Emprego formal cresce 0,15% em março

O emprego formal no Brasil cresceu em março. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje (20), pelo Ministério do Trabalho houve acréscimo de 56.151 postos de trabalho, com aumento de 0,15% em relação ao saldo de fevereiro. Esse foi o terceiro mês seguido de saldo positivo, mas em ritmo menor na comparação com janeiro (77.822) e fevereiro (61.188).

Esse resultado de março decorreu de 1,340 milhão de admissões e de 1,284 milhão de desligamentos.

Os dados também mostram que o resultado de março foi o melhor para o mês desde 2013, quando foi registrado saldo positivo de 112.450 postos.

No acumulado do ano, houve crescimento de 204.064 empregos, representando expansão de 0,54%, nos dados com ajustes.

Nos últimos 12 meses, o acréscimo chegou a 223.367 postos de trabalho, correspondente ao 0,59% de crescimento.

Setores da economia

De acordo com o Caged, o emprego cresceu em seis dos oito setores econômicos. Os dados registram expansão no nível de emprego nos setores de serviços (57.384 postos), indústria de transformação (10.450 postos), construção civil (7.728 postos), administração pública (3.660 postos), extrativa mineral (360 postos) e serviços industriais de utilidade pública (274 postos).

Os saldos negativos vieram da agropecuária (17.827 postos) e do comércio (5.878 postos).

Entre as regiões do país, houve saldo positivo no Sudeste (46.635 postos), no Sul (21.091) e no Centro-Oeste (2.264). No Norte e Nordeste, o saldo ficou negativo em 231 e 13.608 postos, respectivamente.

Número de casos de febre amarela cresce 57%; mortes aumentam 41%

Em menos de um ano, o Brasil registrou 1.157 casos de febre amarela e 342 mortes decorrentes da doença. Os números são do Ministério da Saúde e contabilizam os registros feitos entre os dias 1º julho de 2017 e 17 de abril deste ano. No mesmo período do ano passado, foram 733 casos e 241 mortes confirmados. Os números apontam um crescimento de 41,9% no número de mortes e 57% no total de casos.

Os estados com maior número de notificações no período são: São Paulo (2.558), Minas Gerais (1.444), Rio de Janeiro (453) e Paraná (110). Quanto aos óbitos, praticamente todos estão concentrados em Minas Gerais (156), São Paulo (120) e Rio de Janeiro (64), à exceção de uma morte ocorrida no Distrito Federal e outra no Espírito Santo.

Segundo o Ministério da Saúde, a preocupação em relação à doença decorre não só do aumento do número de registros em relação ao ano passado, mas devido ao fato do vírus estar circulando em regiões metropolitanas com maior contingente populacional, o que pode gerar mais infecções, inclusive em áreas que nunca tiveram recomendação de vacina.

Sintomas e prevenção

A febre amarela é uma doença viral que causa dores no corpo, mal-estar, náuseas, vômitos e, principalmente, febre. Os sintomas duram em média três dias. Em alguns pacientes, o vírus da febre amarela ataca o fígado. São as complicações hepáticas que levam as pessoas infectadas a ficar com uma cor amarelada, daí o nome febre amarela. Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que em torno de 30% das pessoas que contraem a doença podem morrer, se não forem diagnosticadas precocemente.

Caso tenha tais sintomas, a recomendação é a de que o paciente busque imediatamente atendimento adequado nas unidades de saúde. Já a prevenção ocorre principalmente por meio da vacinação. Desde o fim de março, o Ministério da Saúde ampliou para todo o território nacional a recomendação para a vacina contra febre amarela.

Fórum vai debater a transparência nas organizações de saúde

Tiago reduzida
Martins: “É essencial para a sustentabilidade do setor (saúde) a discussão sobre a transparência na gestão”

A BRA Certificadora, a A4 Quality Services e o Instituto Latino Americano de Gestão em Saúde (INLAGS) realizam, no dia 17 de maio, das 8h30 às 13h30, no Centro Empresarial Mourisco, o fórum Compliance e Governança na Saúde. O evento será composto por duas palestras e dois painéis, que vão propor um debate sobre a transparência na administração das organizações de saúde. “O setor de saúde apresenta diversos fatores de risco ligados à questão ética: é um segmento extremamente complexo, com um mercado altamente regulado e uma relação muito próxima com agentes públicos. Por isso, é essencial para a sustentabilidade do setor a discussão sobre a transparência na gestão e a incorporação de práticas de compliance”, avalia o gerente executivo da BRA Certificadora, Tiago Martins. 

O desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e presidente do Fórum Nacional de Mediação e Conciliação, César Cury, será responsável pela palestra de abertura. Ele vai falar sobre “Conflitos Éticos na Saúde”. Enquanto que a apresentação de encerramento será feita pelo diretor médico da Med-Rio Check-up e presidente do Conselho Empresarial de Medicina e Saúde da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Gilberto Ururahy.

O fórum ainda terá dois painéis. O primeiro será sobre “Programas de Integridade na Saúde e o Desafio da Efetividade das Certificações de Compliance” e terá a participação do presidente do Centro de Pesquisas e Estudos em Compliance (CPEC) e sócio sênior de Investigações e Compliance da Chediak Advogados, Rafael Gomes; do auditor de controle externo do Tribunal de Contas do Município (TCM-RJ) e subsecretário de saúde do estado do Rio, Breno Santos; e do presidente do Conselho de Governança e Compliance da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Humberto Mota Filho. A segunda mesa vai discutir sobre “Compliance e a Governança como Ferramentas de Construção de Organizações de Sucesso na Saúde”, com a presença da gerente de Compliance da United Health Group, Wal Pagoto Chevrand; diretor-presidente substituto da Agência Nacional de Saúde (ANS), Leandro Fonseca; do diretor de Relacionamento com o Mercado do grupo Sabin, Bruno Ganem; e do superintendente de Regulação da FenaSaúde, Sandro Leal Alves.

Para fazer a inscrição ou solicitar mais informações sobre o evento, entre em contato pelo e-mail inlags@inlags.com ou pelo telefone (21) 98472-2479.

Parceria

Com apoio INLAGS, a A4 Quality Services (maior acreditadora de operadoras de saúde do Brasil junto à ANS) e a BRA Certificadora, primeira empresa a desenvolver o mais completo Programa de Certificação de Sistemas de Gestão Anticorrupção do Brasil, firmaram acordo de parceria para atuarem em conjunto no mercado de compliance. Elas desenvolveram em conjunto a Certificação em Integridade e Governança Corporativa para o setor da saúde e também atuarão na formação de profissionais e nas avaliações das organizações para emissão dos certificados e atestados de conformidade.

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Decreto autoriza estudos para privatização da Eletrobras

O presidente Michel Temer assinou hoje (19) o decreto que autoriza os estudos para a privatização da Eletrobras. No entanto, os estudos só serão iniciados se a privatização for aprovada no Congresso Nacional. “Acabei de assinar um decreto que autoriza o início dos estudos para a capitalização da Eletrobras tão logo o projeto seja aprovado pelo Congresso Nacional”, disse o presidente, em vídeo divulgado nas redes sociais.

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, explicou que o decreto é para deixar claro que o governo pretende esperar a matéria ser aprovada pelo Congresso e que não atropelará o Legislativo. “Já que o decreto coloca a Eletrobras no programa de capitalização, gerou dúvidas. Preferimos acabar com essa dúvida fazendo uma redação [do decreto] absolutamente clara sobre o assunto”.

Marun disse que a expectativa do governo é ver a privatização aprovada no Congresso até o início de junho, acrescentando que precisa acontecer para aliviar os cofres públicos.

“A Eletrobras tem que ser capitalizada. Entendemos que o ideal, o mais correto nesse momento, é que essa capitalização aconteça pode meio de recursos da iniciativa privada e por isso que vamos nos dedicar. Caso contrário, o governo tem que fazer no ano que vem essa capitalização”. Segundo o ministro, se o assunto ficar para o ano que vem, serão “mais R$ 10 bilhões ou R$ 15 bilhões retirados de outras áreas”.

Entenda

O governo encaminhou o projeto de privatização da Eletrobras (PL 9463/18) ao Congresso Nacional no fim de janeiro. Pela proposta apresentada, a privatização ocorrerá por meio do lançamento de novas ações no mercado até que esse número transforme a União em acionista minoritária. O projeto também prevê que, para preservar interesses estratégicos nacionais, os novos acionistas serão proibidos de acumular mais de 10% do capital da empresa.

A privatização da Eletrobras foi anunciada pelo governo em agosto do ano passado. De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), o valor patrimonial da Eletrobras é de R$ 46,2 bilhões, e o total de ativos da empresa soma R$ 170,5 bilhões. O governo espera obter com a venda cerca de R$ 12 bilhões. A empresa é responsável por um terço da geração de energia do país.