Honda investe R$ 500 milhões em Manaus

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Issao Mizoguchi, presidente da Honda South America, ao lado de Wilson Lima, governador do Amazonas, e Alfredo de Menezes Júnior, Superintendente da Suframa

A Moto Honda da Amazônia vai investir R$ 500 milhões em sua fábrica de Manaus (AM), onde desde 1976 já produziu mais de 24 milhões de motocicletas. Os recursos serão aplicados até 2021 em equipamentos, obras, reposicionamento de linhas e um novo prédio que vai unir todas as operações de produção de motores, com o objetivo de modernizar e aumentar a produtividade da planta.
O investimento foi anunciado npor Issao Mizoguchi, presidente da Honda South America. O executivo explica que os investimentos serão feitos com capital próprio para melhorar a eficiência de processos, manter a planta competitiva e assim reduzir custos de produção, pois no momento não há necessidade de expansão da capacidade ou de contratações.

A Honda emprega atualmente 6 mil pessoas em Manaus e produz em média 3,7 mil motos por dia, o que representa a metade do pico de 2011, quando a unidade chegou a fazer 6,8 mil unidades/dia e tinha 11 mil funcionários. Das cinco linhas de montagem final, só uma opera em dois turnos, as outras quatro em apenas um turno.

Em 2018 a Honda produziu 780 mil motos no Brasil, o que representou crescimento de 17% sobre 2017 – ainda muito longe das 1,56 milhão de unidades produzidas em 2011. Este ano expectativa é de nova expansão, mas um pouco menor, em torno de 5%, seguindo a estimativa de avanço médio do mercado doméstico, dominado pela Honda com mais de 80% de participação e responsável por consumir 95% da produção no País – só 5% são destinados à exportação.

Os investimentos até 2021 estão focados em melhorar os fluxos produtivos, interligando para reduzir a movimentação de componentes e pessoas. Algumas áreas da fábrica serão realocadas, mas sem paralisar nenhuma linha – todas as transferências serão feitas sem interrupção da produção. A primeira mudança será o agrupamento dos processos de produção de motores, incluindo fundição, usinagem, pintura alumínio e montagem, que serão integrados em um só prédio da nova fábrica de motores.

A primeira área a ser transferida é a fundição, que nos próximos meses sai gradualmente da área atual de 11 mil metros quadrados e passa a operar em um novo galpão já construído de quase 14 mil metros quadrados. A partir do segundo semestre ocorrerá a transferência dos processos de usinagem para um novo local de 12 mil metros quadrados, que está em obras no momento. O setor de pintura alumínio e a nova linha montagem de motores também ganharão novos prédios dentro do mesmo complexo, que deverão ser concluídos no decorrer de 2020.

Ao mesmo tempo em que será construída a nova e integrada fábrica de motores, a Honda irá conduzir modernizações em toda a cadeia produtiva da planta de Manaus, incluindo montagem de motocicletas, produção do chassi, fabricação de peças plásticas, processos de soldagem e pintura dos tanques, além dos departamentos de embalagem e expedição.

Também estão incluídos no investimento reformas prediais para aumentar o conforto das equipes de trabalho, com ambientes climatizados, mais amplos e arejados. Do ponto de vista ambiental, serão feitas intervenções para aproveitar melhor a iluminação natural e o reaproveitamento de água.

Scania fará investimento de R$ 1,4 bilhão em São Bernardo

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A modernização da fábrica de São Bernardo do Campo será um dos objetivos

A direção da Scania no Brasil promoverá um novo programa de investimentos, que totalizará R$ 1,4 bilhão entre 2021 e 2024. Os recursos serão usados principalmente na modernização da fábrica de São Bernardo do Campo. A ideia é dar continuidade ao plano de a filial brasileira estar preparada para produzir caminhões e ônibus com combustíveis alternativos.

Segundo a montadora sueca, a primeira parte do investimento somará R$ 75 milhões, que serão usados para ampliar as instalações destinadas às equipes de pesquisa e desenvolvimento, além da melhora na logística industrial.

Em 2020 estará em fase de conclusão o programa de investimentos iniciado em 2016, de R$ 2,6 bilhões, voltado, sobretudo, à adaptação da fábrica de São Bernardo às mudanças definidas pela matriz a partir da necessidade de acompanhar as novas tendências energéticas para reduzir emissões de poluentes.

A maior parte da produção em São Bernardo é destinada à exportação, incluindo mercados mais distantes, como Rússia.

“Nosso ritmo de investimento era de R$ 100 milhões por ano, mas agora, para atender as necessidades das novas tendências ligadas ao mundo do transporte, precisamos elevar esse patamar”, disse, por meio de nota, o presidente da Scania na América Latina, Christopher Podgorski.

Segundo o executivo, a fábrica, localizada às margens da Via Anchieta, também passará por reformas. “Estamos em processo acelerado de automação nos processos de logística para melhor aproveitamento do tempo e espaço”, afirmou Podgorski.

Segundo ele, na área de desenvolvimento, o foco imediato serão os combustíveis alternativos, especificamente veículos movidos a gás. Recentemente a Scania e a Citrosuco firmaram uma parceria para os primeiros testes com um caminhão que pode ser abastecido com gás natural veicular ou biogás.

A fábrica brasileira conta com 250 engenheiros que atuam em sinergia com a matriz na Suécia.

Grupo dono da Air Europa vai abrir empresa aérea no Brasil

O grupo espanhol Globalia, dono da Air Europa, vai fundar uma nova empresa de aviação no Brasil. Será a primeira após a publicação da medida provisória 863/2018, que abre o setor aéreo ao capital estrangeiro, hoje limitado em 20%. O anúncio foi feito pelo ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas. De acordo com o ministro, a outorga será pedida nos próximos dias.

