Oferta de vagas no comércio para o Natal será a maior em seis anos

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou hoje (14) uma estimativa sobre os postos de trabalho temporários para o Natal deste ano. De acordo com a CNC, espera-se a contratação de 91 mil trabalhadores temporários para atender ao aumento da demanda do varejo no período natalino, ou seja, 4% maior do que em 2018 e a maior oferta dos últimos seis anos.

Estima-se que o Natal movimente R$ 35,9 bilhões no comércio varejista de todo o país, neste ano, segundo a CNC.

Para o presidente da confederação, José Roberto Tadros, essa “retomada parcial do nível de atividade do setor” está sendo influenciada pela inflação baixa, pelos juros básicos no piso histórico, por prazos mais amplos para a quitação de financiamentos e, principalmente, pela liberação de recursos extraordinários para o consumo, como os saques no FGTS e no PIS/Pasep.

Os estados que devem mais gerar vagas são São Paulo (22,6 mil), Minas Gerais (10 mil), Rio de Janeiro (9,4 mil) e Rio Grande do Sul (7,6 mil), que concentrarão mais da metade da oferta de vagas.

Já entre os setores do comércio, os maiores volumes de contratações deverão ocorrer nos ramos de vestuário (62,5 mil vagas) e de hiper e supermercados (12,8 mil). Oito em cada dez vagas ofertadas deverão ser preenchidas por vendedores (57 mil), operadores de caixa (13 mil) e pessoal de almoxarifado (4,6 mil).

Os maiores salários médios deverão ser pagos aos contratados para os cargos de gerente de marketing e vendas (R$ 2.724) e gerentes de operações comerciais (R$ 2.020).

A taxa de efetivação dos trabalhadores temporários deverá ser maior do que nos últimos cinco anos, com expectativa de absorção definitiva de 26,1%.

Gastronomia hospitalar individualizada contribui para melhora e bem-estar dos pacientes

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Prato colorido estimulou o apetite da pequena Vivian

A pequena Vivian Oliveira de dois anos ficou cinco dias internada. E o ambiente hospitalar pode gerar desconforto, principalmente para o público infantil. Por isso o Hospital Unimed Volta Redonda busca alternativas para cuidar e acolher cada cliente de maneira única e especial. E investir em um cardápio diferenciado para proporcionar conforto e bem-estar é uma das apostas.

A nutrição é um aspecto fundamental para a recuperação dos pacientes, já que quando bem nutridos eles passam a responder melhor ao tratamento garantindo uma recuperação mais rápida. O hospital investe em uma alimentação especial e individualizada por meio de uma parceria com a Sodexo – multinacional considerada uma das maiores empresas de serviços de alimentação do mundo -, e passou da entrega de refeição comum ao patamar de gastronomia hospitalar de qualidade. Por conta do trabalho desenvolvido a Unimed Volta Redonda foi apontada pela Sodexo como hospital de referência na oferta de alimentos.

O cardápio especializado contempla desde à pediatria à oncologia. Para os pequenos pacientes há uma tratativa toda especial com a montagem de pratos lúdicos em formato e aparência de personagens infantis, a chamada Oferta Kids. O universo das crianças é retratado ainda no uniforme das copeiras: bem colorido e divertido. Tudo pensado para criar uma conexão com o pequeno paciente que está hospitalizado, contribuindo para uma melhor experiência, qualidade de vida e aceitação do alimento oferecido.

Após a implementação do cardápio infantil no Hospital Unimed Volta Redonda 86% dos pais ou responsáveis apontaram que a Oferta Kids estimulou o apetite das crianças e 95% apontou satisfação com o menu oferecido. Números bastante expressivos, principalmente se tratando de um público com paladar mais reduzido.

– Ela estava com dificuldade de se alimentar, mas quando chegou o prato colorido conseguiu comer bem. O chocolate dá uma despertada nela. Vivian ficou muitos dias sem comer o que gosta, então quando chegou a Oferta Kids foi mágico pra ela – relembrou Alaine da Costa, mãe da criança.

