Amil conquista pela primeira vez o prêmio internacional Richard L. Doyle

A Amil será a primeira operadora de plano de saúde da América do Sul a receber, em maio, o prêmio internacional Richard L. Doyle, concedido pela organização norte-americana MCG Health – referência mundial em consolidação e disseminação de diretrizes clínicas baseadas em evidências científicas. A Amil foi reconhecida pelo uso da ferramenta online MCG para interlocução clínica em 25 mil internações de terapia intensiva, realizadas em 2016 e 2017. Na prática, médicos da operadora que atuam diretamente em hospitais próprios e credenciados de nove estados brasileiros usaram o banco de dados fornecido pelo MCG para dialogar com outras equipes médico-hospitalares, compartilhando as melhores evidências disponíveis.

Com a iniciativa, foram registradas quedas de 26% e 16% no tempo médio de internação hospitalar e em unidades de terapia intensiva, respectivamente, e de 3% na mortalidade do grupo de pacientes monitorados. Na análise da Amil, os dados concluem que a companhia contribuiu proativamente para o aumento da eficiência clínica e para a melhoria contínua da assistência, gerando benefícios para pacientes, médicos, hospitais e operadoras.

5 previsões fascinantes sobre o futuro de um mundo tomado por megacidades

Atualmente, mais da metade das pessoas vivem em cidades e, segundo as previsões, sete em cada dez delas vão morar em um grande centro urbano até 2050.

Teemu Alexander Puutio, pesquisador da Universidade de Turku, na Finlândia, estudou durante anos o tema e concluiu, entre outras coisas, que as cidades terão no futuro um papel ainda mais importante do que atualmente. Em conversa com a BBC, Puutio mostra uma visão bem otimista das grandes cidades do futuro.

Segundo o pesquisador, a proximidade geográfica não será um impedimento para que se criem “alianças urbanas internacionais” e para que os empreendedores fundem suas próprias multinacionais e aumentem a “soberania urbana” para acabar com a corrupção.

Essas são algumas das previsões dele para o futuro.

1- A ‘geração C’ reinventará o trabalho

A chamada “Geração C”, também conhecida como geração conectada, inclui aqueles que nasceram em um mundo digital e ocupam grande parte do dia online. Alguns dizem que eles serão os sucessores dos millennials, e outros especialistas consideram que essa classificação não tem a ver com a idade, mas com o nível de produção de conteúdos digitais nas redes.

2 – A economia local será mais importante

Considerando que as cidades estão ficando cada vez mais independentes dos poderes centrais e gerando cada vez mais riqueza e inovação em comparação com os recursos que estão consumindo, elas se transformaram em uma espécie de laboratório para a busca de soluções difíceis de abordar em grande escala.

Por outro lado, as cidades também produzem mais crimes, doenças e desigualdade.

3 – As ‘micromultinacionais’ se expandirão pelo mundo

Micromultinacionais são as companhias que nascem já como empresas globais. É um conceito tão amplo que qualquer negócio pequeno que venda seus produtos a milhares de quilômetros de distância por meio de uma plataforma digital poderá ser enquadrado dentro dessa categoria.

4 – As cidades terão maior liderança que os países

De acordo com o pesquisador, serão criadas “poderosas alianças urbanas internacionais” em relação a interesses comuns.

Essa tendência é visível, segundo Puutio, em organizações como a Liga Nacional das Cidades dos Estados Unidos ou o Parlamento Global dos Prefeitos, onde as autoridades locais criaram vínculos que vão além da proximidade geográfica ou das ideologias políticas.

5 – Aumentar a ‘soberania urbana’ para frear a corrupção

Graças à internet e o acesso cada vez mais amplo à informação, os cidadãos terão mais ferramentas para exigir a prestação de contas de governos locais, com um maior poder de fiscalização de seus representantes.

“A corrupção, a ineficiência, o desprezo da opinião pública serão mais difíceis de acontecer no futuro, onde a informação fluirá livremente”, diz.

“Duvido que no futuro os prefeitos ruins consigam se manter no posto por muito tempo.”

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‘Perfis e notícias falsas deveriam ser banidos das redes sociais’, diz Orkut

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A rede social criada por Orkut Büyükkökten chegou a ter mais de 300 milhões de membros

Vale do Silício, temos um problema. Algumas das principais empresas de internet têm enfrentado transtornos nos últimos meses por causa da disseminação de informações falsas e o mau uso dos dados de seus usuários.

