Tribunal de Justiça do Rio agenda mais de mil audiências para a 9ª Semana pela Paz em Casa

Atento aos desafios enfrentados pelas mulheres no Brasil, que tem a quinta maior taxa de feminicídio do mundo (de acordo com dados da Organização da Mundial de Saúde são 4,8 a cada 100 mil mulheres), o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) já agendou 1.260 audiências para a 9ª Semana pela Paz em Casa, campanha do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para combate da violência contra a mulher. As atividades serão realizadas do dia 21 ao dia 24 de novembro. Na última edição, realizada em agosto, o TJ do Rio foi um dos três estados com maior número de processos baixados, realizando 1.379 audiências, proferindo 2.459 sentenças, movimentando 26.160 processos e concedendo 429 medidas protetivas à mulheres em situação de risco. Os dados são do Observatório Judicial da Violência contra a Mulher do TJRJ.

A desembargadora Suely Lopes, presidente da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Coem) afirmou que o TJ do Rio tem intensificado o combate à violência contra a mulher. Ela destacou que o Judiciário fluminense tem orientado os magistrados a seguirem as diretrizes do CNJ e difundido campanhas que destacam o trabalho dos tribunais do júri e as audiências. Para a magistrada, um processo julgado é um alívio para uma vítima de violência doméstica.

“O papel da Coordenadoria Estadual da Mulher é atender as mulheres que mais necessitam, aquelas que estão em situação de vulnerabilidade e precisam do amparo da Justiça. Nosso principal trabalho é acelerar os processos, definir as situações. Muitas vezes, uma ação decidida acalma, pois a mulher se vê atendida e o agressor repreendido. A minha expectativa é que cada vez mais os movimentos contra a violência de gênero recrudesçam”, afirmou.

Ministros do STF participam de encerramento do projeto História Oral do Supremo

centro cultural fgv
Últimos livros do projeto História Oral do Supremo serão lançados no Centro Cultural FGV

O projeto História Oral do Supremo chega a sua fase final. No próximo dia 24 de novembro, às 11h, no Centro Cultural FGV (Praia de Botafogo, 186. Rio de Janeiro), serão lançados os seis últimos livros da coleção que conta a história do STF a partir da trajetória dos seus ministros nos primeiros 25 anos da Nova República, entre 1988 e 2013. Os personagens dos novos volumes são os atuais ministros Marco Aurélio Mello e Dias Toffoli, os ex-ministros Ayres Britto, Octavio Gallotti e os falecidos Teori Zavascki e Paulo Brossard.

Ao longo de quatro anos, os pesquisadores das Escolas de Direito do Rio de Janeiro (Direito Rio) e de São Paulo (Direito SP) e da Escola de Ciências Sociais (CPDOC) coletaram depoimentos de 21 ministros do Supremo Tribunal Federal, totalizando cerca de 100 horas de gravação. O resultado é uma coleção de 21 livros narrando os momentos mais marcantes das carreiras dos juristas e os casos de maior repercussão pública da mais alta Corte do país, após a promulgação da Constituição de 1988.

Além dos livros que serão lançados no dia 24 de novembro, a FGV já lançou volumes sobre a trajetória dos ministros Rafael Mayer, Aldir Passarinho, Sepúlveda Pertence, Cezar Peluso, Sydney Sanches, Célio Borja, Carlos Velloso, Néri da Silveira, Nelson Jobim, Eros Grau, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Moreira Alves, Ilmar Galvão e Francisco Rezek.

Para participar do evento de lançamento, inscreva-se pelo site.

Tribunal Pleno do TJRJ elege três novos membros para o TRE

O Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça do Rio – formado por todos os desembargadores do órgão – elegeram em sessão nesta quinta-feira, dia 9, três novos membros para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado.

A vaga para membro efetivo foi preenchida pelo desembargador Carlos Santos de Oliveira. Ele assumirá a partir do dia 3 de dezembro em virtude do término do biênio da desembargadora Jacqueline Lima Montenegro.

Para membros substitutos do TRE foram eleitos os desembargadores Nagib Slaibi Filho e Luiz Fernando Pinto. Suas vagas correspondem, respectivamente, ao final do biênio dos desembargadores Fernando Cerqueira Chagas (que ocorrerá no dia 9 de dezembro) e João Ziraldo Maia (dia 25 de janeiro de 2018).

Preços da construção civil registram queda em sete estados

Em outubro, o Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI) apresentou uma das menores taxas do ano (0,16%), registrando queda em sete estados, com destaque para Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Ainda em outubro, a parcela dos materiais apresentou uma variação menor (0,20%) que a verificada em setembro (0,45%), em especial no Maranhão, Ceará, Sergipe, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. “Não houve destaque para nenhum segmento da construção civil”, explica Augusto Oliveira, pesquisador do IBGE.

Nos estados de Goiás e Roraima foi observada uma variação significativa no índice devido à ocorrência de reajustes salariais. No entanto, essas variações não impactaram o índice nacional porque esses estados têm um peso menor no cálculo. Outro fator, segundo Augusto, é que em outubro desse ano menos estados realizaram dissídios coletivos em comparação com outubro de 2016.

Já o custo nacional da construção por metro quadrado subiu, passando de R$ 1.057,99, em setembro, para R$ 1.059,68 em outubro. O gráfico a seguir mostra os valores regionais:

#pracegover Gráfico de Outubro de 2017 comparando o custo médio em Reais por metro quadrado construído