Rh Rio realiza mesa com desembargador sobre mediação para conflitos internos

A advogada Magda Hruza Alqueres, o desembargador Cesar Cury e a advogada Mariana Souza
A advogada Magda Hruza Alqueres, o desembargador Cesar Cury e a advogada Mariana Souza

No dia 6, no RH-Rio 2017, congresso de Recursos Humanos e Gestão, o magistrado Cesar Cury, que preside o Fórum Nacional da Mediação e Conciliação (FONAMEC) apontou que o maior desafio para o uso de métodos alternativos para a resolução de conflitos é a cultura de litigiosidade que existe no Brasil. Segundo ele, o brasileiro, de uma forma geral, sempre busca os tribunais na hora de resolver um problema. Cury indica a mediação e o novo Código de Processo Civil como marcos no ordenamento jurídico, desde a Constituição Federal, em 1988. “A mediação talvez tenha causado o maior impacto legislativo na vida social do país e representa a perspectiva de novos rumos, pois foi um importante passo para implementação da cultura e das medidas alternativas de resolução de conflitos”, analisa o desembargador.

Ele avalia, ainda, que a Lei de Mediação poderá ter o mesmo sucesso que as leis que resultaram no processo educativo para uso do cinto de segurança, bem como para o combate ao consumo de bebida alcóolica por condutores de veículos.

O tema foi selecionado para uma das mesas porque muitas empresas têm encontrado na mediação um método eficaz, que tem entre seus benefícios a confidencialidade, a celeridade e a imparcialidade. A judicialização traz custos elevados e a incerteza sobre quando será resolvido. Dados do Conselho Nacional de Justiça indicam que 70 milhões de processos estão acumulados, ainda sem solução, nos tribunais brasileiros.

A mesa da qual Cury participou, “O Poder da Mediação”, contou com a participação das advogadas e mediadoras Mariana Souza e Magda Hruza Alqueres, também diretora jurídica da ABRH-RJ.

Especialista destaca a dificuldade de comunicação nas organizações

 

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Workshop orientou sobre como estabelecer um clima de confiança e colaboração

A dificuldade de comunicação nas organizações é um dos tópicos mais debatidos, na atualidade, em ambientes corporativos e no âmbito de Recursos Humanos. De acordo com Marie Bendelac Ururahy e Wanda Quadra, especialistas em coaching voltado para performance, bem-estar e desenvolvimento de líderes – ambas fundadoras da empresa Be Coaching Brasil –, uma das principais razões da falta de diálogo é a ansiedade gerada pela pressão por resultados, hiperconectividade e necessidade de se adaptar cada vez mais rapidamente às mudanças no mundo tecnológico.

Esse debate também mobilizou participantes do workshop ‘Comunicação Colaborativa para Líderes – Módulo I’, realizado na Câmara de Comércio França-Brasil (CCIFB), no Rio de Janeiro, em 19 de maio, a cargo de Marie e Wanda. O treinamento apresentou estudos da neurociência que demonstraram a alta correlação entre a confiança e a performance econômica nas empresas, e técnicas da Comunicação Não-Violenta (CNV), mostrando como essa metodologia pode ser eficaz para melhorar o ambiente de trabalho. Em agosto, o tema voltará a ser abordado no curso ‘Comunicação Empática para Mediadores’, também na CCIFB.

“Dentro desse contexto turbulento, observamos uma dificuldade crescente na comunicação, principalmente entre as gerações”, diz Marie. Esses aspectos são trabalhados no treinamento oferecido pela Be Coaching Brasil, que mostra como estabelecer um clima de confiança e colaboração, com a finalidade de sensibilizar, principalmente, líderes, executivos, gestores de recursos humanos e profissionais que precisam se comunicar de forma eficaz.

O treinamento da Be Coaching apresenta técnicas da CNV aplicadas em mais de 100 países – com efeitos comprovados – para estimular uma comunicação aberta e aumentar o engajamento e a cooperação de forma genuína. “É inquestionável o valor da empatia para se construir relações de confiança, reduzir os conflitos e elevar a produtividade das equipes. Percebemos que muitos participantes chegam com inúmeras dúvidas e saem com um novo olhar e novas possibilidades para transformar suas relações interpessoais”, destaca Wanda Quadra.

