OMS: surto de ebola no Congo não configura emergência internacional

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou hoje (18) que o surto de ebola identificado na República Democrática do Congo não configura emergência em saúde pública de interesse internacional. “A visão do comitê internacional é que as condições para emergência em saúde pública de interesse internacional não foram atendidas”, informou a entidade.

Durante coletiva de imprensa, o chefe do comitê internacional que analisou o caso, Robert Steffen, destacou que a situação na República Democrática do Congo requer atenção e desperta grande preocupação. Segundo ele, pelo menos nove países vizinhos foram alertados que estão sob risco de disseminação do vírus.

“O comitê internacional aconselha que o governo da República Democrática do Congo, a OMS e seus parceiros permaneçam em resposta coordenada”, disse. “Se o surto se expandir significativamente ou se houver transmissão internacional, o comitê vai se reunir novamente”, completou.

O número de casos confiramos de ebola na República Democrática do Congo aumentou para 14, conforme anunciou há pouco a Organização Mundial da Saúde (OMS). Até ontem (17), apenas três casos haviam sido confirmados laboratorialmente em meio ao surto da doença que assola o país.

Entre 4 de abril e 17 de maio, 45 casos de ebola foram reportados na República Democrática do Congo, incluindo três profissionais de saúde. Foram notificadas ainda 25 mortes. Dos 14 casos confirmados laboratorialmente, a maioria foi identificada em áreas remotas de Bikoro, apesar de uma confirmação em Bandaka, cidade com cerca de 1,2 milhão de habitantes.

Dólar sobe pelo sexto dia consecutivo, cotado a R$ 3,75

A cotação do dólar comercial caminha hoje (18) para fechar o sexto dia em alta, sem atuação mais forte do Banco Central (BC). A moeda americana atingiu a faixa R$ 3,77, na maior cotação da manhã. Por volta das 12h10, o dólar estava cotado a R$ 3,75, com alta de 1,31%.

Enquanto o dólar sobe, o Ibovespa (índice da bolsa de valores B3) segue em queda. Às 12h15, o índice caia 1,35%, com 82.494 pontos. Na quinta-feira (17), o Ibovespa fechou em queda de 3,37%, com 83.622 pontos, e o dólar subiu pelo quinto dia útil consecutivo. A alta da moeda foi de 0,61%, cotada a R$ 3,701, o maior valor em 26 meses.

A alta do dólar ocorre depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidir manter os juros básicos da economia brasileira em 6,5% ao ano, na última quarta-feira (16), numa tentativa de lidar com o aumento da volatilidade internacional de capitais.

A desvalorização do real também pode ter influenciado a decisão do BC de manter a taxa Selic no mesmo patamar, uma vez que dólar mais caro pode significar aumento da inflação no médio prazo, devido ao encarecimento de produtos e serviços importados em moeda estrangeira.

A alta do dólar ocorre mesmo com ajustes na atuação do Banco Central no mercado de câmbio nos últimos dias. O órgão alterou leilões de contratos de swaps cambiais, equivalentes à venda de dólares no mercado futuro, passando a renovar contratos que tinham vencimento em junho. Com isso, o BC iniciou a oferta diária de rolagem integral de 4.225 contratos. Além disso, passou a fazer a oferta adicional de 5 mil novos contratos ao longo do mês e não apenas ao final, como estava previsto. A ideia, com isso, é manter aplicações em dólar no país, evitando a fuga da moeda que impacta na desvalorização do real.

Investir em compliance para se manter sustentável

A necessidade de investir em sistemas de integridade para manter a credibilidade do setor saúde, bem como a sua sustentabilidade, esteve presente em todos os discursos e palestras do fórum “Compliance e Governança em Saúde”, realizado na manhã desta quinta-feira (17), no Centro Empresarial Mourisco, em Botafogo. Promovido pela BRA Certificadora, pela A4 Quality Services e pelo Instituto Latino Americano de Gestão em Saúde (INLAGS), o evento foi composto por duas palestras e dois painéis, que propuseram um debate sobre a transparência na administração das organizações de saúde. “Adotamos uma estratégia para construir uma agenda positiva sobre compliance”, afirma o gerente executivo da BRA Certificadora, Tiago Martins.

O desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e presidente do Fórum Nacional de Mediação e Conciliação, César Cury, abriu o evento, destacando os “Conflitos Éticos na Saúde”. Cury observou que é preciso que haja o novos paradigmas, que levem a posturas modernas, pois o quadro atual é de uma judicialização da saúde que não resolve o problema estrutural, apresenta apenas soluções paliativas. “Os processos relacionados à saúde costumam ser mais lentos, pois, na maioria das vezes, exigem perícias com profissionais especializados. Um litígio da saúde costuma ficar nos tribunais em torno de 4 anos”, revela o desembargador. Para Cury, é fundamental que haja a tentativa de, em primeiro lugar, resolver a situação, antes de virar uma ação judicial, com soluções alternativas de pacificação de conflitos.

