trabalho intenso para que seja possível cobrir a maior parte possível. da população-alvo.

“Sugerimos a gestores municipais e estaduais, empresários, donos de escolas e comerciantes que liberem funcionários mais cedo para tomar a vacina”, disse Gabbardo.

Há, entretanto, uma ressalva para o público-alvo da campanha. Gestantes na faixa etária não devem se vacinar contra sarampo, já que o método de imunização se dá por uma versão atenuada do vírus.

Investimento em tecnologia de ponta e treinamento para equipes de alto desempenho são a tônica do novo Niterói D’Or

fachada reduzida

Em evento para convidados e que contará com a presença de membros das sociedades médica, política e civil de Niterói, a Rede D’Or São Luiz celebrará, em dia 21 de novembro, o novo Niterói D’Or. Presente na cidade desde 2012, o Grupo investiu mais de R$ 200 milhões na ampliação da unidade, ratificando o compromisso de oferecer à população um atendimento especializado e de alta complexidade qualidade, em estrutura física compatível com a dos maiores hospitais do Brasil.

A unidade ocupa uma área de 42 mil m². São duas torres, uma de 16 andares e outra com 12, na esquina das ruas Mariz e Barros e Santa Rosa. Ao todo, quando estiver em pleno funcionamento, o hospital vai gerar cerca de três mil empregos diretos. “Somos uma das maiores unidades do Grupo no país, com 340 leitos”, afirma o diretor do hospital, Ricardo Reis, que informa que no prédio mais antigo funcionarão também os serviços de Pediatria.

A nova emergência, já em atividade, está preparada para atender, com conforto e segurança, mais de 150 mil pacientes por ano. Esse setor conta (atualmente) com profissionais médicos 24h por dia nas especialidades de Ortopedia, Clínica Médica, Cirurgia Geral e Cardiologia. “Trabalhamos com um atendimento de emergência muito eficaz. Qualidade e segurança em primeiro lugar, relata Ricardo.

O hospital também oferece Unidades de Internação adulta aberta (quartos), Unidade de Terapia Intensiva adulta, Unidade Cardiointensiva/Pós-Operatório Adulta e Unidade Neuro Intensiva Adulta. O Centro Cirúrgico é composto por dez amplas salas “inteligentes”, com equipamentos de última geração, capacitadas para realização de cirurgias nas diversas especialidades médicas. O Centro Médico, outra novidade, reúne consultórios para atendimento em diversas especialidades. “Em alguns meses estaremos agregando também o serviço de Oncologia, com consultas e terapias, incluindo radioterapia”, revela Ricardo.

Houve também um relevante investimento na renovação do parque tecnológico. O hospital agora possui um setor de exames de imagem com Tomografia Computadorizada de 512 canais, Ressonância Magnética de 1,5 Tesla, Ultrassonografia, Ecocardiografia e Endoscopia digestiva, dentre outros, que atenderá pacientes internados e também externos. “O nosso tomógrafo, por exemplo, é um modelo de alta precisão e velocidade. Somos um dos poucos hospitais no país a oferecer essa tecnologia. Enquanto boa parte do mercado oferece equipamentos com 32 ou 64 canais, o Niterói D’Or tem um de 512”, destaca Ricardo, que ressalta ainda que o moderno tomógrafo vai proporcionar diagnósticos mais exatos, principalmente para doenças cardíacas e oncológicas.

Parceria exclusiva

O Niterói D’Or firmou uma parceria com a Richet Medicina & Diagnóstico e será o único na cidade a contar com o laboratório para realização dos exames de sangue.

Brasil entrega presidência do Brics e destaca trabalho em inovação

Com o fim da 11ª Cúpula do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o Brasil entregou hoje (14) a presidência rotativa do bloco. Na avaliação do presidente Jair Bolsonaro, guiado pelo lema “Crescimento Econômico para um Futuro Inovador”, durante este ano, o Brasil conseguiu dar ênfase à inovação, “essencial para fomentar a produtividade e competitividade de nossas economias, condições necessárias para o desenvolvimento e bem-estar dos nossos povos”.

Segundo o presidente, os países do grupo têm buscado criar os meios práticos para que a cooperação ajude a assegurar às economias a permanente atualização tecnológica, exigida pela economia digital, com destaque para a criação da Rede de Inovação do Brics, do Instituto de Redes Futuras e para a parceria para a Nova Revolução Industrial. “Por meio dessas instâncias, nossos países podem aumentar a pesquisa científica, estimular a produção de bens e serviços inovadores e melhor capacitar os profissionais”, destacou Bolsonaro.

Durante seu discurso na sessão plenária da cúpula do Brics, que aconteceu no Palácio do Itamaraty, em Brasília, Bolsonaro ressaltou a importância da cooperação entre os cinco países e fez um balanço dos principais temas tratados durante o ano. “Essas reuniões resultaram em um maior conhecimento recíproco na identificação de oportunidades e de cooperação e demonstram a vitalidade e o potencial da colaboração entre governos e sociedades”, disse.

