Após trajetória na Whirlpool, Junior Bittencourt assume diretoria de RH e Cultura da Ad’oro
Executivo passa a liderar a agenda de pessoas da companhia, conectando cultura, desenvolvimento de lideranças e gestão de talentos à estratégia do negócio

 

Da Redação

Depois de uma trajetória de 18 anos na Whirlpool Latin America, Junior Bittencourt assume como o primeiro Diretor de Recursos Humanos e Cultura da Ad’oro, uma das principais empresas brasileiras do setor avícola. A chegada acontece em um momento de evolução da companhia, que vem ampliando investimentos em cultura organizacional, governança, inovação, automação e melhoria contínua do ambiente de trabalho.

Com atuação verticalizada, a Ad’oro integra toda a cadeia produtiva do frango, do campo ao consumidor, e possui unidades de negócio em São Carlos, Várzea Paulista e Rio Claro, no interior de São Paulo. Na nova posição, Bittencourt terá como missão liderar a estratégia de Recursos Humanos e Cultura, conectando a agenda de pessoas às prioridades do negócio, com foco em cultura, desenvolvimento de lideranças, gestão de talentos e transformação organizacional.

Na Whirlpool, atuou como parceiro estratégico da liderança e conduziu a agenda de RH para áreas como Comercial, TI, Digital, Engenharia, Desenvolvimento de Produto e Manufatura, ampliando sua visão sobre diferentes ambientes corporativos, tecnológicos e industriais. Antes de migrar para RH, trabalhou com Design de Produto para Brastemp e Consul, experiência que agregou conhecimentos em inovação, marca, portfólio e comportamento do consumidor, hoje aplicados à gestão de pessoas e à estratégia organizacional. 

“Eu acredito que organizações de alta performance são construídas quando cultura, liderança e estratégia caminham juntas. O papel de RH é justamente criar essas conexões, ajudando a organização a transformar estratégia em comportamento, desenvolver lideranças e construir um ambiente em que as pessoas possam entregar seu melhor”, afirma.

Na Ad’oro, Bittencourt chega para reforçar a estratégia da companhia de colocar pessoas e cultura no centro do negócio e apoiar uma nova fase de crescimento sustentável.

O papel da iluminação pública para cidades mais seguras e humanas
Por Romualdo Boaventura, diretor da Inducta

Quando se fala em prioridades da gestão pública, temas como segurança, saúde e educação costumam ocupar o centro do debate. São áreas essenciais e que, naturalmente, demandam investimentos permanentes. Entretanto, existe uma política pública que, muitas vezes, permanece em segundo plano, embora tenha capacidade de impactar diretamente todas essas agendas: a iluminação pública.

Tradicionalmente, a discussão sobre iluminação urbana costuma ser conduzida sob uma perspectiva econômica. O foco está na substituição de equipamentos por tecnologias mais eficientes, como luminárias de LED, capazes de reduzir o consumo de energia e aliviar as despesas dos municípios. Essa modernização é, sem dúvida, importante, especialmente pois governantes estão sempre pressionados quando a questão é orçamento. Mas limitar o debate à economia é enxergar apenas parte do potencial que uma boa gestão da iluminação pública pode oferecer.

Uma cidade bem iluminada é, antes de tudo, uma cidade mais segura. A presença de iluminação adequada amplia a visibilidade das vias, reduz áreas de sombra e aumenta a sensação de segurança para quem circula pelas ruas. Esse aspecto influencia diretamente o cotidiano da população. Pessoas passam a caminhar com mais tranquilidade, famílias voltam a frequentar praças e espaços de convivência, comerciantes estendem seus horários de funcionamento e atividades esportivas e culturais podem ocorrer também após o sol se por.

A iluminação, portanto, exerce um papel silencioso, mas decisivo, na ocupação dos espaços públicos. Quanto maior a presença de pessoas nesses ambientes, maior tende a ser a sensação de pertencimento e vigilância coletiva, fatores que contribuem para a prevenção da criminalidade e para a valorização do ambiente urbano.

Da mesma forma, áreas historicamente pouco iluminadas costumam permanecer subutilizadas ou até abandonadas. A simples instalação de novos pontos de luz pode representar o primeiro passo para a revitalização desses locais, estimulando novos usos e promovendo uma transformação que vai além da infraestrutura. A cidade recupera espaços antes esquecidos e devolve à população oportunidades de lazer, convivência e integração social.

Nesse contexto, as parcerias público-privadas (PPPs) vêm se consolidando como um importante instrumento para acelerar essa transformação. Ao reunir planejamento, tecnologia, eficiência operacional e capacidade de investimento, esse modelo permite que os municípios modernizem seus parques de iluminação sem comprometer sua capacidade financeira.

Experiências conduzidas pela Inducta Energia demonstram como essa combinação pode produzir resultados expressivos. Nos municípios fluminenses de Miguel Pereira e Vassouras, projetos estruturados por meio de PPPs permitiram não apenas substituir luminárias antigas por tecnologia LED, mas também ampliar significativamente a cobertura da iluminação pública.