Em seguida, o painel, com a participação do presidente do Centro de Pesquisa e Estudos em Compliance (CPEC), Rafael Gomes; o subsecretário de saúde do Estado do Rio de Janeiro, Breno Santos; e o presidente do Conselho de Governança e Compliance da Associação Comercial do Rio, Humberto Mota Filho, debateu o desafio da efetividade das certificações nas organizações. Rafael admitiu que é um desafio para muitas instituições fazer com que um programa de integridade deixe de ser apenas teoria e seja, realmente, algo presente no dia a dia da empresa. Ele também observou que em muitos órgãos não têm a compreensão do que querem e nem do que precisa ser feito e citou o caso de certificações de compliance. “A certificação não garante que não vá ocorrer casos de corrupção na empresa. É preciso ter clareza sobre qual processo será certificado e qual não será”, afirmou o presidente do CPEC, que também ressaltou que muitos dos dilemas sobre integridade não se restringe à corrupção.

No painel seguinte, a diretora de Governança Corporativa da UnitedHealth Group (UHG), Tae Young Cho; o diretor de Relacionamento com o Mercado do Grupo Sabin, Bruno Ganem; o diretor-presidente substituto da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Leandro Fonseca; e o superintendente de Regulação da FenaSaúde, Sandro Leal Alves, debateram sobre experiências de sucesso de programas de integridade e sobre o papel do desenvolvimento de governança nas organizações. A diretora da UHG revelou que somente agora, 5 anos após o início da construção do programa de compliance, é que eles sentem que o processo ganhou maturidade. “É algo que se constrói aos poucos, pois é uma questão de desenvolver uma cultura e fazer com que as pessoas incorporem esses valores”, explicou Tae. Todos na mesa concordaram que o sucesso do programa, em qualquer empresa, depende do engajamento da alta administração. Para a ANS é necessário, para a sustentabilidade da saúde suplementar, investimento em governança corporativa, principalmente na questão relacionado à solvência da empresa. “Por isso, a ANS vem se propondo a discutir um módulo básico de gestão para certas operadoras e um modelo avançado para quem está em outro patamar”, destacou Leandro.

No final do evento, o diretor-médico da Med-Rio Check-up, Gilberto Ururahy, reforçou a importância do compliance no setor, consolidando, assim, tudo o que foi discutido. Ele defendeu que o tema seja incluído na grade curricular das graduações de medicina. “Quanto mais cedo compreendermos que Compliance e Governança na saúde são fundamentais na formação de nossos profissionais, mais rapidamente o país alcançará o sucesso. Devemos pautar o setor com gestões sustentáveis e éticas; como todo cidadão espera que seja ao buscar um serviço de saúde.”

Congresso de RH atrai mais de 3 mil pessoas

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O ministro do Trabalho, Helton Yomura, discursa na abertura do congresso de gestão de pessoas

Auditórios lotados, realização de benchmarking com as práticas mais inovadoras do mercado, oportunidades de negócios e a ampliação da rede de contatos foram a tônica do RH-RIO 2018, que reuniu mais de 3 mil pessoas nos dias 15 e 16 de maio, no Centro de Convenções do Windsor Oceânico, na Barra da Tijuca. Esteve presente na abertura o ministro do Trabalho, Helton Yomura, que destacou os avanços que a modernização da legislação trabalhista trouxe para o país. “Foram 70 anos de engessamento das relações de trabalho. Agora, com o home- office, o trabalho intermitente e o trabalho autônomo, entre outras atualizações, o país está preparado para lidar com as demandas do mundo atual”, afirmou Helton.

Entre os destaques da edição deste ano estão as Centrais de Inovação e Experiência. O público aproveitou a oportunidade de participar de um circuito de vivências inéditas. Realidade aumentada aplicada à aprendizagem rápida, design thinking, oficina com Lego e biodanza são algumas tecnologias e práticas que procuraram despertar insights nos congressistas. Também foi um sucesso a roda de samba que se transformou a sessão do Cine-Fórum. O portelense Monarco fez os executivos caírem no samba ao som de suas inesquecíveis composições, como Coração em Desalinho.

O evento também teve uma extensa programação gratuita. Oficinas técnicas com universidades, encontro com autores e sessões de autógrafos, oficinas de coaching e de recolocação profissional ofereceram um conteúdo de alta qualidade aos visitantes.  “O que vimos no RH-RIO é a real finalidade da ABRH-RJ, o de contribuir para o desenvolvimento não somente do RH, mas da sociedade”, ressalta o presidente da Associação, Paulo Sardinha.