Estudantes criam campanha para mostrar problemas das escolas ao MEC

Em reação à carta em que o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, orienta os diretores de escolas a filmarem alunos perfilados cantando o Hino Nacional, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) lançou uma campanha na internet para alunos e professores registrarem os graves problemas presentes nos colégios.

Será mesmo que a prioridade do Ministério da Educação do nosso país deve ser gravar estudantes cantando o hino nacional?”, questiona o presidente da UBES, Pedro Gorki, em vídeo sobre a campanha. Para a entidade, deveriam ser prioridades da pasta valorização de professores, cumprimento do Plano Nacional de Educação e renovação do Fundeb.

Muitos estudantes têm participado, publicando vídeos de tetos caindo, goteiras e espaços tomados por mato, por exemplo.

“Nós, estudantes, não queremos apenas cantar o hino nacional, mas sim construir uma grande nação e a escola pública dos nossos sonhos”, afirma Gorki no vídeo sobre a campanha.

Injeção inteligente facilita aplicação de remédios no olho

As seringas e agulhas ocas são utilizadas para administrar remédios há mais de 150 anos e, agora, uma equipe de cientistas desenvolveu um injetor inteligente que ajusta sua administração em regiões delicadas do corpo, como o espaço supracoroidal na parte posterior do olho.

A descrição deste novo modelo foi publicada na revista especializada “Nature Biomedical Engineering” em artigo liderado por pesquisadores do Hospital Brigham and Women’s de Boston, nos Estados Unidos.

Concretamente, os pesquisadores testaram em animais um injetor inteligente de alta sensibilidade para a focalização tissular – chamado i2T2 -, capaz de detectar mudanças na resistência dos tecidos a fim de administrar remédios de forma adequada e segura.

A injeção é utilizada para a administração de tratamentos para a retina, degeneração macular úmida e na retinopatia diabética, segundo fontes científicas consultadas pela Agência Efe.

Em uma nota de imprensa, o citado hospital lembra que, embora as seringas sejam usadas há mais de um século, sua correta utilização depende de quem aplica e pode ser difícil administrar medicamentos em regiões delicadas do corpo, como nos olhos.

“Atingir tecidos específicos usando uma agulha convencional pode ser difícil e frequentemente requer a destreza de um indivíduo altamente treinado”, disse Jeff Karp, líder do estudo.

Segundo Karp, no último século houve “uma inovação mínima” em relação às agulhas, por isso os pesquisadores viram que havia “uma oportunidade para desenvolver dispositivos melhores e mais precisos”.

“Procuramos melhorar a orientação ao mesmo tempo em que mantivemos o desenho o mais simples possível para facilitar o seu uso”, afirmou Karp.

A camada coroidal é a camada média do olho, está cheia de vasos sanguíneos e também é dividida em várias camadas. Um desses espaços é o supracoroidal, uma parte difícil de localizar com uma agulha padrão, segundo os autores da pesquisa.

Além disso, o espaço supracoroidal (SCS) tornou-se um local importante para a administração de medicamentos e é difícil alcançá-lo porque a agulha deve deter-se depois da transição através da esclerótica, outra parte do olho que tem menos de um milímetro de espessura, e deve ser assim para evitar danos na retina.

O dispositivo i2T2 foi fabricado utilizando uma agulha hipodérmica padrão e peças de seringas disponíveis no mercado.

Os tecidos corporais têm densidades diferentes e o injetor inteligente aproveita as diferenças de pressão para permitir o movimento da agulha em direção ao tecido pretendido.

A nova seringa foi testada em tecidos de três modelos animais para examinar a precisão da administração nos espaços supracoroidal, epidural e peritoneal, assim como de forma subcutânea.

Os pesquisadores também demonstraram em animais que o injetor pode administrar células-tronco na parte posterior do olho, que poderiam ser úteis para os tratamentos regenerativos.

“O i2T2 ajudará a facilitar as injeções em lugares do corpo difíceis de localizar”, resumiu Miguel González-Andrades, oftalmologista coautor do texto e colaborador do laboratório de Karp. Agora, o próximo passo para o uso humano é demonstrar a utilidade e a segurança da tecnologia em modelos pré-clínicos relevantes.

Como a comunicação em nuvem pode ajudar a reduzir custos no varejo

silnei
Silvei Kravaski é diretor executivo da Planus

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) prevê um bom crescimento para o setor de varejo em 2019, da ordem de 5,2%. Porém, nem tudo são boas notícias. Os varejistas se depararão em 2019 com desafios como alta tributação, margens apertadas de lucro e uma necessidade constante de investir em tecnologia, no enriquecimento da experiência do consumidor, em plataformas digitais e multicanais e, ainda, driblar a insuficiente infraestrutura em telecomunicações. Se manter e crescer no varejo não é uma tarefa fácil, mas existem recursos que podem ajudar esta empreitada. A comunicação em nuvem terceirizada é um deles, uma vez que possui potencial para ajudar a reduzir os custos no varejo em até 30%.

