A Qualicorp, administradora de planos de saúde coletivos, realizou nesta quinta-feira, 22, um evento online em seu canal do Youtube para apresentar os 90 projetos vencedores do Qualicult – primeiro concurso cultural voltado a premiar atividades artísticas em todo o País. A iniciativa, que faz parte de um conjunto de ações baseado na gestão humanizada e na responsabilidade social, recebeu mais de 10 mil inscrições de todas as regiões do Brasil entre março e abril de 2021.
“Nossa missão com o Qualicult é abraçar todos os artistas espalhados pelo País e valorizar a realização de um sonho em comum: o de emocionar milhões de pessoas”, comenta Pablo Meneses, vice-presidente de Operações e Relacionamento da Qualicorp. “Essa é uma das formas que encontramos para contribuir com os artistas para que sigam vivendo da sua arte, do seu talento, e fazendo a nossa vida ser melhor em meio à pandemia que afetou muito a atividade artística. Afinal, a arte salva o mundo porque salva a humanidade”, diz.
Apresentada pelo ator e diretor Aílton Graça, a divulgação dos vencedores mostrou a diversidade cultural e artística brasileira nas categorias de Música, Dança e Teatro & Poesia. “É com muito prazer que participo desse edital que celebra a arte e a cultura brasileira. Eu como artista só posso agradecer por esse projeto e por poder representar tantos outros aqui hoje. Parabéns, Qualicorp, por essa iniciativa maravilhosa”, comenta o artista Aílton Graça.
O evento também contou com a participação do escritor e filósofo Gabriel Chalita, o ator, bailarino e cantor Guilherme Logullo, a cantora e compositora Leci Brandão, a cantora Alissan e as atrizes e cantoras Lucinha Lins e Tânia Alves – todos membros da Comissão Julgadora desta edição.
Com início em março de 2020, o edital chega à sua etapa final e recebeu 10.326 inscrições em apenas um mês, período que ficou disponível para os artistas enviarem os projetos para avaliação. As 90 obras, divididas categorias individuais e em grupo, que juntas somam R$ 585 mil em premiação, englobam as regiões Sudeste (54% dos trabalhos premiados), Nordeste (26%), Centro-Oeste (10%), Sul (9%) e Norte (1%). Confira aqui a lista com os vencedores.
A cidade australiana de Brisbane sediará os Jogos Olímpicos de verão em 2032, depois que o Comitê Olímpico Internacional (COI) aprovou por esmagadora maioria nesta quarta-feira (21) a recomendação de seu comitê executivo.
Brisbane, onde centenas de pessoas se reuniram em South Bank e vibraram com o anúncio transmitido em um telão, se tornará a terceira cidade australiana a receber uma edição dos Jogos, depois de Melbourne em 1956 e de Sydney em 2000.
“É um dia histórico não só para Brisbane e para Queensland, mas para todo o país”, disse o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison. “Somente cidades globais podem garantir os Jogos Olímpicos –então isso é um reconhecimento da posição de Brisbane na região e ao redor do mundo”, disse.
A capital do Estado de Queensland se tornou a candidata preferida em fevereiro e ganhou o aval do comitê executivo do COI no mês passado, o que essencialmente garantiu que sediaria o evento.
“É primeiro de tudo a paixão e o amor pelo esporte que os australianos demonstraram”, disse o presidente do COI, Thomas Bach, sobre o projeto vencedor.
“Segundo, é um projeto que está em linha com as reformas do COI, para Jogos sustentáveis em todos os aspectos”, acrescentou.
“A votação de hoje é um voto de confiança de que Brisbane e Queensland realizarão Jogos Olímpicos e Paralímpicos fantásticos em 2032.”
O COI tentou criar um clima de drama em torno da escolha desta quarta (21), a primeira a não colocar uma cidade contra a outra abertamente.
Mas com Brisbane sendo a única candidata, o processo não teve o drama de escolhas passadas, quando depois de uma batalha de dois anos, telas mostravam a população da cidade-candidata apreensiva enquanto o presidente do COI tirava de um envelope o papel com o nome da vencedora.
Brisbane ficou com 72 dos 77 votos possíveis dos membros do COI e a escolha significa que a Austrália se torna apenas o segundo país do mundo, depois dos Estados Unidos, a realizar os Jogos de Verão em três cidades diferentes.
Tóquio está realizando os Jogos de 2020, adiados em um ano por causa da pandemia de covid-19, enquanto Paris sediará o evento em 2024 e Los Angeles será a sede em 2028.
A Nasa conseguiu ativar com sucesso o hardware de backup da Unidade de Controle de Energia (PCU) do Hubble, e os instrumentos científicos do telescópio voltaram a coletar de dados. O icônico instrumento estava com suas operações suspensas desde 13 de junho, quando uma queda nos níveis de tensão do componente forçou o computador de carga útil a interromper suas operações.
“O Hubble é um ícone que nos dá uma visão incrível do cosmos nas últimas três décadas”, disse o administrador da NASA, Bill Nelson. “Estou orgulhoso da equipe do Hubble, de membros atuais a ex-alunos do Hubble que se apresentaram para dar seu apoio e experiência. Graças à sua dedicação e trabalho atencioso, o Hubble continuará a construir seu legado de 31 anos, ampliando nossos horizontes com sua visão do universo”, completou, em comunicado oficial.
As observações perdidas durante a suspensão das operações científicas serão reprogramadas para uma data posterior. A Nasa espera que o Hubble ainda dure “muitos anos mais” e continue fazendo suas observações, “trabalhando em conjunto com outros observatórios espaciais, incluindo o Telescópio Espacial James Webb para aprofundar nosso conhecimento do cosmos”.
