No Dia da Libertação, historiador destaca memórias e feridas da Coreia
Emiliano Unzer analisa como os 35 anos de domínio japonês impactaram a política, a economia e a identidade cultural do país

 

De Ana Claudia Guimarães, da Veja

Ao olhar para os 35 anos de ocupação japonesa, quais foram os impactos mais profundos (políticos, econômicos ou sociais) que a Coreia enfrentou? Quando falamos daqueles 35 anos, entre 1910 e 1945, não nos referimos apenas a um domínio militar ou a uma mudança de bandeira no palácio. Foi uma imersão forçada num projeto de apagamento — político, cultural, psicológico. Um controle que tocou a medula do que significava ser coreano.

Politicamente, o país deixou de existir como Estado soberano. Não foi simples substituição de líderes, mas a desmontagem peça por peça da monarquia da dinastia Joseon, das leis, da educação própria. O poder estava nas mãos de governadores coloniais com autoridade absoluta, e qualquer voz dissonante era calada com violência. E, apesar dos protestos de muitos coreanos, isso tudo foi explicitamente ignorado pelas potências vencedoras da 1ª Guerra Mundial nas Tratativas de Paz de Versalhes de 1919.

Na economia, um paradoxo. Vieram estradas de ferro, fábricas, escolas — mas não para a Coreia florescer como nação, e sim para servir ao motor imperial japonês. A prosperidade que se anunciava seguia um percurso desigual: acumulava-se nas mãos de japoneses e de uma elite colaboracionista, enquanto agricultores coreanos eram expulsos de suas terras para se tornarem arrendatários em solo que antes lhes pertencia.

Mas o golpe mais fundo talvez tenha sido o simbólico. A língua proibida nas salas de aula, jornais censurados, nomes coreanos substituídos por japoneses. É uma espécie de violência que não deixa apenas cicatrizes na pele, mas corrói a narrativa de um povo, sua memória. As lembranças dos coreanos contra os japoneses ao norte do paralelo 38, na Coreia do Norte, são igualmente duríssimas.

Confira a entrevista completa: No Dia da Libertação, historiador destaca memórias e feridas da Coreia | VEJA

Jornalista Luiz Nascimento lança o livro O grito da Ipiranga
Obra conta a história de grupo de jovens que vivenciou a ditadura

 

Da Redação

O escritor Luiz Nascimento lança no dia 24 de abril, na Livraria da Travessa de Ipanema, o livro “O grito da Ipiranga”. Diretor do “Fantástico” entre 1993 e 2017, Nascimento conta a trajetória de um grupo de jovens sonhadores durante o período mais sombrio e conturbado da história do Brasil. O grupo tinha como ponto de encontro uma casa de vila na Rua Ipiranga, no bairro de Laranjeiras, Rio de Janeiro. Ali acontecia de tudo. Festas, música e namoros, além de planos para a vida escoteira, a conquista de montanhas e a convivência inspiradora com personagens importantes da política.

Essa turma criou um forte laço de amizade, importante para que, juntos, enfrentassem o que viria a acontecer com eles e suas famílias durante o golpe que cobriu o país de violência e vergonha a partir de 1964, durante 21 anos. De peito aberto e movidos pela utopia de um país livre, justo e democrático, participaram do movimento estudantil e se engajaram politicamente. Alguns partiram para a luta armada. A maioria foi presa e torturada. Três morreram assassinados pelo regime militar.

Com o fim da ditadura, muitos se afastaram para só se reencontrar em 2015, através da internet. A partir de 2022, começaram a gravar esses reencontros para reavivar lembranças afetivas, curiosas e também dramáticas. Relatos que ajudam a desenhar, para aqueles que não a conhecem a face cruel de uma ditadura – ou que passaram a conhecer a partir do sucesso do filme “Ainda estou aqui”.

