MERCADO LIVRE E ITAÚ UNIBANCO LANÇAM CARTÃO DE CRÉDITO VISA INTERNACIONAL SEM ANUIDADE E COM CASHBACK

O Mercado Livre, a Visa e o Itaú Unibanco anunciaram o lançamento de um cartão de crédito internacional sem anuidade e com cashback – recurso com o qual o cliente pode ter de volta, como crédito na fatura, até 10% do valor das compras feitas nas 970 lojas oficiais da plataforma mercadolivre.com.br. O cartão Mercado Livre, porém, não está restrito a esse ambiente: ele pode ser utilizado em qualquer loja da internet ou do mundo físico, no Brasil ou no mundo. Ele é o primeiro do banco que dispõe de tecnologia NFC, para pagamentos por aproximação.

 

“Com o cartão de crédito Mercado Livre, damos um passo importante para tornar a jornada de compra ainda mais completa no marketplace. Oferecer um cartão acessível e com um programa de benefícios atraente está em linha com nossa missão de promover a inclusão financeira”, afirma Tulio Oliveira, vice-presidente do Mercado Pago no Brasil, fintech do Mercado Livre que desenvolveu o cartão.

Um aplicativo criado especialmente para o cartão Mercado Livre contém funcionalidades como geração de cartões virtuais para compras únicas e para pagamentos recorrentes – sem a necessidade de desbloquear nem estar com o cartão físico em mãos –, desbloqueio e bloqueio temporário e consulta de gastos, entre outras. O atendimento ao cliente é realizado diretamente no app, que também pode ser feito via chat. O plástico agrega benefícios da Itaucard, como 50% de desconto em cinemas e teatros, e da Visa para cartões Gold, como seguro para compras e serviços de viagem, entre outras vantagens.

Inicialmente, o cartão será disponibilizado mediante a aceitação do convite feito a clientes pré-aprovados do Mercado Livre, que receberão uma comunicação por e-mail e poderão requisitá-lo ao clicar em “Quero meu cartão”. Demais interessados podem solicitar o cartão pela plataforma Mercado Livre e terão seus pedidos analisados a partir de julho.

Nuvemshop lança programa de parceiros

A Nuvemshop acaba de lançar um programa de parceiros, que permite que agências e freelancers entreguem uma solução de e-commerce mais completa para o mercado de pequenas e médias empresas. Hoje, a empresa conta com mais de 28 mil lojas virtuais e cinco mil parceiros cadastrados dentro do ecossistema. A expectativa é trazer mais de mil parceiros até o final de 2019. 

O novo programa oferece treinamentos e todos os recursos necessários para que os parceiros consigam estruturar seus portfólios com a Nuvemshop, conquistar mais clientes, aumentar o alcance de mercado e tornar suas marcas ainda mais conhecidas. A iniciativa é baseada em cinco pilares estratégicos: inovação tecnológica na plataforma, apoio comercial e técnico, geração de negócios, remuneração e transparência. De acordo com o Head de Canais da Nuvemshop, João Smith, o maior diferencial da companhia é prover o máximo de apoio aos parceiros, a fim de estreitar o relacionamento gradativamente. “Nossa intenção é oferecer uma jornada de sucesso para que nossos parceiros conquistem grande credibilidade como especialistas em seus segmentos”, afirma. 

O programa de parceiros proporciona ainda diversos benefícios, como atendimento comercial e suporte exclusivos, treinamentos e certificações, geração de leads, política de remuneração atrativa, além de marketing cooperado. Desta forma, as empresas interessadas precisam apenas se cadastrar no programa para gerar o acesso ao portal de parceiros e assim, administrarem a parceria com a Nuvemshop.

Fiocruz vai produzir antirretroviral para o SUS

A partir de agosto, o Instituto de Tecnologia em Fármacos da Fundação Oswaldo Cruz (Farmanguinhos/Fiocruz) vai produzir e fornecer para o Sistema Único de Saúde (SUS) o antirretroviral Duplivir, usado no tratamento de pessoas que vivem com o vírus HIV/Aids.

No início de junho, a instituição, ligada ao Ministério da Saúde, concluiu a produção de três lotes-piloto do medicamento, num total de 30 milhões de doses, já distribuídas para as unidades farmacêuticas. Até o fim do ano, serão produzidos em Farmanguinhos mais 75 milhões de comprimidos do Duplivir para o SUS.

