Qualicorp: Queremos entregar adições positivas em afinidades em 2019

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Qualicorp pretende ampliar o uso de ferramentas digitais durante o processo de vendas

A diretora Financeira e de Relações com Investidores da Qualicorp, Grace Tourinho, disse nesta terça-feira (19), durante teleconferência com analistas, que a empresa espera entregar um total de adições líquidas positivas no segmento de afinidade médico-hospitalar. “Queremos entregar um ‘net add’ positivo em afinidade ao final do ano”, disse.

No acumulado de 2018, o total de adições brutas no segmento de afinidade médico-hospitalar recuou 1,2%, para 380,6 mil beneficiários, enquanto as saídas recuaram 19%, para 439,8 mil beneficiários. Dessa forma, o total de perdas na base em 2018 somou 48,3 mil beneficiários, uma redução de 69,4% ante as perdas de 158,08 mil registradas em 2017.

Segundo ela, a intenção da companhia é entregar produtos mais acessíveis, como também outros que tragam mais valor à empresa. Especialmente sobre a prévia de 2019, a executiva comentou que os meses de janeiro e fevereiro são naturalmente mais fracos, e que a empresa já observou uma recuperação das vendas de planos a partir de março.

Junto com o aumento das vendas, Grace pontuou que a Qualicorp enxerga oportunidades de redução nos custos operacionais. Segundo ela, a empresa vai implementar algumas inovações, em termos de atendimento ao clientes, que devem trazer ganhos à última linha do balanço e à rentabilidade. “Seguimos fazendo nosso dever de casa para sermos mais eficientes”, disse.

Uma delas é o uso de ferramentas digitais durante o processo de vendas, eliminando o uso de documentos físicos. Segundo ela, em março, quase 20% das vendas foram apenas no processo digital.

Sobre os novos beneficiários, o gerente de Relações com Investidores da Qualicorp, Pedro Nocetti, pontuou ser “natural o ingresso com um tíquete médio menor”. Segundo ele, o tíquete médio consolidado da carteira em 2018 foi de R$ 788, enquanto o preço de entrada era de R$ 469.

“Essa disparidade vai seguir, entre a entrada e a saída, mas vai ser por um cliente mais saudável”, afirmou, acrescentando que a empresa aposta, sobretudo, no ingresso do cliente de média renda para este ano.

A cada 60 minutos, uma criança ou adolescente morre por arma de fogo

A cada 60 minutos, uma criança ou um adolescente morre no Brasil em decorrência de ferimentos por arma de fogo. Entre 1997 e 2016, mais de 145 mil jovens com até 19 anos faleceram em consequência de disparos acidentais ou intencionais, como em casos de homicídio e suicídio. Os dados fazem parte de um levantamento divulgado hoje (20) pela Sociedade Brasileira de Pediatria.

De acordo com o estudo, que considerou dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, em 2016, ano mais recente disponível, foram registrados 9.517 óbitos entre crianças e adolescentes no país. O número é praticamente o dobro do identificado há 20 anos – 4.846 casos em 1997 – e representa, em valores absolutos, o pico da série histórica.

O levantamento mostra que, a cada duas horas, uma criança ou adolescente dá entrada em um hospital da rede pública de saúde com ferimento por disparo de arma de fogo. Entre 1999 e 2018, foram registradas quase 96 mil internações de jovens com até 19 anos no Sistema Único de Saúde (SUS).

Despesas

As principais causas externas de morte por arma de fogo nessa faixa etária estão relacionadas a homicídios (94%), seguidos de intenções indeterminadas (4%), suicídios (2%) e acidentes (1%). No caso das internações, embora as tentativas de homicídio continuem na liderança (67%), é bastante expressivo o volume de acidentes (26%) envolvendo arma de fogo.

A avaliação contabilizou ainda as despesas diretas do SUS com pacientes atendidos após contato com armas de fogo. Nos últimos 20 anos, as internações de crianças e adolescente provocadas por disparos custaram mais de R$ 210 milhões aos cofres públicos.

O estudo considerou causas de morbidade hospitalar e mortalidade identificadas nas bases oficiais do Ministério da Saúde como acidentais, suicídios ou tentativas de suicídio, homicídios ou tentativas de homicídio e intenções indeterminadas.

Físico brasileiro recebe Prêmio Templeton de 2019

O físico teórico e cosmologista Marcelo Gleiser, de 60 anos, é o vencedor do Prêmio Templeton de 2019. Autor de vários livros que tratam de ciência, física e espiritualidade, ele defende a discussão sobre a busca de pesquisas em torno do universo e questões ligadas à religião. Já foram agraciados Madre Teresa, em 1973, e Dalai Lama, em 2012.

Marcelo Gleiser é também professor, escritor e roteirista brasileiro, atualmente pesquisador da Faculdade de Dartmouth, nos Estados Unidos.

Professor de filosofia natural de Appleton e de física e astronomia no Dartmouth College em Hanover, New Hampshire, Gleiser ganhou reconhecimento internacional por meio de livros, ensaios, blogs, documentários de TV e conferências que apresentam a ciência como uma busca espiritual.

Campos quânticos

Por 35 anos, a pesquisa do físico inclui uma vasta lista de temas como o comportamento de campos quânticos e partículas elementares até a cosmologia do universo primordial, a dinâmica das transições de fase, a astrobiologia e novas medidas fundamentais de entropia e complexidade baseadas em informações.

O texto de divulgação do Prêmio Templeton descreve Gleiser como “uma voz proeminente entre os cientistas, do passado e do presente, que rejeitam a noção de que apenas a ciência pode levar a verdades fundamentais sobre a natureza da realidade”.

Nas entrevistas, o físico costuma descrever a ciência como um “compromisso com o misterioso” inseparável da relação da humanidade com o mundo natural.

O Prêmio Templeton é uma condecoração anual, atribuída pela Fundação John Templeton, criada em 1972, e entregue a pessoas que contribuíram de forma “excepcional” para a afirmação da dimensão espiritual da vida por meio de ações e trabalhos práticos.

Reforma de militares economizará R$ 13 bilhões em 10 anos, diz Mourão

O presidente da República em exercício, Hamilton Mourão, disse nesta terça-feira (19), em Brasília, que o governo espera economizar em torno de R$ 13 bilhões nos próximos 10 anos com a reforma das aposentadorias e pensões dos militares. A estimativa, explicou, já inclui a reestruturação das carreiras militares, o que abrangerá medidas como aumento de gratificações.

Sem essa reestruturação, a economia prevista era de R$ 92,3 bilhões nos próximos 10 anos.

Na segunda-feira (18), o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, disse que o impacto da reestruturação de carreiras militares será conhecido na íntegra na quarta-feira (20), quando o governo apresentar o projeto que reforma a previdência das Forças Armadas.

Mourão adiantou a informação após reunião, hoje, com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo. “Já está tudo ajustado, [a equipe] vai apresentar para o presidente amanhã para fechar o pacote. Não tem nada faltando definir da parte do Ministério da Defesa, é só a decisão presidencial”, disse Mourão.

De acordo com o presidente em exercício, a alíquota de contribuição dos militares vai aumentar 14% ao longo dos próximos dois anos, sendo 10,5% para a previdência e 3,5% para o plano de saúde, que já é pago pelos militares.