O presidente brasileiro destacou a adoção de uma perspectiva pragmática no comércio internacional e a assinatura de acordos entre as agências de promoção de comércio e investimentos. Na área da segurança, o Brasil concentrou esforços no combate ao terrorismo e na luta contra corrupção, em seminários, grupos de trabalho e uma reunião sobre recuperação de ativos.

Na saúde, a presidência brasileira do Brics focou a promoção do aleitamento materno e a pesquisa da tuberculose, com o objetivo de tornar mais barato o acesso a medicamentos. Houve avanços e ainda acordos para pesquisa energética, assistência aduaneira e de satélites.

Fórum Inovação Saúde debate experiências inovadoras de gestão e governança na saúde

Forum inovacao
Terceira edição do Fórum Inovação Saúde reuniu lideranças do setor no Museu do Amanhã

O Fórum Inovação Saúde reuniu, na última segunda-feira, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, profissionais da saúde para debater o futuro do setor no Brasil. Em sua terceira edição, a iniciativa, patrocinada pela Med-Rio Check-up, visa fomentar ideias e experiências de alto impacto para o sistema nacional de Saúde, onde o público compartilha tendências, conceitos e conhecimentos para a transformação e modernização do setor.

Dentre os destaques da programação, Paulo Chapchap, CEO do Hospital Sírio Libanês, Henrique Salvador, presidente da Rede Mater Dei de Saúde, e Maurício Lopes, vice-presidente executivo da Rede D’Or São Luiz, debateram sob a moderação de Ary Ribeiro, CEO do Hospital Sabará, as experiências inovadoras de gestão e governança na saúde.

Chachap mostrou a avançada mudança na estrutura organizacional que o Sírio Libanês passou nos últimos anos. “Criamos grupos ágeis, totalmente dedicados e autônomos, com objetivos relevantes. E isso não tem nada a ver com KPIs. Os objetivos estão fora do core, em um ambiente estável, ou no máximo, com mudanças incrementais, não disruptivas. Os squads estão focados em resolver problemas realmente diferentes dos problemas do dia a dia, visando a introdução de novas tecnologias.”, explicou.

Segundo ele, após quase dois anos do laboratório de inovação ser criado, já existem muitos resultados devido à rápida entrega em sprints. As pessoas, que em um momento poderiam ser receosas quanto à mudança, já pedem por mais e estão engajadas, falando a linguagem da inovação. “Não estou dizendo que é fácil, e não adianta organizar os grupos em comitês. É preciso organizar em unidades funcionais”, e complementou “E quando eles batem cabeça, deixo que se resolvam! Não tem sentido eu ser protagonista, é a tal da hierarquia do conhecimento. Que conhecimento eu tenho para discutir questões financeiras com o meu CFO? Se eu tiver um profundo conhecimento, teríamos que trocar de posição. Então naquela área, os squads tem que ter autonomia para decidir.”

Outro ponto fundamental para a reestruturação do hospital em direção à transformação organizacional foi o trabalho de reavaliação das competências de gerentes, superintendentes e diretores, através de uma análise e metodologia externas. Houve um plano de desenvolvimento para aqueles que se propuseram a caminhar nesta direção, e um plano de substituição para os demais. “Sem o caos, não há inovação”, explicou Chapchap em relação às mudanças citadas anteriormente.

Maurício e Henrique abordaram as formas de se relacionar e gerir a atividade médica, e como administrar os resultados nesses modelos. Maurício conta que um dos aprendizados do processo é a maior qualidade assistencial quando colocada uma segunda instância de diálogo com o corpo clínico. De acordo com o executivo, quando o médico está no plantão, ele tem muito menos tempo de entender a dinâmica completa do paciente do que outro médico que teve a oportunidade de compreender o paciente como um todo e conhecer o seu histórico. “Na hora que colocamos mais informação, nem que seja no beira leito, que interfaceie com o corpo clínico por completo, conseguimos trazer mais assertividade para o encaminhamento”.

Henrique conta que trazer o médico para participar da estratégia é fundamental e facilita a adesão ao modelo proposto. Isso inclui sentar periodicamente com as equipes, projetar dados, comparar os resultados das equipes. Por ser um movimento virtuoso, as pessoas acabam percebendo os benefícios.

Chapchap completa dizendo que deveríamos nos livrar dos arquétipos de médicos não poderem ser incorporados à gestão ou pacientes não participarem do seu cuidado, por exemplo. “Nós podemos fazer muito melhor do que estamos fazendo se trouxermos todos para resolver o problema. E resolver isso baseado em gestão e análise de dados. Estamos levando algumas ideias como se fossem verdade. APS é uma boa porta de entrada, orienta os pacientes, mas falar que resolve 80% dos casos, não resolve. Só resolve se houver uma integração total de dados disponíveis nas mãos dos médicos, com alta fluidez dessas informações. O que não existe hoje, em nenhum lugar do mundo”.