A coordenadora de Desenvolvimento Tecnológico de Farmanguinhos, Alessandra Esteves, disse que a fabricação do medicamento pela instituição pública foi possível por um acordo de transferência de tecnologia com a fabricante nacional Blanver, no modelo chamado de Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP).

“O parceiro privado, nesse acaso a Blanver, transfere a tecnologia de produção, que a gente chama de reversa. A gente absorve primeiro a parte de embalagem, depois o controle de qualidade e por último a produção do medicamento em si, o que aconteceu agora em junho com os lotes pilotos”.

Ela explicou que, durante o período da transferência, que leva cinco anos, o parceiro privado tem a garantia do fornecimento do produto para o governo, já que o Farmanguinhos começa o processo adquirindo a expertise na embalagem do remédio produzido pelo parceiro, avançando para a análise e, apenas na última etapa, passa a dominar o processo completo da produção.

Com a etapa dos lotes-piloto concluída, Alessandra disse que o Farmanguinhos será incluído como local de fabricação do Duplivir pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O Duplivir reúne em um único comprimido dois princípios ativos, o fumarato de tenofovir desoproxila e a lamivudina, o que reduz a quantidade de comprimidos ingeridos diariamente e melhora a qualidade de vida do paciente, segundo Alessandra.

Programa

A coordenadora destacou que a produção nacional e pública fortalece o programa de HIV/Aids do Ministério da Saúde, que já é reconhecido internacionalmente.

“Nós somos uma fábrica pública de medicamentos, então é o próprio governo dominando a tecnologia de produção e atendendo a população do jeito que necessita. Além disso, a gente está impulsionando a economia local, com a questão da geração de emprego e renda. Com a nacionalização dos insumos ativos, a gente passa a dominar essa parte tecnológica no país. É uma questão importante, porque traz a soberania e a independência nacional”.

Segundo Alessandra, a demanda anual varia de 70 milhões a 150 milhões de unidades, e Farmanguinhos terá capacidade de suprir toda a necessidade do país. O medicamento tinha preço de mercado de R$ 3 por comprimido, com a parceria o valor caiu para R$ 1,90, o que representou, nos últimos cinco anos, uma economia de R$ 258 milhões para os cofres públicos.

Pagamentos com cartão aumentaram 17% no primeiro trimestre

As compras feitas com cartões de crédito, de débito e pré-pagos cresceram 17% no primeiro trimestre deste ano. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), que representa o setor de meios eletrônicos de pagamento, o crescimento no período veio em linha com o resultado projetado pela entidade para o ano de 2019, entre 15% e 17%,.

É uma indústria que está crescendo em um ritmo de 17%, e não há nenhum sinal de inadimplência ou morosidade que possa frear o crescimento da indústria, disse o diretor-presidente da Abecs, Pedro Coutinho, ao apresentar, nesta quarta-feira (26), o balanço do mercado de cartões de janeiro a março. “A gente ainda prevê oportunidades de aumentar o ritmo da indústria, seja reduzindo o uso de dinheiro, cheque ou boleto, e tem oportunidades de aumentar o crédito e ajudar o estabelecimento a vender mais, além de uma agenda regulatória muito forte. E a Abecs está focada nisso”, acrescentou. presidente da entidade, Pedro Coutinho, hoje (26) durante apresentação do balanço do 1º trimestre de 2019 do mercado de cartões.

Ao todo, os brasileiros movimentaram R$ 416 bilhões com cartões no trimestre, sendo R$ 260 bilhões (+17,8%) com cartões de crédito, R$ 152,5 bilhões (+15,1%) com cartões de débito e R$ 3,5 bilhões (+58,8%) com cartões pré-pagos. O volume transacionado com cartões equivale a quase um quarto (24,3%) do PIB (Produto Interno Bruto) nacional do mesmo período. Há 10 anos, no primeiro trimestre de 2009, a participação dos cartões era de 11,4%.

Para efeito de comparação, enquanto cartões cresceram 17% de janeiro a março, o consumo das famílias e o próprio PIB tiveram avanço nominal de 4,9% e 4,2%, respectivamente, no mesmo período. De acordo com a Abecs, isso mostra que os meios eletrônicos de pagamento vêm ganhando cada verz mais importância no dia a dia do brasileiro, nas relações de consumo e na economia do país. No entanto, o objetivo da Abecs é elevar para 60% a participação dos meios eletrônicos de pagamento das famílias. Atualmente, a participação é de 38,6%. Na Coreia do Sul, é de 70%.