Vamos trazer um exemplo prático. Eu, como varejista, além de precisar investir nesses recursos tecnológicos para modernizar o meu negócio, entregar o melhor serviço para o meu cliente e continuar crescendo, preciso também pensar em toda a infraestrutura de telefonia e comunicação aplicada na minha loja. Esses fatores acabam de uma forma ou outra tirando o foco no que é mais importante: a operação da loja e o atendimento ao cliente. Perde-se muito tempo fazendo a gestão desses recursos e deixa-se de investir e colocar energia onde mais se faz necessário. Outro ponto importante é a questão da mobilidade. Com o mundo cada vez mais digital e tecnológico, poder fazer reuniões de equipe e calls de qualquer lugar reduz custos, além de ser bem mais prático. Sem falar da possibilidade de acessar qualquer dado, a qualquer momento. Ou mesmo, de fora da loja ou da sede, ter acesso ao seu ramal. Estas são vantagens da mobilidade, da comunicação em nuvem, que culminam na redução dos custos no varejo.

Eu sei bem que só de pensar nos investimentos necessários vem aquele desânimo e a sensação de que isso travará o crescimento e/ou impedirá a empresa de investir no que realmente parece ser o grande mote do momento, o “customer experience”.

Definitivamente uma coisa não elimina a outra e o melhor é que não há impeditivos para se ter os dois tipos de investimento. Não pelo menos nos dias de hoje, na era do tudo como serviço ou do Everything as a Service (XaaS). Segundo pesquisa da Cisco, 95% das empresas já utilizam algum tipo de serviço na nuvem e até 2020, 92% de todo o trabalho realizado pelas empresas será processado desta maneira. Literalmente, tudo pode ser terceirizado, desde a infraestrutura até a telefonia e comunicação, o que diminui o volume de recursos a ser direcionado para a atualização tecnológica.

Os sistemas de comunicação em nuvem permitem que, através de um login e senha, conteúdos sejam compartilhadas e mensagens sejam enviadas, como se todos estivessem juntos participando de um grande grupo de trabalho.  A criação de experiências imersivas, a incorporação da realidade aumentada e da realidade virtual, que segundo o Gartner são tendências-chave na corrida para o digital, já fazem parte deste cenário.  Tudo isso com a capacidade de se ter o controle do que está sendo enviado, com a segurança e a formalidade que esse tipo de comunicação exige.  Treinamentos à distância, inspeções de loja, checagem de estoque, tudo sem precisar estar presente fisicamente, poupando tempo e reduzindo custos no varejo de maneira preciosa.

Terceirizar, contratar como serviço os recursos de tecnologia e comunicação, não só significa liberar-se do “problema”, como também dedicar mais tempo ao que realmente importa. Sem falar do upgrade do ponto de vista tecnológico: ter sempre o melhor, o mais moderno, o que salta aos olhos de quem quer crescer, aumentar vendas e reduzir os custos. Está mais do que na hora do varejo ingressar também na era do “tudo como serviço”.

Sancionada lei que torna regras para barragens mais rígidas em MG

No dia em que o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho (MG), completa um mês, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, sancionou o Projeto de Lei 3.676/16, estabelecendo regras mais rígidas para a atividade de mineração no estado.

Sancionado na íntegra, o projeto de lei ainda terá que ser regulamentado por meio de decretos da secretaria estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

Entre as normas previstas no projeto está a proibição da construção de barragens pelo chamado método a montante – alteamento da barragem a partir da parte interna do reservatório original, sobre os rejeitos anteriormente depositados. Tanto a barragem de Brumadinho, quanto a de Mariana, que se rompeu em 2015, foram construídas com este tipo de estrutura.

Na semana passada, a Agência Nacional de Mineração (ANM) já havia determinado a desativação e descaracterização das barragens a montante até 15 de agosto de 2021. Segundo a ANM, há 84 barragens deste tipo em funcionamento no país. Destas, 43 são classificadas como de “alto dano potencial”, ou seja, cujo risco de rompimento ameaça vidas e prejuízos econômicos e ambientais. No total, há 218 barragens classificadas como de “alto dano potencial associado”.

Além de proibir a construção de novas barragens a montante, a norma define que as estruturas inativas deste tipo terão que ser esvaziadas e desativadas. As ainda em uso terão que migrar para tecnologia alternativa (método a jusante) em até três anos.

“Em três anos, nenhuma barragem construída a montante existirá mais em Minas Gerais”, disse o governador durante cerimônia na cidade administrativa, em Belo Horizonte. “A partir de agora, posso dizer que colocamos um ponto final nesse tipo de fato que realmente não pode mais acontecer. Que Brumadinho seja a última.”

O projeto sancionado determina que as decisões estaduais devem levar em conta a Política Nacional de Segurança de Barragens (Lei Federal 12.334/2010), bem como outras leis federais e estaduais, optando sempre pela prevalência da norma mais protetiva ao meio ambiente e às comunidades potencialmente afetadas pelos empreendimentos. O texto deixa claro que o licenciamento ambiental e a fiscalização de barragens em Minas Gerais competem aos órgãos e entidades do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema).

O texto legal também veda a emissão simultânea de distintas licenças para diferentes fases do licenciamento ambiental. Ou seja, os empreendimentos terão que cumprir etapa a etapa o processo de liberação das licenças Prévia, de Instalação e de Operação. Entre as exigências para a concessão de cada licença estão a apresentação de proposta de caução ambiental, com garantias de recuperação socioambiental em casos de acidente, e de planos de segurança e laudo de revisão do projeto.