ABRH-RJ lança Centro de Estudos sobre Produtividade

Guerreiro, Denise, Carmen e Donadão participaram do 1º evento promovido pelo Centro de Estudos sobre Produtividade

A Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RJ) lançou nesta quarta-feira (17) o Centro de Estudos sobre Produtividade. A novidade foi anunciada durante um Workshop promovido na FIRJAN. “Lembro de uma matéria da Exame que destacava a produtividade do trabalhador brasileiro como sendo até quatro vezes menor do que a do americano. É preciso colocar esse cenário em discussão e buscar propostas e soluções. Vamos começar um estudo sobre o tema, mas sempre tendo como foco as pessoas. Queremos tratar a questão do ponto de vista humano”, explicou o presidente da ABRH-RJ, Paulo Sardinha.

A proposta do Centro de Estudos também é compartilhar os estudos e debates promovidos com as seccionais da ABRH-Brasil. A expectativa é que o tema se torne prioritário na agenda nacional.

“Está acontecendo com a produtividade o mesmo que aconteceu, no passado, com a qualidade e a sustentabilidade, quando estes se tornaram fatores de competitividade. Hoje, podemos dizer que a produtividade também o é”, avaliou o diretor da ABRH-RJ e um dos coordenadores da iniciativa, Dorival Donadão,  ao ratificar a necessidade do país priorizar o tema.

O workshop também representou a primeira atividade do Centro de Estudos. A professora da COPPEAD/UFRJ, Denise Fleck, a professora da Fundação Getúlio Vargas, Carmen Migueles e o Diretor de Saúde Integrada e Sustentabilidade do Sistema FIRJAN, Luiz Ernesto Guerreiro abordaram diversas facetas do tema, explicitando a complexidade da matéria.

Autora de oito livros em gestão, Carmen questionou a incapacidade do Brasil de estar entre os países mais produtivos. Ela citou o exemplo do Japão, que, apesar de sofrer com limitações geográficas e não ter vantagens competitivas naturais, conseguiu dar um salto de produtividade ímpar no século XX e planeja outro para 2025.

Carmem aponta que questões culturais explicam a dificuldade do Brasil de seguir o exemplo japonês. “Temos, devido a questões históricas e da nossa formação como país, a tendência de não confiar em ninguém, o que impede a construção de capital social”, avalia.

Para ela, outro empecilho é a crença de que a mudança deve vir de cima para baixo. Ela defende que a mudança ocorre sempre a partir do nível médio. Mas, para que haja uma transformação, é preciso reduzir a distância de poder, com alinhamento horizontal e liderança adequada.

Especializada em crescimento corporativo, estratégia e mudança organizacional, Denise apontou certas armadilhas que levam as organizações a não alcançarem a produtividade almejada. Um dos erros mais comuns é confundir eficiência e eficácia. Outro equívoco é tomar indicadores agregados por sinais precisos.

“Também vemos organizações que defendem o princípio de “quanto maior, mais rápido, melhor é”. Isso leva a um crescimento sem estrutura, o que, muitas vezes, resulta no fim precipitado da organização”, observou.

Para Denise, outra falha costumeira no setor corporativo é a de abordar a questão da produtividade por uma visão econômica. “Assim, vemos empresas que priorizam a eficiência e esquecem a eficácia”, critica.

O impacto da saúde das pessoas na produtividade foi o norte das considerações de Guerreiro. Ele explicou que, no Brasil, diferente do que acontece nos Estados Unidos, a saúde do trabalhador não é um diferencial competitivo. “Enquanto que lá as empresas compram informações sobre a saúde dos funcionários, aqui muitas têm esses dados, mas não os utilizam”, explica.

A falta de programas voltados para a saúde do colaborador gera consequências como absenteísmo e presenteísmo. “Há uma pesquisa que aponta que para cada pessoa que está faltando por doença existe de 3 a 6 que comparecem, mas não produzem por estarem doentes”, relata Guerreiro.

Para ele, a reforma da previdência pode piorar esse cenário. “Como a empresa vai ser produtiva em um ambiente de longevidade de carreira, se as pessoas ficam cada vez mais doentes?”, questiona.

Ele avalia que as empresas precisam mudar a visão da cultura organizacional. É necessário que a saúde seja gerida de forma estratégica, o que necessita do engajamento das lideranças e da comunicação em todos os níveis. O resultado, defende Guerreiro, será uma empresa criativa e inovadora, com ambiente saudável e ótimo clima organizacional.

Nova plataforma de marcação de consultas é apresentada na Feira Hospitalar

Durante a Feira Hospitalar, realizada em São Paulo entre os dias 16 e 19 de maio, médicos, profissionais de saúde e representantes de empresas do setor puderam conhecer o Mediclick, plataforma tecnológica para agendamento de consultas, exames e procedimentos apresentada aos participantes no evento.

Uma lista atualizada com mais de 60 mil medicamentos aprovados pela Anvisa e praticidade para organização da rotina do consultório médico são alguns dos diferenciais, além do fato de estar disponível totalmente “na nuvem”, o que permite ao médico acessar a plataforma de qualquer lugar por laptop, tablet ou celular.

“Na última semana, a base de médicos cadastrados no Mediclick aumentou em cerca de dez vezes. Estamos firmando convênios com associações, sociedades médicas e instituições de ensino internacionais para formalização de convênios e acordos de cooperação técnico-científica”, explica o Dr. Célio Chagas, cirurgião pediátrico e um dos sócios da plataforma.

