Desembolsos do BNDES somam R$ 33,4 bi no 1º semestre, queda de 17%

Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registraram queda de 17% no primeiro semestre deste ano, frente ao mesmo período do ano passado, divulgou a instituição nesta terça-feira. Foram desembolsados R$ 33,483 bilhões nos seis primeiros meses do ano.

Na mesma base de comparação, as consultas do banco caíram 15%, para R$ 48,151 bilhões. Por serem o primeiro passo para o pedido de empréstimos no banco, as consultas funcionam como um termômetro para medir o interesse do empresariado por novos investimentos.

Os enquadramentos de empréstimos recuaram 13% no primeiro semestre, para R$ 43,48 bilhões. E as aprovações de crédito recuaram 26%, para R$ 32,17 bilhões.

A queda dos desembolsos correu praticamente em todos os grandes segmentos com atuação do BNDES. Os desembolsos para a indústria caíram 42%, para R$ 6,921 bilhões; no setor de infraestrutura, a queda foi de 6%, para R$ 12,113 bilhões. Já os desembolsos para o segmento comércio e serviços recuaram 13%, para R$ 7,571 bilhões.

Os desembolsos para a agropecuária totalizaram R$ 6,878 bilhões, o que representa variação positiva de 3%.

Junho

Em junho, os desembolsos atingiram R$ 5,765 bilhões, 32,47% abaixo de junho do ano passado (R$ 8,537 bilhões), e 9,08% inferior ao de maio, quando as liberações somaram R$ 6,341 bilhões. A

Pela mesma série, é possível perceber que a queda mais intensa de desembolsos foi observada no setor de infraestrutura. No caso deste segmento, as liberações somaram R$ 1,849 bilhão, 30,09% abaixo de junho do ano passado (R$ 2,645 bilhões); e 22,73% inferiores às de maio (R$ 2,393 bilhões).

Os desembolsos para a indústria também mostram cenário negativo. As liberações para o setor industrial somaram R$ 1,106 bilhão em junho deste ano, valor 64,32% abaixo de junho do ano passado (R$ 3,100 bilhões), e 17,15% inferiores ao de maio (R$ 1,335 bilhão).

Por sua vez, os desembolsos para agropecuária somaram R$ 1,383 bilhão em junho. O montante é 14,48% superior ao de junho do ano passado, quando somou R$ 1,208 bilhão – mesmo valor e percentual, respectivamente, ao serem comparados com maio deste ano.

Já no caso de comércio e serviços, os desembolsos foram de R$ 1,427 bilhão em junho, 9,91% abaixo de junho do ano passado (R$ 1,584 bilhão); mas 1,63% superiores ao de maio (R$ 1,404 bilhão).

A consultas de financiamento em junho totalizaram RS$ 10,197 bilhões, 26,01% acima do observado em junho do ano passado, R$ 8,092 bilhões. Entretanto, pela mesma série, é possível observar que, na comparação com maio deste ano, quando somaram R$ 10,463 bilhões, as consultas caíram 2,54% em junho deste ano.

Os dados fornecidos pelo banco mostram que o bom resultado nas consultas foi influenciado por desempenho favorável em comércio e serviços. Neste segmento, as consultas totalizaram R$ 4,525 bilhões em junho deste ano, 232,7% maiores do que as de junho do ano passado (R$ 1,360 bilhão); e 160,8% superiores às de maio (R$ 1,735 bilhão).

Outro segmento a apresentar bom desempenho foi o agropecuário. As consultas somaram R$ 1,676 bilhão, 29,02% acima junho do ano passado (R$ 1,299 bilhão); e 4,48% superiores às de maio (R$ 1,604 bilhão).

Porém, em contrapartida, houve recuos nos outros dois grandes setores beneficiados pelo crédito do banco. Em junho, as consultas para indústria totalizaram R$ 2,338 bilhões. O valor é 19,07% a menos do que observado em junho do ano passado (R$ 2,889 bilhões) e 24,04% inferior ao de maio deste ano (R$ 3,078 bilhões).

No caso da infraestrutura, as consultas somaram R$ 1,658 bilhão em junho deste ano. O valor é 34,8% abaixo de junho do ano passado (R$ 2,543 bilhões), e 59,02% inferior ao de maio deste ano (R$ 4,046 bilhões).

