BNDES viabiliza R$ 140 milhões para turismo em Belém
Apoio pretende garantir o atendimento aos visitantes da COP30

Da Agência Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com o governo do estado do Pará, viabilizou a contratação de R$ 140 milhões em crédito para o setor de turismo em Belém (PA). Os principais contemplados são os segmentos de hotéis, bares e restaurantes. O apoio é voltado para micro, pequenos e médios empresários, e pretende garantir o atendimento aos visitantes da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que vai ser realizada em 2025 na capital paraense.

O volume de contratações começou a partir do evento Rumo à COP30: Rodada de Negócios, promovido em novembro de 2023 pelo BNDES e governo do Pará, com apoio do Ministério do Turismo, da Prefeitura de Belém, da Associação Comercial do Pará (ACP), da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Mais de 1,2 mil micro, pequenos e médios empresários foram atendidos por agentes financeiros, representantes de bancos estatais, privados e de cooperativas.

“O volume de contratações em tão curto período comprova a importância do BNDES como indutor de soluções voltadas ao desenvolvimento. A COP30 é uma janela de oportunidades e, por isso, o BNDES flexibilizou soluções de garantia para atrair parceiros e fazer com que operar junto ao setor de turismo de Belém fosse vantajoso para diversas instituições financeiras”, disse Alexandre Abreu, diretor Financeiro e de Crédito Digital do BNDES.

Recentemente, o banco aprovou financiamento de R$ 3 bilhões para o plano de investimentos multissetorial de melhoria da infraestrutura urbana e para ampliação do acesso a equipamentos e serviços públicos na região metropolitana de Belém. A operação inclui equipamentos culturais e turísticos. Em outra iniciativa, o BNDES aprovou R$ 40 milhões para restaurar o Conjunto dos Mercedários, equipamento cultural que poderá ser usado durante a COP30.

Estimativas da Fundação Getulio Vargas (FGV) apontam para um fluxo de mais de 40 mil visitantes durante o evento. Cerca de 7 mil deles são de equipes da ONU e delegações de países membros. Para receber esse grupo, são necessários investimentos de retrofit e adequações nos meios de hospedagens.

No segmento de bares e restaurantes, serão feitas adequações para padrões sanitários internacionais, investimentos em capacitação de mão de obra e em modernização de equipamentos.

Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o Pará tem 34.489 mil estabelecimentos comerciais, que empregam 1.148.404 pessoas. O faturamento desse setor foi de R$ 396 bilhões em 2022.

CNC estima que carnaval vai movimentar R$ 9 bilhões no Brasil
Minas Gerais lidera projeção de crescimento, em turismo com 20,2%

Da Agência Brasil

O carnaval de 2024 deve movimentar R$ 9 bilhões de reais representando 10% acima do que foi registrado no ano passado. A estimativa foi divulgada nesta segunda-feira (29) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A entidade completou que em ritmo de recuperação pelo quarto ano seguido, será a primeira vez que o faturamento deve superar o patamar anterior à pandemia de covid-19.

O presidente da CNC, Roberto Tadros, observou que os dados de faturamento do setor de turismo, tanto nacionais quanto regionais, indicam avanço na atividade nos últimos anos. “O efeito do carnaval, como um evento isolado, contribui para a recuperação econômica do segmento de maneira geral e expressiva”, afirmou na nota divulgada pela CNC.

No setor de turismo, Minas Gerais (20,2%), Paraná (14,5%) e Rio Grande do Sul (12,2%), lideram a projeção de crescimento entre os estados. Para o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, a tendência de crescimento deve se manter em 2024.

“A profissionalização da atividade do turismo nos últimos anos, além da maior demanda por esses serviços, justifica o surgimento de destinos menos tradicionais como protagonistas para os turistas que buscam aproveitar esse período não somente para as grandes festas de carnaval”, relatou.

São Paulo

As projeções da CNC indicam ainda que São Paulo deve ser o campeão de faturamento das atividades turísticas no mês do carnaval. A expectativa é de R$ 16,3 bilhões. Embora com valores mais baixos, na sequência vem o Rio de Janeiro, com R$ 5,3 bilhões, e Minas Gerais, com R$ 5,2 bilhões. Bahia e Rio Grande do Sul ficam empatados com previsão de R$ 2,7 bilhões.

“O faturamento das atividades turísticas no mês do carnaval reflete a dinâmica econômica geral de cada Estado e, quanto maior o fluxo turístico, a população residente e a renda média, mais alta a projeção”, analisou o economista-chefe, acrescentando que São Paulo fica na liderança isolada, uma vez que concentra cerca de 20% da população brasileira.

Mais gastos

Com a melhora da situação financeira, o turista brasileiro deve gastar mais neste carnaval, o que vai contribuir para a circulação de renda no comércio e nos serviços durante o período. Conforme os dados do Banco Central (BCB), em 2023, os gastos dos brasileiros no exterior subiram 44% se comparado ao ano anterior, somando US$ 1,1 bilhão. Quanto aos turistas estrangeiros no Brasil, os gastos em 2023 superaram em 44% o montante de 2022.

