Você já completou 55 anos? Já pensou aonde quer estar daqui a 5 anos? Se não pensou, esta é hora. Isto não é uma iniciativa alarmista, mas um toque de despertar.
Com todas as turbulências que vivemos não se ter um norte, é uma temeridade! No meio do caos, ter um norte significa obter sucesso. É mais simples do que parece, pois se na confusão você ficar preso a ela, não irá para lugar nenhum. Mas, se você caminhar em direção a um objetivo, com certeza chegará a lugares que nem você imaginava.
E para aqueles que têm mais de 50 anos, este exercício é vital. Pensar em que lugar estará o levará a pensar no que lhe agrada, no que não gosta de fazer, naquilo que o apaixona e, principalmente, naquilo que o mercado necessita. Desta forma, você conseguirá identificar quais são os seus diferenciais que serão colocados no mercado e que o tornarão único. Logo, ao compreender o que o motiva, você irá conseguir colocar esta força interna em ação, dando sentido a seus atos.
Este exercício o fará avaliar o seu momento atual, o que será necessário planejar e fazer para que seu futuro esteja em movimento. Movimento é a palavra da vez, caminhar, ir em direção, é importante para os com mais de 50, mas também é igualmente importante para todas as idades. Afinal, todos estão “sofrendo” do mesmo mal: precisam caminhar em direção a um objetivo sem ficar paralisado pela crise. No final das contas é isto que conta!
Então, vida na maturidade ou maturidade da vida depende de movimento, de se caminhar para um determinado alvo. Contudo, ter a certeza de que este é um alvo móvel e que você nunca chega a ele: o persegue, ele se modifica, você o persegue outra vez, ele se altera novamente. E este ciclo se repete constantemente. Com isto, você vai caminhando e quando olhar para trás perceberá o lindo trajeto que percorreu, tendo a sensação de dever cumprido. Mas, nem neste momento, será a hora de parar, pois este processo não tem fim. É um eterno caminhar com muita alegria e realização.
*Diretora de Transição de Carreira e Gestão da Mudança para América Latina da LHH
O leilão de 2,8 milhões de barris de petróleo pertencentes à União será realizado no dia 16 de maio. O edital já foi publicado e estará disponível para consulta pública até 24 de abril, período no qual poderão ser feitas sugestões de alteração e ser sanadas dúvidas dos interessados.
A licitação será coordenada pela Pré-Sal Petróleo, estatal responsável pela comercialização do óleo que pertence à União. Os barris serão divididos em quatro lotes, que poderão ser adquiridos por um único comprador ou por várias empresas.
Serão celebrados contratos do petróleo da Área de Desenvolvimento de Mero (1,6 milhão de barris) e dos campos Sapinhoá (120 mil), Lula (600 mil) e Tartaruga Verde (480 mil). O leilão será na bolsa de valores de São Paulo.
A Campanha de Vacinação contra a Gripe deve começar na segunda quinzena de abril Tânia Rêgo/Arquivo Agência Brasil
Este ano, até 7 de abril, o Brasil contabilizou 286 casos de influenza, comumente conhecida como gripe. Desse total, 117 casos e 16 óbitos foram provocados pelo vírus H1N1, responsável pela pandemia de 2009. Já o H3N2, menos conhecido, registrou, até o momento, 71 casos e 12 mortes no país. Há poucos meses, uma mutação desse mesmo vírus provocou a morte de centenas de pessoas no Hemisfério Norte, sobretudo nos Estados Unidos.
Em entrevista à Agência Brasil, o infectologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, explicou que a principal característica do vírus influenza é sua capacidade de sofrer pequenas mutações e causar epidemias que atingem entre 10% e 15% da população mundial todos os anos. Para o especialista, entretanto, não há motivo para pânico.
Às vésperas do início da temporada de inverno no Brasil, ele alertou para a importância da vacinação, sobretudo para os que integram os chamados grupos de risco. “Assim que a campanha começar, as pessoas devem procurar a vacina e se proteger antes da entrada da estação do vírus”, explicou.
O Ministério da Saúde informou que a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe deve começar na segunda quinzena deste mês. Idosos com mais de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, puérperas (mulheres com até 45 dias pós-parto), trabalhadores da área de saúde, professores, detentos, profissionais do sistema prisional e indígenas compõem o público-alvo.
Confira os principais trechos da entrevista com o especialista:
Agência Brasil: Quais vírus do tipo influenza circulam no país neste momento? Renato Kfouri: Existem dois grandes tipos de vírus influenza que acometem humanos: A e B que, por sua vez, possuem diversos subtipos. Eles sofrem pequenas variações todos os anos e é essa capacidade de fazer mutações leves que os faz chegar, no ano seguinte, causando uma epidemia, como se a população não reconhecesse aquilo como uma doença que já teve e acabe adoecendo novamente.
O Brasil é um país continental e, por essa razão, temos variações em relação aos subtipos de influenza que circulam neste momento. Goiânia, por exemplo, abriu a temporada com predomínio de circulação de H1N1. Já em São Paulo, temos casos confirmados e, inclusive, óbitos relacionados ao H3N2. Há, portanto, dentro de um país tão grande quanto o nosso, variações de regiões onde a epidemia anual pode se dar com mais intensidade por um tipo de vírus ou por outro.