 

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Conselhos que valem ouro na busca do emprego

O número de 14 milhões de pessoas fora do mercado assusta e o cenário se torna ainda pior quando se verifica que o tempo médio para conseguir um novo emprego tem sido de oito meses. Alcançar a recolocação é uma tarefa ainda mais árdua para quem permaneceu por um longo período em uma mesma empresa e não tem mais o hábito de redigir um currículo ou participar de uma entrevista. Buscar orientação que auxilie no desafio de recolocação torna-se, assim, uma necessidade para muitas pessoas. Em função desse cenário, a área de Responsabilidade Social da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RJ) desenvolveu o RecolocaRH.

O projeto oferece suporte para quem busca recolocação no mercado, além de auxiliar empresas a minimizar os impactos causados pelos desligamentos.

“Esse momento de transição e recomeço não é uma etapa fácil. E conduzir isso sozinho torna o processo mais doloroso”, avalia a diretora da ABRH-RJ Patricia Pacheco.

A iniciativa é realizada no formato de workshop. Os participantes são auxiliados a traçarem um planejamento da sua carreira, com técnica, dicas e foco, e orientados quanto à melhor forma de atingir seus objetivos. Também é proposta a avaliação de alternativas, tais como empreender, tornar-se um profissional autônomo ou trabalhar com consultoria.

A primeira edição aconteceu no último dia 5 e reuniu 20 profissionais. O evento foi exclusivo para associados, incluindo empresas, que puderam indicar ex-funcionários para participar.

“O trabalho é feito em parceria com a Right Management. Enquanto a empresa participa com a sua expertise em orientação de transição de carreira, a ABRH-RJ desenha o melhor modelo para atender a demanda dos associados”, explica Patricia.

O primeiro workshop apresentou algumas surpresas para os organizadores. A expectativa inicial era de que os participantes fossem priorizar orientações como produção de um currículo adequado, dicas de comportamento em entrevistas ou o uso de canais de divulgação do perfil profissional.

“Porém, percebemos, na verdade, um grande interesse pelo apoio emocional para lidar com esse momento de transição, bem como por orientações de planejamento, isto é, como se organizar para enfrentar esse período e atingir o objetivo profissional traçado”, revela Patricia.

Próxima turma

O projeto prevê a promoção de uma edição por mês. A próxima será no dia 2 de agosto e já há participantes inscritos. Entretanto, as empresas associadas ainda podem enviar suas indicações de ex-funcionários, assim como os profissionais filiados podem se inscrever enviando um e-mail para o relacionamento@abrhrj.org.br.

Mais quatro mortes por chikungunya em Minas

Mais quatro mortes por febre chikungunya foram confirmadas em Minas Gerais, de acordo com boletim epidemiológico divulgado hoje (17) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Dessa forma, chega a cinco o número de mortes em território mineiro em 2017. Há duas semanas, o órgão havia confirmado o falecimento do primeiro paciente vítima da doença.

Todos as cinco mortes confirmadas até o momento ocorreram no município de Governador Valadares. Estes são os primeiros registros de óbitos causados pela febre chikungunya em Minas Gerais. Os primeiros casos confirmados da doença no estado são de 2014. Naquele ano, houve 18 notificações, mas todas foram de pessoas infectadas fora do estado. Somente no ano passado, as primeiras transmissões de febre chikungunya em território mineiro foram confirmadas.

Casos suspeitos

Ainda estão em análise outras 15 mortes, das quais 11 foram em Governador Valadares. Outras duas ocorreram em Teófilo Otoni, uma em Central de Minas e uma em Cuparaque. Ao todo, o número de casos prováveis da doença no estado em 2017 é de 17.510.

A febre chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo vetor da dengue e do vírus Zika. Os sintomas surgem entre dois e 12 dias após a infecção. A vítima pode ter febre alta, dores intensas nas articulações e nos músculos, dor de cabeça, cansaço, mal-estar e manchas vermelhas na pele. Uma vez curada, a pessoa fica imuninizada para o resto da vida. Não há vacina e a principal medida de prevenção é o combate ao mosquito, sobretudo com a eliminação dos seus criadouros.

