União Europeia registra inflação anual de 1,7% no mês de agosto

De acordo com dados divulgados hoje (18) pelo Escritório de Estatística da União Europeia (Eurostat), a inflação anual da União Europeia (UE) foi 1,7%, registrada em agosto de 2017,  acima dos 0,3% registrados no mesmo mês do ano passado.

Os países da União Europeia são Bélgica, Bulgária, República Checa, Dinamarca, Alemanha, Estônia, Irlanda, Grécia, Espanha, França, Croácia, Itália, Chipre, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Hungria, Malta, Holanda, Áustria, Polônia, Portugal, Romênia, Eslovênia, Eslováquia, Finlândia, Suécia e Reino Unido.

A inflação anual na zona do euro, que é o grupo de 19 países que têm como moeda oficial o euro, ficou em 1,5% em agosto deste ano. A taxa também é muito superior à registrada no mesmo mês do ano passado, quando foi observada uma inflação anual de 0,2%.

A zona do euro é constituída pelos seguintes países: Bélgica, Alemanha, Estônia, Irlanda, Grécia, Espanha, França, Itália, Chipre, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Holanda, Áustria, Portugal, Eslovênia, Eslováquia e Finlândia.

No mês passado, as taxas anuais mais baixas foram registradas na Islândia (-2,6%), Irlanda (0,4%), Chipre e Suíça (0,5%), Grécia e Romênia (0,6%). As maiores taxas ocorreram  na Lituânia (4,6%), na Estônia (4,2%) e Letônia (3,2%).

Se comparada com julho de 2017, a inflação anual aumentou em 20 Estados-Membros, se manteve estável em cinco e caiu em apenas três (Islândia, Noruega e Suíça).

O Reino Unido, por exemplo, que vive a sua transição no processo de saída da União Europeia, teve uma inflação anual registrada em 2,9% em agosto deste ano, face a 0,6% no mesmo mês do ano passado.

Em Portugal, a tendência também registrou subida. Em agosto deste ano estava em 1,3%, enquanto apresentava 0,8% no mesmo mês do ano passado. A Alemanha, por exemplo, registrava 0,3% ano passado e passou para 1,8% este ano.

Os maiores impactos para a inflação anual da zona do euro foram provenientes de combustíveis para transporte (+0,16% pontos percentuais), serviços de alojamento (+0.10) e transporte aéreo (+0.06), enquanto telecomunicações (-0.12), legumes (-0,05) e proteção social (-0,04) tiveram impactos negativos.

De acordo com o Eurostat, a taxa anual de inflação mede a variação dos índices harmonizados de preços ao consumidor (Harmonised Indices of Consumer Prices – HICP, em inglês) entre um mês e o mesmo mês do ano anterior.

PIB cresceu 0,6% no trimestre encerrado em julho

O Produto Interno Bruto (PIB) teve crescimento de 0,6% no trimestre encerrado em julho deste ano, na comparação com o trimestre encerrado em abril. Na comparação com o trimestre encerrado em julho de 2016, a alta chegou a 1,1%. Os dados são do Monitor do PIB, divulgado hoje (18) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Considerando-se apenas o mês de julho, houve altas de 0,1% na comparação com o mês anterior e de 1,3% na comparação com julho de 2016.

Na alta de 1,1% do trimestre encerrado em julho deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, os destaques ficaram com os setores de agropecuária (11,7%), indústria extrativa mineral (4,5%), indústria de transformação (1,6%), comércio (3%), transportes (2,4%) e outros serviços (1,5%).

Sob a ótica da demanda, o consumo das famílias cresceu 1,9% no período, mas a formação bruta de capital fixo, isto é, os investimentos, recuou 4,5%.

As exportações cresceram 5,7%, com destaque para os produtos da agropecuária (8,1%) e da indústria extrativa mineral (31,4%). As importações recuaram 1,8%, uma queda puxada principalmente pelo recuo da compra de bens de capital, isto é, de máquinas e equipamentos (-43,8%) pelo setor produtivo brasileiro.

O PIB acumulado em 2017 até o mês de julho, em valores correntes, alcançou o valor aproximado de R$ 3,78 trilhões.

Raquel Dodge assume a PGR e diz que ninguém está acima nem abaixo da lei

raquel dodge e Teme
Ao lado do presidente Temer, Raquel Dodge assume a Procuradoria-Geral da República

Raquel Dodge acaba de assumir a Procuradoria-Geral da República e a presidência do Conselho Nacional do Ministério Público. O termo de possse foi assinado por ela e pelo presidente Michel Temer, em cerimônia da PGR. O ex-procurador-geral, Rodrigo Janot não participa da cerimônia.

Em seu discurso de posse, Dodge disse que o Ministério Público tem “o dever de cobrar dos que gerenciam o gasto público que o façam de modo honesto, eficiente e probo, ao ponto de restabelecer a confiança das pessoas nas instituições de governança”.

