Mercado financeiro espera que inflação encerre 2018 em 3,95%

O mercado financeiro reduziu levemente a projeção para a inflação em 2018. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflação oficial do país – passou de 3,96% na divulgação da semana passada para 3,95% hoje. Há quatro semanas, a expectativa estava em 4,02% para 2018.

A projeção consta do boletim Focus, publicação divulgada nesta segunda-feira hoje (8) no site do Banco Central (BC) com projeções para os principais indicadores econômicos.

A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, deste ano também caiu levemente, passou de 2,70% na última divulgação para 2,69%.

Cresce projeção do IPCA para 2017: 2,79%

Para 2017, o mercado elevou a projeção do IPCA de 2,78% para 2,79%. A estimativa segue abaixo do piso da meta da inflação. Se a projeção se confirmar, será a primeira vez que a meta será descumprida por ficar abaixo do piso. A meta ficou acima do teto quatro vezes: em 2001, 2002, 2003 e 2015.

A meta de inflação, que deve ser perseguida pelo BC, tem como centro 4,5%, limite inferior de 3% e superior de 6%. Quando a inflação fica fora desses patamares, o BC tem que elaborar uma carta aberta ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, explicando os motivos do descumprimento da meta.

A projeção aumentou para o PIB do ano passado, o mercado estima que o crescimento seja de 1,01%. A última projeção era de 1%.

Decisão do STF faz gasto com moradia de juízes e procuradores crescer 20 vezes em 3 anos

Ao longo da carreira, o juiz federal Roberto Veloso ocupou postos em várias cidades diferentes: Imperatriz (MA), Teresina (PI) e Brasília. Ao se mudar, levava consigo o seu “braço direito”, um servidor da Justiça Federal. “Ele sempre conseguia o auxílio-moradia, e eu, que era juiz, não. Ele acabava morando melhor que eu”, conta o magistrado à BBC Brasil.

Essa disparidade foi mencionada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, que em setembro de 2014 decidiu estender o benefício a todos os juízes federais do país. Três anos depois, dados públicos mostram o impacto da medida: os gastos do governo federal com o auxílio-moradia de magistrados e procuradores cresceram, desde então, 20 vezes.

O benefício para integrantes da Justiça e do Ministério Público custou à União R$ 96,5 milhões de janeiro de 2010 a setembro de 2014, quando veio a decisão liminar (provisória) de Fux. De outubro daquele ano até novembro passado, o valor explodiu: foi gasto R$ 1,3 bilhão com o auxílio.

Os dados são públicos e foram levantados por um consultor legislativo do Senado, o economista Daniel Couri. Ele utilizou a ferramenta Siga Brasil, que replica as informações do Sistema Integrado de Administração Financeira, o Siafi. A reportagem checou os números usando a mesma plataforma.

No mesmo dia de setembro de 2014, Fux assinou duas decisões: a primeira estendia o benefício a todos os juízes federais. A segunda garantiu o auxílio-moradia também aos juízes trabalhistas e da Justiça Militar, além dos magistrados das Justiças Estaduais de nove Estados onde os pagamentos ainda não ocorriam.

Formalmente, o salário de um juiz federal é de R$ 28,9 mil. Na prática, porém, é bastante comum que os contracheques avancem além do chamado “teto constitucional”. Um levantamento do jornal O Estado de S. Paulo mostrou, por exemplo, que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais pagou valores líquidos acima desse limite para 98% de seus juízes em julho passado.

O teto é o máximo que qualquer servidor público federal poderia receber, e corresponde ao salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal: R$ 33,7 mil.

Confira aqui a matéria completa.

Primeira fase de implantação do eSocial para empresas começa hoje

Tem início hoje (8) em todo o país a primeira etapa de implantação do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial). Ao todo a etapa envolve 14,4 mil empresas, que faturaram mais de R$ 78 milhões em 2016 ou que aderiram voluntariamente, de acordo com a Receita Federal. Juntas, elas empregam 15 milhões de trabalhadores, um terço do total.

O prazo para as empresas cumprirem a primeira etapa começa nesta segunda-feira e se estende até o dia 28 de fevereiro. Nesse período, disse a Receita, o sistema receberá apenas as informações cadastrais dos empregadores e as relativas às suas tabelas, tais como estabelecimentos, rubricas, cargos, etc. Somente a partir de março será possível o envio dos eventos não periódicos. Até lá, será possível fazer os ajustes necessários na qualificação cadastral dos funcionários, por exemplo.