Dengue

O boletim da secretaria também mostrou que o estado já contabiliza sete mortes por dengue em 2017. Dois desses óbitos ocorreram em municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte, mas nenhum deles na capital mineira. Há ainda 17 mortes em análise. Ao todo, o estado registrou neste ano 25.607 casos prováveis da doença, o que representa uma queda substancial em relação ao ano passado: em junho de 2016, Minas Gerais já registrava mais de 500 mil casos.

O número de infectados pelo vírus Zika também caiu bastante. Até o momento, os municípios mineiros possuem 873 casos prováveis. Neste mesmo período do ano passado, já eram quase 14 mil casos.

País cria 9,8 mil vagas de trabalho em junho; resultado é o 3º positivo seguido

O mercado de trabalho brasileiro abriu 9.821 novos postos em junho, variação de 0,03% em relação ao mês anterior. Essa é a terceira expansão consecutiva e a quarta registrada no ano, segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgadas hoje (17).

Para o ministro do Trabalho e Emprego, Ronaldo Nogueira, os dados mostram que “a economia dá sinais de recuperação”.

“É melhor que seja gradual, em patamares menores, do que termos uma bolha. Isso nos dá a sinalização de que a economia se recupera de forma positiva”, afirmou.

O resultado do Caged é resultado da diferença de 1.181.930 admissões e 1.172.109 demissões. No acumulado do ano, o saldo alcançou 67.358 vagas de emprego abertas. No mesmo período do ano passado, o saldo foi negativo, com 531.765 postos de trabalho fechados a mais que abertos. O resultado acumulado nos últimos 12 meses ainda aponta uma redução de 749.060 postos de trabalho.

“Nós gostaríamos de comemorar números melhores, mas o Brasil é um país que tem especificidades e a economia é um conjunto de fatores – externos e internos. O governo está cumprindo seu papel no sentido de dar sinais para o mercado, com a aprovação de reformas. A expectativa é que se mantenham os números positivos até o final do ano”, ressaltou Nogueira.

Setores

No mês de junho, o saldo positivo do Caged foi impulsionado pela agropecuária e pela Administração Pública. Em maio, foram gerados 36.827 novos postos de trabalho na agropecuária, repetindo o desempenho do setor em maio, quando registrou um saldo positivo de 46.049 novas vagas. O setor de produção de café repetiu o desempenho do mês de maio e foi novamente o destaque do período, com 10.804 vagas abertas, concentras em Minas Gerais.

A Administração Pública fechou o mês com a criação de 704 novas vagas de emprego, um aumento de 0,08%.

Já os demais setores tiveram saldo negativo de emprego, com mais fechamentos de vagas que aberturas, como a construção civil (redução de 8.963 postos de trabalho), indústria de transformação (redução de 7.887 postos), serviços (redução de 7.273 postos) e comércio (com o fechamento de 2.747 vagas de trabalho).

Segundo o ministro, no caso da construção civil, o setor deve retomar a geração de empregos nos próximos meses.

“Não é possível que a construção civil se perpetue todos os meses apresentando números negativos. Construção civil para gerar emprego demora, tem a fase dos projetos, das licenças, das organizações das plantas de construção, isso leva de seis a oito meses. Todos os setores que apresentaram números negativos, quando se faz o comparativo com ano passado, os números são muito menores”, comparou.

Desempenho regional

O desempenho do emprego com carteira assinada foi liderado pela Região Sudeste, com a criação de 9.273 novos postos de trabalho, puxado por Minas Gerais, favorecido pela agropecuária e serviços, com saldo positivo de 15.445 vagas criadas. A Região Centro-Oeste abriu 8.340 vagas, impulsionada por Mato Grosso, principalmente por setores como a agropecuária, comércio, serviços, construção civil e indústria da transformação. Goiás também teve expansão com a criação de 4.975 novos postos de trabalho, refletindo o setor de indústria da transformação, serviços e construção civil.

Reforma Trabalhista

A expectativa do governo federal é a geração de 2 milhões de postos de trabalhos nos próximos dois anos. A previsão, segundo Nogueira, será conduzida por atividades que utilizam contrato com jornada parcial, trabalho intermitente e home office – quando o trabalhador exerce suas atividades de casa ou em outro local fora da empresa.

“O governo tem tomado medidas concretas. Ordenou as suas despesas, isso é um sinal muito importante para o mercado. O segundo sinal é a segurança jurídica: através da reforma trabalhista se sinaliza para o empregador não ficar com medo de contratar.”