As perguntas mais comuns em entrevistas de emprego

Desde maio, a plataforma de avaliação de empresas Love Mondays mantém um espaço para profissionais brasileiros publicarem informações sobre as entrevistas de emprego das quais participam.

Um levantamento, que teve como base o relato de 4 mil entrevistas em 1.100 empresas, identificou as perguntas que são feitas com mais frequência aos candidatos.

Além das mais clássicas, como falar sobre suas principais qualidades e defeitos, as questões mais comuns também demonstram a importância de os candidatos estarem informados sobre a empresa na qual desejam trabalhar – e saber explicar por que eles seriam uma boa adição à equipe.

As perguntas mais comuns em entrevistas de emprego

1             Por que você quer trabalhar nesta empresa?

2             Conte um pouco da sua experiência.

3             Quais são suas principais qualidades?

4             Quais são seus principais defeitos?

5             Quais são os seus objetivos na empresa?

6             Qual a sua formação?

7             Por qual motivo você acha que devo te contratar?

8             Você gosta de trabalhar em equipe?

9             Como você lida com pressão?

10           Qual sua expectativa de carreira em cinco anos?

Fonte: Love Mondays

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Estresse é motivo para executivos trocarem de emprego

Entre os executivos brasileiros que consideram sofrer com o estresse decorrente do trabalho, a maioria vê o problema interferir na capacidade de produção e o considera motivo para trocar de emprego. A maior arma para mitigar esses efeitos negativos – intensificados pela crise econômica nos últimos anos – é a prática de atividades físicas.

Os dados fazem parte de um levantamento realizado pela empresa de recrutamento executivo Talenses, que contou com a participação de mais de mil gestores, a maior parte em cargos de gerência e diretoria. Quarenta por cento dos respondentes se consideram estressados. Dentre eles, a maioria afirma que o estresse interfere na sua capacidade de produção (71%) e considera buscar um novo emprego no mercado por consequência disso (80%). Em 66% dos casos, eles não se enxergam com a mesma rotina de trabalho nos próximos cinco anos.

Luiz Valente, diretor da Talenses, percebeu um aumento, nos últimos dois anos, de altos executivos em busca de novas oportunidades por se encontrarem em uma “situação limite” de estresse e insatisfação. “Eles têm o bom senso de entender que um momento de crise não é o melhor para tentar uma mudança de empresa, mas mesmo assim muitos nos procuram dizendo que estão abertos até a uma remuneração um pouco menor”, diz.

Um terço dos executivos que sofrem com o estresse buscaram acompanhamento médico por conta do problema. Entre eles, 19% incluíram as atividades físicas na rotina e cerca de 14% iniciaram tratamento com medicamentos para ansiedade, insônia ou depressão. Quase 30% não buscaram médicos mas recorreram às atividades físicas como forma de mitigar os efeitos do estresse. Para 12%, a terapia foi uma saída encontrada e 22% dizem ainda não terem tomado uma providência.

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Novas tecnologias ajudam a manter o foco

Imagine um novo tipo de escritório, projetado para estimular as pessoas a fazerem o seu melhor no trabalho. Primeiro, você entra na galeria onde exemplos do trabalho de seus colegas estão pendurados nas paredes e você é inspirado a seguir e superar esses padrões. Então, você passa para o salão, que lembra um espaço de trabalho compartilhado (coworking space, em inglês), com seus sofás e o café, mas é o lar de um tipo de curiosidade combativa que prosperou nos cafés dos séculos XVII e XVIII; suas ideias são desenvolvidas em conversas inteligentes.

Em seguida vem a biblioteca, com material que você precisa estudar para fazer seu trabalho render mais. Depois disso, um cubículo para cuidar da administração. Finalmente, você chega ao espaço onde poderá fazer trabalho mais transformador: as câmaras de “deep work”, protegidas por paredes grossas e à prova de som. Aqui, você passa períodos de 90 minutos trabalhando sozinho na resolução dos problemas mais difíceis.

Esse sonho foi projetado por David Dewane, um professor de arquitetura, que o chamou de “Eudaimonia Machine”, por causa da palavra grega para prosperidade humana. A Eudaimonia Machine é uma visão de um lugar para trabalho sério e criterioso que contrasta dramaticamente com os atuais escritórios de plano aberto e seus equivalentes online: a caixa de entrada do correio eletrônico que fica cheia rapidamente e o aplicativo de conversas Slack.

A propagação pelas startups dos ambientes de trabalho casuais tornou a concentração ainda mais difícil, com os pulos das bolinhas de pingue-pongue e o barulho de garrafas de cerveja sendo abertas.

Cal Newport, um professor de ciências da computação e autor de um blog sobre os hábitos de trabalho, declarou que estamos em uma crise por causa de nossa incapacidade de fazer o “deep work” (o trabalho mais profundo), que também o título de um livro publicado no ano passado. Ele define “deep work” como “atividades profissionais realizadas em um estado de concentração livre de distrações e que estimula suas capacidades cognitivas ao limite”. Ele acrescenta: “Esses esforços criam um novo valor, melhoram suas habilidades e são difíceis de repetir novamente”.

O escritório moderno parece projetado para o trabalho superficial, definido como “tarefas de estilo logístico”, que são fáceis de reproduzir. Isso apesar da ascensão da inteligência artificial (IA) que, ao automatizar essas tarefas, exige que o trabalhador do conhecimento esteja preparado para oferecer algo melhor.