Sobre este assunto, ela citou uma fala do papa Francisco, na qual o pontífice ensina que “a corrupção não é um ato, mas uma condição, um estado pessoal e social, no qual a pessoa se habitua a viver”, disse.

“O corrupto está tão fechado e satisfeito em alimentar a sua autosuficiência que não se deixa questionar por nada nem por ninguém. Constituiu uma autoestima que se baseia em atitudes fraudulentas. Passa a vida buscando os atalhos do oportunismo, ao preço de sua própria dignidade e da dignidade dos outros. A corrupção faz perder o pudor que protege a verdade, a bondade e a beleza”, acrescentou.

Ninguém acima da lei

A nova procuradora-geral também indicou que o Ministério Público deve trabalhar para todos igualmente. “O Ministério Público deve promover justiça e promover democracia, zelar pelo bem comum e pelo meio ambiente, assegurar voz a quem não a tem e garantir que ninguém esteja acima e ninguém esteja abaixo da lei”, afirmou.

Ela destacou que o MP tem o dever desempenhar bem todas suas funções, uma vez que elas são necessárias para muitos brasileiros. “A situação continua difícil pois [os brasileiros] estão expostos à violência e à insegurança pública, recebem serviços públicos precários, pagam impostos elevados, encontram obstáculos no acesso à Justiça, sofrem os efeitos da corrupção, têm dificuldade de se auto-organizar, mas ainda almejam um futuro de prosperidade e paz social”.

Brasil é um dos países com maior cobertura de vacinação, mostra relatório

O Brasil e a China estão entre os países com maiores índices de cobertura de vacinas, com 99,7% e 99,9% da população-alvo imunizada em 2016, respectivamente. Os dados são do Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde (IHME) da Universidade de Washington e foram publicados hoje (15) na revista The Lancet.

O documento, que traz análises sobre a evolução dos países rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), foi produzido em colaboração com a Fundação Bill & Melinda Gates e contou com 2.518 colaboradores em 133 países. O relatório analisa o progresso dos países em direção a cada um dos 37 indicadores relacionados à saúde. Os países foram classificados por suas pontuações globais para mostrar os desempenhos relativos, bem como permitir comparações entre eles.

O índice geral de uma nação é baseado em uma escala de zero a 100. Cingapura foi o país com maior pontuação (87), seguido de perto pela Islândia e Suécia (86 ambos). As nações de menor pontuação foram o Afeganistão, a República Centro-Africana e Somália, cada uma com 11 pontos. O Brasil registrou 63 pontos.

“Com essas descobertas, as autoridades de saúde nos países podem distinguir melhor os desafios de longa data dos emergentes, bem como revisar e reorientar os programas necessários para atingir os objetivos de suas nações”, afimrou Christopher Murray, autor do estudo e diretor da IHME.

Em relação ao histórico do Brasil no indicador de vacinação, o país registrava, em 1990, 80,7% da população-alvo vacinada. Apenas dois anos depois, em 1992, o percentual caiu para assustadores 52,6%. A partir desse ano, o índice voltou a subir, alcançando os atuais 99,7%. A expectativa para 2030 é de que o Brasil tenha 100% de cobertura nesse indicador.

De acordo com o relatório, muitos países já atingiram alguns dos objetivos relacionados à saúde, incluindo mortalidade de menores de 5 anos, mortalidade neonatal, mortalidade materna e malária.

No Brasil, por exemplo, a mortalidade de crianças com menos de 5 anos de idade caiu de 52 a cada 1.000 nascidos vivos, em 1990, para 16,9, em 2016. O objetivo é que, em 2030, as mortes de crianças com menos de 5 anos de idade sejam de menos de 25 por 1.000 nascidos vivos.

No entanto, no indicador de prevalência de sobrepeso entre crianças de 2 a 4 anos, o Brasil não apresentou bons resultados. Enquanto em 1990, o índice era 14,3% de crianças nessa faixa etária acima do peso, em 2016 foram registrados 32,6%, mais do que o dobro. A previsão para 2030 é de que esse dado chegue a 45,9%.

Apenas como comparação, os Estados Unidos, por exemplo, registraram, em 2016, 24% de crianças acima do peso. A França teve 21,3%; Portugal, 31,7%; a Argentina, 17,4%. O relatório mostrou que o excesso de peso na infância continua a representar um desafio significativo nos países de baixa e alta renda.

Com base nas tendências passadas, os pesquisadores descobriram que menos de 5% dos países deverão atingir os objetivos de muitos indicadores relacionados à saúde, incluindo mortalidade por traumatismo rodoviário, tuberculose, excesso de peso na infância, indicadores de violência, como violência de parceiros íntimos e mortalidade por suicídio.