— Importante para equilibrarmos oferta de voos e reduzir preço da passagem — destacou Freitas, que complementou:

— Obtendo outorga, ela vai contratar pilotos e tripulação brasileira, gerando empregos, concorrência no setor e novos investimentos no país.

Mundo rico vive boom do emprego

trump discurso
Governo de Trump registra taxa de desemprego de apenas 3,6%

Todos dizem que o emprego está acabando. Que os trabalhadores perderam o controle de suas vidas, que são mal pagos e explorados, que as máquinas ameaçam extinguir seus empregos. Só há um problema nesse quadro: ele não bate com a realidade. A maior parte do mundo rico está experimentando um boom de empregos sem precedentes. Não apenas existe pleno emprego, mas, em média, os empregos ficaram melhores. O capitalismo está melhorando com mais rapidez o nível dos trabalhadores, à medida que os mercados de trabalho se tornam mais seletivos.

Nos EUA, a taxa de desemprego é de apenas 3,6%, a mais baixa em meio século. Menos comentada é a abundância de empregos em todo o mundo rico. Dois terços dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) tem taxa de emprego recorde na faixa de 15 a 64 anos. No Japão, 77% dessa faixa estão empregados. Mesmo na França, Espanha e Itália, onde o desemprego é relativamente alto, a taxa de emprego para a população que atinge a idade de trabalho está próxima ou excede os níveis de 2005.

O boom de empregos no mundo rico é cíclico, resultado de uma década de incentivo econômico e recuperação verificados desde a grande recessão. Mas também reflete mudanças estruturais. As populações estão mais preparadas. Os sites são eficientes em combinar vagas e candidatos qualificados. E cada vez mais mulheres trabalham. Na verdade, as mulheres representam quase todo o crescimento nas taxas de emprego do mundo rico desde 2007. Por último, reformas em programas de previdência social, tanto para deixá-los menos generosos como para endurecer os meios de ingresso, parecem ter levado mais as pessoas a procurar emprego.

Graças ao boom de vagas, o desemprego quase desapareceu em muitos países. Foi substituído por uma série de queixas sobre a qualidade e o rumo do trabalho. Esses são pontos menos tangíveis e mais difíceis de julgar. As queixas mais sérias são de que a automação vem destruindo vagas e os empregos, embora abundantes, são de baixa qualidade.

De novo, a realidade não combina. Na indústria manufatureira, máquinas substituíram trabalhadores por décadas. Isso parece ter contribuído para um bolsão de desemprego persistente entre os americanos. Mas, segundo a OCDE, não se vê um apocalipse do emprego originado por máquinas e algoritmos. Uma grande faixa de pessoas apenas com educação secundária ou menos tem mais empregos que em 2000.

É também verdade que empregos de nível médio estão se tornando mais difíceis de encontrar à medida que a estrutura da economia muda e o setor de serviços se expande. Por volta de 2026, haverá nos EUA mais pessoas trabalhando em casa do que secretárias, segundo projeções oficiais. Mas, à medida que os mercados convencionais de trabalho decrescem, são criados mais empregos de alto nível que empregos menos qualificados. Ao mesmo tempo, empregos menos qualificados estão sendo mais bem pagos, em parte em razão do aumento do salário mínimo. No mundo rico, empregos que pagam menos de dois terços da média nacional são cada vez mais raros.

Quanto à precariedade, nos EUA, os empregos de tempo integral tiveram a mesma proporção de contratações em 2017 que em 2015. O trabalho temporário responde por apenas 1% dos empregos. Na França, mesmo com as recentes reformas para tornar o mercado de trabalho mais flexível, a faixa de novas contratações permanentes atingiu a maior alta de todos os tempos. O verdadeiro trabalho precário é encontrado em países do sul da Europa e a culpa não é nem de empregadores sanguessugas nem da tecnologia, mas de leis antiquadas que amarram os mercados de trabalho, deixando de fora os jovens para manter em empregos protegidos trabalhadores que neles se encastelaram.

Seguro-desemprego

O impacto dos benefícios de trabalho abundante está ficando claro. Com as empresas competindo por trabalhadores, mais do que estes por emprego, os salários crescem, aumentando a fatia dos trabalhadores no bolo – embora não tão rapidamente quanto o boom pode sugerir. Especialistas preocuparam-se por anos com a diminuição do número de beneficiados pelo seguro-desemprego. Agora, o mercado de trabalho está fazendo isso por eles. De fato, um dos atrativos do boom de empregos é seu potencial para resolver problemas sociais sem que governos gastem muito.

Os legisladores têm lições a tirar. Os economistas subestimaram o potencial do emprego, o que levou a políticas fiscais e monetárias hesitantes. Assim como sua perspectiva otimista nos anos 2000 ajudou a alimentar a crise, o pessimismo sobre o crescimento do emprego atrasou a recuperação. A esquerda tem de aceitar que muitas de suas críticas ao capitalismo não têm respaldo nos fatos.

A vida na base do mercado de trabalho não é alegre – longe disso. Mas a situação da maioria dos trabalhadores está melhorando. A falha em entender isso pode levar a uma intervenção desnecessária do governo. Já a direita deveria admitir que os empregos aumentaram apesar das regulamentações que constituem sua política. O boom não vai durar para sempre. A recessão vai liquidá-lo. Mas, enquanto isso, é bom prestar atenção nele.