O leilão de 2,8 milhões de barris de petróleo pertencentes à União será realizado no dia 16 de maio. O edital já foi publicado e estará disponível para consulta pública até 24 de abril, período no qual poderão ser feitas sugestões de alteração e ser sanadas dúvidas dos interessados.
A licitação será coordenada pela Pré-Sal Petróleo, estatal responsável pela comercialização do óleo que pertence à União. Os barris serão divididos em quatro lotes, que poderão ser adquiridos por um único comprador ou por várias empresas.
Serão celebrados contratos do petróleo da Área de Desenvolvimento de Mero (1,6 milhão de barris) e dos campos Sapinhoá (120 mil), Lula (600 mil) e Tartaruga Verde (480 mil). O leilão será na bolsa de valores de São Paulo.
A Campanha de Vacinação contra a Gripe deve começar na segunda quinzena de abril Tânia Rêgo/Arquivo Agência Brasil
Este ano, até 7 de abril, o Brasil contabilizou 286 casos de influenza, comumente conhecida como gripe. Desse total, 117 casos e 16 óbitos foram provocados pelo vírus H1N1, responsável pela pandemia de 2009. Já o H3N2, menos conhecido, registrou, até o momento, 71 casos e 12 mortes no país. Há poucos meses, uma mutação desse mesmo vírus provocou a morte de centenas de pessoas no Hemisfério Norte, sobretudo nos Estados Unidos.
Em entrevista à Agência Brasil, o infectologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, explicou que a principal característica do vírus influenza é sua capacidade de sofrer pequenas mutações e causar epidemias que atingem entre 10% e 15% da população mundial todos os anos. Para o especialista, entretanto, não há motivo para pânico.
Às vésperas do início da temporada de inverno no Brasil, ele alertou para a importância da vacinação, sobretudo para os que integram os chamados grupos de risco. “Assim que a campanha começar, as pessoas devem procurar a vacina e se proteger antes da entrada da estação do vírus”, explicou.
O Ministério da Saúde informou que a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe deve começar na segunda quinzena deste mês. Idosos com mais de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, puérperas (mulheres com até 45 dias pós-parto), trabalhadores da área de saúde, professores, detentos, profissionais do sistema prisional e indígenas compõem o público-alvo.
Confira os principais trechos da entrevista com o especialista:
Agência Brasil: Quais vírus do tipo influenza circulam no país neste momento? Renato Kfouri: Existem dois grandes tipos de vírus influenza que acometem humanos: A e B que, por sua vez, possuem diversos subtipos. Eles sofrem pequenas variações todos os anos e é essa capacidade de fazer mutações leves que os faz chegar, no ano seguinte, causando uma epidemia, como se a população não reconhecesse aquilo como uma doença que já teve e acabe adoecendo novamente.
O Brasil é um país continental e, por essa razão, temos variações em relação aos subtipos de influenza que circulam neste momento. Goiânia, por exemplo, abriu a temporada com predomínio de circulação de H1N1. Já em São Paulo, temos casos confirmados e, inclusive, óbitos relacionados ao H3N2. Há, portanto, dentro de um país tão grande quanto o nosso, variações de regiões onde a epidemia anual pode se dar com mais intensidade por um tipo de vírus ou por outro.
Agência Brasil: A exemplo do Hemisfério Norte, teremos, no Brasil, uma situação fora do comum? Kfouri: A cada ano, a gente experimenta estações de vírus influenza por vezes mais graves, por vezes mais simples. Este ano, ainda estamos começando nossa temporada. Ainda há poucos casos para se chegar à conclusão de que será uma temporada de predomínio de uma ou de outra variante e com que gravidade.
No Hemisfério Norte, o que circulou na última temporada foi um H3N2 que tinha sofrido uma mutação maior em relação à circulação de anos anteriores e foi, talvez, desde a pandemia de 2009, a pior temporada de influenza que o hemisfério e, especialmente, os Estados Unidos vivenciaram. O que não quer dizer que isso vai se dar também aqui na América Latina. As temporadas dependem muito da migração do vírus, das condições climáticas. Só o acompanhamento da evolução desses casos nos permitirá dizer se essa será uma temporada de predomínio de circulação de H1N1 ou de H3N2.
Agência Brasil: Quais as diferenças entre os dois tipos de vírus e qual pode ser considerado mais grave? Kfouri: Não há diferença clínica ou uma série histórica de infecções mais graves por um tipo de vírus ou por outro. Isso depende dessa variação que comentamos. Um vírus que muda muito tende a ser muito diferente e a trazer infecções mais sérias porque não encontra uma memória de proteção na população por exposições anteriores.
Depende muito do tipo de vírus que vai circular. Se houver predomínio de um H3N2 ou um H1N1 muito diferente do que vem circulando até então, as chances de encontrar uma população ainda não exposta e fazer doenças mais graves é maior. Isso teremos que acompanhar durante a estação.
Agência Brasil: Como fica a vacinação contra a gripe em meio a todo esse cenário? Kfouri: Temos casos de influenza registrados durante todo o ano no Brasil, mas a grande concentração se dá agora, final do outono e começo do inverno. Por isso, a vacinação é feita exatamente nessa época que precede a estação do vírus. Vamos vacinar no final de abril esperando que, em maio, a população esteja imunizada. Geralmente, de maio a julho é o período de maior circulação do vírus, mas isso é muito variável de ano para ano. Às vezes, começa um pouco mais cedo, às vezes, um pouco mais tarde. Não é uma coisa matemática.