Em Miguel Pereira, o número de pontos de luz cresceu cerca de 41%, enquanto Vassouras registrou expansão de aproximadamente 20%. Mesmo com esse aumento da infraestrutura instalada, a adoção de equipamentos mais eficientes proporcionou economia anual de aproximadamente R$ 3 milhões em Miguel Pereira e de R$ 1,1 milhão em Vassouras. Os números financeiros são relevantes, mas talvez não sejam o principal indicador de sucesso.

O maior resultado aparece na transformação da vida urbana. Praças que antes permaneciam vazias durante a noite voltaram a receber famílias, crianças e praticantes de atividades físicas. Espaços antes evitados pela população passaram a integrar novamente a rotina dos moradores. A percepção de segurança aumentou e a iluminação tornou-se um elemento de fortalecimento da convivência social.

Essa mudança reforça uma visão que precisa ganhar espaço nas políticas públicas municipais: investir em iluminação não significa apenas trocar lâmpadas ou reduzir despesas com energia elétrica. Trata-se de criar condições para que a cidade seja efetivamente vivida por seus cidadãos.

Naturalmente, a iluminação pública, sozinha, não resolve os desafios da segurança urbana. Ela deve atuar de forma integrada com outras políticas voltadas ao ordenamento urbano, à mobilidade, à preservação dos espaços públicos e às ações das forças de segurança. Ainda assim, representa um componente essencial dessa estratégia, capaz de potencializar seus resultados.

As cidades do futuro serão aquelas que compreenderem que infraestrutura também é política social. Cada ponto de luz instalado representa mais do que energia elétrica: representa oportunidades de convivência, desenvolvimento econômico local, valorização dos espaços urbanos e melhoria da qualidade de vida.

Ao ampliar esse olhar, gestores públicos deixam de tratar a iluminação apenas como um centro de custos e passam a enxergá-la como um investimento capaz de produzir benefícios permanentes para toda a sociedade.

H&CO fortalece liderança global de BTO com nomeação de dois novos executivos brasileiros
Renato Halt assume a presidência global de Business Transformation Outsourcing e Mauro Inagaki a vice-presidência da vertical

Mauro Inagaki e Renato Halt assumem a liderança do BTO

 

Da Redação

A H&CO, grupo global de consultoria e outsourcing presente em mais de 29 países, nomeou Renato Halt como Presidente Global de Business Transformation Outsourcing (BTO) e Mauro Inagaki como Vice-Presidente Global da mesma vertical. As nomeações acontecem após a aquisição da brasileira B2Finance pelo grupo, anunciada no início de 2026, e marcam o início de uma fase de expansão da oferta BTO, com meta de levar o modelo para 40 novos países nos próximos cinco anos.

A decisão de colocar os fundadores da B2Finance à frente da vertical reflete a aposta da H&CO na experiência acumulada pela dupla na construção e operação do negócio brasileiro. Halt e Inagaki desenvolveram um modelo de outsourcing de processos financeiros, contábeis, fiscais e de folha de pagamento, com suporte de plataforma tecnológica própria, que é exatamente o núcleo do que a H&CO quer escalar globalmente com o BTO.

Novas lideranças

Com a nova função, Halt conduzirá a estratégia global da vertical, com foco na entrada em novos mercados e no fortalecimento da atuação consultiva junto a multinacionais. Inagaki responde pela liderança operacional, com atenção à evolução de processos, à ampliação da capacidade de entrega e à integração das estruturas vindas da B2Finance à operação global da H&CO. Os dois atuam de forma conjunta no desenvolvimento da vertical, combinando visão estratégica e execução operacional para acelerar a expansão do modelo BTO nos mercados em que a companhia já opera e nos que planeja entrar.

“Empresas que operam em múltiplos países enfrentam uma complexidade crescente de gestão, que envolve obrigações fiscais, contábeis, trabalhistas e tecnológicas que variam de país para país. O que construímos foi uma maneira de simplificar essa equação, reunindo tudo em uma estrutura integrada com um único ponto de contato. Com o alcance global da H&CO, podemos levar esse modelo para mercados que antes estavam fora do nosso raio de atuação”, afirma Halt.

Integração com a B2Finance

Adquirida pela H&CO no início de 2026, a B2Finance chegou ao grupo com uma operação consolidada, contando com cerca de 300 funcionários e crescimento acumulado de 51% na receita nos últimos três anos. A empresa se especializou no outsourcing de processos financeiros, contábeis, fiscais e de folha de pagamento integrados a sistemas ERP como SAP e Oracle, atendendo empresas que operam em ambientes regulatórios complexos.

Essa base passa a alimentar diretamente a oferta global do grupo, trazendo para a H&CO uma metodologia desenvolvida e testada no mercado brasileiro, em um dos ambientes fiscais mais exigentes do mundo. A expectativa é que os processos e tecnologias da B2Finance sejam replicados nas regiões onde a H&CO já opera, acelerando a expansão internacional da vertical.

