Nomes da street art brasileira assinam estampas de ecobags

Sacolas_Retornaveis_Cencosud

Preservação do meio ambiente aliada à arte e a ações sociais. As lojas da Cencosud, 4º maior grupo supermercadista do país, uniram em um único produto esses três princípios. Clientes de todas as unidades das redes de supermercados Prezunic, Bretas e GBarbosa podem adquirir sacolas retornáveis assinadas por brasileiros ligados à arte urbana e contribuir com um programa social voltado às pessoas acima de 50 anos. 

A coleção de sacolas retornáveis Artistas do Brasil é composta por dez diferentes modelos, assinados por artistas como Pixote Mushi, Guilherme Asthma, Lanó Art (Carolina e Juliana), Siren Arte (Camila Siren) e Daniel Toys, além de Dan Roots e Tito Ferrara, entre outros representantes da street art brasileira. Os modelos são colecionáveis e contam com nova coleção a cada seis meses, com estampas que retratam a natureza, culturas, personalidades, homens e mulheres de diferentes etnias e realidades sociais.

A cada ecobag vendida por R$ 3,99 são destinados R$ 0,20 à manutenção do Instituto GBarbosa, que oferece melhoria da qualidade de vida para esse público. Um exemplo de ação foi a criação do centro comunitário Instituto GBarbosa 50+, espaço de 200 metros quadrados, inaugurado em novembro de 2018, em Aracaju (SE). No local são realizadas inúmeras atividades gratuitas como cursos, oficinas, palestras sobre empreendedorismo, tecnologia e atividades com foco no bem-estar, qualidade de vida, saúde e nutrição voltadas às pessoas com mais de 50 anos.

Feita de ráfia, uma sacola retornável suporta 15 kg e substitui até seis sacolas plásticas convencionais, além de durar anos. A adesão a esse tipo de produto é uma tendência que contribui com a preservação do meio ambiente. As sacolas plásticas são responsáveis por 10% de todo o lixo produzido mensalmente no Brasil e levam até um século para se decompor, prejudicando o meio ambiente.

Desde 2016, a Cencosud já comercializou mais de 2,5 milhões de sacolas retornáveis, disponíveis em aproximadamente 180 estabelecimentos comerciais ao registrar um aumento de 15% nas vendas a cada ano. A expectativa da companhia é que o número aumente, uma vez que as pessoas estão mais conscientes, adotando hábitos sustentáveis como, por exemplo, o costume de sempre levar a sacola retornável de casa antes de ir ao supermercado.

“Quando lançamos as ecobags, fizemos questão de agregar ainda mais valor ao produto, investindo na sustentabilidade, na valorização da arte e no potencial das pessoas com mais de 50 anos, valores presentes no DNA da companhia. Queremos incentivar uma mudança de hábito e conscientizar os clientes de que pequenas mudanças de atitude trazem inúmeros benefícios para o meio ambiente”, afirma Fábio Sento Sé, gerente de responsabilidade social da Cencosud Brasil.

Diretor-médico da Med-Rio Check-up toma posse como conselheiro estratégico da ABRH-Brasil

Gilberto Ururahy reduzida
Gilberto alerta para o desafio de controlar os custos com planos de saúde

O diretor médico da Med-Rio Check Up, Gilberto Ururahy, tomou posse como conselheiro estratégico da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Brasil). Um dos principais especialistas em medicina preventiva do país, Gilberto adianta que pretende trabalhar dentro da Associação questões como compliance na saúde, Lei Geral da Proteção de Dados e os desafios para o RH na gestão de saúde, principalmente na questão do controle de custos.

“A gestão de saúde precisa ser prioridade nas organizações. Hoje, o plano de saúde é o segundo maior custo de uma empresa. Há casos em que o benefício chega a responder por até 30% da folha de pagamento. É um benefício valorizado, mas também representa um alto gasto”, avalia o diretor médico da Med-Rio.

Para Gilberto, a melhor forma de equilibrar essa balança é orientar o funcionário a ser responsável pela própria saúde. “A partir da medicina preventiva é muito mais fácil gerenciar a saúde do indivíduo do que tentar fazer isso quando a pessoa está internada”, observa o conselheiro da ABRH-Brasil.

Entretanto, o brasileiro, de uma forma geral, tem hábitos nada saudáveis. Prova disso é que mais da metade da população está acima do peso, quase 60% não pratica atividades físicas e 25% convive com insônia. Ele explica que melhorar a saúde depende da gestão adequada de quatro instâncias: a pessoal, a profissional, a física e a emocional. “73% das doenças têm relação com o estilo de vida, e a genética entra com apenas 17% nessa conta. Acredito que posso usar a minha experiência, de quem há 29 anos trabalha com medicina preventiva, para ajudar na elaboração de projetos voltados para a área de RH”, relata.

O diretor médico da Med-Rio observa, por exemplo, que, em muitos casos, as organizações contratam serviços de saúde sem o cuidado necessário, o que acaba impedindo que se tenha o resultado adequado e satisfatório para os usuários desses serviços e para empresa contratante no que tange a qualidade, inovação e segurança.