O WhatsApp foi acusado na Índia de ajudar a fomentar uma onda de linchamentos por causa de mentiras compartilhadas pela ferramenta. O Google anunciou mudanças em seus algoritmos para que notícias falsas não tenham mais destaque em suas buscas. E o presidente do Twitter veio a público pedir ajuda para solucionar problemas criados por “abusos, assédio, trolls e a manipulação por robôs e humanos”. Mas nenhuma companhia está passando por uma crise tão grave quanto o Facebook.

A rede social perdeu US$ 100 bilhões (R$ 330 bilhões) em valor de mercado desde o início de fevereiro e está sendo investigada pela suposta influência que informações e perfis falsos na rede social tiveram sobre a eleição americana e a votação da saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, com duras críticas pela forma como os dados de milhões de usuários foram coletados e usados pela consultoria política Cambridge Analytica.

Diante da dimensão que a crise das campanhas de desinformação vem tomando, Orkut Büyükkökten, criador de uma das redes sociais de maior sucesso, defende que “perfis e notícias falsas deveriam ser banidos”. “Estamos chegando a um ponto em que não acreditamos em mais nada do que lemos”, diz o engenheiro turco em entrevista à BBC Brasil.

“Na vida real, se você descobre que seu amigo mente o tempo todo, você vai querer continuar com essa amizade? Se você sabe que seu namorado está te traindo, você vai terminar o relacionamento. O mesmo vale para a internet. Não deveria ser permitido que alguém publique conteúdo falso e minta constantemente.”

‘Estamos criando uma geração infeliz’

Ele fala com a propriedade de quem criou o site que apresentou aos brasileiros o conceito de rede social. Nos dez anos em que o Orkut ficou no ar (2004 a 2014), o site chegou a ter 300 milhões de usuários em todo o mundo, grande parte deles no Brasil e na Índia.

Desde 2016, ele está à frente de uma nova empreitada, a rede social Hello, que ele diz ser uma “continuação da jornada” que teve início com o Orkut. O empresário avalia que sua primeira rede social acabou não resistindo a mudanças neste mercado.

“Ela foi a primeira experiência social de muita gente, mas o acesso antes era principalmente pelo computador e, hoje, as novas gerações são multitarefa e fazem tudo pelo celular. O Orkut não foi ao encontro dessas necessidades”, diz.

Ele acredita estar fazendo isso com a Hello, que existe somente como um aplicativo por celular. Nestes dois anos, está disponível em 12 países, foi baixado mais de 1 milhão de vezes no mundo e tem a maioria dos seus usuários no Brasil – a empresa não divulga o número total.

Além disso, o empresário crê que sua nova rede social, ao reunir os usuários em torno de interesses e comunidades sobre assuntos em comum, está criando um ambiente mais positivo. “As redes sociais estão sendo mal usadas e não é só na política”, diz.

“Estamos criando uma geração infeliz e insegura, que tem problemas de imagem corporal, depressão, ansiedade. O bullying e o assédio online estão levando pessoas ao suicídio.”

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China impõe tarifas sobre 128 produtos dos Estados Unidos

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Os presidentes Donald Trump, à esq., e Xi Jinping, da China

A China anunciou nesta segunda-feira (2) a imposição de tarifas comerciais sobre um conjunto de 128 produtos americanos, por conta das medidas que os Estados Unidos anunciaram no mês passado sobre as importações de aço e alumínio chineses.

Um conjunto de 120 produtos, entre eles frutas, frutas secas e vinho, terão tarifa de 15%, enquanto produtos suínos e afins terão 25%, segundo anúncio do Ministério do Comércio.

A medida, que entra em vigor hoje, é uma resposta às tarifas americanas sobre 25% nas importações de aço e 15% nas de alumínio procedentes da China.

Em um outro comunicado, o Ministério do Comércio chinês pediu aos Estados Unidos que retirem suas medidas contra o aço e alumínios chineses, que, segundo Pequim, violam as normas da Organização Mundial de Comércio (OMC).

A China já tinha anunciado, no último dia 23 de março, que iria impor essas tarifas se os EUA seguissem adiante com seus planos de tributar as importações de aço e alumínio procedente do gigante asiático.

Mesmo assim, Pequim sempre insistiu que queria evitar uma guerra comercial e advertiu o governo norte-americano para que não abrisse “uma caixa de Pandora”.