Para Felipe Tavares, a tendência de alta, observada entre 2022 e 2023, deve permanecer em 2024. O economista-chefe estimou que as despesas dos turistas brasileiros no exterior vão crescer 19%, chegando a US$ 1,3 bilhões. Já os estrangeiros no Brasil devem “gastar 19,4% a mais, o que representará cerca de US$ 971 bilhões no carnaval em 2024”.

Empregos

Não são só as atividades do Turismo que ganham com o carnaval. Segundo a CNC, a contratação de temporários em diversas áreas econômicas também avança. Especialmente no setor de serviços, onde estão incluídas as atividades de turismo, a CNC prevê 66.699 postos temporários para 2024, com 3,1% de efetivação.

No entendimento de Alexandre Sampaio, diretor da CNC, que coordena o Conselho Empresarial de Turismo e Hospedagem (Cetur) e presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), o carnaval 2024 vai manter a tradição de ser importante para o turismo brasileiro e reforçar a contratação de pessoal para atender a demanda.

“Nós acreditamos que o carnaval vai cumprir o seu padrão de ocupação plena de vários segmentos de hospedagem, demanda muito grande de alimentação fora do lar, processos e serviços de catering para atendimento de grupos nas avenidas e no carnaval de rua, como em Salvador, Rio e São Paulo, que são os mais famosos”, comentou o diretor.

Alta temporada do turismo deve movimentar R$ 155 bilhões no Brasil
Pesquisa diz que devem ser gerados 85 mil empregos temporários

Da Agência Brasil

O setor do turismo deve faturar na alta temporada – entre novembro deste ano e fevereiro de 2024 – R$ 155,87 bilhões, segundo revela pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A entidade diz que esse valor representa aumento real de 5,6%, em relação ao mesmo período da última temporada, sendo a maior movimentação financeira do setor desde o início do levantamento, em 2012.

O turismo foi um dos setores mais impactados pela crise sanitária de 2020 – covid-19. Após um encolhimento de 36,7% naquele ano, o setor vem avançando gradativamente: 22,2% em 2021 e 39,9% no ano passado. No acumulado de 2023 até setembro, o faturamento real do setor avançou 7,9%, segundo o Índice de Atividades Turísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, contribuem para essa recuperação o aumento real de salários, a redução dos juros ao consumidor e a estabilização dos preços. “O otimismo que os números da pesquisa apresentam indica não apenas uma recuperação econômica do turismo, mas também a confiança renovada dos consumidores, impulsionando o mercado de viagens e contribuindo para a geração de empregos em diversas áreas relacionadas ao setor”, afirmou, em nota, Tadros.

Segundo ele, os indicativos positivos para a alta temporada sinalizam a capacidade de inovação e adaptação do setor do turismo, “que está se fortalecendo e se preparando para um período de crescimento consistente”.

Viagens aéreas

O número de passageiros transportados por aviões, um indicador chave da atividade turística, continua em expansão. No terceiro trimestre de 2023, a quantidade de passageiros em voos nacionais atingiu 24,25 milhões, igual ao volume registrado no mesmo período de 2019.

Já nos voos internacionais, o número ainda está 8,3% abaixo em igual período. Durante a alta temporada 2023/2024, os gastos turísticos se concentrarão principalmente em bares e restaurantes (R$ 68 bilhões) e transporte rodoviário (R$ 24,34 bilhões).

Contratação de temporários

Após a eliminação de 469,8 mil postos formais nos sete primeiros meses de 2020 por conta da pandemia de covid-19, o mercado de trabalho no turismo começou uma recuperação gradual. Desde então, foram criadas 612 mil novas vagas. Agora, para esta alta temporada, a CNC estima a criação de 85.795 postos, o maior volume desde 2014.

“Os números refletem o crescimento sólido que o setor vem experimentando. A expectativa de aumento real demonstra a resiliência do turismo diante dos desafios enfrentados nos últimos anos”, afirmou o economista da CNC, responsável pela pesquisa, Fabio Bentes.

O segmento de alimentação deve liderar as contratações, com mais de 45 mil postos gerados, seguido pelo de transportes em geral, com aproximadamente 20 mil, e hospedagem, com nove mil vagas. O salário médio de admissão deverá ser de R$ 1.930, uma alta real de 1,8% em relação a igual período do ano anterior.

Agaxtur aposta no crescimento do setor de franquias de turismo no Brasil para impulsionar o projeto de expansão de lojas pelo país
Projeção de brasileiros gastarem R$ 30 bilhões com a compra de pacotes turísticos em 2024 é um dos principais argumentos para o desenvolvimento da Agaxtur Franchising

Investir em franquias de turismo no Brasil nos próximos anos é uma alternativa vantajosa, até porque o mercado de agências de viagens no país é um dos maiores do mundo. Dados da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) apontam que o brasileiro gastou R$ 24 bilhões com a compra de pacotes turísticos em 2022. Esse número representa um aumento de 120% em relação a 2021. De acordo com as projeções da Embratur, as vendas de pacotes turísticos no Brasil devem aumentar 4% em 2024, em relação a 2023. Isso significa que o setor deve movimentar cerca de R$ 30 bilhões no próximo ano. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o faturamento do setor cresceu 17,2% no primeiro trimestre de 2023, em comparação ao mesmo período do ano passado.