Para os clientes da cardiologia existe o Cuore. Por conta da hipertensão esses pacientes têm restrição de sódio na dieta e muitos apresentam problemas de adaptação ao novo cardápio. Para esse público é ofertado molhos realçadores de sabor feitos à base de ervas e azeite para que possam temperar os alimentos de forma saudável e natural sem comprometer a dieta.

Os pacientes oncológicos também recebem uma atenção toda especial. Durante o tratamento é comum a perda de apetite relacionada aos efeitos colaterais dos medicamentos, alterações metabólicas e até mesmo fatores emocionais, no entanto, a desnutrição aumenta as chances de complicações. Para garantir uma alimentação de qualidade e individualizada ao paciente oncológico, o Hospital Unimed Volta Redonda montou um cardápio diferenciado chamado Douceur. A oferta de alimentos é feita em pequenas porções suplementadas e com uma apresentação mais harmônica, contribuindo para uma maior aprovação do cliente. Outro diferencial para esse público é o budine – um composto hiperproteico de fácil aceitação e com a consistência que lembra um pudim – que estimula o apetite, fazendo a substituição da carne para quem tem dificuldade de mastigar.

Projeto Live

Os cuidados se estendem ainda aos pacientes de certas cirurgias, como de vesícula, bariátrica e cirúrgicos pediátricos do Hospital Unimed Volta Redonda. Por meio de pesquisas foi constatado que o período de jejum pré-cirúrgico provocava ansiedade e irritabilidade. Para amenizar essas tensões foi criado o Projeto Live: uma oferta gastronômica para adequar a fase do jejum. De duas em duas horas os pacientes pré-operatórios recebem o carboidrato maltodextrina com sabor de uva dissolvido em água. Dessa forma é possível controlar fome, sede e hipoglicemia, sintomas comuns em períodos longos onde a pessoa não pode se alimentar.

A participação dos pacientes no Projeto Live é sujeita à avaliação do cirurgião. E desde a implantação a unidade hospitalar colhe bons resultados: 81% dos pacientes bariátricos se disseram satisfeitos com o período de jejum. Os cuidados incluem ainda a distribuição de cartilhas com orientações nutricionais e receitas para os clientes no pós-operatório.

Reconhecimento

Em outubro deste ano o Projeto Live rendeu à Unimed Volta Redonda o Prêmio Inova Mais Saúde na Categoria Escolha das Unimeds durante a 49ª Convenção Nacional Unimed, que aconteceu em Natal, no Rio Grande do Norte.

STF: estados devem repassar a municípios 25% dos royalties do petróleo

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (9), por 8 a 1, manter a obrigatoriedade de estados produtores de petróleo repassarem 25% dos royalties a que têm direito para todos os municípios de seu território.

A norma, prevista na Lei 7.990/1989, era questionada no Supremo desde 2012 pelo estado do Espírito Santo, que argumentava não caber a uma lei federal estabelecer os critérios para a distribuição dos royalties entre os municípios.

Para o relator da matéria, ministro Edson Fachin, no entanto, a legislação pertinente à distribuição de royalties do petróleo é sim de competência federal, motivo pelo qual “é constitucional a imposição por este instrumento legal [Lei 7.990/1989] de repasse de parcela das receitas transferidas aos estados para os municípios”.

Fachin foi seguido por Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Apenas o ministro Marco Aurélio Mello divergiu, por considerar que caberia aos estados definirem os critérios para o repasse dos royalties a municípios.

O Artigo 20 da Constituição assegura participação nos resultados da exploração de petróleo a todos os estados e municípios em cujo território se dê a atividade exploratória.

