O juiz Paulo Assed, da 4ª Vara Empresarial do Rio, determinou nessa segunda-feira (27) o adiamento da assembleia geral de credores do processo de recuperação judicial da MMX Mineração e Metálicos e de sua controlada, a MMX Corumbá Mineração, ambas do empresário Eike Batista.
A assembleia seria realizada nesta terça-feira, dia 28. O juiz, porém, considerou que não houve tempo hábil para que todos os credores tivessem acesso à documentação do processo de recuperação.
No total, só a holding de mineração de Eike deve cerca de R$ 500 milhões, sendo que o principal credor é a MRS Logística, concessionária da antiga malha Sudeste da Rede Ferroviária Federal (RFFSA).
Ainda não foi marcada nova data para a realização da assembleia.
O presidente do TJRJ, Milton Fernandes de Souza, Manuel Sousa Antunes, Paulo Sardinha e Magda Hruza / Foto de Rosane Naylor
O presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Milton Fernandes de Souza, recebeu nesta segunda-feira, dia 27, a visita do professor do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa (ISCSP-ULisboa) e presidente do Fórum Pessoas e organizações (Pessoas@2020), Manuel Sousa Antunes. O objetivo da visita foi estabelecer um intercâmbio para trocas de informações sobre Mediação.
“O número de processos no Tribunal de Justiça do Rio é expressivo, chega a quase cinco milhões, fora as ações de execução fiscal. Por isso é importante recorrermos à Mediação como forma de resolver alguns tipos de conflitos antes que eles cheguem ao judiciário”, explicou o presidente do TJRJ.
O presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RJ), Paulo Sardinha, e a diretora jurídica da ABRH- RJ, Magda Hruza Alqueres, acompanharam o professor Manuel Antunes no encontro, que teve a participação do desembargador César Cury, presidente do Fórum Nacional da Mediação e do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do TJRJ.
“O Judiciário do século XXI não apenas se abre, mas busca o relacionamento com a sociedade. E a Mediação é uma porta muito eficaz para isso”, avaliou o desembargador César Cury. Ele considera que a troca de experiências nessa área entre Brasil e Portugal vai favorecer os dois países, tanto no campo da formação prática quanto acadêmica.
Manuel Antunes explicou que a intenção é aperfeiçoar o trabalho de Mediação em Portugal, aprendendo com a experiência do Tribunal de Justiça do Rio. “Queremos qualificar os nossos quadros com a Mediação, com enfoque na capacitação de pessoas e no desenvolvimento de lideranças. Minha impressão é que o Brasil está mais adiantado que Portugal nesse sentido”.
No final do encontro, os participantes afirmaram que outras conversas acontecerão, para que os laços entre os dois países se estreitem ainda mais, através da troca de experiências no campo da Mediação.
Gilberto Ururahy é diretor-médico da Med-Rio Check-Up
O estresse crônico bateu à porta do ambiente profissional em companhias do mundo todo. Considerado o mal do início deste século, ele é hoje, a causa de uma grande variedade de doenças, como o acidente vascular cerebral e o infarto do miocárdio. Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e com carga horária crescente em todos os níveis hierárquicos – tida como excessiva por 60% dos executivos, segundo pesquisas −, atualmente, as empresas são consideradas verdadeiras fábricas de estresse. Nem mesmo a prática de atividade física tem compensado o peso do trabalho na vida das pessoas. Um levantamento da Med-Rio Check-up registrou que o sedentarismo entre os executivos diminuiu nos últimos 16 anos, mas isso não resultou, necessariamente, na melhora da qualidade de vida deles. Enquanto o sedentarismo caiu 5% entre homens e mulheres no período, o estresse subiu 13% entre os engravatados e 17% entre elas.
Pesquisas atestam que o custo do estresse profissional nos EUA passa de 300 bilhões de dólares ao ano. No Brasil, estima-se que chegue a quase 4% do PIB, ou mais de 80 bilhões de dólares, segundo a ISMA (International Stress Management Association). No caso das empresas, o estresse impacta diretamente nos custos médicos, ligados a tratamentos, internamentos e consultas. Mas, o maior efeito nem sempre é possível de ser mensurado, pois é o prejuízo relacionado à baixa produtividade, ao absenteísmo, ao turnover, ao burnout, além da necessidade de buscar profissionais no mercado devido à dificuldade de reter talentos.
