Começou nesta quarta-feira a 5ª edição do Conahp

Paulo Moll, Diretor da Rede DOr, David Uip, Secretario Estadual de Saude, Balestrin, Presidente da Anahp, Zacarias e o Wilson Polara, Secretario Municipal de Saude
Paulo Moll, Diretor da Rede D’Or, David Uip, Secretário Estadual de Saúde, Francisco Balestrin, Presidente da Anahp, Zacarias e o Wilson Polara, Secretário Municipal de Saúde

Começou nesta quarta-feira, no Centro de Convenções do Hotel Sheraton WTC, em São Paulo, a 5ª edição do do Congresso Nacional de Hospitais Privados (Conahp). Promovido pela Associação Nacional de Hospitais Privados, o congresso acontece até sexta-feira (24). Sob o tema “O Hospital do Futuro: o Futuro dos Hospitais”, o Conahp reunirá especialistas brasileiros e internacionais, que vão debater os desafios do novo paciente, as transformações nos sistemas de saúde e as inovações e tecnologias no setor da saúde no Brasil e no mundo.

A cerimônia de abertura teve a presença de nomes, como o secretário estadual de saúde, David Uip; o secretário municipal de saúde, Wilson Polara; o diretor da Rede D’Or, Paulo Moll; a presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz; o presidente da Abramge, Reinaldo Scheibe, o presidente da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Edson Rogatti; e Luiz Aramicy, presidente da Federação Brasileira de Hospitais.

No discurso inicial, Balestrin destacou a importância do tema do congresso. “O hospital do futuro é onde superaremos limitações, onde recuperaremos a nossa saúde para seguir em novas jornadas e, possivelmente, onde passaremos nossos últimos momentos na terra”, afirmou.

Ele observou que quem trabalha na saúde acompanhou, ao longo dos anos, uma caminhada inexorável para vidas melhores, mais longas e mais saudáveis. Viu-se despencar a taxa de mortalidade infantil e materna, a imensa elevação da expectativa de vida e o progresso que foi feito pela ciência em combater todo tipo de enfermidade. Muitas doenças que antes eram verdadeiras sentenças de morte, hoje são inconveniências passageiras.

“Mas o caminho para o futuro não é só o caminho da tecnologia. O futuro dos hospitais precisa ser o das pessoas. Pessoas que trabalham com ética, com honra, com lealdade e com senso de dever. Pessoas que colocam sempre em primeiro lugar a sua missão de cuidar do seu semelhante da melhor forma possível”, destacou Balestrin.

Presidente da Anahp afirma que é preciso mudar o modelo de remuneração da saúde

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Francisco Balestrin alerta que modelo atual causa desperdício e perda de vidas

Ao falar sobre “Os desafios do novo modelo de remuneração para o setor”, na manhã desta terça-feira (19), durante a 2ª edição do Seminário Novos Modelos para a Saúde, o presidente da Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp), Francisco Balestrin, observou que o sistema predominante na Saúde Suplementar brasileira, o chamado Fee for Service, cria condições favoráveis ao desperdício. Dados da OMS apontam que entre 20% e 40% de todos os gastos em saúde no mundo são desperdiçados por ineficiência. Porém, no Brasil, a situação é mais preocupante, pois o setor é baseado em um modelo de remuneração que estimula a utilização em excesso de insumos.

“Precisamos mostrar a luz na saúde com foco, para evitarmos trabalhar na área cinzenta que causa desperdício e perda de vidas. É necessário mudar, entendendo o papel do modelo de remuneração em um sistema centrado no cidadão”, destacou Balestrin.

O Seminário é promovido pelo jornal O Globo, no Museu de Arte do Rio (MAR).

O Ministério da Saúde adverte: política faz mal à Saúde

Os bastidores da engrenagem política brasileira nunca estiveram tão expostos. Se antes o silêncio acobertava certas práticas, o estardalhaço nos faz, agora, perceber com mais nitidez a interferência da corrupção e de interesses isolados em nosso percurso como sociedade.

Muito do que ocorre politicamente no Brasil acomete, com uma intensidade cruel, o bem da Saúde. E essa intromissão se manifesta de algumas formas. Toda vez que um projeto de lei ou medida provisória é anunciado, por exemplo, as câmaras legislativas se movimentam sobre esse tema. Alguns agem para defender o espírito do projeto – seja a diminuição de impostos, um novo benefício ao cidadão, uma discussão a respeito de normatização para operadoras de saúde ou um debate de patente de medicamentos. Mas há, também, grupos organizados à espreita de uma oportunidade para negociar contrapartidas financeiras.

Não faltam exemplos de agentes políticos que abraçam uma causa exclusivamente para auferir alguma vantagem econômica, para si ou para o grupo a que pertencem, aproveitando-se de interesses industriais e que representam, muitas vezes, bilhões de investimentos mundiais. O caso das empreiteiras, hoje em evidência, expressa perfeitamente essa dinâmica. Nós já estamos cansados de saber como isso funciona, não é verdade? E também sabemos que a Saúde é um palco óbvio e frequente de tais práticas. Sentimos como nunca a conexão desses episódios com o futuro que nos alcança.

