Saiba como será o profissional do futuro

Marco Gregori, diretor geral da Eduinvest, fala para o Conexão Futura fala sobre habilidades que serão exigidas dos profissionais do futuro. Ele destaca a empatia, autoestima e comunicação e orienta como desenvolver essas competências para se adequar ao mercado.

BNDES fecha 1º semestre com lucro líquido de R$ 1,34 bilhão

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fechou o primeiro semestre com lucro líquido de R$ 1,34 bilhão, revertendo o prejuízo anotado no mesmo período de 2016, quando teve prejuízo líquido de R$ 2,17 bilhões.

As informações constam de nota divulgada hoje (14) pelo BNDES, no Rio de Janeiro, e que apontam recuo na inadimplência da instituição no período janeiro-junho de 2017; contribuição positiva do desempenho da carteira da Bndespar; e crescimento com rendimentos e captações do ativo do sistema BNDES, que encerrou o período com R$ 883,64 bilhões.

Segundo o banco, o resultado bruto com participações societárias – que passaram de uma perda de R$ 4,92 bilhões, entre janeiro e junho de 2016 para um ganho de R$ 1,42 bilhão no mesmo período de 2017 – influenciou positivamente o balanço.

Já a redução de 92,7% da despesa com perdas em investimentos e o maior retorno proporcionado pela carteira de renda variável, na forma de dividendos, equivalência patrimonial e alienações, “foram as principais contribuições do resultado de participações societárias, oriundo majoritariamente da subsidiária de participações Bndespar”.

O comunicado do BNDES, no que diz respeito aos papéis da empresa JBS, informa que a Bndespar “decidiu realizar os cálculos para verificação do valor recuperável (teste de impairment) apenas no segundo semestre de 2017, em razão da grande volatilidade no valor das ações da empresa no período recente”.

Carteira de crédito

O BNDES também anunciou uma redução de 4,6% na carteira de crédito e repasse líquido, neste primeiro semestre, o equivalente a R$ 27,83 bilhões. Isto aconteceu porque as liquidações das operações superaram os desembolsos realizados no período e por causa do aumento de R$ 4,16 bilhões da provisão para risco de crédito, o que levou ao crescimento de 58,2% da disponibilidade financeira, de janeiro a junho.

Por outro lado, o produto de intermediação financeira apresentou redução de R$ 3,9 bilhões na comparação deste primeiro semestre com igual período de 2016, “principalmente pela redução da rentabilidade média da carteira de tesouraria, além do efeito da queda de volume na carteira média de crédito”.

O BNDES disse, ainda, que a carteira de crédito e repasses manteve a boa qualidade com 96,2% de suas operações classificadas entre os níveis AA e C. “Esse patamar é superior à média registrada pelo Sistema Financeiro Nacional, que é de 89,6%”, anunciou o banco.

Ativos e patrimônio

O comunicado também informou que o ativo do Sistema BNDES totalizou – no fechamento do semestre, em 30 de junho – um crescimento de R$ 7,5 bilhões (0,9 no semestre), impactado pelos rendimentos das carteiras de crédito e de tesouraria; captações de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT – e emissão, em maio, de green bonds (títulos verdes) de US$ 1 bilhão.

Já o patrimônio líquido teve, no primeiro semestre, redução de R$ 5 bilhões, reflexo do ajuste de avaliação patrimonial negativo das carteiras de participações em sociedades não coligadas e de títulos e valores mobiliários, que alcançou R$ 4,22 bilhões; além do pagamento de dividendos complementares relativos ao lucro líquido de 2016, no valor de R$ 2,12 bilhões.

Dessa forma, ressalta o balanço divulgado hoje, o total de dividendos pagos ao Tesouro Nacional, relativos ao lucro de 2016, alcançou R$ 3,64 bilhões, atingindo o limite de 60% previsto na nova política de dividendos do BNDES aprovada no início deste ano.

Computados os efeitos, o Patrimônio Líquido do BNDES totalizou R$ 50,17 bilhões ao final do primeiro semestre de 2017. Já o Patrimônio de Referência, base para o cálculo dos limites prudenciais estabelecidos pelo Banco Central, foi de R$ 126,59 bilhões em junho último.

