Livro reúne histórias de crianças e adolescentes portadoras de autismo

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Gabriela e Fabio contam a história de 32 pacientes

No dia 3 de junho, a Máquina de Livros lança, às 19h, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon, “O menino que nunca sorriu & outras histórias reais”. Escrita pelos psiquiatras infantis Gabriela Dias e Fabio Barbirato em parceria com o jornalista e dramaturgo Gustavo Pinheiro, a obra reúne 32 histórias de crianças e adolescentes portadoras de autismo, depressão e bipolaridade atendidas no setor de Psiquiatria Infantil da Santa Casa de Misericórdia.

– Nosso objetivo é que os transtornos mentais saiam da sombra do preconceito e do
estigma e ganhem a luz do esclarecimento. Quanto mais falarmos, mais vidas serão
salvas – diz Fabio.

O jornalista passou dois anos frequentando o setor de psiquiatria infantil e conheceu histórias como a de um menino que até os 7 anos nunca havia dado um sorriso ou a do adolescente, fã de Neymar, que está se alfabetizando graças às letras e números estampados nas camisas de futebol. Com uma narrativa sensível e envolvente, o livro é também uma bússola valiosa para a missão cada vez mais desafiadora de criar filhos no mundo contemporâneo.

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Niterói e São Paulo também receberão evento de lançamento

– Sempre nos chamou a atenção uma certa dificuldade dos adultos em identificar os primeiros sintomas dos transtornos mentais nas crianças e nos adolescentes. Não por má vontade, mas por falta de informação. Isso é ainda mais preocupante nos tempos atuais,
em que o volume de conhecimento da internet pode mais confundir que orientar – completa Gabriela.

Também haverá evento de lançamento em Niterói e São Paulo. O primeiro será no dia 8 de junho, às 16h, na Livraria Blooks da Reserva Cultural, enquanto que na capital paulista acontece no próximo dia 28, às 18h, na Livraria Blooks do Shopping Frei Caneca.

 

Supremo veta trabalho insalubre para gestante

O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional a norma que admite a possibilidade de trabalhadoras grávidas e lactantes desempenharem atividades insalubres. Essa foi uma das novidades da reforma trabalhista (Lei nº 13.467, de 2017). O artigo 394-A, incluído na CLT, estipulou que as mulheres só seriam afastadas do trabalho se apresentassem atestado médico com essa recomendação.

As gestantes seriam afastadas de forma automática apenas das atividades insalubres de grau máximo. Para as de grau médio e mínimo, precisariam apresentar declaração médica. Já aquelas em período de amamentação dependiam do atestado também para deixar as atividades insalubres de grau máximo.

Com a decisão do STF, na tarde de ontem, volta a valer a norma anterior à reforma trabalhista, que veda o trabalho de gestantes e lactantes em locais insalubres – sem a necessidade de atestado médico.

Os ministros analisaram a matéria por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.938, apresentada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos. Eles entenderam que a nova regra fere direitos garantidos pela Constituição Federal – dentre eles, o direito social à maternidade, à saúde e a condições de trabalho dignas.

Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, tratou a norma como “absolutamente irrazoável”. “Quem de nós gostaria que nossas filhas ou esposas continuassem a trabalhar em ambientes insalubres? Essa pergunta, ao ser respondida, resolve a questão da constitucionalidade”, disse.

Moraes levou em conta os riscos para a saúde. Ponderou ainda a dificuldade, em certas ocasiões, de a mulher ter acesso ao atestado e também o receio de sofrer consequências ao apresentá-lo para o empregador. “Há o medo de ser demitida posteriormente”, afirmou o ministro no seu voto.

Ele enfatizou que a maternidade não pode ser causa de discriminação e ponderou que justificativas, pela manutenção da regra, relacionadas à retração da participação das mulheres no mercado de trabalho não deveriam prosperar.

A lei prevê, segundo o ministro, que as mulheres sejam realocadas para uma outra função, que não ofereça riscos à saúde, e nos casos em que não for possível a legislação determina que a gestação será considerada de risco e ensejará salário-maternidade.

Alexandre de Moraes já havia deferido liminar, de forma monocrática, no dia 31 de abril, para suspender a norma da reforma trabalhista. Ontem, no plenário, os ministros decidiram o mérito. Marco Aurélio foi o único que divergiu do relator e entendeu pela constitucionalidade da norma.

Ele entende que houve uma “motivação para a reforma trabalhista”. “O impiedoso mercado de trabalho, com oferta excessiva de mão de obra e escassez de empregos”, disse Marco Aurélio, acrescentando que a “visão alargada da proteção ao gênero feminino acaba prejudicando o próprio gênero feminino”.