Outra situação que atrasa os avanços no setor habita as chamadas agências reguladoras, que teoricamente deveriam minimizar a assimetria de informações e de poderes entre consumidores e indústria, ou provedores de serviços. Essas entidades têm o papel de atenuar as diferenças e, ao mesmo tempo, fomentar o segmento. No entanto, o que ocorre, atualmente, é a segregação de projetos, interesses e condutas entre as diretorias que compõem essas instituições. E o que mais elucida esta nossa reflexão: muitos estão lá por nomeação estritamente política.

As duas grandes agências que regulam a Saúde demonstram a mesma patologia política. Ainda que o sujeito seja indicado pelo setor e possua todas as qualificações recomendadas para tal posição, sempre existe, no desenho atual, a necessidade de um padrinho. Se não há esse consentimento, a indicação, por mais técnica, competente e unânime que seja, provavelmente não irá muito longe.

Essa é a famigerada nomeação usada para escambo político e empresarial. Com ela, vem a constante incerteza de que a estrutura política que ampara a Saúde representa, de fato, o cidadão.

Quando tomamos consciência do estágio de nação e de setor que vivenciamos, a defasagem em relação aos debates internacionais é ainda mais notória. A exemplo das reuniões do board da IHF, a International Hospital Federation, das quais participo, a mediação de interesses por órgãos reguladores, por exemplo, é um assunto de caráter técnico e assimilado. Já mais maduras, as discussões estão amparadas pelo entendimento de que toda ação tem por fim a garantia de cidadania e, claro, a estabilidade econômica como um todo. A pergunta feita nesses encontros é: como garantir uma assistência à saúde que seja satisfatória individualmente e que, ao mesmo tempo, cumpra com o pacto do acesso universal?

Eu gostaria de não mais precisar reforçar que a Saúde é extremamente sensível a gastos desnecessários, corrupção e visões fragmentadas, até porque movimenta trilhões de dólares em todo o mundo; que o aumento da longevidade do ser humano e das doenças terão impactos excepcionais na Previdência e no tratamento do paciente; que a revisão dos alicerces políticos é uma imposição. Mas, enquanto os cordões político, econômico e ideológico não tiverem uma visão ética e socialmente responsável como tecido condutor de suas operações, ainda teremos que falar sobre isso.

Francisco Balestrin é presidente da Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP)

Presidente da Anahp fala sobre o hospital do futuro

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O cardiologista Evandro Tinoco, Balestrin, Knibel e o diretor da Amil Antonio Jorge Kropf

O presidente da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Francisco Balestrin, falou, nesta sexta-feira (23), sobre “O Hospital do Futuro: o Futuro do Hospital” no encontro “Palestras de Excelência Médica”, promovido pelo Hospital São Lucas. O encontro teve a presença de representantes das entidades médicas, além das principais lideranças do setor de saúde.

Segundo o coordenador do evento, o médico Marcos Knibel, o debate sobre o atual modelo hospitalar e o uso das tecnologias em saúde estão na ordem do dia. “Devemos usar a tecnologia de ponta no ponto”, enfatizou Knibel.

Na avaliação do presidente da Anahp, o hospital do futuro precisará mudar sua forma de agir, mantendo-se flexível, respondendo rapidamente às demandas, buscando inovação e sempre trabalhando para equalizar qualidade, eficiência, segurança, custos e entrega de valor para o paciente.

“Esse contexto exige dos gestores investimento constante na ampliação das instalações, adaptação dos serviços, incluindo estrutura física e capacitação das equipes, bem como aquisição de novas tecnologias, com vistas a atender as demandas atuais. Isso tudo sem abrir mão do cuidado e da qualidade da assistência”, observa Balestrin.

“O Hospital do Futuro: O Futuro dos Hospitais” também será o tema central do 5º Conahp – Congresso Nacional de Hospitais Privados, que acontecerá de 22 a 24 de novembro, em São Paulo.

Sobre o São Lucas

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O HSL realiza 5 mil atendimentos de emergência por mês

Fundado em 1937, o Hospital São Lucas é um dos mais tradicionais da cidade e é modelo em medicina de alto padrão, com foco em atendimento de alta complexidade ao paciente adulto. A unidade realiza mensalmente 750 cirurgias, 140 procedimentos de hemodinâmica e mil internações.

O HSL é referência em diversas especialidades médicas, como cirurgia cardíaca, cirurgia vascular/endovascular, neurocirurgia, cirurgia de coluna, cirurgia de tórax, cirurgia geral, cirurgia bariátrica, cardiologia e radiologia intervencionistas, ortopedia e urologia, além de contar com um serviço de emergência 24 horas.

 

 

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Balestrin lembrou da preocupação constante de Edson Bueno em melhorar as condições do setor

 

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Cristina Mendes, do Hospital São Lucas, Francisco Balestrin e Marcos Knibel