O ajuste incluiu colocar online a Unidade de Controle de Energia (PCU) de backup e também a Unidade de Comando / Formatador de Dados Científicos (CU/SDF) de backup do outro lado da unidade de Instrumento Científico e de Comando e Manuseio de Dados (SI C&DH). A PCU distribui energia para os componentes SI C&DH e a CU/SDF envia e formata comandos e dados.
Além disso, outras peças de hardware a bordo do Hubble foram trocadas para suas interfaces alternativas para se conectar ao lado de backup do SI C&DH. “Uma vez que essas etapas foram concluídas, o computador de carga útil de backup nesta mesma unidade foi ligado e carregado com o software de voo e colocado no modo de operação normal”, explicou a Nasa.
Lançado em 1990, o Hubble trabalha incansavelmente há mais de 31 anos, contribuindo com mais de 18 mil artigos científicos. Seus dados permitiram algumas descobertas significativas, como a expansão acelerada do universo, a evolução das galáxias ao longo do tempo e os primeiros estudos atmosféricos de planetas além do nosso Sistema Solar.
Francesa Julia Ducournau (c) foi a segunda mulher a vencer a competição em 74 edições
Por Elaine Guerini, do Valor Econômico
A ousadia venceu. “Titane”, o thriller sobre a assassina que faz sexo com um Cadillac, levou neste sábado a Palma de Ouro desta 74ª edição do Festival de Cannes. Foi certamente o filme acolhido com mais intensidade na Croisette, tanto por quem o amou quanto por quem o odiou. Ninguém fica indiferente diante dessa história contada em ritmo nervoso, pontuada por violência gráfica e com um quê de “Crash: Estranhos Prazeres” (1996), de David Cronenberg, principalmente por carregar de erotismo a relação entre humanos e máquinas.
Para começar, Alexia (vivida pela estreante Agathe Rousselle) desperta estranheza e até repulsa no espectador. Com uma placa de titânio em seu cérebro, desde que sofreu um acidente de carro na infância, a jovem terá um comportamento bizarro do começo ao fim. Mas quem embarca na loucura, aos poucos percebe que a protagonista é uma desculpa para diretora francesa Julia Ducournau refletir sobre barreiras sexuais, estereótipos masculinos e femininos, fluidez de gêneros e amor incondicional.
Comprado pela plataforma de streaming Mubi, onde sua estreia ainda não foi definida, “Titane” foi recompensado sobretudo por seu atrevimento, o que vem acompanhado, muitas vezes, de humor. Quando a personagem engravida do Cadillac, seus peitos não se enchem de leite e sim de óleo para motor, o que arranca gargalhadas da plateia.
E talvez a escolha de “Titane” tenha sido a melhor maneira de honrar a própria audácia de Cannes, de apostar em festival presencial em tempos de covid-19. E sem deixar que a sua magnitude, por ser o maior festival de cinema do mundo, fosse ofuscada pela pandemia. Todos os dias o seu tapete vermelho exportou imagens de estrelas para todo o mundo. E sem que elas perdessem o glamour, cobrindo o sorriso com máscaras.
Para isso, foi preciso criar uma espécie de “bolha sanitária”. E de grande porte, por envolver cerca de 28 mil participantes, o que exigiu uma logística complexa e arriscada. A maioria dos credenciados precisou ser testada, a cada 48 horas. Foi o único jeito de controlar a entrada no Palais des Festivals de quem não conseguiu comprovar vacinação completa (dentro da Europa) ou não tinha um atestado recente de recuperação de covid-19.
O controle, apesar de trabalhoso, demonstrou ser eficaz, até porque o uso da máscara, obrigatório (exceto para as estrelas no tapete), nem sempre foi respeitado nas salas de cinema. Quando as luzes se apagavam, era comum ver espectadores tirando a proteção, em espaços como o Grand Théâtre Lumière, com capacidade para até 2.300 pessoas. Mas nada que tenha comprometido a segurança de Cannes. No final, o festival saiu vitorioso, servindo provavelmente de modelo para outros grandes do gênero daqui para frente.
Antes da estatueta principal cair nas mãos de Julia Ducournau, houve quase uma chuva de troféus. Duas categorias tiveram dois vencedores, o que sempre enfraquece a conquista. O iraniano Asghar Farhadi, diretor de “A Hero”, dividiu o Grande Prêmio do Júri com Juho Kuosmanen, por “Hytti N°6”, que representou a Finlândia.
O Prêmio do Júri foi dividido entre “Memória”, de Apichatpong Weerasethakul (Tailândia), e “HaBerecht”, de Nadav Lapid (Israel). A comédia musical “Annette” deu ao francês Léos Carax a estatueta de melhor diretor, enquanto coube à produção japonesa “Drive My Car”, a preferida dos críticos, apenas o prêmio de melhor roteiro.
O troféu de melhor ator foi entregue a Caleb Landry Jones, pelo filme australiano “Nitram”. Na categoria de melhor interpretação feminina, Renate Reinsve foi premiada, por “Verdens Verste Menneske”, representando a Noruega.
A premiação deste ano teve um gostinho brasileiro, já que o cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho integrou o júri presidido por Spike Lee. O americano também deu constantes provas de ousadia durante os 12 dias da maratona cinematográfica. Sobretudo com o seu guarda-roupa. Depois do terno cor-de-rosa choque usado na abertura, o diretor escolheu um traje multicolorido para o encerramento, sempre acompanhado de tênis de basquete.
Mas nada surpreendeu tanto quanto a gafe que Lee cometeu nesta noite. Atrapalhado, o cineasta revelou logo no início da cerimônia que “Titane” levaria a Palma de Ouro, para o desespero da apresentadora Doria Tillier, que tentou disfarçar e contornar a situação. A cineasta francesa Mati Diop, também do júri, cobriu o rosto com as mãos, inconformada.