Especialista na área, a advogada Daniela Mello, do escritório Urbano Vitalino, no entanto, diz que o texto da reforma trabalhista, da forma como foi aprovado, representa “um retrocesso ao direito das mulheres à maternidade e à lactação do seu bebê”.

A advogada Flavia Plycarpo, do escritório Polycarpo Advogados, complementa que desde a redação original da CLT, em 1943, existe a preocupação de se proteger as condições tanto de gênero como de gravidez. O artigo 394-A, diz, foi inserido na CLT em maio de 2016 – ou seja, antes da reforma trabalhista – e o texto original proibia o trabalho da mulher gestante e lactante em ambientes insalubres.

“No relatório do projeto que deu origem à Lei 13.467, nas razões da alteração, justificou-se a inversão da lógica no sentido de se proteger o mercado da mulher pois, na prática, a condição de ser mulher estaria causando restrições e discriminações indiretas nas relações de trabalho”, recorda a advogada. Por mais que a intenção aparentemente fosse boa, acrescenta, o novo texto acabou conflitando com outros artigos da própria CLT, além de ferir direitos garantidos pela Constituição.

Economia brasileira cai 0,2% no primeiro trimestre do ano

O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caiu 0,2% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o último trimestre de 2018. A queda ocorreu depois de altas de 0,5% no terceiro e de 0,1% no quarto trimestres do ano passado.

Segundo dados divulgados hoje (30), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia brasileira cresceu 0,5% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado e 0,9% no acumulado de 12 meses.

Os dados mostram que, do último trimestre de 2018 para o primeiro trimestre de 2019, a queda de 0,2% foi puxada por um recuo de 0,7% no setor industrial. As principais atividades em queda foram a indústria extrativa mineral (-6,3%), construção (-2%) e  indústrias da transformação (-0,5%).

A agropecuária também teve queda (-0,5%). Os serviços tiveram taxa positiva de 0,2% no período, evitando uma queda mais acentuada da economia.

Sob ótica da demanda, a queda foi puxada pela formação bruta de capital fixo, isto é, os investimentos, que caíram 1,7% do último trimestre de 2018 para o primeiro trimestre deste ano. As exportações também caíram (-1,9%).

Ao mesmo tempo, os consumos do governo e das famílias cresceram 0,4% e 0,3%, respectivamente. As importações tiveram alta de 0,5%.

CNSaúde manifesa apoio à Reforma da Previdência

Breno Monteiro
O presidente da CNSaúde defende que a Reforma vai estimular o financiamento no setor de saúde

O presidente da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), Breno Monteiro, participou da entrega de uma carta aberta ao presidente da República, Jair Bolsonaro, de apoio à proposta da reforma da Previdência, na terça-feira (28). A carta conta com a assinatura de nove confederações.

“Acho importantíssimo que o Congresso Nacional aprove, o quanto antes, a reforma da Previdência, pois, sem ela, cada vez mais teremos dificuldades no nosso setor. O setor da saúde precisa que o Brasil cresça e prospere, para que ele também consiga melhorar o seu financiamento e com isso atender cada vez mais a população tão necessitada do país”, disse Monteiro.

O presidente da CNSaúde ressaltou que, além da carta ao presidente da República, também já foi manifestada ao Congresso e o Senado Federal as necessidades do setor da saúde. “Se não for aprovada a reforma da Previdência nos moldes que foi apresentado, certamente no futuro o setor onde mais será cortado [empregos] é o da saúde. Já temos dificuldades de financiamento, e isso só se agravará [sem a aprovação]. Esse é o momento não de pedir, mas de dar nosso apoio total ao Governo e ao Congresso para que consigamos avançar essa fase”, destacou.

Modelo previdenciário insustentável e injusto

No documento, as confederações dizem que o estrangulamento fiscal do Estado brasileiro “em grande medida provocado por um modelo previdenciário insustentável e injusto, assevera desigualdades sociais é a principal causa da estagnação econômica”.

“Entendem as confederações signatárias, que representam o amplo espectro das atividades produtivas, ser o modelo proposto um caminho indispensável para o destravamento de investimentos públicos e privados – única rota em direção ao desenvolvimento sustentável”, diz a carta, assinada pelos representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); Confederação Nacional de Indústria (CNI); Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC); Confederação Nacional da Comunicação Social (CNCOM); Confederação Nacional das Cooperativas (CNCOOP); Confederação Nacional da Saúde (CNSaúde); Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg); Confederação Nacional do Transporte (CNT); e Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF).

Monteiro também demonstrou preocupação com a decisão de operadoras de saúde em descredenciar hospitais para favorecer sua rede própria prejudica principalmente o consumidor. Segundo ele, a verticalização da saúde suplementar retira a opção de escolha e restringe a livre concorrência. O resultado final devido à concentração de mercado na mão apenas de poucas operadoras será o aumento de preços e a diminuição da qualidade da assistência.