Censo 2020: 52 cidades participam de teste de coleta pela internet

O IBGE realiza, a partir desta segunda-feira (21) o primeiro teste de coleta de informações pela internet para o Censo Demográfico 2020. O ensaio ocorrerá em 52 municípios do país, espalhados pelas cinco grandes regiões, incluindo parte dos domicílios de todas as capitais e cidades com mais de 500 mil habitantes, além de Curitibanos (SC), Cravinhos (SP) e Baturité (CE). No Censo 2010, o recurso foi usado apenas como alternativa à entrevista presencial, em ocasiões em que ela não foi possível.

O objetivo principal do teste é avaliar o autopreenchimento do questionário e comparar com a coleta presencial. Também é importante testar diferentes formas de divulgação da coleta nas cidades, assim como avaliar a eficácia da entrega dos e-tickets (códigos de acesso aos questionários) via Correios.

A introdução em larga escala da coleta via internet é uma das alternativas que podem ser usadas no Censo 2020, sendo esta a primeira avaliação da viabilidade desse projeto. O teste permite monitorar a qualidade dos dados que serão obtidos neste novo formato, além do esforço logístico que envolve a operação.

Embora o questionário seja idêntico em todos os locais, o teste não será executado igualmente em todas as áreas. Serão três grupos (A, B e C), divididos de acordo com suas características demográficas. A forma de divulgação e de acesso aos questionários (e-ticket via Correios, agente de pesquisas ou acesso liberado) será diferente em cada um dos grupamentos. Eles se dividem da seguinte forma:

Grupo A: cerca de 10 mil domicílios espalhados por 49 municípios (capitais e demais municípios com mais de 500 mil habitantes).

Grupo B: cerca de três mil domicílios de três municípios (9 mil, ao todo): Rio Branco (AC), Juiz de Fora (MG) e Goiânia (GO) (também fazem parte do A).

Grupo C: todos os domicílios de Curitibanos (SC), Cravinhos (SP) e Baturité (CE).

Rio de Janeiro recebe o Digitalize-ME

Voltado para comerciantes, empresários de pequenas e médias empresas, o Digitalize-ME acontece no Rio de Janeiro, em 22 de maio. O evento tem como objetivo mostrar a importância das ações de marketing digital para uma estratégia de geração de leads mais assertiva. Devido ao aumento do uso da internet na sociedade brasileira – o Brasil é o quinto país que mais a rede, segundo o ranking do Brazil Digital Future in Focus, da comScore –, os negócios precisam se fortalecer no meio virtual.

Mídias sociais, comércio eletrônico, empreendedorismo, tecnologia e marketing digital são fundamentais para o incremento das vendas e qualidade de atendimento. O Digitalize-ME conta com palestras de especialistas que abordam temas, como e-commerce, estratégias de mídias sociais, dicas de como progredir em tempos de crise e cases de sucesso.

Nessa edição, o evento conta com a participação de Rachel Rothier, COO da NB Press Comunicação, que irá discorrer sobre “Assessoria de Imprensa e E-commerce: como construir valor e significado de uma marca no mundo digital”.

A organização e realização do evento é da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), que reúne representantes de lojas virtuais e empresas nas áreas de tecnologia da informação, portais de notícias e serviços de marketing para trocar experiências e abrir espaço para que micro e pequenas empresas tenham participação nas discussões sobre o mercado digital brasileiro.

Para Mauricio Salvador, presidente da ABComm, o empreendedor precisa dar mais atenção ao bom desempenho do e-commerce nacional. “Para os consumidores brasileiros, comprar pela Internet é uma realidade. O canal é visto como uma das melhores alternativas para driblar os impasses presentes no varejo físico”, afirma.

A inscrição é gratuita, porém, a Associação pede que os participantes colaborem com 2kg de alimentos não perecíveis que serão doados para uma instituição de caridade local.

Serviço: Digitalize-ME Rio de Janeiro

Quando: 22 de maio, das 9h às 15h40

Onde: Clube Israelita Brasileiro – Rua Barata Ribeiro, 489 – Copacabana, Rio de Janeiro – RJ

Ingressos e informações: http://digitalizeme.com.br/inscrevase/http—digitalizeme-com-br-2018-eventos-digitalizeme-com-br-2018

Cresce número de turistas estrangeiros que aprovam visita ao Brasil

Pesquisa encomendada pelo governo federal mostra que 88% dos turistas internacionais entrevistados ficaram satisfeitos com a visita ao país em 2017. O índice é maior do que o registrado há cinco anos, quando 85% dos visitantes consultados disseram ter aproveitado a estadia no país. O levantamento foi feito a partir de entrevistas com 35.550 pessoas em 15 aeroportos e 10 pontos de entrada terrestre.

Entre os itens melhor avaliados estão a hospitalidade (98%), os alojamentos (96,4%), a gastronomia (95,7%) e os restaurantes (95,5%). Ainda conforme o levantamento, 95% dos entrevistados afirmaram que têm a intenção de retornar ao país. Nos cálculos do Ministério do Turismo, entraram no Brasil, em 2017, 6,5 milhões de pessoas. O número significou um aumento de 12% em relação ao desempenho de cinco anos atrás. Em 2013, o registro foi de 5,8 milhões de turistas internacionais.

