São Paulo Companhia de Dança retoma Temporada 2021
Grupo fará estreia do clássico Giselle na sexta-feira

 

Da Agência Brasil

A São Paulo Companhia de Dança (SPCD), corpo artístico da Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo, retomará a Temporada 2021 a partir de sexta-feira (24) no Teatro Sérgio Cardoso, na capital paulista. 

A companhia fará a estreia do clássico Giselle – Ato II, com remontagem de Lars Van Cauwenbergh; e Agora, de Cassi Abranches. As sessões ocorrem na sexta-feira (24), às 20h; no sábado (25), às 16h e 20h; e no domingo (26), às 17h.

Giselle é inspirado livremente no original de 1841 de Jules Perrot e Jean Coralli. Apontado como o ápice do romantismo na dança clássica, o balé recebeu diversas releituras ao longo dos anos e agora chega ao repertório SPCD com cenário original de Vera Hamburger, que incorpora imagens de florestas brasileiras retratadas por Debret, De Clarac, Von Martius e Cássio Vasconcellos. A iluminação é assinada por Wagner Freire, enquanto os figurinos são de autoria de Marilda Fontes.

Já o balé Agora, eleito como melhor coreografia de 2019 pelo júri do Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), de Cassi Abranches, tem trilha original de Sebastian Piracés, iluminação de Gabriel Pederneiras e figurinos de Janaína Castro.

Os espetáculos seguem os protocolos de enfrentamento à covid-19, como medição de temperatura no acesso ao teatro, uso obrigatório de máscaras e ocupação da plateia limitada a 65% da capacidade total. Será obrigatória a apresentação de um comprovante de vacinação contra a covid-19 (ao menos com a primeira dose) ou comprovante digital, disponível nas plataformas e-SaúdeSP, Poupatempo ou ConectSUS. Menores de 12 anos não precisam portar o certificado.

Os ingressos, a partir de R$ 22,50 (meia) estão à venda em sympla.com.br. O público de casa também poderá conferir a temporada no ambiente virtual. Nos dias 2 e 3 de outubro, as apresentações serão transmitidas gratuitamente no canal da SPCD no YouTube e na plataforma Cultura em Casa. As sessões ocorrem às 20h (sábado) e 17h (domingo) e não ficarão disponíveis posteriormente.

A sommelière Lua Sampaio lança canal no YouTube
Flua vai reunir vídeos sobre vinhos e comida

 

 

Da Redação

Formada pela Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-SP) e com quase 10 anos de experiência na área, a sommelière Lua Sampaio acaba de lançar um canal no YouTube. O Flua é um espaço onde pretende falar sobre vinhos e comida. Este é o segundo empreendimento que ela lança neste ano. Em janeiro, ao lado da namorada Ranata Figo, ex-maitrê do Barú Marisquería, inaugurou na garagem da casa onde moram o Wine bar Flua. Localizado no bairro na Vila Ipojuca, em São Paulo, o aconchegante bar oferece uma carta de vinhos de pequenos produtores. Elas aproveitam para contar um pouco da história de cada vinho. Agora essa interação também estará no canal do YouTube

Elefantes no céu de Piedade é o novo livro do jornalista Fernando Molica
Obra narra a história de uma família que repensa sua aprovação à ditadura

 

Elefantes no céu de Piedade é o sexto livro do jornalista Fernando Molica

 

 

Da Redação

Um romance que conta a história de uma família defensora da ditadura, mas que passa por situações que colocam em xeque o seu apoio ao governo militar. Esse é o enredo principal do livro “Elefantes no céu de Piedade”, nova obra do jornalista Fernando Molica e que já está em pré-venda no site da editora Patuá (www.editorapatua.com.br). O livro é ambientado na década de 70, auge da ditadura no Brasil, e apresenta uma detalhada reconstrução da época e do estilo de vida da classe média carioca. A escritora Cíntia Moscovich destaca que Molica consegue aliar andamento de suspense a revelações às vezes doloridas.

Fernando Molica é autor de cinco romances, entre eles, “Uma selfie com Lenin” (Record). Foi duas vezes finalista do Prêmio Jabuti. Dois de seus livros – “Notícias do Mirandão” (Record) e “Bandeira negra, amor” (Objetiva) – foram lançados na Alemanha e na França. Também publicou o livro-reportagem “O homem que morreu três vezes” (Record) e o infantojuvenil “O misterioso craque da Vila Belmira” (Rocco). Tem contos editados nas antologias “O livro branco” (Record), “Conversas de botequim” (Mórula), “Dicionário amoroso da língua portuguesa” (Casa da Palavra) e “Antifascistas” (Mondrongo). Jornalista, trabalhou em diversos veículos e é comentarista da CNN Brasil.

