Dona da Amil compra empresa do presidente do Albert Einstein

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Claudio Lottenberg

A UnitedHealthcare Brazil, dona da Amil, comprou a Lotten Eyes, rede de atendimento oftalmológico, de Claudio Lottenberg, presidente do Hospital Israelita Albert Einstein.

O negócio, fundado pelo médico há 25 anos, já atendeu mais de 150.000 pessoas em consultas, exames e procedimentos clínicos de oftalmologia por meio de 18 clínicas em São Paulo.

O valor da aquisição não foi divulgado, mas a estratégia é clara: expandir a operação do grupo no país com serviços especializados, reconhecidos pelos clientes.

Lottenberg seguirá no comando da clínica, além de assumir a missão de consultor estratégico da United Health no país. Ele permanece na presidência do Einstein até o final deste ano.

De acordo com uma nota divulgada pela companhia, os médicos e profissionais de saúde da Lotten Eyes serão mantidos como parte do Americas Serviços Médicos, empresa do grupo.

O fato de Lottenberg ocupar há quinze anos a presidência de um dos maiores hospitais privados da América Latina contou bastante na decisão da compra.

“Ele possui grande experiência e conhecimento sobre todas as áreas dos serviços de saúde e compartilha do nosso compromisso de ajudar as pessoas a viver de forma mais saudável”, disse Edson Bueno, CEO da UnitedHealthcare Brazil, na nota.

Operação delicada

Desde que foi comprada pela UnitedHealthcare em 2012, por 10 bilhões de reais, a Amil passa por reestruturações – e a entrada de Lottenberg no negócio já era cotada há tempos.

Sob seu comando, o Albert Einstein quintuplicou o número de leitos e fechou parcerias com o Sistema Único de Saúde (SUS), entre outras melhorias, que fizeram a gestão do hospital ser reconhecida como uma das melhores do país.

Com sua chegada, a Amil seguiria a receita de aumentar a rede própria e ganharia em credibilidade, com a oferta de serviços especializados.

Matéria publicada na Exame - Leia aqui a matéria original.

Flexibilização é sinônimo de modernidade

Nelson Wilians
Nelson Wilians

Criada em 1º de maio de 1943, por meio do Decreto-Lei nº 5.452, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foi, inegavelmente, um marco na história do país, pois inseriu, de forma definitiva, os direitos trabalhistas na legislação brasileira. Desde então, o país passou a ter um conjunto de normas que asseguram assegura a proteção social, individual e coletiva aos trabalhadores. Considerando que seis décadas antes da sanção da CLT o país ainda vivia sob o regime escravocrata e, após a Lei Áurea, as condições de trabalho permaneceram deploráveis, pois ex-escravos e imigrantes viviam em situação precária, sem direitos e em condições similares aos escravos. Nesse cenário, a CLT, então, tornou-se a base para modernização das relações trabalhistas e para um desenvolvimento pautado na justiça social.

Entretanto, desde a assinatura do decreto pelo presidente Getúlio Vargas, no Estádio de São Januário, passaram-se mais de sete décadas e ao longo desse período o país sofreu transformações econômicas e sociais. O que antes era uma nação predominantemente agrária, hoje é um país urbano e listado como uma das dez maiores economias do mundo. Mudanças tão substanciais, sem duvida nenhuma, refletem nas relações sociais e exigem que os legisladores saibam perceber as necessidades do país e alterar as leis para se adequar a nova realidade.

Porém, por mais que a CLT tenha sofrido centenas de mudanças ao longo desses 70 anos, não houve realmente uma modernização compatível com os desafios que são enfrentados nos dias de hoje. No atual momento, marcado por uma grave crise econômica, empresas se veem limitadas pela legislação na hora de buscar alternativas que minimizem o crescimento do desemprego. Infelizmente, a flexibilização da CLT permanece como um tabu no Governo. Flexibilização não significa acabar com os direitos conquistados naquele histórico 1º de maio, mas sim permitir, por exemplo, que negociações coletivas possam adequar as condições de trabalho à realidade do momento, garantindo, assim, benefícios para os trabalhadores. É uma alternativa para adequação do emprego ao cenário social e econômico.

Mesmo em casos como o do PL 4193/201 – estabelece que as negociações entre patrões e empregados prevaleçam sobre o garantido em lei – que tem posição favorável do próprio presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Ives Gandra Filho, e de sindicatos e instituições do porte da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Governo não demonstra interesse em apoiar. Desde 2012, o texto tramita na câmara, porém ainda sem perspectivas reais. Negar a capacidade de que ambos os lados possam chegar a um denominador comum diferente do estabelecido em lei é ignorar o princípio da autonomia privada, que, em uma sociedade que preza a liberdade, garante às partes o poder de manifestar a própria vontade, estabelecendo o conteúdo e a disciplina das relações jurídicas de que participam.

É preciso trazer luz para o debate e esclarecer o que realmente significa falar em flexibilização do trabalho. Aqueles que demonizam o processo ignoram que as instituições do país devem acompanhar as transformações da sociedade. O resultado será a manutenção de uma estrutura ultrapassada, que é o caso da legislação trabalhista, que se torna um empecilho para o desenvolvimento do país. Há 72 anos, a CLT foi sinônimo de modernidade, ajustá-la é renovar esse espírito.

*Nelson Wilians é advogado

Partage Shopping Campina Grande inaugura expansão

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O Partage Shopping, em Campina Grande (PB), reabrirá amanhã (07) as portas, após reforma que investiu R$ 180 milhões na expansão de sua estrutura, equipamentos, decoração e novos serviços. A expectativa é que a reinauguração aumente em 35% o fluxo de clientes no empreendimento, que está em operação desde 1999.

A expansão ampliou a área bruta locável do Partage Shopping para 35 mil m², 132 lojas, sete âncoras, cinco salas de cinema, um hipermercado, uma praça de eventos e uma nova praça de alimentação, com 23 operações e 1,2 mil lugares. Na reforma também foi planejada a valorização da luz solar, o reaproveitamento da água e a utilização de iluminação em LED.