Número de trabalhadores na saúde vai duplicar até 2030

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O presidente da CSN, Tércio Egon Paulo Kasten, e o diretor da OIT, Peter Poschen

“A saúde pode alavancar a economia brasileira”, destacou o diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Peter Poschen, durante workshop da Confederação Nacional de Saúde (CSN), promovido no último dia 3. Ele destacou que, atualmente, o setor emprega mais de 40 milhões de profissionais no mundo inteiro, destacou. “E segundo a ONU, esses números vão duplicar até 2030”, relatou.

Segundo Peter a estimativa feita pela OIT constatou que o setor teve um crescimento econômico de 1,5 % entre 2000 e 2011. Ele ainda informou que para cada R$ 1,00 de investimento no setor o país obtém o retorno financeiro de R$ 9,00 reais.

Outro ponto destacado ao longo do evento foi a necessidade de intensificar o debate da Segurança e Saúde no Trabalho para que as instituições, tanto públicas como privadas, consigam aprimorar  o acesso com segurança do cidadão brasileiro aos serviços de saúde.

O procurador federal da Advocacia Geral da União (AGU) e coordenador da equipe de trabalho em ações regressivas previdenciárias, Fernando Maciel, informou que as consequências econômicas dos acidentes do trabalho no Brasil estão provocando um déficit aos cofres públicos da Previdência Social (INSS). “A atual arrecadação não está suprindo as despesas acidentárias quanto à demanda de acidentes”, alertou.

De acordo com Maciel, dados atuais apresentados pelo INSS apontam que 8 pessoas morrem todos os dias no país, por acidentes no trabalho,  o que ocasiona cerca de 250 mortes por mês no Brasil. Maciel ainda informou que um dos principais fatores que causam acidentes nos estabelecimentos de saúde são as constantes exposições do trabalhador aos riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e psicossociais.

Em contrapartida, o procurador enfatizou que a AGU está trabalhando de forma efetiva na identificação dos acidentes de trabalho e na propositura das ações regressivas, com o objetivo de ressarcir os cofres da Previdência quando a empresa é condenada e declarada culpada pelo acidente de trabalho ou doença ocupacional.

Britânico Kazuo Ishiguro ganha Prêmio Nobel de Literatura

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Kazuo Ishiguro é autor de oito livros

O escritor britânico de origem japonesa Kazuo Ishiguro ganhou nesta quinta-feira (5) o Prêmio  Nobel de Literatura deste ano, anunciou a Academia Sueca. Segundo o comitê do prêmio, Ishiguro, de 62 anos, que se mudou do Japão para a Grã-Bretanha quando tinha 5 anos, está associado aos temas de memória, tempo e auto-ilusão.

“Se você mistura Jane Austen e Franz Kafka, então você tem Kazuo Ishiguro em poucas palavras, mas você tem que adicionar um pouco de Marcel Proust na mistura”, disse hoje Sara Danius, a secretária permanente da Academia Sueca

Ela descreveu Ishiguro como um escritor de grande integridade e originalidade. “Ele desenvolveu um universo estético único”, disse.

Ishiguro, que escreve em inglês, é autor de oito livros, sendo sete romances e um volume de contos. Em sua obra destacam-se Os vestígios do dia (1989), que ganhou o Man Booker Prize, e a ficção científica Não me abandone jamais (2005). Ambos adaptados ao cinema.

Produção de veículos cai em setembro

A produção de veículos no país em setembro teve uma queda de 9,2% em relação a agosto, atingindo 236.944 unidades. Mas na comparação com o mesmo mês do ano passado, cresceu 39,1%. No acumulado do ano, foram montados 1.986.654 veículos, aumento de 27% na comparação com o mesmo período de 2016. Os dados foram divulgados hoje (5) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Com relação às vendas, setembro também apresentou queda. No mês passado foram vendidas 199.211 unidades, queda de 8% em relação a agosto. No entanto, as vendas de veículos subiram 24,5% em setembro, na comparação com o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, foram licenciadas 1.620.005 unidades, o que representa alta de 7,4% ante o mesmo período do ano passado.

As exportações somaram 60.049 veículos, alta de 52,2% em relação a setembro de 2016. Em relação a agosto, houve queda de 10,1% e, no acumulado do ano, um aumento de 55,7%.

Rogério Golfarb, vice-presidente da Anfavea, avalia que os expressivos aumentos nas exportações é favorável para o setor. “Foi influenciado por uma assimilação positiva do mercado da América do Sul, como Argentina, México, Uruguai e Colômbia”, disse.

Foram mantidas 126.280 vagas de emprego no setor durante setembro, alta de 1,3% em relação a setembro do ano passado. Não houve variação em relação a agosto. Foi registrada queda do número de empregados em layoff (suspensão temporária do contrato de trabalho), que passaram de 3.432 em agosto para 2.964 em setembro. A quantidade de funcionários em Programa Seguro Emprego (PSE) caiu de 2.888 em agosto para 2.867 no mês passado.

“Seja em layoff ou seja em PSE, são esses mecanismos importantes em período de crise. À medida que vemos a retomada, esses funcionários passam a migrar e voltar, e contribuir para a produção”, avalia Golfarb.

Previsões

As projeções de resultados para o final do ano, revistas no mês passado, tem como expectativa aumento de vendas de 7,3%; alta na produção, de 25,2%, e nas exportações de 43,3%. O vice-presidente da Anfavea disse que há uma recuperação gradual, mas quando se observa o ambiente macroeconômico, ainda não é possível enxergar um crescimento robusto. “É prematuro usar os números de setembro e acreditar que vai ser sustentável até o final do ano. Por isso, estamos sendo cautelosos”, disse.

Setor supermercadista caminha na contramão da crise

Segunda maior feira de negócios do setor alimentício do Brasil, a Super Rio Expofood vai ser ampliada a partir do ano que vem, ganhando mais um pavilhão de 20mil m2. A novidade foi anunciada pelo presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ), Fábio Queiróz, durante a Super Rio Preview, realizada nesta quarta-feira (04) no Windsor Barra.

“Já faz alguns anos que as pessoas nos cobram para ampliar a feira e tenho o orgulho de anunciar que ano que vem teremos mais um novo pavilhão”, celebrou Queiroz, que também revelou que, em 2018, a Convenção ABRAS retorna ao Rio de Janeiro (RJ). Ela será realizada concomitantemente à feira. Desde 2004 a cidade não recebia o evento conhecido como o maior encontro de líderes supermercadistas do Brasil.

“Estamos caminhando na contramão do atual momento econômico do nosso Estado. Enquanto empresas saem do Rio, nós trouxemos o mais importante evento para o setor”, afirmou Queiroz.

Os números da Asserj comprovam que o setor apresenta resultados que destoam do cenário de crise. A seis meses do início da Super Rio Expofood, a feira já tem mais 100 estandes vendidos. E o segmento movimentou somente no estado do Rio, em 2016, cerca de R$ 32 bilhões, e, no Brasil, R$ 317 bilhões. Queiróz ainda destacou os investimentos que a feira e a convenção trarão para a cidade.

“Estima-se que os investimentos com hospedagem e turismo no Rio de Janeiro, por causa dos dois eventos, ultrapassem 15 milhões de reais”.