 

Memorial JK promove celebração de seus 40 anos
Data marca aniversário do ex-presidente, que completaria 119 anos

 

Da Agência Brasil

Para celebrar seus 40 anos de fundação e o 119°aniversário de nascimento de Juscelino Kubitschek, o Memorial JK, em Brasília, lançou duas obras literárias neste domingo (12). A primeira é voltada ao público infantil, e tem como título De Nonô a JK. A outra é o terceiro volume da coletânea Memórias do Brasil — Discursos de Juscelino Kubitschek.  O evento contou com a presença do governador Ibaneis Rocha, do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e da família do fundador de Brasília. 

Eles depositaram uma coroa de flores na câmara mortuária, onde estão os restos de JK, em sua homenagem. O ex-presidente morreu em 1976, em um acidente de carro, na Rodovia Dutra, próximo a Resende (RJ).

O livro infantil é fruto de parceria entre o Memorial JK e a Secretaria de Cultura do Distrito Federal, comandada pelo jornalista Bartolomeu Rodrigues. A obra é composta ainda por um livro de colorir e uma linda pasta, e faz alusão ao apelido de infância de JK. Já o terceiro volume de Memórias do Brasil — Discursos de Juscelino Kubitschek é a compilação de todos os pronunciamentos feitos por ele em 1958. A publicação é do Conselho Editorial do Senado Federal (Cedit), presidido pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

O lançamento dos dois livros relembra um dos mais férteis momentos da história política do Brasil, com destaque para a trajetória de JK como deputado, prefeito, governador e presidente.

Trajetória

Mineiro de Diamantina, Juscelino formou-se em medicina, mas logo trocou os bisturis pela política. Começou chefiando o gabinete de Benedito Valadares, nomeado interventor federal de Minas Gerais por Getúlio Vargas, em 1933. No ano seguinte, JK foi eleito deputado federal, mas teve o mandato cassado em novembro de 1937, quando Vargas fechou o Congresso Nacional com o apoio das Forças Armadas.

Em 1940, Benedito Valadares o nomeou prefeito de Belo Horizonte. Conciliando a administração da capital mineira com a atividade médica, Juscelino se notabilizou por realizar diversas obras que transformaram Belo Horizonte, passando à história como o “prefeito furacão”. Além de importantes obras de infraestrutura, sua gestão foi marcada pelo início da construção do Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Pampulha, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Ainda assim, era quase um desconhecido no restante do país.

Após a deposição de Vargas, em 1945, Juscelino foi eleito deputado constituinte – permanecendo no cargo mesmo após a promulgação da Constituição de 1946. Em 1950, foi eleito governador de Minas Gerais e voltou a convidar Niemeyer para projetar várias obras públicas.

O auge da carreira política de Juscelino se deu em 1955, quando foi eleito presidente da República. Em sua música de campanha, apresentava-se como homem “trabalhador”, “patriota”, vindo das “bateias”, ou seja, de antigas regiões de exploração do ouro em Minas Gerais, que salvaria o Brasil. “Queremos demonstrar ao mundo inteiro e a todos que nos querem dominar que o Brasil pertence aos brasileiros”, dizia o jingle do candidato eleito com o slogan “50 anos de progresso em 5 anos de governo”.

Mudança de capital

Ainda durante a campanha, ao fazer um comício em Jataí (GO), em abril de 1955, Juscelino foi questionado por um cidadão, Antônio Soares Neto, se cumpriria a Constituição Federal caso fosse eleito, transferindo a capital do Rio de Janeiro para a região central do país.

Cinco anos depois, nascia a obra máxima da moderna arquitetura brasileira, inaugurada em 1960, e desde 1972 considerada Patrimônio Cultura l da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

JK deixou a Presidência em janeiro de 1961, sendo sucedido por Jânio Quadros. Mais tarde, seus anos à frente do governo seriam identificados com o que se chamou de “anos dourados”, embora não livres de polêmicas e denúncias. Eleito senador por Goiás nas eleições extraordinárias de junho de 1961, Juscelino apoiou o regime militar, o qual passou a se opor ao ter seu mandato e seus direitos políticos cassados por dez anos, em junho de 1964.

Exílio

Após dois anos exilado na Europa, JK tentou regressou ao Brasil no fim de 1965. Temendo ser preso, voltou a deixar o país, ao qual só regressou definitivamente em março de 1967. Ocupou alguns cargos públicos até que, em 1976, passou e dedicar-se exclusivamente à administração de sua fazenda em Luziânia (GO). Em 22 de agosto daquele ano, o carro em que ele e seu motorista viajavam se chocou contra um caminhão na Via Dutra. A morte de JK causou comoção nacional e levou centenas de milhares de pessoas às ruas de Brasília, durante seu cortejo fúnebre.

Em 2013, a Comissão da Verdade da Câmara Municipal de São Paulo concluiu que sua morte não tinha sido um acidente, mas sim consequência de um atentado. Um ano depois, no entanto, a Comissão Nacional da Verdade concluiu que a colisão foi acidental.