Segundo o órgão, não há obrigatoriedade de envio dos dados necessariamente nos primeiros dias e a empresa pode fazer os eventuais acertos necessários em seus sistemas internos, bem como se utilizar do ambiente de produção restrita para seus testes, para só depois começar a enviar informações à Base Nacional.

Nos próximos dias, estará disponível no portal do eSocial, o canal “Fale Conosco” onde serão recebidas as dúvidas e as críticas sobre o sistema.

Multas e penalidades

As empresas que não enviarem os dados estão sujeitas a penalidades e multas. A multa prevista é de R$ 1,5 mil pelo não envio da escrituração digital, mas esse valor pode ser acumulado com as penalidades previstas pelas omissões das declarações que estarão sendo substituídas pelo eSocial.

O eSocial é um sistema de registro de informações criado para desburocratizar e facilitar a administração de informações relativas aos trabalhadores, para que as empresas possam realizar o cumprimento de suas obrigações fiscais, trabalhistas e previdenciárias de forma unificada e organizada. Por meio dele, pretende-se reduzir custos, processos e tempo gastos hoje pelas empresas com essas ações.

Quando totalmente implementado, o eSocial representará a substituição de 15 prestações de informações ao governo por apenas uma. Entre as informações que serão concentradas no sistema estão: Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e de Informações à Previdência Social (GFIP), Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e  Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (DIRF).

Com as informações coletadas por cerca de 8 milhões de empresas, será criado um banco de dados único, administrado pelo governo, abrangendo 18 milhões de empregadores e 44 milhões de trabalhadores.

Cronograma de implantação

No fim de novembro, a Receita Federal anunciou o cronograma de implantação do eSocial. A partir de janeiro de 2018, o sistema é obrigatório para entidades empresariais com faturamento no ano de 2016 acima de R$ 78 milhões.

A segunda etapa terá início em 16 de julho de 2018 e abrangerá os demais empregadores, incluindo micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais (MEIs). No caso dos entes públicos, o sistema será implantado a partir de 14 de janeiro de 2019.

O envio de dados também será feito por partes, em cinco fases. Inicialmente, as empresas e órgãos deverão incluir no sistema suas próprias informações, ou seja, cadastros do empregador e tabelas. Os dados sobre os trabalhadores e seus vínculos trabalhistas, como admissões e desligamentos, passam a ser solicitados em um segundo momento.

Posteriormente, passará a ser obrigatório o envio das folhas de pagamento, e, em uma quarta fase, a Guia de Informações à Previdência Social será substituída pelo novo sistema. Na última fase, deverão ser enviados os dados de segurança e saúde do trabalhador.

Veja abaixo o cronograma

Etapa 1 – Empresas com faturamento anual superior a R$ 78 milhões

Fase 1: Janeiro/18 – Apenas informações relativas às empresas, ou seja, cadastros do empregador e tabelas

Fase 2: Março/18: Nesta fase, empresas passam a ser obrigadas a enviar informações relativas aos trabalhadores e seus vínculos com as empresas (eventos não periódicos), como admissões, afastamentos e desligamentos

Fase 3: Maio/18: Torna-se obrigatório o envio das folhas de pagamento

Fase 4: Julho/18: Substituição da GFIP (Guia de Informações à Previdência Social) e compensação cruzada

Fase 5: Janeiro/19: Na última fase, deverão ser enviados os dados de segurança e saúde do trabalhador
Etapa 2 – Demais empresas privadas, incluindo Simples, Micro Empregadores Individuais (MEIS) e pessoas físicas (que possuam empregados)

Fase 1: Julho/18 – Apenas informações relativas às empresas, ou seja, cadastros do empregador e tabelas

Fase 2: Set/18: Nesta fase, empresas passam a ser obrigadas a enviar informações relativas aos trabalhadores e seus vínculos com as empresas (eventos não periódicos), como admissões, afastamentos e desligamentos

Fase 3: Nov/18: Torna-se obrigatório o envio das folhas de pagamento

Fase 4: Janeiro/19: Substituição da GFIP (Guia de Informações à Previdência Social) e compensação cruzada

Fase 5: Janeiro/19: Na última fase, deverão ser enviados os dados de segurança e saúde do trabalhador
Etapa 3 – Entes Públicos

Fase 1: Janeiro/19 – Apenas informações relativas aos órgãos, ou seja, cadastros dos empregadores e tabelas

Fase 2: Março/19: Nesta fase, entes passam a ser obrigados a enviar informações relativas aos servidores e seus vínculos com os órgãos (eventos não periódicos) Ex: admissões, afastamentos e desligamentos