Apoiada nesse cenário animador, a Agaxtur Viagens, que celebrou 70 anos de mercado no último mês de setembro, pretende impulsionar o projeto de expansão da Agaxtur Franchising e fortalecer sua rede de franqueados na Grande São Paulo e demais regiões do Estado, além de ampliar e se posicionar de uma forma mais agressiva, já em 2024, com o aumento do número de lojas em outras regiões do país como Goiânia, Brasília, Espírito Santo e Recife.

“Nosso critério no processo de escolha do franqueado é muito alto. O investidor interessado em adquirir uma franquia Agaxtur precisa estar à frente da operação e reunir características que o setor exige, como proatividade e engajamento. Para se tornar um franqueado Agaxtur é necessário ter dedicação exclusiva, comprometimento com metas e responsabilidade com os resultados. Antes da assinatura do contrato avaliamos o perfil do candidato que vai trabalhar com uma marca forte, consolidada e com a credibilidade e história de 70 anos de mercado”, explica Aldo Leone Filho, presidente da Agaxtur.

Com investimento total na casa de R$ 190 mil, sendo R$ 50 mil de taxa de franquia com pagamento facilitado, o franqueado tem acesso a uma consultoria completa da Agaxtur, que indica tudo o que é necessário para a viabilização da loja. A Agaxtur apresenta opções de parceiros especializados em projetos de arquitetura; mobiliário; montagem; equipamentos; comunicação visual; custos administrativos, como abertura de empresa; avaliação técnica de vendas; ponto de franquia; estudo da região; além de fornecer apoio na contratação da primeira equipe da unidade; treinamentos; trilha de aprendizagens (soft skills e hard skills); fornecimento de manuais de gestão (RH, Marketing, operações, gestão financeira); assessoria de campo; sistema de operação (tecnologia); campanhas institucionais e campanhas de marketing.

O franqueado começa a ter retorno após cerca de seis meses da inauguração e o payback de uma nova loja varia, em geral, de 18 e 24 meses, com receita estimada de até 14%.

“Pensamos em absolutamente tudo o que o franqueado vai precisar. Do auxílio na seleção dos funcionários ao estudo financeiro do projeto. Apresentamos as dificuldades, o tempo de retorno, formas de remuneração, detalhamos a condução do processo, entre tantos outros suportes na implantação da nova loja. Não queremos apenas a assinatura do contrato, temos uma forte preocupação em auxiliar o nosso franqueado”, detalha Tatiana Santos, Diretora de Expansão de Franquias da Agaxtur.

Atualmente a Agaxtur reúne dois modelos de franquias: a loja de rua, com investimento menor, e a loja de shopping. Para 2024, a empresa estuda novos modelos de negócios. “Estamos em fase de estudos e analisando tudo com muito cuidado para não comprometer o histórico de marca. Estamos projetando de forma inteligente”, reforça a executiva especializada no estudo de mercado de franquias com foco no segmento de agências/operadoras de turismo e na consultoria para o desenvolvimento de franquias.

Tatiana destaca, ainda, que a maioria dos candidatos que buscam as franquias Agaxtur não vêm do mercado de turismo e a empresa, nesses casos, também fornece uma consultoria no momento da decisão de escolha do ponto. “São pessoas que querem empreender em um segmento rentável, mas como não têm expertise no turismo, a Agaxtur aconselha, para esse perfil de investidor, a opção de loja de rua. Essa escolha permite um tempo maior de aprendizado, pois o fluxo de clientes é menor em relação ao shopping. Além do custo de operação ser mais acessível”, diz.

O contrato de franquia tem duração estabelecida de 5 anos e a primeira renovação não conta com a taxa de franquia. Os franqueados que já estão na rede têm um desconto de 20% para a aquisição das próximas unidades.

Toda a fase de implantação é acompanhada pela equipe interna da Agaxtur. Desde a aprovação do candidato até a abertura da loja são, em média, 90 dias. A definição do ponto é crucial nesse processo.

Antes da inauguração, o franqueado tem uma nova reunião com os gestores da empresa, independente de todos os treinamentos realizados anteriormente. Essa etapa serve para reforçar e revisitar o ‘modus operandi’ para o franqueado que está chegando.

“Todo esse processo começa com uma jornada de capacitação com o franqueado e equipe onboarding na matriz da Agaxtur. Passam por uma trilha de aprendizagem através de treinamentos técnicos e comportamentais. Apresentamos o DNA da empresa, explicamos como funcionam os sistemas e produtos e terminamos com um curso de vendas chamado ‘Bora bater Meta’. Cerca de dois meses após a inauguração da loja passamos por uma nova jornada com reuniões para entender as dores do nosso franqueado. Na sequência, o executivo responsável faz visitas periódicas no dia a dia”, finaliza Tatiana Santos.