A Lei 7.990/1989, contudo, prevê a redistribuição de 25% dos royalties que cabem aos estados para todos os municípios de seu território, e não só para os produtores de petróleo. Para esse repasse, foram estabelecidos os mesmos critérios usados para a repartição de receitas com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Brasil é o 71º em ranking global de competitividade

Relatório elaborado pelo Fórum Econômico Mundial (WEC – World Economic Forum) aponta que, em um ranking global de competitividade que abrange 141 países, o Brasil ocupa a 71ª posição. O país mais bem posicionado neste ranking foi Singapura, superando os Estados Unidos, que ocupam a segunda posição.

Hong Kong está na 3ª posição, seguido por Holanda, Suíça, Japão, Alemanha, Suécia, Reino Unido. O levantamento foi divulgado hoje (9), em Brasília, durante o 1º Seminário de Competitividade do Setor de Infraestrutura, na sede do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Em 2018, o Brasil ocupava a 72ª posição no ranking, elaborado em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC). Segundo o levantamento, o país encontra-se em um “processo lento de recuperação da sua competitividade”.

Ainda segundo o estudo, os anos seguintes apresentaram “queda livre em praticamente todos os indicadores de competitividade”.

“Perdeu neste período em competitividade absoluta e relativa, chegando a sua pior posição no ranking em 2016. Em 2017, dada a mudança da metodologia do relatório, maior controle dos gastos públicos e expectativas de mudanças futuras, o país iniciou um novo ciclo de crescimento que, entretanto, não teve continuidade em 2018”, informou o documento divulgado pelo Fórum e pela FDC.

Dimensão e gargalos

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, a competitividade é uma “estratégia de governo, apesar de alguns fatores gerarem distorção em função da dimensão do nosso país”, disse ele na abertura do evento.

“Nossa expectativa é a de dar o primeiro passo em direção a este ousado objetivo, porque a infraestrutura é um dos principais entraves para o crescimento econômico do país, que deixou de crescer em função dos excessivos gargalos”, acrescentou.

Para o secretário especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, o Brasil ainda tem muito o que melhorar. “Em relação aos Estados Unidos, nossa produtividade vem caindo desde 1980 e hoje é aproximadamente 25% da americana. O baixo progresso na produtividade brasileira levou à queda do país nos rankings de competitividade global. Ainda estamos distantes dos países da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico]. Os estudos internacionais convergem sobre os principais gargalos da produtividade no Brasil, e estamos trabalhando para atacá-los um a um”, afirma.

A meta da Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia é que o Brasil chegue ao 50º lugar em 2022.

O índice do Fórum Econômico Mundial é composto por mais de 110 variáveis, das quais parte é proveniente de pesquisa de opinião executiva e parte decorre de indicadores setoriais. As variáveis estão organizadas em 12 pilares, com cada pilar representando uma área considerada como um importante determinante da competitividade.

América Latina

Entre os países latino-americanos, o Chile (33º) se mantém na liderança regional, seguido pelo México (46º) e Uruguai (54º). Ambos perderam posições este ano. Todos as demais nações latino-americanas, com exceção do Brasil e da Colômbia, tiveram retrocessos competitivos no levantamento de 2019.

A análise do ranking sugere uma tendência para a concentração da competitividade em poucos países. Já o exame dos relatórios dos últimos três anos aponta para um aumento da distância entre nas nações mais e menos competitivas do ranking.

Piora de indicadores sociais

Segundo o coordenador do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da FDC, Carlos Arruda, em muitos dos países pesquisados houve “piora em diversos indicadores sociais importantes”, como desemprego e desigualdade social.

“Os resultados apontam para frustração nos avanços sociais e ambientais, tendo em vista os objetivos sustentáveis do milênio da agenda 2020”, afirmou.

No caso do Brasil, acrescentou, “a mobilidade social demora, em média, nove gerações para acontecer, enquanto que em nações como a Dinamarca e o Chile, esse número é de duas ou seis gerações, respectivamente”.

Entre os países que tiveram a competitividade mais bem avaliada, 20 são europeus; dois são da América do Norte; sete são asiáticos; quatro do Oriente Médio; dois da Oceania e apenas um (Chile) é latino-americano.