Cibercrimes causaram prejuízos de bilhões de dólares no mundo em 2016

Ataques cibernéticos globais, como o que afetou 150 países este mês podem se tornar mais frequentes e mais difíceis de combater. Organizações não governamentais que atuam na área de segurança na internet advertem que o custo para prevenir e reparar danos deixados por ataques virtuais será cada vez mais alto.

Segundo entidades privadas e filantrópicas que atuam na área de segurança na internet no exterior, somente com pesquisa e investimento – para estar um passo à frente dos invasores – é possível proteger a informação.

Uma estimativa da Cyberventures – consultoria internacional na área de segurança na internet –, os danos causados por crimes cometidos por invasores virtuais (os crakers), como o ransomware (sequestro de dados) causaram prejuízos mundiais de mais US$ 5 bilhões em 2016. A previsão da consultoria é que os crimes cibernéticos custem ao mundo US$ 6 trilhões até 2021.

Nos Estados Unidos, 72% das empresas com mais de 250 empregados sofreram ao menos um ataque cibernético em 2016, e 60% das empresas com menos de 250 empregados também foram alvos.

Segundo relatório sobre cibercrimes da consultoria, ainda prevalece o pensamento de corrigir danos em vez de preveni-los. As empresas, não só nos Estados Unidos, tendem a começar a investir quando começam a ter problemas frequentes.

“O aumento dos ataques a empresas norte-americanas levou ao crescimento de 63% nos investimentos em prevenção”, diz o relatório.

América Latina

Em relação à América Latina, os ataques são constantes: ao menos 12 registros de invasão por programas maliciosos – os chamados malwares – são contabilizados, por segundo, no continente, de acordo com estimativa da empresa de segurança da informação russa, Kaspersky.

De acordo com a companhia, malwares representam 82% de quase 400 milhões de ciberataques identificados.

O estudo do ano passado, mostrou Bolívia, Chile, Colômbia, México e Peru com a média de quatro ataques para cada dez computadores.

Brasil

Segundo a empresa russa, o Brasil é um dos países mais vulneráveis do mundo ao ransonware. Aparece em quinto lugar, à frente dos Estados Unidos, Argentina e Tailândia. Segundo a Kaspersky, mais da metade dos computadores brasileiros analisados (49%) já foram alvos de ameaças.

O Índice de Segurança Cibernética global (GCI, sigla inglês), criado pela consultoria ABI Research, mede o nível de desenvolvimento de segurança à informação de um país.

No relatório de 2015, o Brasil aparece em sétimo lugar. No topo da lista estão Estados Unidos, seguido do Canadá, Austrália e Malásia.

O índice vai de uma escala de 0 a 1. Os Estados Unidos aparecem com 0.824, Canadá com 0.794, Austrália e Malásia com 0.765. O Brasil tem índice de 0.706.

O índice é calculado a partir de cinco aspectos: medidas legais, técnicas, organizacionais, capacitação e cooperação internacional para o setor da segurança cibernética. Segundo a ABI, o GCI reflete a capacidade dos países de reagirem a ataques (prontidão de segurança cibernética) e as estruturas disponíveis para promover a segurança cibernética.

Detecção precoce

Alguns países já têm uma cultura maior para a prevenção, como Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido. Mesmo assim, o relatório de 2017 sobre o nível de preparo das empresas para enfrentar ameaças cibernéticas aponta que nos três países mais da metade (53%) das empresas estão mal preparadas para lidar com ataques cibernéticos.

O relatório aponta que o grande desafio é desenvolver sistemas e proteger a empresa, detectando invasões precocemente. Nos Estados Unidos, 44% das empresas demoram mais de dias para detectar invasões, e 54% levam mais de dois dias para conseguir voltar a funcionar normalmente após um ataque.

Segundo a ABI Research, os prejuízos acumulados no ano passado devido a ataques somam US$ 450 bilhões. Desse montante, US$ 2 bilhões são de registos pessoais. No universo dos crimes, o que cresceu em maior escala foi o ransomware. “Sequestrar dados e apreender informação se tornou um negócio lucrativo para criminosos”, apontou estudo da consultoria.

Ameaça real

O ataque global do dia 12 de maio foi feito com WannaCry, ou Wcrypt, um tipo de vírus que já atacou empresas famosas, grandes companhias aéreas, bancos, hospitais e pequenos negócios. O vírus é um tipo de ransomware que criptografa centenas de arquivos. Em geral, os criminosos chantegeiam os usuários, três dias antes do ataque.

