Exposição mostra importância do pai na amamentação

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Exposição termina no dia 11 de agosto

A amamentação é uma atribuição essencialmente feminina. Mas, para a mãe alcançar as condições ideais para ofertar o alimento ao bebê, é preciso contar com apoio, compreensão e percepção sobre o assunto. É aqui que entra o papel do pai ou do companheiro nessa jornada. Para buscar ampliar o envolvimento sobre o tema, o Hospital Memorial São José e o Plaza Shopping realizam até 11 de agosto, a exposição “Pais também amamentam”, no piso L3 do mall. Fotos de pacientes do hospital irão mostrar que esse momento de cumplicidade também pode ser vivido pelos papais. A exposição faz alusão à Semana Mundial da Amamentação e ao Dia dos Pais e será aberta oficialmente às 10h, no dia 1°/8.

“A mãe não deve estar sozinha nesse momento da amamentação, pois o aleitamento não deve ser uma tarefa exclusiva dela. É preciso valorizar a presença do pai”, afirma Marina Azevedo, coordenadora médica da UTI Neonatal do Hospital Memorial São José. O pai ou companheiro pode ajudar estando junto à mulher na hora da amamentação, ajudando com apoio emocional, além de buscar se ocupar mais com tarefas domésticas e dos filhos mais velhos.  Tais medidas, afirma a médica, criam um ambiente harmônico e influenciam o bebê, ajudando no seu desenvolvimento saudável.

A mulher também deve estimular o companheiro a participar dos momentos da amamentação. Um fator que pode levar a essa compreensão é a participação do casal em cursos de gestante e nas consultas médicas. “Também é importante ler sobre o assunto em livros, revistas, blogs, buscando um entendimento sobre o assunto”, acrescenta a especialista.

Tais experiências foram vividas pelos personagens que compõem a exposição. A professora Laurylene Arão esperou a pequena Lara por 18 anos, um verdadeiro presente para ela e o marido, Marcelo. “Ele tem sido um grande parceiro. A figura do pai é importante, pois fortalece a mulher, nos deixa mais segura”, afirma. O casal participou de palestras e cursos sobre amamentação e cuidados com o bebê.

A bióloga Cecília Castelo Branco também conta com o companheirismo do marido, Charles Carvalho. Maria nasceu há oito meses e, devido a complicações, precisou ficar na UTI Neonatal por 29 dias. Como a bebê também foi diagnosticada com síndrome de Down, houve uma dificuldade para que ela conseguisse amamentar. “A presença dele ao meu lado na UTI Neonatal foi essencial, pois eu precisava de amparo emocional nesse momento tão desgastante, até quando chegamos em casa”, lembra.

A visitação à exposição “Pais também amamentam” é aberta ao público.

São Paulo já reciclou 185 toneladas de lixo eletrônico

Com 65 pontos de coleta espalhados pelo estado de São Paulo, a Green Eletron recolheu, desde o final de 2017, cerca de 185 toneladas de lixo eletrônico. A iniciativa sem fins lucrativos para receber aparelhos descartados pelos consumidores foi fundada em 2016 pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Assim, as empresas começaram a atender o previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos, legislação que entrou em vigor em 2010.

Entre os pontos estipulados pela lei está a obrigação da cadeia produtiva e de comercialização de produtos eletroeletrônicos, entre outros setores, de estabelecer um sistema de logística reversa. Ou seja, as empresas se tornaram responsáveis por garantir que o lixo gerado por seus produtos tenha um destino adequado.

Acordo setorial

São Paulo se antecipou ao resto do país ao implantar a coleta e reaproveitamento do lixo eletroeletrônico. O acordo setorial, que deverá tornar o sistema obrigatório em todo o país, entrou em consulta pública na última quarta-feira (31). Durante um mês, o Ministério do Meio Ambiente vai receber contribuições antes da formatação final do texto.

