Produção industrial cresce 0,7%, revela pesquisa do IBGE

A produção industrial brasileira cresceu 0,7% na passagem de janeiro para fevereiro, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados hoje (2),  no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De dezembro para janeiro, o setor caiu 0,7%.

Na comparação com fevereiro de 2018, houve uma alta de 2%. A indústria acumula queda de 0,2% no ano e alta de 0,5% em 12 meses. Na média móvel trimestral, a variação é de 0,1%.

Três das quatro categorias econômicas tiveram alta de janeiro para fevereiro: bens de capital, isto é, máquinas e equipamentos (4,6%), bens de consumo duráveis (3,7%) e bens de consumo semi e não duráveis (0,7%). Os bens intermediários, ou seja, os insumos industrializados usados no setor produtivo, caíram 0,8%.

Dezesseis das 26 atividades industriais pesquisadas tiveram alta, com destaque para veículos automotores, reboques e carrocerias (6,7%), produtos alimentícios (3,2%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4,3%).

Dez ramos industriais apresentaram queda. O principal recuo veio das indústrias extrativas (-14,8%), resultado influenciado pelo recuo na produção de minério de ferro relacionada ao rompimento da barragem de Brumadinho (MG), em 25 de janeiro deste ano.

Por que é importante consultar o dentista antes de fazer uma cirurgia

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Alfredo Guarischi é médico

Uma dentista amiga me perguntou sobre quem cuida da boca do paciente hospitalizado. Ela havia sido chamada de urgência, para atender um paciente, internado no CTI de um grande hospital, com grave infecção respiratória no pós-operatório da retirada de um tumor intestinal.

O dente de número 36, primeiro molar inferior esquerdo, estava totalmente móvel, com a formação de uma cavidade — bolsa periodontal — entre a gengiva e a raiz, de onde saía uma secreção purulenta. Dra. Isabela (nome fictício) constatou que o dente estava praticamente solto em decorrência da infecção do tecido de sustentação ao redor. A única opção foi completar sua extração.

Passaram-se muitos dias até o paciente se recuperar da pneumonia e ter alta hospitalar.

Essa é uma triste realidade. A saúde oral é frequentemente negligenciada pelos mais diversos motivos, como o medo, questões econômicas ou desleixo. No entanto, jamais deveria ser “esquecida” pelos profissionais de saúde e gestores, tanto do setor da saúde pública como da privada.

Essa falha no cuidado aumenta o número e a gravidade de complicações após cirurgias, como infecção respiratória e das válvulas do coração; resultam em bebês prematuros ou de baixo peso, descontrole da glicose em diabéticos e muitos outros eventos evitáveis. Se isso não bastasse — falando diretamente para os gestores —, aumenta os custos hospitalares.

Poucos hospitais têm permanentemente dentistas no seu corpo clínico. A assistência odontológica em CTI é outro “esquecimento”. Muitos gestores parecem acreditar em pasta de dente ou líquidos milagrosos para tratar cáries e reservatórios de biofilme, repleto de bactérias, endotoxinas e fatores que inibem os anticorpos, perpetuando a doença periodontal. Essa doença crônica e recorrente é o resultado de um processo inflamatório progressivo, que destrói os ligamentos que conectam os dentes aos ossos, cuja perda resulta numa mobilidade dentária excessiva.

Se o paciente necessitar de intubação, que é a colocação de um tubo especial para permitir uma melhor respiração, pode ocorrer luxação e até avulsão dos dentes acometidos, mesmo quando realizada de forma programada e por um anestesista experiente.

Todos os pacientes que necessitem uma cirurgia não urgente deveriam ser previamente examinados por um dentista. Alguns solicitarão um exame radiológico panorâmico, que ajuda a identificar problemas inicialmente não percebidos no exame clínico. Havendo placas dentárias bacterianas, essas só serão eficazmente removidas com intervenção mecânica, hoje um procedimento seguro e tolerado.

É fundamental a troca de informações entre o cirurgião, anestesista, clínico e odontólogo, para definir as prioridades. Adiar uma cirurgia pode ser a melhor decisão diante da necessidade de uma extração dentária, tratamento de um canal ou colocação de uma coroa protegendo um implante dentário. Da mesma forma, a cirurgia pode ser prioritária, mesmo diante de uma inadequada condição oral. Nas duas situações, os riscos devem ser compartilhados entre todos, incluindo o paciente.

