RH aponta a inovação como solução para a crise

A Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RJ) vai realizar o RH-RIO 2017 nos dias 6 e 7 de junho, no Centro de Convenções do Windsor Oceânico, na Barra da Tijuca. O mais importante Congresso de Gestão de Pessoas do Rio de Janeiro reunirá diretores e profissionais de principais empresas do país para discutir quais são as tendências que vão transformar o mundo corporativo. Em meio à turbulência econômica e política que atinge o país, investimento em inovação e na formação das lideranças será uma das propostas defendidas ao longo do evento.

Ao todo serão realizadas quatro palestras Magnas e 24 Simultâneas, que também vão propor debates e apresentar práticas de gestão relacionadas à performance, modelos de gestão e relações do trabalho. Gestores de empresas como Vale, Facebook, LinkedIn, Globosat, TIM, IBM, L’Oreal e EY estão confirmados.

“Sabemos do atual momento do país e das dificuldades que as organizações estão enfrentando. Entretanto, é preciso buscar oportunidades, rever as práticas – que não dão mais os resultados esperados –, e inovar. Sem esse comportamento, vai demorar ainda mais tempo para voltarmos a crescer”, avalia o presidente da ABRH-RJ, Paulo Sardinha.

Para a ABRH-RJ, é importante que as empresas percebam a necessidade de associar inovação à produtividade. O tema é visto como imprescindível para a agenda estratégica do país, tanto que a Magna “Inovação: o impulso para a produtividade” encerrará o primeiro dia do RH-RIO. O especialista em Estratégia Digital em organizações públicas e privadas, Carlos Nepomuceno, a professora do COPPEAD/UFRJ, Denise Fleck – mediados pelo consultor em gestão e desenvolvimento humano Dorival Donadão –, vão propor uma reflexão sobre o fator humano da produtividade e, consequentemente, como estabelecer estruturas institucionais e organizacionais que favoreçam a inovação.

“Propor esse debate é fundamental, pois ainda há organizações em que a inovação é vista como um entrave à produtividade”, explica Sardinha.

Ele observa que os gestores se equivocam quando compreendem a possibilidade de inovar apenas como um potencial gerador de problemas, devido ao risco do que foi idealizado não acontecer conforme o esperado. O que pode resultar em perdas, custos, além de provocar insegurança por modificar processos que estão funcionando bem.

“São justamente as estruturas internas, tradicionais e conservadoras, que inibem as mudanças. Como efeito, a inovação fica sitiada entre as paredes da empresa. Não vai além de projetos ambiciosos, mas que “morrem na praia”, alerta o presidente da ABRH-RJ.

Com a necessidade de inovar, a capacidade de prever tendência pode auxiliar as organizações a investir em produtos e práticas, reduzindo o risco do erro. Justamente a Magna “Tendências e Cenários: Bem-vindo ao Novo Mundo do Trabalho”, que abrirá o Congresso, no dia 6, vai debater sobre as perspectivas que há no horizonte com a 4ª Revolução Industrial.

Como as transformações pelas quais as organizações passam impactam nas lideranças, como deve ser um líder no cenário atual e quais os predicados que ele deve ter. Essas serão algumas das indagações que serão feitas na Magna que abrirá o segundo dia do RH-RIO. Renato Senna, diretor da Merck S.A., e Felipe Paiva, sócio da Artisan, vão esmiuçar essas questões na mesa “Liderança: Mais do que um Papel, uma Missão!”.

Encerrando o Congresso, a ABRH-RJ vai provocar o público a refletir sobre a capacidade do RH de conduzir a mudança dentro de uma organização, bem como sobre as próprias modificações pelas quais o setor está passando. A mesa “Transformações: O RH Influenciando e Mobilizando as Organizações” reunirá o fundador da Affero Lab, Conrado Schlochauer, o head de Recursos Humanos da Globosat, Georges Riche e a diretora de Educação, Gestão de Talentos e Planejamento na Vale, Desiê Ribeiro.

