H&CO fortalece liderança global de BTO com nomeação de dois novos executivos brasileiros
Renato Halt assume a presidência global de Business Transformation Outsourcing e Mauro Inagaki a vice-presidência da vertical

Mauro Inagaki e Renato Halt assumem a liderança do BTO

 

Da Redação

A H&CO, grupo global de consultoria e outsourcing presente em mais de 29 países, nomeou Renato Halt como Presidente Global de Business Transformation Outsourcing (BTO) e Mauro Inagaki como Vice-Presidente Global da mesma vertical. As nomeações acontecem após a aquisição da brasileira B2Finance pelo grupo, anunciada no início de 2026, e marcam o início de uma fase de expansão da oferta BTO, com meta de levar o modelo para 40 novos países nos próximos cinco anos.

A decisão de colocar os fundadores da B2Finance à frente da vertical reflete a aposta da H&CO na experiência acumulada pela dupla na construção e operação do negócio brasileiro. Halt e Inagaki desenvolveram um modelo de outsourcing de processos financeiros, contábeis, fiscais e de folha de pagamento, com suporte de plataforma tecnológica própria, que é exatamente o núcleo do que a H&CO quer escalar globalmente com o BTO.

Novas lideranças

Com a nova função, Halt conduzirá a estratégia global da vertical, com foco na entrada em novos mercados e no fortalecimento da atuação consultiva junto a multinacionais. Inagaki responde pela liderança operacional, com atenção à evolução de processos, à ampliação da capacidade de entrega e à integração das estruturas vindas da B2Finance à operação global da H&CO. Os dois atuam de forma conjunta no desenvolvimento da vertical, combinando visão estratégica e execução operacional para acelerar a expansão do modelo BTO nos mercados em que a companhia já opera e nos que planeja entrar.

“Empresas que operam em múltiplos países enfrentam uma complexidade crescente de gestão, que envolve obrigações fiscais, contábeis, trabalhistas e tecnológicas que variam de país para país. O que construímos foi uma maneira de simplificar essa equação, reunindo tudo em uma estrutura integrada com um único ponto de contato. Com o alcance global da H&CO, podemos levar esse modelo para mercados que antes estavam fora do nosso raio de atuação”, afirma Halt.

Integração com a B2Finance

Adquirida pela H&CO no início de 2026, a B2Finance chegou ao grupo com uma operação consolidada, contando com cerca de 300 funcionários e crescimento acumulado de 51% na receita nos últimos três anos. A empresa se especializou no outsourcing de processos financeiros, contábeis, fiscais e de folha de pagamento integrados a sistemas ERP como SAP e Oracle, atendendo empresas que operam em ambientes regulatórios complexos.

Essa base passa a alimentar diretamente a oferta global do grupo, trazendo para a H&CO uma metodologia desenvolvida e testada no mercado brasileiro, em um dos ambientes fiscais mais exigentes do mundo. A expectativa é que os processos e tecnologias da B2Finance sejam replicados nas regiões onde a H&CO já opera, acelerando a expansão internacional da vertical.

“A integração entre as duas estruturas amplia nossa capacidade de entrega. Clientes que antes precisavam montar uma cadeia de fornecedores locais em cada país passam a contar com uma estrutura única, com processos padronizados e visibilidade consolidada sobre todas as operações internacionais”, diz Inagaki.

O modelo BTO

O Business Transformation Outsourcing (BTO) reúne, em uma estrutura única de atendimento, os serviços que uma empresa precisa para operar em outro país, incluindo abertura de empresa, contratação de equipes locais, contabilidade, fiscal, financeiro, folha de pagamento e representação local quando necessário. Em vez de gerenciar fornecedores separados em cada país, o cliente opera com um único ponto de contato, processos padronizados e relatórios consolidados para todas as geografias em que atua.

Segundo Halt, a companhia integra tecnologia e inteligência artificial nas etapas de processamento e validação das informações para reduzir erros, acelerar entregas e gerar dados que apoiem decisões estratégicas. “O maior obstáculo na internacionalização costuma estar na operação, não na estratégia. A empresa define o mercado, fecha o contrato e então descobre que não tem estrutura local para funcionar. O BTO resolve essa lacuna. O cliente entra no novo mercado com a operação já montada, sem precisar construir do zero em cada país”, conclui o executivo.

Expansão global

O foco prioritário da vertical está em empresas com planos de internacionalização que precisam de suporte especializado para estruturar e gerir operações fora do Brasil. Com a integração, a H&CO amplia a capacidade de atender organizações em diferentes momentos desse processo, oferecendo tanto suporte para quem está dando os primeiros passos no exterior quanto para quem já opera em múltiplos mercados e precisa de maior eficiência e padronização na gestão das operações locais.

A meta da companhia é expandir o BTO para 40 novos países nos próximos cinco anos, o que elevaria a presença global da H&CO dos atuais 30 para cerca de 70 países. A expansão será conduzida por Halt e Inagaki, com a missão de consolidar o BTO como uma das principais ofertas do grupo para clientes com operações internacionais.