As demonstrações financeiras consolidadas do BNDES para o trimestre encerrado em 30 de junho de 2017 estão disponíveis nos sites do banco (www.bndes.gov.br/transparencia) e da Comissão de Valores Mobiliários (www.cvm.gov.br)

Mercado financeiro eleva para 3,5% projeção de inflação este ano

O mercado financeiro aumentou pela quarta semana seguida a projeção para a inflação este ano, após o aumento da tributação sobre combustíveis. Desta vez, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 3,45% para 3,5%. A estimativa consta do boletim Focus, uma publicação divulgada no site do Banco Central (BC) todas as semanas, com projeções para os principais indicadores econômicos.

Para 2018, a projeção para o IPCA é mantida de 4,2%, há quatro semanas consecutivas. As estimativas para os dois anos permanecem abaixo do centro da meta de 4,5%, que deve ser perseguida pelo BC. Essa meta tem ainda um intervalo de tolerância entre 3% e 6%.

Selic

Para alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 9,25% ao ano. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Já quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

A expectativa do mercado financeiro para a Selic ao final de 2017 e de 2018 segue em 7,50% ao ano. A estimativa do mercado financeiro para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país), foi mantida em 0,34%, este ano, e em 2%, em 2018.

É preciso investir em gestão do conhecimento

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Cavalcanti: “O conhecimento é o principal fator para se produzir riqueza na sociedade”

A revolução no acesso à informação levou autores a afirmar que vivemos em uma sociedade do conhecimento. Muitos avaliam que o sistema educacional precisa passar por profundas mudanças, para que escolas e universidades se adequem aos novos paradigmas. O fundador do Centro de Referência em Inteligência Empresarial ‒ laboratório para inovação e empreendedorismo da Coppe/UFRJ ‒, Marcos Cavalcanti, avalia que as práticas tradicionais de educação corporativa também devem ser revistas.

A educação corporativa precisa mudar?

Ela precisa se adequar às mudanças do mercado. As informações e competências essenciais para uma organização se encontram, cada vez mais, fora delas. É preciso estruturar e preparar as organizações para lidar com este ambiente complexo e conectado. E isso exige novas competências organizacionais e uma nova abordagem para a educação corporativa.

Qual seria a nova abordagem?

Um dos equívocos mais frequentes é que os cursos e as atividades são realizados a partir das demandas dos funcionários e não da realidade objetiva da empresa. A educação corporativa deve estar ancorada nas necessidades estratégicas da organização. Não deveria ser medida por números de horas e/ou de pessoas treinadas, mas em termos dos resultados concretos obtidos com as diferentes atividades educacionais.

Por que se faz tão importante a gestão do conhecimento?

O conhecimento é o principal fator para se produzir riqueza na sociedade. A gestão dos fatores tradicionais de produção (terra, capital, matéria-prima, energia) é importante, mas a maior parte do valor entregue por uma organização à sociedade vem do conhecimento. Gerenciar os fatores tradicionais e não fazer a gestão do conhecimento é um caminho certo para o fracasso de uma empresa no atual cenário.

Mas ela é feita pelas organizações?

A maioria continua administrando seus recursos financeiros, sua matéria-prima e seus recursos humanos de forma tradicional. E estão em crise. As empresas que estão sendo bem-sucedidas, nesse início de século XXI, são as que adotam um novo modelo de gestão, colocando o conhecimento no centro de sua estratégia.

Qual o desafio para conseguir fazer a gestão do conhecimento?

São vários, mas a minha experiência mostra que o sucesso depende de dois fatores-chave: patrocínio da alta direção e equipe competente. Se um destes não está presente, dificilmente um projeto dá certo. Muitos falam que os desafios maiores são falta de dinheiro e de recursos humanos. Claro que estes fatores são importantes, mas até mesmo uma pequena equipe, sem muito dinheiro, pode conseguir resultados surpreendentes se é boa e conta com forte apoio da direção.

*Matéria publicada na coluna Gestão de Pessoas, da ABRH-RJ