Facebook e LinkedIn são destaques

O RH-RIO ainda terá a participação de duas das principiais gigantes da internet. A Relationship Manager do LinkedIn, Juliana Felippe, vai estar no primeiro dia do Congresso, na mesa “Qual a fronteira entre a vida profissional e a pessoal”. Como as empresas devem lidar com o comportamento dos funcionários nas redes sociais, quais ações ajudarão a gerenciar crises de imagem dos colaboradores nas redes sociais e como se comportar nas redes sociais para não ter a sua reputação e a da empresa comprometidas essas entre outras questões serão provocadas ao longo do evento.

No segundo dia, na mesa “Comunicação interna: curtir, compartilhar e agir!”, será a vez da participação da Inara Pilatti e do Leonardo Leão, respectivamente, Head de Comunicação Interna e Head of Growth do Facebook. Serão apresentadas as ferramentas e as facilidades que o Facebook oferece por meio do Workplace, que é uma rede social exclusiva para empresas. Eles também vão destacar o valor da comunicação interna assertiva nas organizações e como utilizar as ferramentas digitais para melhorar a circulação da informação dentro do ambiente de trabalho.

Ação social

A responsabilidade social como força motriz transformadora será outra vertente do Congresso. Durante a sessão de autógrafos com escritores de obras sobre RH, cada livro vendido terá R$ 2,00 destinados à Associação Espaço Pequeno Cidadão (AEPEC), que, desde 1995, promove projeto sociais voltados para crianças e adolescentes de São Gonçalo.

Feira de RH

No mesmo momento do congresso, a Expo RH-RIO, feira de Recursos Humanos e gestão, reunirá empresas que apresentarão em seus estandes o que há de mais atual em serviços e produtos para RH. Será uma excelente oportunidade para gestores pesquisarem e avaliarem as opções que o mercado oferece em relação a produtos como planos de saúde corporativos, seguros, consultorias, sistemas de gerenciamento e programas de benefícios.

Serviço
RH-RIO 2017
Data: 6 e 7 de junho (terça e quarta-feira)
Hora: 9h às 18h
Local:Centro de Convenções do Windsor Oceânico – Rua Martinho de Mesquita, 129
Barra da Tijuca
Mais informações: www.abrhrj.org.br

ISAGS promove evento para discutir os custos do uso do tabaco para o desenvolvimento dos países sul-americanos

No próximo 01/06, quinta-feira, a partir das 10h, o ISAGS (organismo permanente da União das Nações Sul-Americanas que investiga temas de Saúde na região) promove em sua sede o debate Dia Mundial sem Tabaco – Os custos para o desenvolvimento na América do Sul. O evento acontecerá no marco da data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para lembrar a importância da luta contra o consumo da substância que mata cerca de 6 milhões de pessoas ao ano, uma cifra que, segundo a organização, aumentará para até 8 milhões de mortes anuais em 2030.

O debate será moderado pelo especialista do Instituto em Determinantes Sociais da Saúde, Francisco Armada, que fará um panorama do controle da substância na América do Sul. A pesquisadora Márcia Pinto, do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), apresentará também o estudo inédito: “Carga de doença atribuível ao uso do tabaco no Brasil e potencial impacto do aumento de preços por meio de impostos”. A avaliação, elaborada em 2013 e atualizada este ano, mostra algumas doenças relacionadas ao tabaco (com infartos, doenças isquêmicas, doenças não isquêmicas, AVC, pneumonias…) e o custo das mesmas para os sistemas de saúde no país e em outras nações da região.

Além de Francisco Armada e Márcia Pinto, estarão presentes na mesa os especialistas:

– Tânia Cavalcante, da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CONICQ), que comentará os avanços e desafios do Programa Nacional de Controle do Tabagismo;

– Patrícia Branco/Stefânia Schmaneski Piras, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que traz à tona a contribuição das agências reguladoras para o desenvolvimento sustentável através do controle de tabaco;

– Valeska Carvalho Figueiredo, do Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde (CETAB/Fiocruz), falando sobre o controle do tabaco na Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável.

O evento também contará com o apoio de instituições como a Aliança de Controle do Tabagismo no Brasil e a Fundação do Câncer. “O tabaco mata e muito. A evidência científica que vincula tanto o consumo do tabaco quanto a exposição à fumaça, com numerosas doenças – muitas delas mortais – é impressionante. Trata-se de uma relação que vem sendo documentada por mais de 50 anos e que ainda precisa de reforços na geração de políticas públicas e conscientização”, finaliza Francisco Armada.