Cidades mais visitadas

O Rio de Janeiro é a cidade mais visitada entre os que procuram lazer (27% dos entrevistados escolheram esse destino). Em seguida vêm Florianópolis (20%), Foz do Iguaçu (12,5%) e São Paulo (7,8%). Entre aqueles que viajam a negócios ou para convenções, os principais destinos são São Paulo (44,4%), Rio de Janeiro (23,6%), Porto Alegre (4,2%), Curitiba (4,1%) e Brasília (3,3%).

Origem

Do total de entrevistados, 63% vinham de países da América do Sul, 21% da Europa e 9% da América do Norte. Os argentinos representam uma parcela expressiva dos turistas (39,8%). Em seguida, vêm os estadunidenses (7,2%), os chilenos (5,2%), os paraguaios (5,1%) e os uruguaios (5,0%). Entre os países europeus com maior número de visitantes estão a França (3,9%), Alemanha (3,1%), o Reino Unido (2,8%) e a Itália (2,6%).

Se observada a evolução desde 2013, a vinda de argentinos teve grande crescimento, saindo de 1,7 milhão para 2,6 milhões. O mesmo ocorreu com a de chilenos, que registrou aumento de 268 mil para 342 mil. Já o número de estadunidenses caiu de 592 mil para 475 mil.

Motivo das viagens

O principal motivo para as viagens ao Brasil é o lazer: 60% dos entrevistados apontaram essa justificativa para visitar o país. Para quem quer descansar, destinos com praia são os mais buscados (72,4%), seguidos de cidades e atrações com ecoturismo, espaços de contato com a natureza e atrações de aventura (16,3%).

Outros motivos são visitar amigos e parentes (22%), participar de eventos e convenções ou realizar atividade vinculada a negócios (15,6%). Na avaliação histórica, as vindas a lazer aumentaram (o índice era de 46,5% há cinco anos) e as que são feitas em razão de negócios diminuíram (representavam 25,3% em 2013).

Comparação internacional

Na comparação internacional, o Brasil ainda fica atrás de diversos países. Segundo o Barômetro do Turismo, da Organização Mundial do Turismo, considerando dados de 2016 o país recebeu o equivalente a 8% do registrado no destino mais procurado, a França (que teve 82 milhões de vistas) e não aparece entre os 10 primeiros. O Brasil foi o líder na América do Sul, seguido pela Argentina (5,5 milhões), o Chile (5,6 milhões) e Peru (3,7 milhões). Na América Latina, o país perdeu para o México, que recebeu, em 2016, 34,9 milhões de pessoas, mais de cinco vezes o número registrado aqui.

No ranking da plataforma internacional de viagens TripAdvisor, o Brasil figura com uma cidade entre os 25 principais destinos visitados no mundo: o Rio de Janeiro.

Para José Francisco Salles, diretor de estudos econômicos e pesquisas do Ministério do Turismo, o desempenho do país em 2017 foi positivo, uma vez que foi maior do que o do ano anterior, quando ocorreram os Jogos Olímpicos.

Em relação à comparação com outros países, ele argumenta que o posicionamento do Brasil no cenário internacional está ligado a dois motivos: o primeiro é fato de o país ter uma força maior no turismo doméstico. Em 2017, foram mais de 200 milhões de viagens entre diferentes cidades brasileiras.

A segunda explicação, na opinião de Salles, é o fato de o turismo ter uma lógica regional. “Países europeus recebem turistas deles mesmos. México recebe muitos milhões, mas a maioria é dos Estados Unidos, pois é muito fácil viajar para lá. O Brasil está na América do Sul. A estrutura ainda é menor. Estamos crescendo em função do que estamos conseguindo melhorar no continente, mas estamos crescendo de forma consistente”, avalia.

OMS: surto de ebola no Congo não configura emergência internacional

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou hoje (18) que o surto de ebola identificado na República Democrática do Congo não configura emergência em saúde pública de interesse internacional. “A visão do comitê internacional é que as condições para emergência em saúde pública de interesse internacional não foram atendidas”, informou a entidade.

Durante coletiva de imprensa, o chefe do comitê internacional que analisou o caso, Robert Steffen, destacou que a situação na República Democrática do Congo requer atenção e desperta grande preocupação. Segundo ele, pelo menos nove países vizinhos foram alertados que estão sob risco de disseminação do vírus.

“O comitê internacional aconselha que o governo da República Democrática do Congo, a OMS e seus parceiros permaneçam em resposta coordenada”, disse. “Se o surto se expandir significativamente ou se houver transmissão internacional, o comitê vai se reunir novamente”, completou.

O número de casos confiramos de ebola na República Democrática do Congo aumentou para 14, conforme anunciou há pouco a Organização Mundial da Saúde (OMS). Até ontem (17), apenas três casos haviam sido confirmados laboratorialmente em meio ao surto da doença que assola o país.

Entre 4 de abril e 17 de maio, 45 casos de ebola foram reportados na República Democrática do Congo, incluindo três profissionais de saúde. Foram notificadas ainda 25 mortes. Dos 14 casos confirmados laboratorialmente, a maioria foi identificada em áreas remotas de Bikoro, apesar de uma confirmação em Bandaka, cidade com cerca de 1,2 milhão de habitantes.