ANAB e CNSaúde defendem direito de consumidores em possível mudança nos planos de saúde

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Alessandro Acayaba de Toledo, presidente da ANAB, tem que mudanças nos planos afetem os diretos dos consumidores

Ontem foi o dia em que as seguradoras de saúde reunidas na FenaSaúde apresentaram sua proposta de mudança na lei dos planos. Convidado para palestrar no fórum da entidade, o ministro Luiz Henrique Mandetta afirmou que a lei 9.656 fez o mercado migrar de um cenário “totalmente desregulado” para “uma situação que quer regulamentar até a cor da cadeira que a pessoa senta”. “Eu acho a lei extremamente engessante. Extremamente restritiva”, criticou ele, que já foi presidente da Unimed em Campo Grande. Partindo do princípio de que a legislação aprovada em 1998 foi feita pensando apenas na realidade do Sudeste do país, Mandetta defendeu que é preciso “ter alguns olhares mais personalizados”.

Nunca é demais lembrar: as empresas querem aval para comercializar planos fatiados, que ofereçam só consultas – sem direito a atendimento ambulatorial ou internações. Mais baratos, portanto. Deve ser essa a “solução” que Mandetta infere que deva ser implementada para o restante do país. O ministro da Saúde, no entanto, não se posicionou especificamente sobre as propostas de mudança colocadas na mesa pela FenaSaúde. “Esse é um debate do Congresso. Quando ele existir, a gente pode eventualmente participar”, esquivou-se.

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Breno Monteiro, presidente da CNSaúde, também avalia que é fundamental preservar os direitos dos consumidores

Encerrando o debate, o presidente da FenaSaúde, João Alceu Amoroso Lima, tentou ressaltar uma convergência de agenda nada evidente, dizendo que as medidas propostas têm apoio de outras associações do setor. “Praticamente tudo o que está sendo dito tem alinhamento grande com outras operadoras”, afirmou. Mas a Associação Nacional das Administradoras de Benefícios (ANAB) publicou nota dizendo ser “fundamental que não haja qualquer tipo de retrocesso nos direitos dos consumidores”. E a Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde) foi na mesma direção: “qualquer mudança precisa preservar o direito do consumidor que contratou o plano de saúde para que este possa ser atendido com qualidade e agilidade quando precisar de assistência”.

Fórum Inovação Saúde vai entregar o prêmio Edson Godoy Bueno ao secretário de Ciência e Tecnologia do ministério da Saúde

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Denizar Vianna será premiado pelo projeto “Compartilhamento de Risco na Incorporação Tecnológica”

O secretário de Ciência e Tecnologia do ministério da Saúde, Denizar Vianna, receberá no dia 11 de novembro, da Iniciativa Fórum Inovação Saúde, o prêmio Edson Godoy Bueno, pela destacada contribuição à gestão da saúde brasileira com foco na inovação do setor.

O Fórum é um encontro anual de profissionais com perfil de liderança e alto poder de decisão e visa fomentar ideias e experiências de alto impacto para o sistema nacional de Saúde, onde o público compartilha tendências, conceitos e conhecimentos para a transformação e modernização do setor. A edição deste ano será no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. As duas edições anteriores reuniram são mais de 860 participantes e mais de 53 palestrantes renomados, de diferentes áreas que abrangem os setores da economia.

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Premiação leva o nome do fundador da Amil

O Prêmio Edson de Godoy Bueno homenageia  o executivo de mesmo nome, fundador e Presidente da Amil e um dos principais nomes do desenvolvimento no setor da saúde. Com o desejo de fazer o negócio expandir internacionalmente e trazer para o Brasil o que é de melhor na medicina mundial, vendeu, em 2012, o controle da Amil para o UnitedHealth Group – um dos maiores grupos de saúde do mundo. Edson, além de desempenhar a função de Chairman do UnitedHealth Group para a América Latina, era vice-presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e presidente do Conselho Diretor do Instituto de Estudos em Saúde Suplementar (IESS) – plataformas nas quais trabalhava para aperfeiçoar o sistema de saúde brasileiro.

Ministro da Saúde defende mudanças em medidas infralegais e diz que lei é ‘engessante’

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Luiz Henrique Mandetta defendeu a reativação do Conselho de Saúde Suplementar

Luiz Henrique Mandetta afirmou, contudo, que quem tem que mudar a lei é o Congresso O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, defendeu nesta quinta-feira que governo e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) trabalhem em medidas infralegais para alterar regras do setor de saúde suplementar. Disse também que a Lei nº 9.656, de 1998, que regula o setor, é engessante, mas evitou opinar sobre a necessidade de mudanças por meio do Congresso Nacional.

“Há muitas coisas no infralegal que podem e devem ser motivo de reflexão. Daí dizer que o ministério ou agência possa mudar a lei, não. Isso é com o Congresso Nacional”, disse após participar da abertura do 5° Fórum FenaSaúde, realizado em Brasília, com o tema “Novos Rumos da Saúde Suplementar”.

Segundo ele, há inúmeras mudanças que poderiam reduzir custos, dar mais agilidade, promover mais concorrência e beneficiar o cidadão. “Muitos passos poderão ser dados trabalhando primeiro a infralegal.”

Para ele, a lei atual é “engessante e extremamente restritiva”. “Basicamente, um caminho único em um país com tantas assimetrias. A gente precisa ter alguns olhares mais personalizados.”

Ele defendeu também a reativação do Conselho de Saúde Suplementar (Consu), formado por membros do governo. “Esse conselho praticamente não existiu. Não foi acionado. Ele retomou seus trabalhos recentemente, de maneira incipiente. Nós já queríamos ter convocado, mas estamos discutindo como fazer o Consu com representatividade.”

Nesta manhã, a FenaSaúde apresentou suas propostas de mudanças para o sistema de saúde suplementar no país. A agenda inclui a possibilidade de os reajustes dos planos individuais passarem a ser definidos pelas operadoras e de criação de planos menores, segmentados por tipo de serviço ou atendimento.

CNSaúde defende garantias de manutenção do atendimento em momentos de crise financeira das operadoras

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Breno de Figueiredo Monteiro é presidente da CNSaúde

Segue abaixo nota da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde).

Com relação à iniciativa das operadoras de Saúde, por meio da Fenasaúde, no sentido de promover discussões para ampliar o acesso da população aos serviços de saúde, a CNSaúde esclarece que a oportunidade de diálogo é muito importante e deve preservar o necessário cuidado integrado aos serviços de saúde (prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e acompanhamento), os direitos do consumidor e um processo amplo e transparente de elaboração de medidas, com a participação de todos os elos do setor e da sociedade.

Da mesma forma, qualquer mudança precisa preservar o direito do consumidor que contratou o plano de saúde para que este possa ser atendido com qualidade e agilidade quando precisar de assistência . Para isso, é fundamental preservar e aprimorar instrumentos que garantam a manutenção do atendimento dos beneficiários nos momentos de dificuldade financeira das operadoras. Só assim chegaremos a um aperfeiçoamento sustentável do setor.