SERVIÇO:

Dia Mundial sem Tabaco – Os custos para o desenvolvimento na América do Sul DÍA: 01/6/2017 – quinta-feira
HORÁRIO: 10:00
LOCAL: Avenida Rio Branco, 151, 19º andar – Centro, Rio de Janeiro, RJ.
Inscrições pelo e-mail: comunicacao@isags-unasur.org
Grátis.

Dívida pública sobe 0,32% em abril e fica em R$ 3,23 trilhões

A Dívida Pública Federal, que inclui o endividamento interno e externo do Brasil, aumentou em abril. O estoque da dívida apresentou aumento de 0,32%, passando de R$ 3,234 trilhões, em março, para R$ 3,244 trilhões, em abril, informou hoje (24) a Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), que é a parte da dívida pública que pode ser paga em reais, teve seu estoque ampliado em 0,30%, ao passar de R$ 3,113 trilhões para R$ 3,123 trilhões, devido aos gastos com juros, no valor de R$ 21,75 bilhões, descontado pelo resgate líquido, no valor de R$ 12,37 bilhões.

Com relação ao estoque da Dívida Pública Federal Externa, captada do mercado internacional, houve aumento de 0,81% sobre o estoque apurado em março, encerrando o mês de abril em R$ 121,28 bilhões (US$ 37,92 bilhões). “A variação ocorreu principalmente devido à desvalorização do real frente às principais moedas que compõem o estoque da dívida externa”, diz relatório do Tesouro.

A variação do endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões pela internet (Tesouro Direto) ou pela emissão direta. A variação pode ocorrer também pela assinatura de contratos de empréstimo. Neste caso, o Tesouro toma empréstimo de uma instituição ou de um banco de fomento, destinado a financiar o desenvolvimento de uma determinada região. Já a redução do endividamento se dá, por exemplo, pelo resgate de títulos.

De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), a dívida pública poderá fechar este ano entre R$ 3,45 trilhões e R$ 3,65 trilhões.

Leilões extraordinários

Em atuação coordenada com o Banco Central para acalmar o mercado, o Tesouro Nacional anunciou hoje (24) que realizou leilões extraordinários de títulos públicos. Segundo o Tesouro, os leilões extraordinários são realizados em “períodos de elevada volatilidade do mercado financeiro”. O mercado enfrenta efeitos da crise gerada pela delação dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da empresa JBF, com acusações contra o presidente Michel Temer, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), entre outras pessoas.

O Tesouro Nacional informou que realizou nos últimos dias (19, 22 e 23 de maio) leilões extraordinários de compra e venda de Letras do Tesouro Nacional (LTN), Notas do Tesouro Nacional, Série F e Notas do Tesouro Nacional, Série B. Com esses leilões, foi efetuado um resgate líquido total de aproximadamente R$ 2,11 bilhões. Também nesses três dias, o Banco Central fez leilões de novos contratos de swaps cambiais tradicionais, que equivalem à venda futura de dólares.

“O Tesouro Nacional entende que os leilões cumpriram com o objetivo de fornecer parâmetros de referência de preços e contribuíram para um melhor funcionamento do mercado financeiro nos últimos dias”, diz nota do órgão.

Segundo a coordenadora de Operações da Dívida Pública, Márcia Tapajó, nos últimos dias o mercado ficou sem parâmetros. Por isso, foram realizados os leilões de compra e venda. “O que procuramos sempre fazer é olhar com cuidado sempre que a gente observa essa disfuncionalidade, a gente atua”, disse Márcia, na entrevista para apresentar os dados da dívida pública. Ela acrescentou que os leilões extraordinários estão previstos no PAF.

O Tesouro também anunciou o cancelamento de leilões de venda de LTN e NTN-F previstos para amanhã (25) e que “permanecerá monitorando as condições de mercado, buscando, por meio de suas ações, garantir o bom funcionamento do mercado de títulos públicos e de outros mercados correlatos”, diz a coordenadora.