Dados de um estudo elaborado pela ISMA-BR apontam que o estresse foi responsável por um aumento de 140% nos gastos trabalhistas das empresas brasileiras nas últimas décadas. De olho no prejuízo, muitas empresas já estão investindo em programas contra o estresse, campanhas de conscientização para a necessidade do lazer, além da realização de check-ups, que podem prevenir a evolução e proporcionar o controle de doenças como a hipertensão.
Nos Estados Unidos, cerca de 80% das empresas desenvolvem programas de promoção à saúde de seus colaboradores, com o considerável retorno de US$ 4 para cada dólar investido. A lógica docheck-up é simples: Se uma doença é detectada em estágio inicial, maiores são as chances de ela ser curada. O serviço inclui a realização de exames preventivos que ajudam a reduzir os fatores de risco entre os profissionais e a aumentar a produtividade. O objetivo é atender à demanda de empresas que se preocupam em diminuir os índices de afastamento de funcionários por motivo de doenças. Os sintomas do estresse podem aparecer de diversas formas.
O indivíduo estressado fica vulnerável à ocorrência de doenças degenerativas e infecciosas, apresenta distúrbios alimentares e de sono, falhas de memória e de concentração e maior irritabilidade. Isso sem contar as dificuldades no relacionamento interpessoal, desestruturação da vida familiar, queda na performance e na eficiência − fatores que, somados, podem levar ao desemprego e à depressão. É importante lembrar que, além de investir no bem-estar de seus funcionários, paralelamente, o executivo deve estar atento à sua própria saúde. Vícios como o tabagismo, álcool, maus hábitos alimentares e sedentarismo devem ser evitados. Ter uma condição física saudável, dormir um sono repousante, praticar atividades físicas regularmente e cultivar a espiritualidade são táticas fundamentais para gerenciar o estresse.
A Justiça dos Estados Unidos determinou que as grandes companhias fabricantes de cigarro do país passem a veicular anúncios nas TVs, rádios e jornais com advertências sobre os riscos e os danos do fumo à saúde. A medida começou a ser cumprida nesse domingo (26), após 11 anos de disputa judicial nos quais as empresas de tabaco vinham recorrendo com recursos.
Após a decisão, empresas de cigarro começaram a cumprir a sentença nesse final de semana, com anúncios em 50 grandes jornais americanos, com advertências de uma página inteira. A Justiça determinou que eles terão de publicar a página ao menos cinco domingos por ano. Na TV, a decisão é que, durante um ano, sejam veiculados 260 anúncios nas maiores redes de TV aberta nacionais, como a ABC, a CBS e a NBS.
Os anúncios têm o foco na prevenção e visam alertar as pessoas para não começarem a fumar. É a primeira vez em 45 anos que as empresas tabagistas são obrigadas a veicular propaganda educativa na TV americana.
As mensagens alertam para os riscos do cigarro para os usuários. “Fumar mata, em média, 1.200 americanos, por dia”, afirma o anúncio, que também destaca que o hábito provoca mais mortes no país do que assassinatos, uso de drogas, acidentes de carro e doenças como a aids.
Histórico
Em novembro de 2006, uma corte federal concluiu que as empresas produtoras de cigarro não estavam falando a verdade sobre os riscos do produto para os consumidores. Na época, a decisão judicial foi tomada a pedido do Departamento de Justiça, que em 1999 havia requerido que as empresas de cigarro destinassem recursos para tratar pessoas com doenças causadas pelo tabaco, como o câncer., como forma de “devolver” os recursos gastos pelo governo no tratamento dessas enfermidades.
Segundo as autoridades de saúde dos Estados Unidos, o cigarro é a principal causa de mortalidade no país. São 480 mil mortes por ano, apesar de a quantidade de fumantes no país estar em queda.
Na década de 1960, 42% da população do país era fumante. Há dois anos, em 2015, o percentual registrado foi de 15%.