Em apenas quatro dias, o WannaCry provocou prejuízos que excedem bilhões de dólares segundo as consultorias de segurança na internet. De acordo com um levantamento da Kasbersky, só na América Latina, durante os quatro dias de atividade do WannaCry em maio, os crakers conseguiram arrecadar ilegalmente, com o pagamento de resgates, US$ 62 mil, só falando de usuários comuns.

As consultorias de segurança da informação tentam convencer pequenos usuários, pequenas empresas, grandes corporações e governos de que as ameaças virtuais são reais para todos os tipos de usuários.

De um modo geral a recomendação para grandes empresas é investir no treinamento e capacitação de funcionários, aumentar o orçamento e aumentar o orçamento para a área.

Para pequenos usuários, se recomenda usar mais de um antivírus simultaneamente no computador, e usa-los com regularidade. Não baixar programas piratas e tomar cuidado ao fazer qualquer tipo de download.

As estatísticas dos consultores de tecnologia mostram que 91% dos ataques mais sofisticados começam por e-mail. Além disso, há um alto índice de contaminação por meio do uso de cabos USB e pen drives.

Ministro da Justiça não garante permanência de diretor-geral da PF

Minutos depois de tomar posse, o novo ministro da Justiça, Torquato Jardim, afirmou nesta quarta-feira (31) que a Lava Jato não é um programa de governo, mas de Estado, e que vai “conhecer e conversar” com o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, antes de fazer possíveis mudanças na corporação.

Questionado se descartaria a troca na PF, o ministro pensou por alguns segundos e disse que “o mundo não é maniqueísta”.

Segundo o ministro, uma eventual troca no comando da PF não significaria um freio à Lava Jato, que investiga o presidente Michel Temer e oito de seus ministros, e que o tempo de permanência de Daiello à frente da instituição não será levado em conta como critério para substitui-lo. O diretor-geral comanda a PF desde 2011.

“A Lava Jato é um programa de Estado, não é coisa de governo, nem do Ministério Público”, disse o ministro. “O Brasil é institucional, não é personalista. Seja quem for, na Operação Lava Jato, na Polícia Federal, no Ministério Público Federal, o programa continuará. Ele não depende de pessoas”, completou.

O novo ministro afirmou que na próxima sexta-feira (2) viajará com Daiello para Porto Alegre, para a posse do novo superintendente da PF, a convite do diretor-geral. “São quatro horas ida e volta. Vai dar para conversar”, disse.

Ainda de acordo com Jardim, seu método é conhecer a instituição antes de fazer mudanças, o que pode levar “dois meses” ou mais.

Sob notícias de que foi nomeado para o Ministério da Justiça para que o governo Temer tivesse mais controle sobre a PF e, consequentemente sobre a Lava Jato, o novo ministro disse que “em nenhum momento” afirmou ter qualquer intenção de “blindar” a operação.

 

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Certificação em RH-Coach é destaque do RH-Rio 2017

Eliana é a primeira Master Coach Certified pela ICF da América do Sul

Obter uma certificação profissional é uma ótima maneira de impulsionar a carreira em qualquer área. Segundo pesquisa do Institute Data Corporation Brasil, o mercado remunera em média cerca de 10% a 100% a mais os profissionais com um selo de qualidade em comparação com aqueles que não possuem. Pensando nisso o RH-Rio 2017 – Congresso de Gestão de Pessoas promovido ABRH-RJ, inova e traz neste ano o programa de Certificação Profissional.

Um dos destaques será a certificação em RH-Coach que acontecerá no próximo dia 05 de junho e dará aos profissionais de Recursos Humanos a oportunidade de iniciar uma formação em coaching. O programa, que será ministrado pela CEO da ProFitCoach e primeira Master Coach Certified  pela ICF da América do Sul, Eliana Dutra, possibilitará que os participantes aprendam técnicas e competências atribuídas a um parceiro de negócios. Além disso, eles terão a oportunidade de rever suas práticas de apoio e aconselhamento e traçar o plano de mudança para obter maior eficácia no seu papel dentro da organização.

