PUC-Rio homenageia Edson Bueno

Reitor da PUC padre Josafa Carlos de Siqueira e a Dulce Pugliese EDIT
Dulce Pugliese recebe do reitor da PUC, o padre Josafá Carlos de Siqueira, a homenagem ao Edson Bueno / Foto Rosane Naylor / EuroCom

 

O Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) da PUC-Rio concedeu, in memoriam, na quarta-feira (13), o título de benemérito ao médico e empresário Edson Bueno, pela contribuição ao desenvolvimento do departamento de Medicina da universidade. Amigo do empresário desde a década de 70, o decano do CCBS, o professor Hilton Augusto Koch, relembrou o importante papel do empresário para a criação do projeto da graduação em Medicina, bem como para a valorização da educação.

 

Hilton Koch
Hilton Koch relembrou o apoio de Edson ao departamento de Medicina

“Quando os professores da escola médica de pós-graduação resolveram desenvolver o projeto que seria a Graduação de Medicina ideal para o país, Edson decidiu patrocinar o desenvolvimento de toda a concepção. Quando surgiu a necessidade de parcerias com os hospitais que atenderiam os cursos de medicina da PUC, ele, prontamente, ofereceu todos os hospitais de sua rede para que os alunos tivessem local para aprender e praticar medicina”, relatou Hilton.

 

“Edson, prontamente, ofereceu todos os hospitais de 
sua rede para que os alunos tivessem local 
para aprender e praticar medicina”, Hilton Koch

 

 

Dulce Pugliese edit2
Dulce Pugliese recebe a homenagem em nome da família

Em nome da família e dos amigos, a sócia Dulce Pugliese foi quem recebeu o título de benemérito. Emocionada, ela destacou que, mesmo sem ter uma formação de professor, Edson sempre se dedicou a ensinar e a inspirar os outros. “Ele ensinou a milhares de pessoas e crianças a escolherem seus caminhos na vida e a trilhá-los. E os inspirou a serem melhores”, destacou Dulce.

 

“Ele ensinou a milhares de pessoas e crianças
a escolherem seus caminhos na vida
e a trilhá-los.
E os inspirou a serem melhores”, Dulce Pugliese

 

Essa foi a segunda homenagem póstuma feita pelo CCBS ao Edson. Em novembro do ano passado, foi entregue uma placa também em tributo ao apoio que o empresário sempre dedicou à graduação de medicina da PUC.

 

Em baixo Paulo Cury, Claudete Correa, Cristina Mendes, Dulce, Anilda Aurnheimer e Lincoln Bittencourt - Em cima Charles, Wilson Nakasato, Paulo Cupello e Henrique
Amigos de Edson prestigiaram o tributo. Em baixo Paulo Cury, Claudete Corrêa, Cristina Mendes, Dulce Pugliese, Anilda Aurnheimer e Lincoln Bittencourt – Em cima Charles Souleyman, Wilson Nakasato, Paulo Cupello e Henrique Freire


Fundador do Grupo Amil

Edson de Godoy Bueno
Edson Bueno fundou a Amil

Edson de Godoy Bueno morreu em 14 de fevereiro de 2017 vítima de um infarto. Ele se tornou um dos empresários que mais investiram no desenvolvimento da saúde brasileira. Sua trajetória começou no interior do estado de São Paulo, na cidade de Guarantã, onde nasceu. De origem humilde, vendeu frutas de porta em porta e, aos 10 anos, tornou-se engraxate para ajudar a família. Inspirado no doutor Moacyr Carneiro, então o único médico de Guarantã, escolheu a medicina e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde cursou a UFRJ.

Estava na faculdade quando conseguiu emprego na Casa de Saúde São José, localizada em Duque de Caxias, da qual se tornou sócio. Em 1971, antes de se formar como cirurgião-geral, Edson já era dono desse hospital. Em 1978, Edson criou a Amil Assistência Médica Internacional. Com o desejo de fazer o negócio expandir internacionalmente, bem como trazer para o Brasil o que há de melhor na medicina mundial, vendeu o controle da Amil, em 2012, para o UnitedHealth Group, um dos maiores grupos de saúde do mundo.

PUC-Rio presta homenagem póstuma a Edson Bueno

Edson de Godoy Bueno
Edson Bueno sempre defendeu a importância da educação

O Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da PUC-Rio concede, hoje quarta-feira (13), in memoriam, o título de benemérito ao médico Edson Bueno. A homenagem deve-se ao fato dele ter sido responsável pelo financiamento do projeto de criação do curso de graduação em Medicina da universidade.Para Edson, a educação era o fator fundamental para o desenvolvimento do país. “Somente através do investimento em educação é que poderemos propiciar aos jovens a oportunidade de construir um futuro melhor”, costumava afirmar em seus discursos.