Em 2017, o governo estadual propôs um termo de compromisso para implementar a logística reversa dos eletroeletrônicos em São Paulo, o que alavancou a iniciativa empresarial. O modelo da Green Eletron se inspira, segundo o gerente executivo da gestora, Ademir Brescansin, em experiências internacionais. “Uma unidade gestora nos mesmos moldes do que existe na Europa, no Japão e nos Estados Unidos. Uma entidade sem fins lucrativos em que as empresas, que têm obrigação por lei, pudessem se associar e ratear os custos da implantação de todo esse sistema”, explica.

Reciclagem

Atualmente, a iniciativa tem 26 empresas associadas. São recolhidos materiais dos mais diversos. Desde o final de 2017, os postos de coleta receberam, por exemplo, 4,1 mil celulares e 6,5 mil eletroportáteis (aparelhos pequenos como cafeteira, liquidificador e forno de micro-ondas), entre outros itens.

O material é levado para empresas de reciclagem que promovem o reaproveitamento de matérias-primas, como o plástico, e até a transformação em novos produtos. Nesse sentido, o Brasil está à frente da maioria dos países, segundo o diretor de inovação da Sinctronics, Carlos Ohde. A empresa é uma das responsáveis por fazer o processamento dos eletrônicos descartados. “Quando a gente olha para os Estados Unidos e para a Europa, eles têm muito consumo de eletrônicos, mas eles não têm a produção, vem da Ásia. Então, esse processo que a gente tem de pegar um eletroeletrônico descartado e transformar em um eletroeletrônico novo, eles não conseguem”, comparou Ohde.

Essa capacidade de transformar o lixo eletrônico em novos produtos já rendeu reconhecimento internacional à Sinctronics. De acordo com o diretor, a empresa recebeu duas menções do Fórum Econômico Mundial e até uma premiação da Associação Americana de Empresas de Manufatura, país de origem da matriz da recicladora. “O Brasil está entre os primeiros países que fazem isso”, enfatiza Ohde sobre a capacidade da fábrica de transformar impressoras jogadas fora em novas.

Processos complexos

Algumas etapas da produção, no entanto, ainda tem que ser feitas no exterior, como no caso da extração de componentes das placas eletrônicas. “Tem uns quarenta elementos da tabela periódica naquela placa. Precisa de um processo químico ou térmico que é feito fora do país”, detalha o diretor. Segundo ele, isso porque é necessário um volume muito grande de material para que o processo seja viável.

No caso dos aparelhos com gás, como geladeiras e ar-condicionado, também há dificuldades no processo. “A gente tem no Brasil somente duas empresas que são capazes de reciclar esse tipo de produto”, ressalta Ademir Brescansin da Green Eletron. Os monitores de tubo são outro produto que apresenta riscos. “Como eles possuem chumbo e fósforo, você tem que ter um processo adequado só para eles, aspirar todas as substâncias, descontaminar para depois reciclar”, acrescentou.

A partir da assinatura do acordo setorial, que deve prever a coleta de 17% do 1,5 milhão de toneladas de lixo eletrônico produzidos no país anualmente, outros obstáculos devem aparecer. “Você implantar um sistema de logística reversa no Brasil é diferente do que em qualquer país da Europa que implantou. A gente tem as dimensões continentais do país. Tem regiões que não se chega nem de carro, só de avião ou barco. Mas se os produtos eletroeletrônicos chegaram a todas as regiões do país, é possível que eles voltem”, ressalta o gerente executivo da Green Eletron.

Apesar dos custos, a operação é importante, segundo Brescansin. Além de evitar a contaminação do solo com o descarte em lixões, que ainda existem em 2,5 mil municípios, também é uma forma de deixar de retirar novas matérias-primas da natureza, poupando recursos.