Segundo Eliana, os benefícios de uma certificação como essa não ficam restritos apenas aos profissionais de RH, eles se estendem também a organização. “Como esse aprendizado os participantes conseguiram identificar melhor seus talentos, seus estilos de comunicação e impactos no resultado das suas funções, além de desenvolver os outros, a fim de apoiar com base nos pontos fortes, garantindo resultados diferenciados. As organizações por sua vez ganharão melhora na produtividade e sem falar que contarão com um time de RH capacitado na arte de desenvolver pessoas”, explica a Coach.

Na ocasião, os participantes terão acesso ainda à discussão de casos, treinamentos práticos e sessões de brainstorm. Os interessados podem tirar dúvidas e se inscreverem até o dia 02 de junho no programa pelo site http://www.abrhrj.org.br/associados/sign_in ou pelos telefones (21) 2277-7759 / 2277-7752.

Instagram é a pior rede social para saúde mental de jovens, diz pesquisa

O Instagram foi considerada a pior rede social no que concerne ao impacto sobre a saúde mental dos jovens, segundo uma pesquisa do Reino Unido.

Na enquete, 1.479 pessoas com idades entre 14 e 24 anos avaliaram aplicativos populares em quesitos como ansiedade, depressão, solidão, bullying e imagem corporal.

Organizações de saúde mental pediram às empresas que mantêm os aplicativos a aumentar a segurança dos usuários.

Em resposta, o Instagram disse que uma de suas maiores prioridades é manter a plataforma como um lugar “seguro e solidário” para os jovens.

O estudo, da Sociedade Real para Saúde Pública (RSPH, na sigla em inglês) na Grã-Bretanha, sugere que as plataformas avisem, através de um pop-up, toda vez que houver uso excessivamente intenso das redes sociais, e que identifiquem usuários com problemas de saúde mental.

O Instagram diz que oferece ferramentas e informações sobre como lidar com bullying e avisa os usuários sobre conteúdos específicos de algumas páginas.

A pesquisa afirmou que “as redes sociais podem estar alimentando uma crise de saúde mental” entre jovens.

No entanto, ela também pode ser usada para o bem, segundo o estudo. O Instagram, por exemplo, teve um efeito positivo em termos de autoexpressão e autoidentidade, segundo a pesquisa.

Cerca de 90% dos jovens usam redes sociais –mais do que qualquer outra faixa etária–, o que os torna especialmente vulneráveis a seus efeitos, apesar de não estar exatamente claro quais seriam estes no momento.

DEPRESSÃO PROFUNDA

Isla é uma jovem de 20 e poucos anos. Ela ficou “viciada” em redes sociais durante a adolescência quando estava passando por um momento difícil de sua vida.

“As comunidades online me fizeram sentir incluída, como se a minha existência valesse a pena”, diz. “Mas eu comecei a negligenciar minhas amizades na ‘vida real’ e passava todo o meu tempo online conversando com meus amigos lá”.

“Eu passei por uma depressão profunda quando tinha 16 anos, ela durou meses e foi terrível. Durante esse período, as redes sociais me fizeram sentir pior, eu constantemente me comparava com outras pessoas e isso fazia eu me sentir mal”, conta a jovem.

“Quando eu tinha 19 anos, tive outro episódio de depressão profunda. Eu entrava nas redes sociais, via meus amigos fazendo várias coisas e me odiava por não conseguir fazê-las ou me sentia mal por não ser uma pessoa tão boa quanto eles”.

As redes sociais também tiveram um efeito positivo na vida de Isla. “Eu bloguei muito sobre saúde mental, sou bem aberta em relação a isso e tive boas conversas com as pessoas sobre o assunto.”

“Eu acho que me dá uma plataforma pra falar sobre isso. Conversar com as pessoas é algo imperativo para a minha saúde. Eu ainda sou amiga de pessoas que conheci na internet há cinco, seis anos e até encontrei algumas delas pessoalmente”, diz.

A pesquisa online fez uma série de perguntas sobre o impacto das redes YouTube, Instagram, Snapchat, Facebook e Twitter em termos de saúde e bem-estar. Os participantes da pesquisa deveriam avaliar cada plataforma em 14 tópicos relacionados aos temas.

Com base nessas avaliações, o YouTube foi a rede com o impacto mais positivo em termos de saúde mental, seguido por Twitter e Facebook. Snapchat e Instagram tiveram as piores pontuações.

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