O formato do curso, com exercícios práticos em cima dessas técnicas, foi o que mais agradou Dininha Morgado, diretora de Recursos Humanos da H. Strattner, empresa da área de equipamentos médicos e hospitalares. “Foi muito mais proveitoso que um treinamento anterior que fiz em CNV. Elas mostraram como as ferramentas podem ser usadas sem ser daquela forma engessada e apenas teórica, e com mais liberdade para adaptarmos ao nosso jeito. Achei excelente”, avaliou a executiva.

RH em constante transformação

Em um mundo em constante transformação, a área de Recursos Humanos precisa acompanhar as novas tendências e se reinventar. Para debater o impacto das tecnologias no mercado de trabalho e os desafios dos profissionais de RH nesse contexto, o14° CONGEPE –(Congresso de Gestão de Pessoas de Pernambuco), traz no próximo dia 08 de junho, a Consultora e Diretora de Operações da Lee Hecht Harrison -Escritório Recife, Mariangela Schoenacker.

Os avanços tecnológicos, como internet das coisas, inteligência artificial, impressão 3D, robótica, realidade aumentada, realidade virtual, bitcoin, entre outros, estão sendo introduzidos no cotidiano das pessoas e das empresas de forma cada vez mais acelerada. Novas funções estão surgindo, outras têm sido modificadas radicalmente, novas oportunidades estão emergindo, contudo ainda não temos profissionais capacitados para atuar neste contexto. “Com o conhecimento cada vez mais disponível, o que vai diferenciar as pessoas será a capacidade de resolver problemas complexos que exijam criatividade e inovação, diz Mariangela.

De acordo com a consultora, nas empresas, cada vez mais o profissional é cobrado para solucionar problemas complexos, lidar com um volume grande de informações e tecnologias, nas quais a abordagem linear já não soluciona os problemas do cliente que está cada vez mais conectado e exigindo trabalho colaborativo, pensamento crítico, criatividade, flexibilidade cognitiva, habilidade de negociação e inteligência emocional para lidar com as mudanças e manter sua competitividade na carreira e nos negócios.

“Neste contexto, o profissional de RH tem que buscar ampliar os seus conhecimentos das tendências tecnológicas e seus impactos na vida das pessoas bem como no seu negócio, de forma que possa ajudar as lideranças a criar ambientes que estimulem os colaboradores a colocarem seus conhecimentos e habilidades a serviço da empresa, pensando de maneira mais ampla no bem estar dos indivíduos e na sustentabilidade dos negócios e do planeta”, explica Mariangela, acrescentando que, o Congresso é uma boa levantar o questionamento e a reflexão sobre esses temas.

O 14º CONGEPE é promovido pela ABRH-PE e será realizado entre os dias 7 e 8 de junho, em Boa Viagem. Os interessados em participar podem obter mais informações pelo site www.abrhpe.com.br.

Banco Mundial diz que economia brasileira crescerá este ano 0,3%

O Banco Mundial reduziu a previsão de crescimento da economia brasileira este ano. A atualização do documento Perspectivas Econômicas Mundiais, divulgado ontem (4), prevê crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, de 0,3%. A estimativa ficou 0,2 ponto percentual menor do que a informada em janeiro e está abaixo da projeção do mercado financeiro (0,5%).

Mesmo com expectativa de crescimento menor, o banco ressalta que o Brasil deve sair “lentamente” da recessão neste ano. “Indicadores de atividade melhoraram, incluindo a retomada do crescimento da produção industrial e expansão das exportações, assim como ganhos de confiança. Entretanto, o país continua a lutar contra o crescimento do desemprego e as consideráveis necessidades de ajuste fiscal”, diz o documento.

Em 2018, o Banco Mundial espera que o crescimento do Brasil chegue a 1,8%, a mesma projeção divulgada em janeiro. “O crescimento na América Latina e no Caribe deverá se fortalecer para 0,8% em 2017, quando o Brasil e a Argentina emergem da recessão e o aumento dos preços das commodities [matérias-primas com cotação internacional] apoia os exportadores agrícolas e de energia”, diz o relatório. A previsão para o crescimento da região em 2018 é 2,1%.

A previsão para o crescimento da economia mundial é de 2,7% em 2017, estimulado pela indústria e comércio, aumento da confiança do mercado e estabilização do preço de commodities. Para 2018, a previsão de expansão do PIB mundial é de 2,9%.