“A integração entre as duas estruturas amplia nossa capacidade de entrega. Clientes que antes precisavam montar uma cadeia de fornecedores locais em cada país passam a contar com uma estrutura única, com processos padronizados e visibilidade consolidada sobre todas as operações internacionais”, diz Inagaki.

O modelo BTO

O Business Transformation Outsourcing (BTO) reúne, em uma estrutura única de atendimento, os serviços que uma empresa precisa para operar em outro país, incluindo abertura de empresa, contratação de equipes locais, contabilidade, fiscal, financeiro, folha de pagamento e representação local quando necessário. Em vez de gerenciar fornecedores separados em cada país, o cliente opera com um único ponto de contato, processos padronizados e relatórios consolidados para todas as geografias em que atua.

Segundo Halt, a companhia integra tecnologia e inteligência artificial nas etapas de processamento e validação das informações para reduzir erros, acelerar entregas e gerar dados que apoiem decisões estratégicas. “O maior obstáculo na internacionalização costuma estar na operação, não na estratégia. A empresa define o mercado, fecha o contrato e então descobre que não tem estrutura local para funcionar. O BTO resolve essa lacuna. O cliente entra no novo mercado com a operação já montada, sem precisar construir do zero em cada país”, conclui o executivo.

Expansão global

O foco prioritário da vertical está em empresas com planos de internacionalização que precisam de suporte especializado para estruturar e gerir operações fora do Brasil. Com a integração, a H&CO amplia a capacidade de atender organizações em diferentes momentos desse processo, oferecendo tanto suporte para quem está dando os primeiros passos no exterior quanto para quem já opera em múltiplos mercados e precisa de maior eficiência e padronização na gestão das operações locais.

A meta da companhia é expandir o BTO para 40 novos países nos próximos cinco anos, o que elevaria a presença global da H&CO dos atuais 30 para cerca de 70 países. A expansão será conduzida por Halt e Inagaki, com a missão de consolidar o BTO como uma das principais ofertas do grupo para clientes com operações internacionais.

 

Inscrições do Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo são prorrogadas até 30 de junho

 

Da Redação

O Banco do Nordeste (BNB) prorrogou as inscrições do Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo em Desenvolvimento Regional até o dia 30 de junho de 2026. O certame, que está em sua 20ª edição, contemplará jornalistas profissionais e universitários com R$ 290 mil em premiações, divididos em 30 categorias, com valores entre R$ 3 mil e R$ 38 mil.

Podem concorrer os trabalhos jornalísticos de qualquer tipo de mídia produzidos em todo o País e que retratem ações executadas na área de atuação do BNB – estados nordestinos e parte de Minas Gerais e Espírito Santo.

Microcrédito rural é o tema do Grande Prêmio Nacional, cuja premiação é de R$ 38 mil.

Além da categoria principal, o Prêmio Banco do Nordeste contemplará outros 29 materiais, com valores individuais de R$ 3 mil a R$ 23 mil, que tratem do tema geral “desenvolvimento regional”. As vertentes desse assunto incluem expansão de crédito, empreendedorismo urbano e rural, geração de empregos, ocupação e renda, tecnologia e inovação, investimentos em infraestrutura, responsabilidade socioambiental e manifestações culturais.

Serão premiados jornalistas profissionais e estudantes universitários que tenham material publicado ou veiculado nos estados de atuação do Banco e um profissional com atuação extrarregional. Os trabalhos inscritos devem ser enquadrados em uma das categorias: texto, fotografia, áudio, audiovisual e projetos multimídia.

Para concorrer, o conteúdo noticioso precisa ser inédito e publicado em território nacional no período de 1° de janeiro de 2025 a 30 de junho de 2026. A cerimônia de entrega dos prêmios deverá ocorrer em dezembro.

Valores por categoria

A categoria Nacional contempla o Grande Prêmio Nacional (no valor de R$ 38 mil). As categorias Nacional Texto, Nacional de Fotografia, Nacional de Áudio, Nacional de Audiovisual e Nacional de Projetos Multimídia pagarão premiação entre R$ 14 mil e R$ 23 mil.

A categoria estadual irá premiar no valor de R$ 10 mil um trabalho profissional em cada estado onde o BNB atua, nove estados do Nordeste e Minas Gerais e Espírito Santo. O tema será aberto às vertentes do desenvolvimento regional com disputa entre todos os inscritos daquele estado, independentemente da mídia inscrita.

A categoria Extrarregional premiará com R$ 12 mil trabalho feito por jornalista profissional que tenha sido publicado em um veículo de imprensa situado fora da área de atuação do BNB.

Já entre os trabalhos inscritos por estudantes universitários, o prêmio estadual será de R$ 3 mil. O trabalho com a maior nota vencerá a premiação nacional para trabalho acadêmico, no valor de R$ 6 mil.

Consulte o regulamento completo na página do Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo em Desenvolvimento Regional para obter mais informações.