Arrecadação com leilão do pré-sal pode chegar a R$ 600 bi nas próximas décadas

As duas rodadas do pré-sal das bacias de Santos e Campos, realizadas na semana passada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), poderão proporcionar à União, aos estados e municípios arrecadação em torno de R$ 600 bilhões pelas próximas três décadas, superando em cerca de R$ 200 bilhões os valores inicialmente estimadas pela agência.

A informação foi dada nesta segunda-feira pelo diretor-geral da ANP, Décio Oddone, ao participar da 13ª International Conference Brazil Energy and Power 2017, no auditório da Fundação Getulio Vargas, em Botafogo, na zona sul do Rio.

Oddone disse que a agência precisou recalcular os valores inicialmente estimados de arrecadação para o governo porque percentuais relativos ao óleo lucro ofertado pelas petrolíferas na 2ª e 3ª rodadas de blocos no polígono do pré-sal terem superaram muito as projeções iniciais da ANP. “Houve casos em que o ágio oferecido [sob a forma de óleo lucro] ao governo chegou a mais de 200%. Aí, nós tivemos que recalcular as nossas estimativas inciais.”

“E elas indicavam que a União, estados e municípios receberiam ao longo de mais de 30 anos de contrato cerca de R$ 400 bilhões em royalties, participação especiais, tributos e óleo lucro. Mas, com o ágio obtido, tivemos que recalcular o valor, e a nova previsão indica que a arrecadação total ao longo das próximas três décadas posteriores ao início da produção pode chegar a R$ 600 milhões”, afirmou.

Êxito do leilão

Oddone disse que a ANP reguladora nunca duvidou do sucesso das duas rodadas, embora alguns tenham duvidado.  “Eu nunca tive dúvida sobre o êxito do leilão, mas tinha gente que tinha, porque só olhava para o bônus de assinatura, e aí dizia que a arrecadação tinha sido menor do que a esperada. E a arrecadação total, ao longo dos próximos 30 anos, será avassaladoramente superior as nossas previsões iniciais.”

O diretor da ANP o fato de que as estimativas ainda levam em conta premissas relativas aos riscos inerentes às atividades de exploração e produção de petróleo. “Nós pedimos para o pessoal da ANP recalcular [os valores] a partir das alíquotas [o percentual do óleo] ofertadas pelas empresas no leilão usando as mesmas premissas utilizadas antes. E é claro que nada garante que isso vá se concretizar, pois trata-se de uma atividade de risco, e ninguém sabe se o petróleo estimado vai ser encontrado.”

Oddone destacou, no entanto, que foram mantidas as condições estimadas anteriormente, com as novas alíquotas ofertadas nos dois leilões, e o resultado foi R$ 200 bilhões superior. E, no novo cálculo, dá uma média aí de R$ 7 bilhões por ano. Você bota aí cinco a sete anos para começar a produção. Então, essa será a arrecadação pelas próximas três décadas”, concluiu.

Encontro na Emerj vai debater transexualidade e discriminação

“Transexualidade e rejeição social – Razões para não discriminação” é o tema do seminário que será realizado pelo Fórum Permanente de Biodireito, Bioética e Gerontologia da Emerj, em parceria com o Mestrado Profissional em Justiça e Saúde da Emerj/Fiocruz. Os palestrantes serão Anibal Guimarães, doutor em Ciências e professor do Programa de Pós-graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva (PPGBIOS/ENSP/Fiocruz), que vai dar um panorama histórico da transexualidade no Brasil; e Gabriel Schütz, professor da UFRJ, mestre e doutor em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública, que vai falar sobre “Trans, identidades, sexualidades: a opressão e o desencontro dos oprimidos”. O evento será no dia 13 de novembro, das 9h às 12h30m, no auditório Desembargador Joaquim Antonio de Vizeu Penalva Santos, na Rua Dom Manoel 25, 2º andar.

O seminário terá também debates após a apresentação de trabalhos de alunos do Mestrado Profissional em Justiça e Saúde da Emerj/Fiocruz sobre o tema. O evento será aberto pelo diretor-geral da Emerj, desembargador Ricardo Rodrigues Cardozo; pela presidente do Fórum de Biodireito, Bioética e Gerentologia, juíza Maria Aglaé Tedesco Vilardo; e pela professora Maria Helena Barros, coordenadora pela Fiocruz do Mestrado Profissional em Justiça e Saúde. Na ocasião, será apresentado ainda o vídeo “Elxs existem”, produzido pelas juízas Beatriz Marques, Letícia Peçanha e Adriana Franco.

Inscrições exclusivas pelo site da Emerj – www.emerj.tjrj.jus.br. Informações: 3133-3369.  

Mudanças na Lei das Micro e Pequenas Empresas serão debatidas em audiência pública na FIRJAN

O Sistema Firjan debate propostas para aprimorar o regime de tributação do Simples Nacional, em audiência pública, na próxima terça-feira (31/10). O aperfeiçoamento da legislação incentiva o empreendedorismo ao permitir um ambiente de negócios mais competitivo para a atuação das micro e pequenas empresas, além de possibilitar que novas empresas façam parte dessa categoria, sendo ainda mais relevante neste momento de retomada do crescimento econômico. O Simples Nacional beneficia mais de 11,5 milhões de empresas, representando 54% dos empregos formais do país.

As sugestões serão apresentadas ao deputado Otavio Leite, relator do Projeto de Lei Complementar 34120/17, que reúne sugestões de mudanças à Lei Complementar nº 123/16, com o objetivo de aperfeiçoar o regime compartilhado de arrecadação, cobrança e fiscalização de tributos aplicável às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte.

A Federação apoia, por exemplo, mudanças na regra de microcrédito para empresas do Simples Nacional, além de alterações das regras de parcelamento, com redução de multa e juros, seguindo modelo de pagamento semelhante ao Refis/PERT.

A nova lei do Simples Nacional está prevista para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2018. Entre as principais novidades está o limite máximo de receita bruta anual para que pequenas empresas participem do regime especial de tributação, que sobe de R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões, o que equivale a uma média mensal de R$ 400 mil.

O regime do Simples Nacional beneficiou milhões de empreendedores desde 2007, permitindo que diversos segmentos pudessem ser incorporados à lista de empresas autorizadas a aderir ao regime simplificado de tributação.

Senado espanhol aprova intervenção na Catalunha

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O presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, anunciou a destituição do presidente regional da Catalunha, Carles Puidgemont

O Senado espanhol aprovou por 214 votos a favor, 47 contra e uma abstenção a aplicação do artigo 155 da Constituição espanhola, para suspender a autonomia da Catalunha e destituir o líder regional, Carles Puigdemont. O dispositivo interfere ainda no governo da região autônoma.

De acordo com o presidente espanhol, Mariano Rajoy, é inevitável a imediata aplicação do dispositivo pois a situação é excepcional e o objetivo é proteger a Catalunha.

Após a divulgação da declaração unilateral de independência por parte dos separatistas, Rajoy pediu tranquilidade aos cidadãos espanhóis e afirmou que a situação voltará à legalidade.

Tribunal Constitucional

O governo de Espanha deve recorrer ao Tribunal Constitucional contra a declaração de independência aprovada hoje (27) pelo parlamento da Catalunha em votação secreta. Foram 70 votos a favor, dez contra e dois em branco. A oposição havia se retirado do plenário minutos antes e se absteve de votar.

Segundo o jornal La Vanguardia, o Tribunal Constitucional já se preparava para declarar a nulidade dos atos e votações do Parlamento catalão.