Consultas regulares ao dentista e trabalho harmônico em equipe fazem bem à saúde.

“Telemedicina vai ampliar o acesso a serviços médicos”

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A casa cheia mostra o quanto o setor quer debater a regulamentação da telemedicina

Os aspectos éticos e jurídicos da telemedicina foram debatidos na manhã de hoje (29) em evento do Hospital São Lucas, no Hotel Emiliano, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. O professor de pós-graduação de telemedicina da USP Chao Lung Wen falou sobre a importância da regulamentação dessa prática, bem como comentou os pontos polêmicos que envolvem o seu uso.

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O presidente do Centro de Treinamento e Ensino do Hospital São Lucas, Marcos Knibel, e o professor da USP Chao Lung Wen

No início de fevereiro, o Conselho Federal de Medicina (CFM) havia publicado uma nova regulamentação sobre o atendimento a distância mediado por plataformas tecnológicas. Porém, após o posicionamento de diversas entidades,o CFM voltou atrás na decisão e revogou a resolução. Agora, o Conselho está recebendo novas sugestões para elaborar um novo texto.

Chao relembrou que na história da medicina a quebra de paradigmas sempre veio acompanhada de discussões. Ele citou o exemplo do surgimento do estetoscópio. “Quando incorporou-se o uso de um instrumento para auscultar melhor o paciente, houve quem criticasse afirmando que se perdia o lado humano da medicina”, contou.

 

Taxa de desemprego sobe e fica em 12,4% em fevereiro

A taxa de desemprego no país ficou em 12,4% no trimestre encerrado em fevereiro deste ano, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) – Contínua, divulgada hoje (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.

O percentual é maior que o do trimestre anterior (encerrado em novembro de 2018), que havia sido de 11,6%, mas menor que o resultado do trimestre encerrado em fevereiro do ano passado (12,6%).

Desemprego atinge 13,1 milhões de pessoas

A população desocupada no país era de 13,1 milhões em fevereiro, um crescimento de 7,3% na comparação com novembro. Ou seja, o número de desempregados teve aumento de 892 mil pessoas. Na comparação com fevereiro de 2018, houve estabilidade.

O total de ocupados ficou em 92,1 milhões em fevereiro, uma queda de 1,1% (menos 1,06 milhão de pessoas) em relação a novembro, mas uma alta de 1,1% na comparação com fevereiro do ano passado.

O número de empregados com carteira assinada (sem contar trabalhadores domésticos) foi de 33 milhões de pessoas em fevereiro, ficando estável em ambas as comparações.

Já o número de empregados sem carteira assinada (11,1 milhões) caiu 4,8% na comparação com novembro (menos 561 mil pessoas) e subiu 3,4% (mais 367 mil pessoas) comparado a fevereiro.

Subutilização

A população fora da força de trabalho, ou seja, que não está nem trabalhando nem procurando emprego, chegou a 65,7 milhões, um recorde na série histórica. O número é 0,9% maior (mais 595 mil pessoas) do que novembro e 1,2% superior (mais 754 mil pessoas) do que fevereiro daquele ano.

A população subutilizada (ou seja, que está desempregada, que trabalha menos do que poderia, que não procurou emprego, mas estava disponível para trabalhar ou que procurou emprego, mas não estava disponível para a vaga) chegou a 27,9 milhões de pessoas em fevereiro deste ano.

O número também é recorde na série histórica, 3,3% maior (mais 901 mil pessoas) em relação a novembro e 2,9% maior (mais 795 mil pessoas) do que em fevereiro de 2018.

A taxa de subutilização da força de trabalho chegou a 24,6%, superior aos 23,9% de novembro e aos 24,2% de fevereiro de 2018.

O total de pessoas desalentadas (ou seja, aquelas que desistiram de procurar emprego) chegou a 4,9 milhões, outro recorde da série histórica. O percentual de desalentados chegou a 4,4%.

O rendimento médio real habitual do trabalhador (R$ 2.285) cresceu 1,6% frente ao trimestre anterior e ficou estável em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. A massa de rendimento real habitual (R$ 205,4 bilhões) ficou estável em ambas as comparações.