Mas poucas companhias parecem estar prontas para jogar fora as fileiras de mesas, onde você não tem como evitar escutar as conversas dos colegas. A maioria das novas tecnologias que estão sendo adotadas pelas empresas encorajam mais a colaboração por meio da conversa, como o Slack, o Dropbox Paper e o Salesforce da Quip. Os colegas de trabalho comandam seu dia, colocando eventos em seu calendário compartilhado e exigindo atenção o tempo inteiro, com seus comentários sobre documentos compartilhados no Google.

Mas há, porém, um antídoto surgindo em uma nova geração de tecnologias. Elas almejam fazer do tempo que você passa sozinho no trabalho uma indulgência viável, mesmo que você não seja o chefe.

A primeira categoria cuida de evitar aqueles maus hábitos encorajados pela internet e pelas redes sociais em particular. Pense nela como um esmalte de gosto ruim que faz você evitar roer as unhas. O aplicativo Forest evita que você fique pegando seu celular a cada segundo. Você abre o aplicativo e uma pequena árvore começa a crescer na tela. Se você fechar ou mudar para outro aplicativo, a árvore seca e morre. Ele quer fazer você se sentir mal por ter matado a árvore virtual.

Menos fofo é o aplicativo Self Control para Mac, que bloqueia, por um período de tempo, sites que podem distraí-lo, enquanto o Anti-Social, que funciona no Windows e no Mac, se concentra em bloquear sites de redes sociais. O Leech Block permite a você agendar quando poderá ter acesso a esses sites e cria senhas para “desestimular você em um momento de fraqueza”, se você tentar acessá-los fora da janela designada.

Se um software não for uma barreira suficiente, por US$ 500 você pode comprar uma Freewrite, uma máquina de escrever eletrônica em que a única coisa que você faz é escrever. Os fabricantes afirmam que é possível usá-la em interiores e exteriores, deixando seu smartphone na mesa e saindo ao ar livre para se espalhar em um gramado embora sua estética retrô e descolada possa atrair demais as atenções e dar início a conversas, distraindo você do trabalho.

A segunda categoria encoraja os trabalhadores que querem se concentrar criando sua própria bolha com música. Muitos profissionais que trabalham em escritórios de plano aberto adotaram os grandes fones de ouvido de estilo piloto, para reduzir o barulho e como um sinal de que não querem ser perturbados. Mas em vez de conversar e sapatear ao som de suas músicas preferidas, você pode tentar o Focus@Will, um aplicativo que toca música clássica voltada para o “deep work”. No fim de cada sessão, você avalia sua produtividade em termos porcentuais e usa essa classificação para ajudar a música que será tocada na próxima vez.

O SoundCurtain espertamente ouve o ambiente e adapta seu volume, afinação e tom para filtrar distúrbios. O aplicativo tem ajustes que incluem vento, chuva e, curiosamente, chuva simples. Você pode ajustar sua sensibilidade e a rapidez com que ele se adapta a novos ruídos.

O Brain.fm alega ser “a inteligência artificial compositora de música mais avançada do planeta”, criando músicas para concentração, meditação e para dormir. Em um estudo piloto, foi constatado que as pessoas reconhecem padrões mais rapidamente e com mais exatidão do que com “música placebo”.

A terceira categoria, para trabalhadores que são livres para sair do escritório, são os aplicativos que reservam a você de imediato seu próprio espaço. O Breather permite a você alugar espaços privados de escritório por hora em cidades dos Estados Unidos e Canadá. Esses hotéis para a mente pagos por hora estão equipados com sofás para reflexão e muitos possuem quadros brancos para que você possa rabiscar suas ideias. Em outras cidades, há quem esteja usando o serviço Airbnb com o mesmo propósito.

Mas nem todos os desafios à criação de seu próprio espaço para o “deep work” podem ser atendidos pela tecnologia. Os gestores podem ter a expectativa de ter respostas imediatas a e-mails, participação em reuniões muito longas e um trabalhador presente e disponível em uma cadeira. Em um podcast recente com o jornalista Ezra Klein, o professor Newport disse ver os escritórios evoluindo ao ponto de delegar tarefas como ler e-mails e conduzir logística para outros trabalhadores, para proteger o tempo daqueles que estão fazendo “deep work”. Isso soa sensato e o mesmo tempo familiar: é quase como o retorno das secretárias.

Mercado reduz projeção de inflação para 3,08% este ano e 4,12% em 2018

O mercado financeiro voltou a reduzir a projeção para a inflação neste ano e em 2018. De acordo com o boletim Focus, uma publicação divulgada toda segunda-feira no site do Banco Central (BC), a estimativa do mercado financeiro para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu de 3,14% para 3,08% este ano, na quarta redução seguida. Para 2018, a projeção do IPCA foi reduzida de 4,15% para 4,12%, no terceiro ajuste consecutivo.

As estimativas para os dois anos permanecem abaixo do centro da meta de 4,5%, que deve ser perseguida pelo BC. Essa meta tem um intervalo de tolerância entre 3% e 6%. Para alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 8,25% ao ano.

Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação. Já quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

A expectativa do mercado financeiro para a Selic foi mantida em 7% ao ano no fim de 2017, e reduzida de 7,25% para 7% ao ano, ao final de 2018.

A expectativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) foi mantida em 0,6% este ano. Para 2018, a estimativa de crescimento passou de 2,1% para 2,2%.