Agência Brasil: A exemplo do Hemisfério Norte, teremos, no Brasil, uma situação fora do comum? Kfouri: A cada ano, a gente experimenta estações de vírus influenza por vezes mais graves, por vezes mais simples. Este ano, ainda estamos começando nossa temporada. Ainda há poucos casos para se chegar à conclusão de que será uma temporada de predomínio de uma ou de outra variante e com que gravidade.
No Hemisfério Norte, o que circulou na última temporada foi um H3N2 que tinha sofrido uma mutação maior em relação à circulação de anos anteriores e foi, talvez, desde a pandemia de 2009, a pior temporada de influenza que o hemisfério e, especialmente, os Estados Unidos vivenciaram. O que não quer dizer que isso vai se dar também aqui na América Latina. As temporadas dependem muito da migração do vírus, das condições climáticas. Só o acompanhamento da evolução desses casos nos permitirá dizer se essa será uma temporada de predomínio de circulação de H1N1 ou de H3N2.
Agência Brasil: Quais as diferenças entre os dois tipos de vírus e qual pode ser considerado mais grave? Kfouri: Não há diferença clínica ou uma série histórica de infecções mais graves por um tipo de vírus ou por outro. Isso depende dessa variação que comentamos. Um vírus que muda muito tende a ser muito diferente e a trazer infecções mais sérias porque não encontra uma memória de proteção na população por exposições anteriores.
Depende muito do tipo de vírus que vai circular. Se houver predomínio de um H3N2 ou um H1N1 muito diferente do que vem circulando até então, as chances de encontrar uma população ainda não exposta e fazer doenças mais graves é maior. Isso teremos que acompanhar durante a estação.
Agência Brasil: Como fica a vacinação contra a gripe em meio a todo esse cenário? Kfouri: Temos casos de influenza registrados durante todo o ano no Brasil, mas a grande concentração se dá agora, final do outono e começo do inverno. Por isso, a vacinação é feita exatamente nessa época que precede a estação do vírus. Vamos vacinar no final de abril esperando que, em maio, a população esteja imunizada. Geralmente, de maio a julho é o período de maior circulação do vírus, mas isso é muito variável de ano para ano. Às vezes, começa um pouco mais cedo, às vezes, um pouco mais tarde. Não é uma coisa matemática.
Não há que se ter pânico. Há sim que se vacinar – especialmente aqueles pertencentes a grupos de risco, onde a vulnerabilidade os torna casos com maiores chances de evoluir com gravidade. Assim que a campanha começar, as pessoas devem procurar a vacina e se proteger antes da entrada da estação do vírus. Para os que não pertencem aos grupos de risco e não têm a vacina gratuita, a orientação é procurar os serviços particulares e já se imunizar.
Agência Brasil: Há outros cuidados a serem tomados na prevenção de casos de gripe? Kfouri: Além da vacinação, as maneiras importantes de prevenção do vírus da gripe incluem a lavagem frequente de mãos; se estiver doente, evitar ambientes aglomerados e o contágio para outras pessoas; usar sempre lenços descartáveis e desprezar esses lenços; cobrir a boca quando tossir com o antebraço, evitando, com isso, a disseminação do vírus; na impossibilidade da utilização de água e sabão, usar o álcool em gel, que tem uma boa ação para limpeza das mãos; crianças devem ser amamentadas e, se possível, frequentar creches mais tardiamente; não se expor ao cigarro, seja de forma ativa ou como fumante passivo, já que a fumaça é um irritante das vias aéreas e facilita a entrada dos vírus. Esses cuidados são muito importantes também para a prevenção da gripe.
A advogada Ana Tereza Basílio e o ministro do STJ Luis Felipe Salomão entre as desembargadoras Inês da Trindade Chaves de Melo e Claudia Pires dos Santos Ferreira / Foto de Rosane Naylor
A advogada Ana Tereza Basílio, as desembargadoras Inês da Trindade Chaves de Melo e Claudia Pires dos Santos Ferreira e o ministro do STJ Luis Felipe Salomão, participaram do seminário “Temas Atuais de Direito Processual Civil” promovido nesta sexta-feira (13) no Plenário do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), em homenagem à memória do desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) José Carlos Barbosa Moreira, falecido em agosto do ano passado, promovidas. A programação foi organizada pela Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ) e pela Escola Nacional da Magistratura (ENM).
Procurador do Estado, desembargador do TJRJ e professor titular de Direito Processual da Universidade do Estado o Rio de Janeiro (Uerj), Barbosa Moreira faleceu em agosto do ano passado, aos 85 anos.
Carioca da Tijuca, Zona Norte do Rio, ele era filho de professores e dedicou quase 30 anos de sua vida aos alunos de Direito. Na juventude, queria ser diplomata, mas se apaixonou pelo Direito desde o início da faculdade, em 1950. Doze anos depois, passava em primeiro lugar no primeiro concurso para a Procuradoria do então Estado da Guanabara, onde trabalhou por 15 anos.
Considerado por muitos como um dos maiores processualistas do Brasil, Barbosa Moreira deixou um legado que se perpetuará por meio das suas obras acadêmicas, dentre elas: “Litisconsórcio unitário”, “Questões prejudiciais e coisa julgada”, “Comentários ao Código de Processo Civil”, “O Novo Processo Civil Brasileiro” e “Temas de Direito Processual Civil”.