Casa do Saber Rio debate a Sociedade do Desempenho e os desafios da era digital

O filósofo Leandro Chevitarese vai ministrar o curso

A sociedade do Século XXI é uma sociedade do desempenho, na qual todos querem ser diferentes uns dos outros, o que exige “produzir a si mesmo”. Essa teoria do filósofo sul-coreano Byung-Chul Han será tema de curso na Casa do Saber Rio, entre os dias 4 e 25 de junho. O filósofo Leandro Chevitarese explica as imposições dessa sociedade, em que as pessoas se vendem como autênticas e agem como empresários de si próprios. Segundo ele, nessa vontade de ser diferente, prossegue o igual. O sistema só permite que existam “diferenças comercializáveis”.

Em resumo, estes são tempos de autoexploração. “Vive-se com a angústia de não estar fazendo tudo o que poderia ser feito. Se você não é um vencedor, a culpa é sua”, explica Han. Nessa busca, os resultados podem ser desastrosos: depressão, burnout, hiperatividade e ansiedade.

O curso aborda as transformações que marcam a sociedade contemporânea, incluindo o enfraquecimento das instituições tradicionais, as mudanças no capitalismo, a comunicação digital, as redes sociais e as novas formas virtuais de sociabilidade e de trabalho.

AULAS

  • 4 de junho / A Sociedade do Desempenho e seus sintomas: depressão, burnout, hiperatividade e ansiedade
  • 11 de junho / A Sociedade da Transparência: máxima visibilidade e vigilância
  • 18 de junho / As novas formas de comunicação, sociabilidade, trabalho e política da Era Digital
  • 25 de junho / Uma pedagogia do ver e a revitalização do Eros como antídotos ao “mero viver”

SERVIÇO

Sociedade do Desempenho: uma reflexão sobre os desafios da Era Digital

Local: Casa do Saber Rio
Dias: 4, 11, 18 e 25 de junho (terça-feira)
Horário: das 19h30 às 21h30
Endereço: Shopping Leblon. Av. Afrânio de Melo Franco 290/ 101 – 1º piso
Valor de investimento: R$ 480
Inscrições:  https://rj.casadosaber.com.br/cursos/sociedade-do-desempenho-uma-reflexao-sobre-os-desafios-da-era-digital/mais-informacoes

Junho Vermelho: campanha destaca a importância da doação de sangue

O mês de junho é tipicamente o período que as temperaturas começam a cair, propiciando aumento da incidência de infecções respiratórias, além da temporada de provas em universidades, escolas e do início das férias escolares. Por isso é o período em que se costuma registrar quedas significativas nos estoques dos bancos de sangue, públicos e privados. Para destacar a importância da doação de sangue nesse momento do ano, começou no último sábado (1º) a campanha Junho Vermelho.

A campanha iluminará com a cor vermelha, durante todo o mês, instituições públicas e privadas, prédios históricos e monumentos em diferentes localidades do país. Serão feitas ações especiais durante a semana do Dia Mundial do Doador de Sangue, que é comemorado no dia 14 de junho. Lançada no estado de São Paulo, a campanha Junho Vermelho ganhou status de lei estadual em 15 de março de 2017 (nº 16.386) e passou a ser promovida em todo o país.

Segundo a fundadora do Eu Dou Sangue, Debi Aronis, a ideia de criar o movimento veio depois de seu pai precisar de sangue devido a uma doença delicada e de perceber que o período estava com estoques baixos nos hemocentros e hospitais. “Somente aqueles que enfrentam uma dificuldade e precisam da doação para que familiares ou amigos possam sobreviver sabem da importância desse ato. É um pequeno gesto, individual e gratuito, mas com consequências expressivas”.

Debi explicou que o fato de as pessoas estarem menos propensas a sair de casa não diminui, e por vezes até aumenta, a rotina dos hospitais que atendem desde vítimas de acidentes de trânsito e da violência urbana até os portadores de doenças que requerem transfusões sanguíneas como câncer, anemia falciforme e outras patologias, incluindo os procedimentos cirúrgicos de alta complexidade, como transplantes e cirurgias cardíacas. “É importante ressaltar que a demanda de sangue permanece inalterada, apesar da redução da oferta nos estoques dos hemocentros”.

De acordo com uma pesquisa feita em 2017 pelo Eu Dou Sangue em parceria com o Instituto Datafolha, cerca de 92% dos brasileiros disseram não ter doado sangue entre junho de 2016 e junho de 2017.  De acordo com o levantamento, além do recesso e do clima mais frio, feriados e dias chuvosos também impactam negativamente os hemocentros, que costumam registrar queda de 30% em seus estoques no período.

Os dados também mostraram que 39% dos brasileiros admitem não saber qual é seu tipo de sangue. O estudo, que ouviu 2.771 entrevistados em todo o país, mostrou que o desconhecimento é maior entre os homens (44%) do que entre as mulheres (35%). Assim como a maioria dos jovens (52%), na faixa dos 16 aos 24 anos, também desconhecem esse aspecto de seu próprio corpo.

A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de que cada país tenha, entre 3% e 5% de sua população doadora de sangue frequente. No Brasil, o índice fica em 1,8%, enquanto em alguns países da Europa, cerca de 7%.