Depois de três meses de queda, a atividade econômica registrou crescimento em abril. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), dessazonalizado (ajustado para o período), apresentou crescimento de 0,46%, de acordo com dados divulgados hoje (15).
De acordo com os dados revisados, houve queda de 0,67% em janeiro, de 0,04% em fevereiro e de 0,51%, em março.
Na comparação com o mesmo mês de 2017 (sem ajuste para o período), houve crescimento de 3,7%. No ano, a expansão chegou a 1,55%. Em 12 meses, o crescimento ficou em 1,52%.
O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic.
O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.
O indicador foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. Mas o indicador oficial é o Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todas as riquezas produzidas no país), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Dulce Pugliese recebe do reitor da PUC, o padre Josafá Carlos de Siqueira, a homenagem ao Edson Bueno / Foto Rosane Naylor / EuroCom
O Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) da PUC-Rio concedeu, in memoriam, na quarta-feira (13), o título de benemérito ao médico e empresário Edson Bueno, pela contribuição ao desenvolvimento do departamento de Medicina da universidade. Amigo do empresário desde a década de 70, o decano do CCBS, o professor Hilton Augusto Koch, relembrou o importante papel do empresário para a criação do projeto da graduação em Medicina, bem como para a valorização da educação.
Hilton Koch relembrou o apoio de Edson ao departamento de Medicina
“Quando os professores da escola médica de pós-graduação resolveram desenvolver o projeto que seria a Graduação de Medicina ideal para o país, Edson decidiu patrocinar o desenvolvimento de toda a concepção. Quando surgiu a necessidade de parcerias com os hospitais que atenderiam os cursos de medicina da PUC, ele, prontamente, ofereceu todos os hospitais de sua rede para que os alunos tivessem local para aprender e praticar medicina”, relatou Hilton.
“Edson, prontamente, ofereceu todos os hospitais de sua rede para que os alunos tivessem local para aprender e praticar medicina”, Hilton Koch
Dulce Pugliese recebe a homenagem em nome da família
Em nome da família e dos amigos, a sócia Dulce Pugliese foi quem recebeu o título de benemérito. Emocionada, ela destacou que, mesmo sem ter uma formação de professor, Edson sempre se dedicou a ensinar e a inspirar os outros. “Ele ensinou a milhares de pessoas e crianças a escolherem seus caminhos na vida e a trilhá-los. E os inspirou a serem melhores”, destacou Dulce.
“Ele ensinou a milhares de pessoas e crianças
a escolherem seus caminhos na vida e a trilhá-los.
E os inspirou a serem melhores”, Dulce Pugliese
Essa foi a segunda homenagem póstuma feita pelo CCBS ao Edson. Em novembro do ano passado, foi entregue uma placa também em tributo ao apoio que o empresário sempre dedicou à graduação de medicina da PUC.
Amigos de Edson prestigiaram o tributo. Em baixo Paulo Cury, Claudete Corrêa, Cristina Mendes, Dulce Pugliese, Anilda Aurnheimer e Lincoln Bittencourt – Em cima Charles Souleyman, Wilson Nakasato, Paulo Cupello e Henrique Freire
Fundador do Grupo Amil
Edson Bueno fundou a Amil
Edson de Godoy Bueno morreu em 14 de fevereiro de 2017 vítima de um infarto. Ele se tornou um dos empresários que mais investiram no desenvolvimento da saúde brasileira. Sua trajetória começou no interior do estado de São Paulo, na cidade de Guarantã, onde nasceu. De origem humilde, vendeu frutas de porta em porta e, aos 10 anos, tornou-se engraxate para ajudar a família. Inspirado no doutor Moacyr Carneiro, então o único médico de Guarantã, escolheu a medicina e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde cursou a UFRJ.
Estava na faculdade quando conseguiu emprego na Casa de Saúde São José, localizada em Duque de Caxias, da qual se tornou sócio. Em 1971, antes de se formar como cirurgião-geral, Edson já era dono desse hospital. Em 1978, Edson criou a Amil Assistência Médica Internacional. Com o desejo de fazer o negócio expandir internacionalmente, bem como trazer para o Brasil o que há de melhor na medicina mundial, vendeu o controle da Amil, em 2012, para o UnitedHealth Group, um dos maiores grupos de saúde do mundo.
Edson Bueno sempre defendeu a importância da educação
O Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da PUC-Rio concede, hoje quarta-feira (13), in memoriam, o título de benemérito ao médico Edson Bueno. A homenagem deve-se ao fato dele ter sido responsável pelo financiamento do projeto de criação do curso de graduação em Medicina da universidade.Para Edson, a educação era o fator fundamental para o desenvolvimento do país. “Somente através do investimento em educação é que poderemos propiciar aos jovens a oportunidade de construir um futuro melhor”, costumava afirmar em seus discursos.
O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, espera que o projeto de lei da privatização de seis distribuidoras da Eletrobras, pela Câmara dos Deputados, seja aprovado na próxima semana. “É fundamental, não só para o fornecimento de energia elétrica em seis regiões do país, mas também para avançar na solução de melhoria da Eletrobras”, declarou.
Guardia participou, na capital paulista, da posse da diretoria da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
O processo de privatização das distribuidoras da Eletrobras inclui a Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron), Boa Vista Energia, Amazonas Distribuidora de Energia (Amazonas Energia), Companhia Energética do Piauí (Cepisa) e Companhia Energética de Alagoas (Ceal).
Para viabilizar a venda no curto prazo, no entanto, o governo precisa que seja aprovado um requerimento de urgência para a tramitação do Projeto de Lei 10332/2018, apresentado pelo Executivo. Esse PL substitui a Medida Provisoria 814/17, que alterava as leis do setor elétrico e já previa a privatização das distribuidoras, mas que perdeu a validade no último dia 31 de maio.
O ministro destacou, em seu discurso, a atuação do governo federal durante a greve dos caminhoneiros. “A greve exigiu decisões difíceis por parte do governo e, mesmo neste momento de intensa dificuldade, conseguimos preservar, plenamente, o lado fiscal. Existe um total compromisso do presidente [Michel] Temer, e da equipe econômica, com a disciplina fiscal”, ressaltou.
Dyogo Oliveira, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), também presente no evento, disse que o país entra numa nova era na economia, dos juros baixos. “Não tenho nenhuma dúvida de que veio para ficar”, avaliou. Para ele, o último passo para o avanço da agenda de produtividade é alcançar o equilíbrio fiscal.