 

Inscrições do Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo são prorrogadas até 30 de junho

 

Da Redação

O Banco do Nordeste (BNB) prorrogou as inscrições do Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo em Desenvolvimento Regional até o dia 30 de junho de 2026. O certame, que está em sua 20ª edição, contemplará jornalistas profissionais e universitários com R$ 290 mil em premiações, divididos em 30 categorias, com valores entre R$ 3 mil e R$ 38 mil.

Podem concorrer os trabalhos jornalísticos de qualquer tipo de mídia produzidos em todo o País e que retratem ações executadas na área de atuação do BNB – estados nordestinos e parte de Minas Gerais e Espírito Santo.

Microcrédito rural é o tema do Grande Prêmio Nacional, cuja premiação é de R$ 38 mil.

Além da categoria principal, o Prêmio Banco do Nordeste contemplará outros 29 materiais, com valores individuais de R$ 3 mil a R$ 23 mil, que tratem do tema geral “desenvolvimento regional”. As vertentes desse assunto incluem expansão de crédito, empreendedorismo urbano e rural, geração de empregos, ocupação e renda, tecnologia e inovação, investimentos em infraestrutura, responsabilidade socioambiental e manifestações culturais.

Serão premiados jornalistas profissionais e estudantes universitários que tenham material publicado ou veiculado nos estados de atuação do Banco e um profissional com atuação extrarregional. Os trabalhos inscritos devem ser enquadrados em uma das categorias: texto, fotografia, áudio, audiovisual e projetos multimídia.

Para concorrer, o conteúdo noticioso precisa ser inédito e publicado em território nacional no período de 1° de janeiro de 2025 a 30 de junho de 2026. A cerimônia de entrega dos prêmios deverá ocorrer em dezembro.

Valores por categoria

A categoria Nacional contempla o Grande Prêmio Nacional (no valor de R$ 38 mil). As categorias Nacional Texto, Nacional de Fotografia, Nacional de Áudio, Nacional de Audiovisual e Nacional de Projetos Multimídia pagarão premiação entre R$ 14 mil e R$ 23 mil.

A categoria estadual irá premiar no valor de R$ 10 mil um trabalho profissional em cada estado onde o BNB atua, nove estados do Nordeste e Minas Gerais e Espírito Santo. O tema será aberto às vertentes do desenvolvimento regional com disputa entre todos os inscritos daquele estado, independentemente da mídia inscrita.

A categoria Extrarregional premiará com R$ 12 mil trabalho feito por jornalista profissional que tenha sido publicado em um veículo de imprensa situado fora da área de atuação do BNB.

Já entre os trabalhos inscritos por estudantes universitários, o prêmio estadual será de R$ 3 mil. O trabalho com a maior nota vencerá a premiação nacional para trabalho acadêmico, no valor de R$ 6 mil.

Consulte o regulamento completo na página do Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo em Desenvolvimento Regional para obter mais informações.

Do relacionamento ao resultado: 5 dicas de CRM que fazem diferença no caixa
Renan Marafigo*

No atual cenário de negócios, em que cada investimento precisa ser justificado com resultados concretos, o CRM vai além de uma ferramenta de marketing para se tornar um aliado estratégico das finanças corporativas. Para os CFOs, sua relevância está justamente na capacidade de traduzir dados de relacionamento em indicadores financeiros claros e mensuráveis.

Muitas empresas investem em CRMs robustos, mas não conseguem extrair o melhor da tecnologia. A metáfora recorrente é a da “Ferrari sem motorista”: um ativo caro, mas subutilizado. Para o financeiro, isso significa custo sem retorno. Quando bem implementado, porém, o CRM contribui diretamente para aumento de receita, redução de custos e melhoria de margem de lucro.

Entre os indicadores mais relevantes para a alta gestão financeira nesta área, destacam-se:

  • LTV (Lifetime Value): mede o valor total que um cliente gera ao longo do relacionamento.
  • CAC (Custo de Aquisição de Clientes): mostra quanto custa trazer um novo cliente. Segundo a ClearlyRated (ago/2025), adquirir um novo cliente custa em média US$80, enquanto reter um existente custa cerca de US$30 — ou seja, três vezes mais barato manter quem já está na base.
  • Churn: a taxa de cancelamento ou perda de clientes. Controlar o churn é preservar receitas recorrentes e garantir previsibilidade no fluxo de caixa.
  • ROI aplicado ao CRM: calcula o retorno real da operação, conectando investimentos em tecnologia e campanhas ao impacto direto no P&L.

Esses KPIs permitem ao CFO alinhar estratégias de marketing e vendas ao resultado global da empresa, mostrando quanto das receitas totais vem de ações de CRM e, portanto, justificando ou ampliando investimentos.

Estudos recentes confirmam que a retenção de clientes é determinante para os lucros. De acordo com a Harvard Business Review, um aumento de apenas 5% na retenção pode elevar a lucratividade entre 25% e 95%. Já o levantamento da DemandSage (jul/2025) mostra que clientes recorrentes representam 65% da receita das empresas e gastam, em média, 67% mais do que novos compradores.