Com alta nas vendas, shoppings brasileiros superam os resultados registrados pelo setor no período pré-crise

Berlin - April 28, 2018: Interior View Of The New Mall Of Berlin
Previsão é do setor de shoppings crescer 7% em 2019

Os dados do Índice Cielo de Varejo em Shopping Centers (ICVS Abrasce) apontam que o primeiro semestre de 2019 registrou crescimento de 8,4% nas vendas, taxa que supera os resultados registrados pelo setor no período pré-crise, passados os cinco anos do início da recessão econômica do país. Além disso, os shoppings apresentaram no período um acumulado superior ao de varejo de rua, cuja expansão foi de 6,4%, em relação ao primeiro semestre de 2018.

Segundo Glauco Humai, presidente da Associação Brasileira de Shopping centers (Abrasce), o alto desempenho do semestre foi puxado pelos bons resultados de alguns meses. “Em fevereiro, o setor apresentou maior crescimento de vendas em shopping centers, desde o início da série histórica, em 2014, com alta de 11,7%. Um dos pontos que contribuí foi a mudança do carnaval para março. Outro destaque foi o mês de maio que registrou crescimento em vendas de 9,8%, sob impacto do Dia das Mães, que superou as vendas do Natal do ano anterior (ficou em 9,4%)”, afirma. Para a próxima data comemorativa, o Dia dos Pais, a expectativa é alta de 5% nas vendas, em comparação ao mesmo período do ano passado.

Embora o ritmo de retomada do crescimento no início de 2019 tenha ocorrido abaixo do esperado, com queda de 0,2 do PIB no primeiro trimestre do ano, alguns indicadores econômicos mostram-se favoráveis ao setor, como a trajetória ascendente da concessão de crédito, a liberação dos saques do FGTS e o anúncio de 12 inaugurações de shoppings, até o fim deste ano. “O setor é resiliente e historicamente observa-se um deslocamento em relação ao desempenho da atividade econômica. Por exemplo, em 2015 e 2016, enquanto a economia estava em desaceleração o setor crescia entre 4% e 6%. Neste contexto, estamos confiantes e mantemos nossa previsão de crescer 7%, em 2019”, declara Humai.

Na medição regional, o Sul apresentou maior crescimento no semestre (10,9%), índice que supera a taxa de crescimento do setor no país, seguida pela região Nordeste (9,6%). O desempenho das demais regiões também apontou alta na curva de vendas, com 8% no Sudeste, 7,1% no Norte e 6,4% no Centro-Oeste.

Entre os segmentos, ganha destaque o de eletroeletrônicos que apresentou maior crescimento de vendas por metro quadrado nos shoppings, no período analisado, com alta de 14,56%. O segundo melhor desempenho de vendas ficou por conta do setor de relojoaria e bijuterias (7,33%), seguido por brinquedos (6,81%), telefonia e acessórios (5,64%) e puericultura (4,67%).

Empresas estatais têm lucro de R$ 24,6 bilhões

Empresas estatais federais registraram lucro de R$ 24,6 bilhões no primeiro trimestre de 2019, resultado 57,5% maior que o apurado no mesmo período de 2018 (R$ 15,6 bilhões).

Os números constam no 10º Boletim das Empresas Estatais Federais, divulgado hoje (1º), em Brasília, pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais do Ministério da Economia.

Banco do Brasil, Caixa Econômica, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Eletrobras e Petrobras representam mais de 90% dos ativos totais e do patrimônio líquido das estatais federais.

Entre os grupos analisados, o maior crescimento percentual verificado foi do BNDES, que saiu de um lucro de R$ 2,1 bilhões no primeiro trimestre de 2018 para R$ 11,1 bilhões no primeiro trimestre de 2019 (aumento de 437%).

Com a venda da Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG), o número de estatais caiu de 134 para 133 até março deste ano. Após a edição do boletim, houve nova redução do número de empresas, totalizando atualmente 130 estatais.

Redução de pessoal

No primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2018, houve redução de 2,4 mil funcionários no quadro das estatais. As principais reduções ocorreram nos Correios (1.721) e no Banco do Brasil (402).

Parte da redução é resultado da implementação de programas de desligamento voluntário de empregados (PDVs).

A estimativa de economia na folha de pagamentos é de R$ 1,1 bilhão.