São dezenas de especialidades, como Endocrinologia, Geriatria, Pediatria e Clínica Médica, além de Nutrição, Fisioterapia e Psicologia, entre outras, e há também opção de consultas em domicílio para atendimento de Clínica Médica, Pediatria e Geriatria.

Além de trazer praticidade e outras vantagens para os pacientes, o projeto foi desenhado por médicos para atender demandas da própria classe, muitas delas ainda não incluídas pelos concorrentes disponíveis hoje no mercado. A inscrição para adesão à ferramenta é gratuita e já pode ser realizada, através do site, tanto por médicos quanto por profissionais das áreas de Nutrição, Fisioterapia e Psicologia.

Medicina Preventiva: importante aliada para a conquista da longevidade com autonomia

 

A alta carga de estresse a que as pessoas estão continuamente submetidas potencializa a opção por estilos de vida inadequados, que colocam em xeque a saúde dos indivíduos. Esse cenário, praticamente epidêmico nos dias de hoje, faz da medicina preventiva, mais que uma opção para quem busca viver bem, condição para a sobrevivência. Essa foi a tônica da palestra ‘A Saúde da Mulher Atual’ apresentada pelo diretor-médico da Med-Rio Check-Up, Gilberto Ururahy, nesta terça-feira, 16, na Câmara de Comércio França-Brasil (CCFB), no Rio de Janeiro. Pioneiro, no Brasil, em check-up feminino completo – especialidade à qual se dedica há 26 anos, com mais de 35 mil clientes examinadas –, o médico evidenciou que a realidade mudou muito nas últimas décadas, com as mulheres se posicionando praticamente em condições de igualdade em relação aos homens quanto à exposição aos fatores de risco à saúde.

Um das dúvidas levantadas entre as participantes do encontro na CCFB, que contou com apoio do LIDE Rio de Janeiro (Grupo de Líderes Empresariais), reflete a apreensão das pessoas com a quantidade de exames pedidos pelos médicos, dita excessiva por algumas correntes. “Não se pode questionar a técnica, foram grandes e importantes os avanços em prol da saúde e do bem-estar”, explicou Ururahy, creditando a descrença quanto aos seus benefícios à falta de conhecimento sobre a Medicina Preventiva.

Segundo ele, sua aplicação é o caminho natural e mais barato para assegurar a longevidade com autonomia. Assim, exames preventivos são necessários para sinalizar o risco, detectar e conter a progressão de doenças. Essa importante preocupação encontra respaldo nos indicadores: de acordo com Ururahy, a análise dos check-ups feitos na clínica aponta que, em 1990, de cada nove vítimas de infarto, uma era mulher. Hoje, cada vez mais cedo, elas representam um terço do total de infartados.

A rotina atribulada das mulheres que acumulam várias jornadas – associada à pressão por resultados profissionais e às questões emocionais – foi ressaltada pelo diretor-médico da Med-Rio Check-Up, alertando que esse quadro pode levá-las a cair no ciclo dos estimulantes – uso de cafeína, de remédios indutores do sono, consumo excessivo de açúcar, fumo e álcool, entre outros hábitos maléficos. “O fato é que a adaptação das pessoas às mudanças do mundo moderno é algo muito difícil, mas quem não faz isso fica à margem. E com a velocidade dos acontecimentos, cada vez maior, é preciso gastar uma grande dose de energia, provocando-se o estresse, que nada mais é do que uma reação às transformações”, destacou Ururahy.

 

Mutação do vírus pode ter acelerado a epidemia de zika nas Américas

Uma mutação ocorrida em uma proteína do vírus da zika pode ter contribuído para as recentes epidemias ocorridas na Polinésia Francesa (entre 2013 e 2014) e na América do Sul (de 2015 a 2016). É o que sugere um estudo da Nature publicado nesta quarta-feira (17).

De acordo com a pesquisa, a proteína não-estrutural 1 (NS1) facilita que mosquitos Aedes aegypti sejam contaminadas por flavivírus (família de vírus que inclui o zika) após picarem mamíferos e, subsequentemente, aumenta esta prevalência viral nestes insetos transmissores da doença.

Uma mutação nesta proteína, porém, permite uma maior aquisição do vírus pelo mosquito, bem como sua secreção viral. Ou seja, potencializa a infeccisiosidade do vírus da zika no inseto.

O experimento se deu com ratos, que foram picados por mosquitos com cargas virais de diferentes linhagens de zika. Naqueles em que o flavivírus possuía a proteína NS1 modificada, a prevalência de infecção foi substancialmente maior do que naqueles em que a proteína NS1 não foi alterada.

Segundo os pesquisadores, tal mutação aparentemente surgiu em por volta de 2013.

Epidemia de zika no Brasil

O país passou a notificar compulsoriamente os casos do vírus da zika, após a relação entre a infecção pelo vírus e o nascimento de crianças com microcefalia, em outubro de 2015, quando foi decretada uma epidemia nacional.

Em 2016, o vírus da zika atingiu 215.319 notificações -no ano anterior, não havia registro de casos prováveis da doença. Os Estados com maior número de casos foram Rio de Janeiro, com cerca de 68 mil registros, Bahia e Mato Grosso, com 52 mil e 22 mil casos, respectivamente.

Contudo, houve redução de casos em 2017, quando o país registrou 7.911 casos de zika, uma queda de 95,3% em relação ao mesmo período no ano passado.