Esses dados reforçam a lógica de que a fidelização custa menos e gera mais retorno, criando um ciclo virtuoso de rentabilidade. Mas como transformar esse potencial em prática dentro das empresas? A seguir, reuni cinco recomendações fundamentais para que o CRM se traduza em resultados financeiros concretos.

5 dicas para transformar CRM em resultado

  1. Faça análise de viabilidade antes de contratar uma ferramenta: entenda métricas atuais de LTV, CAC e churn para projetar ganhos futuros.
  2. Defina indicadores e targets claros: estabeleça metas financeiras conectadas ao break-even e ao ROI esperado.
  3. Traduza relatórios em impacto de negócio: vá além de métricas operacionais de clique e abertura e mostre impacto direto no P&L.
  4. Integre marketing e vendas: alinhe CRM de Marketing e CRM de Vendas ou E-Commerce para garantir visão unificada do cliente.
  5. Invista em retenção: campanhas de fidelização, modelos preditivos de pré-churn e programas de indicação que reduzem custos e ampliam margem de lucro.

Mais do que atingir um estágio de maturidade, as empresas precisam transformar o CRM em pilar estratégico de negócio. O verdadeiro diferencial está em comprovar, com dados, quanto das receitas totais vêm diretamente das iniciativas de CRM e como isso impacta o resultado financeiro global.

Quando uma instituição financeira consegue demonstrar que uma fatia expressiva de suas vendas mensais é gerada por ações de CRM, não restam dúvidas: a ferramenta deixa de ser apenas suporte operacional e custo, passando a se tornar um motor essencial de crescimento e rentabilidade. Em mercados cada vez mais competitivos, não investir nessa visão integrada significa abrir espaço para perder clientes — e margem — para quem já está fazendo.

(*) Renan Marafigo é associate partner e diretor de CRM da Adtail e Cadastra. 

Com texto e direção de Thiago Marinho, espetáculo “O Formigueiro” estreia no Teatro Glaucio Gill
Comédia dramática inédita traz no elenco Diego de Abreu, Lucas Drummond, Roberta Brisson e Rodrigo Fagundes

 

 

Da Redação

Quando a doença de Alzheimer afeta uma pessoa, a dinâmica familiar também é abalada pela carga emocional e psicológica de cuidar de alguém doente, além das mudanças financeiras e sociais que acompanham a situação. Tendo como ponto de partida uma experiência pessoal, quando a condição da avó mudou as relações da sua família, o dramaturgo e diretor Thiago Marinho escreveu a comédia dramática “O Formigueiro”, que estreia em 4 de outubro, no Teatro Glaucio Gill, com sessões de sábado a segunda. Dirigida pelo próprio Marinho, com supervisão de direção de João Fonseca, a montagem tem produção geral de Lucas Drummond.

A trama de “O Formigueiro” transcorre num único dia, durante o reencontro de três irmãos para os preparativos do almoço de aniversário da mãe, Gilda, que está nos estágios finais da doença de Alzheimer. Em cena, Lucas Drummond, Roberta Brisson e Rodrigo Fagundes interpretam os irmãos Victor, Joana e Luiz. Em determinado momento do dia, eles recebem a visita inesperada do cunhado Cláudio Márcio, marido da irmã, vivido pelo ator Diego Abreu. Envolvido em um escândalo de corrupção e procurado pela polícia, ele insere mais uma camada de tensão ao que poderia ser somente um aniversário protocolar. O reencontro familiar traz à tona traumas, disputas e um segredo, escondido sob as mentiras guardadas há décadas pela família.

O título da peça surge de um paralelo feito pelo autor entre a doença e a natureza. No formigueiro, há uma certa ordem de status e posições. Mas quando a rainha, genitora de seus súditos, deixa de cumprir sua função de liderança, o caos se instaura e as formigas perdem seu rumo até que uma nova liderança surja. E em uma família não é diferente.

A vontade de abordar o tema vem desde 2017, quando a avó do autor faleceu depois de viver dez anos com Alzheimer. “Eu fiquei pensando em como eu ia abordar o tema. A peça não é sobre a minha avó ou sobre alguém doente, mas sobre como os cuidadores mudam e os papéis dentro da família também vão mudando”, conta Marinho, que não deixou o humor de fora. “A peça se passa em uma cena única em que as situações vão degringolando. Não é pesado o tempo todo, existe muito humor na dor e no desespero. É mais engraçado do que triste”, diz Marinho.

“O Formigueiro” renova a parceria de longa data do ator e produtor Lucas Drummond com Thiago Marinho. Eles idealizaram e produziram “Tudo o que há flora”; e escreveram, produziram e protagonizaram a peça infantojuvenil “O Pescador e a Estrela”. “O texto de ‘O Formigueiro’ me encantou desde a primeira leitura. É o tipo de peça que faz brilhar os olhos de qualquer ator. Personagens bem escritos, profundos e humanos; uma dramaturgia surpreendente que transita entre o humor e o drama; e na temática, a união das relações familiares, uma questão universal, com o Alzheimer, a doença da contemporaneidade e que merece o olhar atento e delicado que a peça propõe”, conta Drummond.