Não há que se ter pânico. Há sim que se vacinar – especialmente aqueles pertencentes a grupos de risco, onde a vulnerabilidade os torna casos com maiores chances de evoluir com gravidade. Assim que a campanha começar, as pessoas devem procurar a vacina e se proteger antes da entrada da estação do vírus. Para os que não pertencem aos grupos de risco e não têm a vacina gratuita, a orientação é procurar os serviços particulares e já se imunizar.
Agência Brasil: Há outros cuidados a serem tomados na prevenção de casos de gripe? Kfouri: Além da vacinação, as maneiras importantes de prevenção do vírus da gripe incluem a lavagem frequente de mãos; se estiver doente, evitar ambientes aglomerados e o contágio para outras pessoas; usar sempre lenços descartáveis e desprezar esses lenços; cobrir a boca quando tossir com o antebraço, evitando, com isso, a disseminação do vírus; na impossibilidade da utilização de água e sabão, usar o álcool em gel, que tem uma boa ação para limpeza das mãos; crianças devem ser amamentadas e, se possível, frequentar creches mais tardiamente; não se expor ao cigarro, seja de forma ativa ou como fumante passivo, já que a fumaça é um irritante das vias aéreas e facilita a entrada dos vírus. Esses cuidados são muito importantes também para a prevenção da gripe.
A advogada Ana Tereza Basílio e o ministro do STJ Luis Felipe Salomão entre as desembargadoras Inês da Trindade Chaves de Melo e Claudia Pires dos Santos Ferreira / Foto de Rosane Naylor
A advogada Ana Tereza Basílio, as desembargadoras Inês da Trindade Chaves de Melo e Claudia Pires dos Santos Ferreira e o ministro do STJ Luis Felipe Salomão, participaram do seminário “Temas Atuais de Direito Processual Civil” promovido nesta sexta-feira (13) no Plenário do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), em homenagem à memória do desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) José Carlos Barbosa Moreira, falecido em agosto do ano passado, promovidas. A programação foi organizada pela Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ) e pela Escola Nacional da Magistratura (ENM).
Procurador do Estado, desembargador do TJRJ e professor titular de Direito Processual da Universidade do Estado o Rio de Janeiro (Uerj), Barbosa Moreira faleceu em agosto do ano passado, aos 85 anos.
Carioca da Tijuca, Zona Norte do Rio, ele era filho de professores e dedicou quase 30 anos de sua vida aos alunos de Direito. Na juventude, queria ser diplomata, mas se apaixonou pelo Direito desde o início da faculdade, em 1950. Doze anos depois, passava em primeiro lugar no primeiro concurso para a Procuradoria do então Estado da Guanabara, onde trabalhou por 15 anos.
Considerado por muitos como um dos maiores processualistas do Brasil, Barbosa Moreira deixou um legado que se perpetuará por meio das suas obras acadêmicas, dentre elas: “Litisconsórcio unitário”, “Questões prejudiciais e coisa julgada”, “Comentários ao Código de Processo Civil”, “O Novo Processo Civil Brasileiro” e “Temas de Direito Processual Civil”.
O pioneiro em medicina preventiva no Brasil e diretor médico da Med-Rio Check-up, Gilberto Ururahy, tomará posse, no dia 16 de abril, como membro da diretoria da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio). Ele fará parte da administração que ficará à frente da instituição para o biênio 2018/2019. A cerimônia será, às 12h, no Hotel Hilton Copacabana. Entre os convidados de honra da cerimônia estão o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, e o embaixador dos EUA no Brasil, Peter Michael McKinley.
Ururahy fundou, em 1990, a Med-Rio Check-up, que se tornou líder brasileira em medicina preventiva, com mais de 120 mil check-ups médicos realizados em executivos das maiores empresas do país. Detentor das Medalhas Pedro Ernesto e Tiradentes, é autor dos livros O Cérebro Emocional, as emoções e o estresse do cotidiano e Como se tornar um bom estressado. Ururahy tem alertado para a necessidade de os brasileiros reverem seus hábitos de vida. Ele costuma destacar dados que mostram o crescimento da incidência de doenças crônicas no país, consequência da falta de um estilo de vida saudável. “Atualmente, 73% das mortes nos grandes centros urbanos têm ligação com comportamentos insalubres”, afirma.
Preocupada com esse cenário, a Med-Rio Check-Up desenvolverá ao longo do ano a campanha “Estilo de Vida Saudável – O Remédio Contra as Doenças Crônicas”. No material elaborado especialmente para essa campanha, disponível no site www.medriocheck-up.com.br, destaca-se que a tríade alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e sono de qualidade é base para uma vida saudável.
Ururahy pontua que a adoção de um estilo de vida saudável gera resultados, inclusive, para as empresas. Há pesquisas, por exemplo, que demonstram que quem pratica exercício tem um aumento, em média, de 9% de produtividade. Isso reforça a importância de investir em promoção de saúde. “A mudança de hábitos pode diminuir as abstenções no trabalho, uma vez que colaboradores com boa disposição e bem-estar tendem a se afastar menos devido a doenças”, explica.