Lançamento do livro O grito da Ipiranga

Quando: 24 de abril, às 19h
Local: Livraria da Travessa de Ipanema – Rua Visconde de Pirajá, 572
Preço: R$ 70,00
Pré-venda do livro no site da Amazon: O Grito da Ipiranga: Meio Século de Amizades, Resistência e Luta Numa Vila Carioca | Amazon.com.br

 

Livro “Um Nilo de Afetos” será lançado na próxima terça-feira (26) em Copacabana
Escritura é uma viagem pela vida do banguense Nilo Sergio Alves Felix, atual subsecretário de Turismo do Rio de Janeiro

Da Redação

Na próxima terça-feira, 26 de novembro, será lançado oficialmente o livro “Um Nilo de Afetos”, que contará detalhes e histórias sobre a vida de Nilo Sergio Alves Felix, subsecretário de Turismo do Rio de Janeiro e que é considerado um decano do setor. Nilo tem mais de 54 anos de experiência em turismo e foi pioneiro na implantação de horéis como o hotel do Frade e o Portobello, além de ter sido presidente da TurisRio. Sua extensa carreira na área também conta com passagens pela superintendência da Embratur e diversas redes hoteleiras, com ampla participações em fórums, eventos e palestras de Turismo e Comércio, sendo referência no setor.

Atualmente na subsecretaria de Turismo do Estado, Nilo terá sua vida destrinchada no livro que será lançado pela Editora Senac. O evento acontecerá no Clube dos Marimbás, em Copacabana, com a parceria do Mesa Brasil. Para ganhar um exemplar do livro, basta levar 1 kg de alimento para doação. Para confirmar a presença no evento é preciso entrar em contato com Andréa Marapodi pelo WhatsApp (21)96469-1371.

EVENTO
Lançamento do livro “Um Nilo de Afetos”
Data: 26/11, às 18h
Local: Clube dos Marimbás – Praça Cel. Eugênio Franco, 2 – Posto 6 de Copacabana // 3º andar
Confirmar presença: WhatsApp +21 96469-1371

Nilo Sergio Felix possui mais de 50 anos de experiência no turismo.

“A bula de cada criança”: livro explica desenvolvimento infantil com linguagem leve e objetiva
O pediatra Roberto Cooper defende em livro que não existe manual para cuidar dos filhos

(Imagem: Divulgação)

Reconhecido por sua competência e vasta experiência, aliadas a uma capacidade aguçada de reflexão, o pediatra Roberto Cooper reúne em A bula de cada criança uma coletânea de artigos com um ponto central: não existe uma fórmula universal para cuidar de crianças. Cada uma delas traz seu próprio “manual”, e é tarefa dos pais desvendá-lo.

Em textos leves e objetivos, com boa dose de humor, Cooper alerta para o excesso de informações e de especialistas sobre cada etapa do desenvolvimento infantil, o que pode gerar insegurança nos pais e fazê-los duvidar de suas próprias percepções.

– Os pais sabem muito mais sobre seus filhos do que imaginam. O papel do pediatra é o de apoiar, orientar e fornecer ferramentas para que eles possam exercer suas funções com confiança, paciência e criatividade. Pais confiantes tendem a criar filhos mais seguros e independentes – comenta Cooper.

Em um mundo onde os valores corporativos invadiram nossas vidas privadas, com famílias programando viagens de férias baseadas em custo-benefício ou escolhendo escolas em função do potencial de aprovação no Enem, Cooper defende uma visão de família mais afetiva, baseada no respeito e no prazer do encontro entre pais e filhos.

Roberto Cooper, pediatra e autor do livro A bula de cada criança. (Foto: Divulgação)

Os quase 40 textos do livro refletem o estilo de Cooper – seja no consultório, na docência ou liderando fóruns importantes de saúde –, ao promover uma prática pediátrica humanizada e informativa. Ele fala do comportamento dos bebês, de alimentação, das preocupações com cada fase das crianças, mas, sobretudo, orienta pais e mães a terem autonomia no dia a dia com seus filhos.

– É preciso dar mais valor à emoção. Os pais devem desconfiar de métodos que lhes tentam empurrar e esquecer a busca pela perfeição. E, uma vez livres desse peso, deixem fluir o amor que nos torna humanos – acrescenta.

Publicado pela Editora Máquina de Livros, A bula de cada criança chega em novembro às principais livrarias e sites do país, nos formatos impresso e digital.

Evento:
Lançamento: A bula de cada criança – O olhar humanista de um pediatra sobre como cuidar dos filhos sem receita pronta
Local: Av. Afrânio de Melo Franco 290, 2º andar – Livraria Travessa do Shopping Leblon
Data: 22/11, sexta-feira
Horário: 19h