Produção industrial cai 1,8% em março

A produção industrial brasileira recuou 1,8% entre fevereiro e março. Segundo a Pesquisa Industrial Mensal, divulgada hoje (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o indicador continua sem registrar desempenho positivo em 2017 (neste tipo de comparação), que também teve uma queda de 0,4% e uma estabilidade na produção em fevereiro.

A produção cresceu 1,1%, na comparação com março de 2016, e 0,6% no acumulado. Na média móvel trimestral, houve recuo de 0,7%. Em 12 meses, o indicador acumula queda de 3,8%.

Na passagem de fevereiro para março deste ano, as quatro grandes categorias econômicas da indústria tiveram resultado negativo, com destaque para os bens de consumo duráveis, que recuaram 8,5%. Os bens de capital, que são as máquinas e equipamentos, caíram 2,5%, assim como os bens intermediários, que são os insumos industriais para o setor produtivo. Os bens de consumo semi e não duráveis caíram 1,8%.

Quinze das 24 atividades industriais pesquisadas tiveram queda na produção entre fevereiro e março, com destaque para veículos automotores, reboques e carrocerias (-7,5%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-23,8%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-3,3%).

Entre os nove ramos que ampliaram a produção em março, a contribuição mais importante veio dos produtos alimentícios (1,3%). A alta do setor eliminou parte do recuo de 2,4% de fevereiro de 2017.

Cármen Lúcia cria comissão para apurar processos contra liberdade de imprensa

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia, anunciou hoje (3) a instalação da comissão do Fórum Nacional do Poder Judiciário e Liberdade de Imprensa, do CNJ. A comissão vai apurar possíveis restrições à liberdade de imprensa.

Segundo ela, hoje, o Brasil não é um país que garante livremente o exercício do jornalismo, entretanto, ao menos no Poder Judiciário, é preciso dar ampla eficácia à Constituição, que garante o trabalho do jornalista de informar o cidadão e promover uma cidadania informada.

“E eu quero apurar isso melhor, para saber quais são os problemas que são gerados com a Constituição que garante tão amplamente liberdades, inclusive a liberdade de imprensa, com um texto que não necessita de grande intervenção para ser interpretado. É proibido qualquer tipo de censura e, no entanto, continua haver censura e jornalistas que não podem exercer os seus diretos. É preciso resolver isso”, disse.

A ministra explicou que o fórum foi criado pelo ex-presidente do STF e do CNJ, ministro Joaquim Barbosa, mas não havia sido implantado na comissão, que funcionará dentro do Conselho Nacional de Justiça. Segundo ela, a portaria de instalação está pronta e deve ser publicada nos próximos dias. “Para que a gente tenha no conselho nacional um exame de quais os problemas que dizem respeito ao Poder Judiciário, quais as vertentes de críticas, censuras judiciais que são ditas, e processos sobre jornalistas para que a gente dê prioridade.”

Para ela, o Brasil está vivendo um momento de grandes transformações, e não só no jornalismo, mas “a imprensa livre é essencial para que se tenha democracia. E é exatamente em um Estado democrático que queremos viver”. Por isso, segundo Cármen, é preciso garantir que o jornalista possa trabalhar, “buscar suas informações, informar o cidadão e fazer o que ninguém mais pode fazer, assegurar a plena cidadania informada, livre e, portanto, crítica e responsável por suas escolhas, sem continuarmos, assim, a ter uma parcela de analfabetismo político pela ausência de informações precisas.”

Cármen Lúcia participou hoje do 9º Fórum Liberdade de Imprensa e Democracia, promovido pela Revista e Portal Imprensa, em Brasília. A ministra explicou que a liberdade de expressão e de imprensa são cláusulas pétreas da Constituição, que não podem ser modificadas, pois desempenham um papel essencial para a democracia. “A democracia vive porque as liberdades são exercidas.”

Simpósio Internacional do Hospital Albert Einstein aborda gestão de processos

Saber gerir projetos, implantar melhorias de processos e praticar uma gestão inovadora são os maiores desafios para sustentar um negócio, principalmente no sistema de saúde. Pensando em compartilhar a expertise e demonstrar exemplos de excelência, o Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa (IIEP) realiza até sexta-feira, dia 5 de maio, o II Simpósio Internacional de Gestão de Projetos, Processos e Inovação.

Essa é a segunda edição do evento que acontece a partir de amanhã e tem como principal objetivo compartilhar as melhores práticas em gerenciamento de projetos, Lean Six Sigma e inovação para excelência operacional de instituições do setor por meio da apresentação de cases internos e de mercado, workshops sobre Lean Six Sigma in Healthcare, Design For Lean Six Sigma, Gerenciamento de Projetos, Design Thinking e pitches de startups ao longo da programação do evento.

O evento é destinado a profissionais da área de gerenciamento de projetos, melhoria de processos, qualidade, inovação, gestão do conhecimento, excelência operacional, gestão por processos, operações, gestores de instituições de saúde, prestadores de serviços na área da saúde e demais profissionais interessados nos temas propostos.

Neste ano, o Einstein vai trazer Brian Kolonick, gerente de Desenvolvimento de Negócios Externos da Cleveland Clinic – setor Inovações, para o simpósio. Brian Kolonick, que participará no dia 5 de maio, vai trazer um dos cases de inovação em saúde para o simpósio. Outro palestrante internacional do evento será Richard Bozzato, da MaRS, que irá falar do ambiente de inovação na saúde.

 

 

 

 

Curso da SBPRJ vai abordar terapias para o bebê e família 

A Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro (SBPRJ) está com inscrições abertas para o curso ‘Teoria e técnica das terapias para o bebê e sua família’, quecomeça em maio. Voltado para profissionais e estudantes da área da saúde, o objetivo é o estudo da clínica das interações entre o bebê e sua família, da gestação aos 3 anos de idade. Embora restrito no tempo, esse é o período da vida em que o psiquismo do indivíduo é constituído.

Com coordenação da psicanalista da SBPRJ Eliane Pessoa, o curso tem como fio condutor o clássico livro de Bertrand Cramer e Francisco Palácio-Espasa, “A prática das psicoterapias mães-bebês – Estudos clínicos e técnicos”. As situações clínicas serão utilizadas como referencial para a reflexão e discussão das diferentes abordagens terapêuticas, das suas indicações e seus limites. Serão discutidos temas como o funcionamento psíquico durante a gestação e o pós-parto, a sintomatologia apresentada pelo bebê, entre outros. O curso terá como professores colaboradores os psicanalistas Alfredo Pasin, Lúcia Moret, Marguerite Labrunie – todos da SBPRJ.

O curso será ministrado em seminários quinzenais, das 16h30 às 18h, nos dias 12 e 26 de maio, 9 e 23 de junho, e 7 e 14 de julho. Os interessados devem se inscrever pelo e-mail tesourariasbprj@sbprj.org.br. O investimento é de três mensalidades de R$ 100. A SBPRJ fica na Rua Davi Campista, 80, Humaitá, Zona Sul do Rio. Informações: 2537-1115 e 2527-1333.