Fase 3: Maio/19: Torna-se obrigatório o envio das folhas de pagamento

Fase 4: Julho/19: Substituição da GFIP (Guia de Informações à Previdência) e compensação cruzada

Fase 5: Julho/19: Na última fase, deverão ser enviados os dados de segurança e saúde do trabalhador

Instituto D’OR abre inscrições para cursos de extensão, pós-graduação e especializações

O Instituto D’OR de Pesquisa e Ensino (IDOR) está com inscrições abertas para cursos de extensão, pós-graduação e especializações. Confira as opções:

Pós-graduação:

Cirurgia bariátrica e metabólica: O curso se destina a cirurgiões gerais e do aparelho digestivo que pretendem aprofundar seu conhecimento nesta área de atuação, através de intensa atividade prática e teórica, interagindo com profissionais de reconhecida experiência, tanto na cirurgia, como nas especialidades associadas – endocrinologia, nutrição, psicologia/psiquiatria, endoscopia e anestesia. Carga horária 484h, com duração de 11 meses.

 Cirurgia do aparelho digestivo: O curso visa ampliar e atualizar o conhecimento adquirido nos cursos de (pós) graduação por meio do aperfeiçoamento. Além de propiciar o aprimoramento. Além de propiciar o aprimoramento dos conhecimentos em áreas específicas, o aperfeiçoamento torna o profissional diferenciado na prestação de serviços. O aperfeiçoamento em relação a educação profissional gera oportunidades para um pleno desenvolvimento social, tecnológico e econômico na comunidade.

Arritmia cardíaca e métodos diagnósticos não invasivos: o curso visa a capacitação de médicos com residência ou pós-graduação na área de cardiologia. Carga horária 360h, com duração de 09 meses.

Especialização

RM e TCMD : Visa o aperfeiçoamento na formação em ressonância magnética e tomografia computadorizada, especialmente em técnicas avançadas. Tem como objetivo tornar apto o participante a executar, conduzir, interpretar e emitir relatório de diferentes exames de RM e TC. Carga horária 830h, sendo 16h por semana. O aluno receberá bolsa de R$1600/mês.

Aperfeiçoamento prático em radiologia: Estágio de aperfeiçoamento prático-teórico em radiologia, com ênfase em tomografia computadorizada e ressonância magnética. Qualificar o treinamento de jovens radiologistas ou reciclar radiologistas nos modernos métodos de imagem. Carga horária 4 períodos + 1 plantão de 12h. O aluno receberá bolsa equivalente à residência médica.

Ortopedia pediátrica: Curso teórico prático incluindo ambulatórios e centro cirúrgico. Carga horária 40h, sendo 40h por semana. O aluno receberá bolsa equivalente à residência médica.

Medicina intensiva pediátrica: treinamento para capacitação para atuação médica na especialidade e para a obtenção do título de especialista, de acordo com as diretrizes da Associação de Medicina Intensiva Brasileira. Carga horária 60h semanais com duração de 2 anos. O aluno receberá bolsa equivalente à residência médica.

Curso de extensão:

Eletrocardiografia: Curso de interpretação de eletrocardiograma voltado para profissionais de saúde que atuem em emergência, terapia intensiva ou atendimento ambulatorial. Carga horária 30h, duração de 03 meses.

Psicologia hospitalar e pacientes de alta complexidade: A proposta do curso consiste em discutir das especificidades da assistência psicológica aos pacientes de alta complexidade tomando por base a tríade paciente-família-equipe. As doenças com alta complexidade são aquelas que exigem intervenção altamente específica realizada por uma equipe especializada. O curso visa apresentar as possibilidades e os desafios da atuação com pacientes de alta complexidade enfocando a tríade. Carga horária 12h, duração de 02 dias.

Suporte básico de vida: é um curso eminentemente prático que segue a metodologia da American Heart Association (AHA) e aborda as manobras de ressuscitação cardiopulmonar, uso de desfibrilador externo automático e manobras de desobstrução de vias aéreas em vítimas adultas e pediátricas. Carga horária 04h, duração de 01 dia.

Prevenção e tratamento de lesão por pressão: curso teórico-prático que tem como foco despertar no enfermeiro um olhar voltado à prevenção da lesão por pressão, assim como fornecer informações indispensáveis para a construção do raciocínio clínico necessário ao tratamento da ferida. Segue as diretrizes internacionais EPUAP e NPUAP para a prevenção e tratamento da lesão por pressão. Carga horária 10h, duração de 01 dia.

Mais informações pelo telefone (21) 3883-6000, ramal 2305. Atendimento realizado de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h. Ou pelo e-mail secretaria.ensino@idor.org.