Guardia: privatização de distribuidoras da Eletrobras é fundamental

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, espera que o projeto de lei da privatização de seis distribuidoras da Eletrobras, pela Câmara dos Deputados, seja aprovado na próxima semana. “É fundamental, não só para o fornecimento de energia elétrica em seis regiões do país, mas também para avançar na solução de melhoria da Eletrobras”, declarou.

Guardia participou, na capital paulista, da posse da diretoria da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

O processo de privatização das distribuidoras da Eletrobras inclui a Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron), Boa Vista Energia, Amazonas Distribuidora de Energia (Amazonas Energia), Companhia Energética do Piauí (Cepisa) e Companhia Energética de Alagoas (Ceal).

Para viabilizar a venda no curto prazo, no entanto, o governo precisa que seja aprovado um requerimento de urgência para a tramitação do Projeto de Lei 10332/2018, apresentado pelo Executivo. Esse PL substitui a Medida Provisoria 814/17, que alterava as leis do setor elétrico e já previa a privatização das distribuidoras, mas que perdeu a validade no último dia 31 de maio.

O ministro destacou, em seu discurso, a atuação do governo federal durante a greve dos caminhoneiros. “A greve exigiu decisões difíceis por parte do governo e, mesmo neste momento de intensa dificuldade, conseguimos preservar, plenamente, o lado fiscal. Existe um total compromisso do presidente [Michel] Temer, e da equipe econômica, com a disciplina fiscal”, ressaltou.

Dyogo Oliveira, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), também presente no evento, disse que o país entra numa nova era na economia, dos juros baixos. “Não tenho nenhuma dúvida de que veio para ficar”, avaliou. Para ele, o último passo para o avanço da agenda de produtividade é alcançar o equilíbrio fiscal.

Saque de contas inativas do PIS/Pasep deve injetar R$ 39,5 bilhões na economia

O presidente Michel Temer sancionou hoje (13) a lei e assinou o decreto que regulamentam os saques das contas inativas dos fundos dos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), para todas as pessoas quem tenham o benefício. O pagamento das cotas deve injetar R$ 39,5 bilhões na economia. O impacto potencial no PIB é na ordem de 0,55 ponto percentual.

Temer pediu à equipe do governo que haja uma ampla divulgação da medida, nas redes sociais, televisão e jornais, para que todas as pessoas que tenham direito possam sacar o dinheiro. “São valores depositados até 1988 e estão lá paralisados, engordando um pouco a Caixa e o Banco do Brasil, enquanto devem engordar financeiramente aqueles que são beneficiários, os trabalhadores”, disse.

O objetivo, segundo o presidente, é movimentar a economia brasileira, assim como ocorreu com o saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que injetou cerca de R$ 43 bilhões na economia. “E são valores preciosos”, ressaltou Temer. “Aqui são R$ 39 bilhões que podem não só satisfazer aqueles que vão buscá-los, mas também inserir isso na economia brasileira.”

Quem tem direito

Tem direito ao saque servidores públicos e pessoas que trabalharam com carteira assinada de 1971, quando o PIS/Pasep foi criado, até 1988. Quem contribuiu após 4 de outubro de 1988 não tem direito ao saque. Isso ocorre porque a Constituição, promulgada naquele ano, passou a destinar as contribuições do PIS/Pasep das empresas para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que paga o seguro-desemprego e o abono salarial, e para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A partir da próxima segunda-feira (18) até o dia 28 de setembro, qualquer pessoa titular de conta do PIS/Pasep ou seu herdeiro podem sacar os recursos. Quem puder aguardar para resgatar o dinheiro a partir de agosto, poderá ganhar um pouquinho a mais, pois o reajuste dos valores nas contas para o exercício 2017/2018 será feito em julho. No exercício passado, o reajuste foi de 8%.

O Projeto de Lei de Conversão 8/2018, decorrente da Medida Provisória (MP) 813/2017, que permitiu os saques, foi aprovado pelo Senado, no dia 28 de maio.

Desde a criação do PIS/Pasep, em 1971, o saque total só podia ser feito quando o trabalhador completasse 70 anos, se aposentasse, tivesse doença grave ou invalidez ou fosse herdeiro de titular da conta. No segundo semestre do ano passado, o governo já tinha enviado ao Congresso duas MPs reduzindo a idade para o saque a partir de 60 anos, sem alterar as demais hipóteses de acesso a esses recursos.