Investimentos terminam último trimestre com alta de 1,7%

Os investimentos terminaram o quarto trimestre em crescimento, mas o resultado acumulado do ano ainda registrou queda. É o que aponta o Indicador Ipea Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF).  Esse indicador é composto pelos investimentos em máquinas e equipamentos, em construção civil e em outros ativos fixos e é considerado uma prévia do cálculo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A FBCF mostra se as empresas aumentaram ou não os seus bens de capital, ou seja, aqueles que servem para produzir outros bens. Por meio desse indicador, é possível saber se a capacidade de produção do país está crescendo e se os empresários estão confiantes no futuro.

Segundo os dados divulgados hoje (20) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a FBCF apresentou crescimento de 4,2% em dezembro em relação a novembro de 2017, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, o indicador de investimentos encerrou o quarto trimestre com alta de 1,7% sobre o trimestre anterior, também ajustado sazonalmente. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a FBCF atingiu patamar 2,4% superior ao verificado em dezembro de 2016. Já na comparação do quarto trimestre de 2017 com o mesmo período do ano anterior, o investimento registrou expansão de 3,3%. No resultado acumulado no ano de 2017, foi registrada queda de 2%.

Para o Ipea, o avanço da FBCF entre os meses de novembro e dezembro refletiu o “bom desempenho de todos os seus componentes”. “Após duas quedas consecutivas, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção industrial doméstica líquida das exportações e acrescida das importações –, apresentou alta de 4,2% no último mês do ano. Entre os componentes do Came, enquanto a produção doméstica de bens de capital líquida de exportações cresceu 4,5%, o volume de importações registrou avanço de 5,6%, ainda na comparação dessazonalizada”, diz o Ipea.

O Ipea informa que o indicador de construção civil registrou o terceiro avanço consecutivo, com alta de 2% frente ao mês de novembro, na série livre de efeitos sazonais. O terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, contribuiu positivamente para o desempenho dos investimentos, registrando crescimento de 2% em dezembro.

Na comparação entre dezembro deste ano e o mesmo período de 2016, o Came registrou alta de 9,9% em dezembro, enquanto a construção civil avançou 0,5%. O componente outros ativos recuou 3,7%.

Conferência internacional discute economia do petróleo

A FGV Crescimento & Desenvolvimento, em parceria com o Centre for Applied Macro and Petroleum Economics (CAMP) da Norwegian Business School, e com o patrocínio da Petrobras, realiza a “International Conference on the Economics of Oil”. O evento será realizado no dia 28 de fevereiro no Centro Cultural FGV (Praia de Botafogo, 186. Rio de Janeiro) e nos dias 1 e 2 de março no auditório do edifício-sede da FGV (Praia de Botafogo, 190 – 12º andar, Rio de Janeiro).

O primeiro dia será dedicado ao debate de políticas, regulações e desafios da indústria do petróleo, reunindo executivos, reguladores, economistas e analistas do mercado. A abertura ficará a cargo do presidente da FGV, professor Carlos Ivan Simonsen Leal, seguido de palestra do presidente da Petrobras, Pedro Parente. Na sequência, haverá um painel sobre o futuro do petróleo, com participação de Roberto Castello Branco (FGV Crescimento & Desenvolvimento), Adriano Pires (Centro Brasileiro de Infraestrutura), Marco Lombardi(BIS) e Ragnar Torvik (Norwegian University of Science and Technology). Na parte da tarde serão realizadas palestras com o diretor geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, e com os professores Warwick McKibbin (Australian National University) e Lutz Kilian (University of Michigan).

No dia 1º de março, o evento recebe o Ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustível (IBP), Jorge Camargo, Ian Parry, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Rabah Arezki, do Banco Mundial. A programação terá sequência com a abordagem acadêmica sobre da economia do petróleo, envolvendo contribuições dos professores João Victor Issler e Pedro Cavalcanti Ferreira (FGV Crescimento & Desenvolvimento), Hilde Bjørnland (CAMP), e de pesquisadores de universidades dos EUA, Europa e Ásia.  O evento é gratuito e aberto ao público. Para mais informações sobre a programação e inscrições, acesse o site.

Serviços fecham 2017 com queda de 2,8%, segundo IBGE

O volume de serviços no Brasil caiu 2,8% em 2017, na comparação com o ano anterior. Já a receita nominal fechou o ano com alta de 2,5%. Os dados constam da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em dezembro de 2017, o setor de serviços cresceu 1,3% em volume na comparação com novembro. Na comparação com dezembro de 2016, o volume cresceu 0,5% e interrompeu uma sequência de 32 quedas consecutivas.

“Estávamos desde março de 2015 sem resultados positivos [na comparação do mês com o mesmo período do ano anterior]. É um resultado só, não podemos ainda afirmar que se trata de uma recuperação. Mas, lógico, é um fato positivo. Por enquanto, só podemos ver essa reação no segmento de transportes”, disse o gerente da pesquisa, Roberto Saldanha.

A receita nominal cresceu 0,9% na comparação com novembro e 5% na comparação com dezembro de 2016.

Serviços em 2017

Cinco dos seis segmentos do setor de serviços tiveram queda no volume no ano de 2017, com destaque para os outros serviços, com recuo de 8,9%, e os serviços profissionais, administrativos e complementares, que caíram 7,3%.

Também tiveram queda os serviços prestados às famílias (-1,1%), os serviços de informação e comunicação (-2%) e as atividades turísticas (-6,5%). Os serviços de transporte, auxiliares de transporte e correios foram os únicos com alta em 2017: 2,3%.

Segundo Saldanha, o segmento dos transportes foi impulsionado pelo setor industrial, “que é o grande demandante desse serviço”.

Na comparação de dezembro com novembro de 2017, quatro segmentos tiveram alta: atividades turísticas (2,8%); serviços de transportes, auxiliares de transportes e correios (2,3%); serviços profissionais, administrativos e complementares (0,6%) e outros serviços (0,7%).