Paulo Senise foi nomeado pelo presidente Bolsonaro
O setor de turismo recebeu muito bem a nomeação de Paulo Senise para a presidência da Embratur. A avaliação é que o Governo acertou ao fazer uma escolha técnica para a instituição responsável pelas ações de promoção e apoio à comercialização dos produtos turísticos nacionais. Com mais de 40 anos de experiência no setor, Senise já foi diretor-executivo do Rio Convention Bureau e presidente da TurisRio. A nomeação foi publicada no Diário Oficial de quinta-feira (09).
A saúde do funcionário reflete em sua produtividade
Os planos de saúde respondem hoje por até 15% de toda a folha a de pagamento de uma empresa, representando a segunda maior despesa das organizações. Frente a esse cenário, o diretor médico da Med-Rio Check Up, Gilberto Ururahy, relata que deveria ser parte das estratégias das organizações incentivar os funcionários a adotar hábitos saudáveis, para reduzir os gastos com o benefício. Ele também observa que é importante que as empresas tenham o suporte de quem conhece sobre saúde.
Gilberto Ururary alerta que a gestão de saúde nas empresas precisa ser feita por que conhece o assunto
“Em muitos casos, é o RH o responsável pelos programas promoção de saúde nas organizações. Mas, na maioria das vezes, os profissionais de recursos humanos são leigos sobre gestão de saúde. O resultado é que contratam serviços sem conhecimento, o que aumenta o desperdício e não alcança os resultados almejados”
Segundo estudos, cerca de 70% das doenças têm relação com o estilo de vida da pessoa. Isso significa dizer que basta mudar os hábitos de vida, para que reduza a incidência da maior parte de enfermidades. “Imagina o quanto uma empresa, com uma gestão de saúde correta, pode economizar com os elevados custos dos planos de saúde”, destaca o diretor médico da Med-Rio, que também observa que a redução do uso do benefício diminui a sinistralidade. “Isso coloca a empresa numa situação favorável na hora de negociar a renovação do contrato com a operadora”.
Os hábitos de vida também refletem na produtividade dos funcionários. Ururahy, que também é um dos principais especialistas em medicina preventiva no país, alerta que estudos mostram que profissionais que não conseguem se concentrar no trabalho devido à má condição de saúde chegam a ter sua produtividade reduzida em quase oito vezes. O que se vê em muitos desses casos é o presenteísmo, a condição de estar presente no local de trabalho, mas com rendimento reduzido.
“A área de RH sabe o quanto é oneroso substituir um profissional estratégico que se afastou de suas funções, subitamente, por razões de saúde. É oneroso sobre vários prismas: da segurança empresarial, da quebra da engrenagem com consequente perda de resultados, além da falta de segurança, baixa do bem-estar entre os pares e aumento do absenteísmo”, relata.
Não é somente no Brasil que a Justiça lida com negativas de cobertura pelos planos de saúde. Nos Estados Unidos também acontece do beneficiário ter que buscar no judiciário decisões que garantam o tratamento almejado. Recentemente, o jornal Washington Post fez uma matéria sobre o caso de Richard Cole, que iniciou em abril um processo contra a UnitedHealthcare acusando a empresa de negar injustamente a ele e potencialmente milhares de outros homens a cobertura para um tratamento de câncer de próstata por radioterapia com feixe de prótons.
Por meses, Cole e seus médicos lutaram com a companhia de seguros através do processo de apelação – até que Cole, temendo que o câncer se espalhasse, decidiu que não podia esperar mais. A empresa alegava que não oferecia cobertura para o tratamento baseado em suas políticas médicas e nas evidências clínicas e científicas publicadas. Ele precisou pagar do próprio bolso US $ 85 mil para realizar o tratamento, que ele mesmo reconhecer como ser fora da realidade financeira de muitas pessoas.
A UnitedHealthcare revisou sua política de radioterapia com feixe de prótons em 1º de janeiro – apenas algumas semanas depois que Cole perdeu seu último apelo por reembolso, disse ele. A nova política reconhece que tanto a radiação tradicional quanto a radiação do feixe de prótons são “comprovadas e clinicamente equivalentes para o tratamento do câncer de próstata”. As autorizações para o tratamento serão determinadas caso a caso, de acordo com as novas políticas.
No processo, Cole pede que a Justiça ordene à UnitedHealthcare reprocessar a reivindicação de seguro anterior de todos os beneficiários que procuraram a radioterapia com radiação de prótons para câncer de próstata, desta vez sob a política de 2019 da empresa.
Confira a entrevista que o jornalista Paulo César Vasconcellos concedeu para o canal do YouTube Aperte o Play RJ desta semana. Jornalista com mais de 40 anos de experiência, com passagens marcantes pela ESPN Brasil e Sportv. Durante o bate-papo, ele falou sobre início de carreira, trabalho como repórter e comentarista, preconceito na profissão e o período sabático que vive.