Conmebol confirma Brasil como sede da Copa América 2021
Depois de ser campeão em casa em 2019, país será sede novamente

 

Da Agência Brasil

Na manhã desta segunda-feira (31), a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) confirmou através das redes sociais que a Copa América de 2021 será sediada pelo Brasil. O acordo foi firmado depois que a Argentina, através de um comunicado do Ministro do Interior daquele país, Wado de Pedro, confirmar que não teria condições de sediar o torneio pela piora da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Com aproximadamente 45 milhões de habitantes, a Argentina já registrou mais de 3,6 milhões de casos da doença e 76 mil mortes causadas pelo vírus.

“A Copa América de 2021 será disputada no Brasil. As datas de início e finalização do torneio estão confirmadas. As sedes e a tabela serão informadas pela Conmebol nas próximas horas”, disse a Confederação Sul-Americana de Futebol em sua conta no Twitter. Também pela rede social, o presidente da entidade, Alejandro Domínguez, agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro e à CBF por “sediar o torneio de seleções mais antigo do mundo”.

A Copa América ocorrerá entre os dias 13 de junho e 10 de julho, com a participação de 10 seleções divididas em dois grupos. Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai estão no Grupo A. Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela formam o Grupo B.

Além da Argentina, a previsão inicial da Conmebol era fazer o torneio também na Colômbia, que tinha desistido anteriormente pela grave crise social que tomou conta do país.

De acordo com a Conmebol, a premiação para o campeão da Copa América será de US$ 10 milhões (cerca de R$ 57 milhões). E cada seleção participante receberá US$ 4 milhões (quase R$ 23 milhões). Em 2019, o Brasil, que foi o campeão, faturou US$ 7,5 milhões.

OSB apresenta 1º concerto gravado no palco desde o início da pandemia
Concerto foi gravado em teatro, ainda sem presença de público

 

Da Agência Brasil

A Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) apresenta ao público a partir de hoje (26), às 20h, seu primeiro concerto no palco da Sala Cecília Meireles, desde o isolamento social imposto pela pandemia de covid-19. A apresentação foi gravada no último dia 20, ainda sem a presença de público, e será exibida nas redes sociais da orquestra.

“A gente está voltando aos palcos, porque a orquestra, desde o início da pandemia, estava produzindo seus conteúdos artísticos 100% remotamente, com os músicos em isolamento social, de suas casas. Mas, agora, com esse primeiro concerto, a gente voltou a reunir os músicos no palco”, disse à Agência Brasil o diretor executivo da Fundação OSB, Gregório Tavares.

Ele contou que o encontro dos artistas, depois de tanto tempo isolados, foi emocionante. “A gente ficou à flor da pele. O primeiro ensaio desse programa foi realmente um fluxo de emoções muito grande, os colegas se encontrando, tendo a oportunidade de fazer música juntos, mesmo que a gente ainda esteja sem a presença do público, porque sabemos que há uma troca muito grande. Mas o fato de os músicos estarem reunidos na sala de ensaio, de a gente poder sentir o palco, poder ouvir o som do outro, essa troca faz muita diferença para os músicos da orquestra”, afirmou Tavares.

Retomada

Como a OSB fará uma retomada gradual nos primeiros programas que serão feitos nos meses de maio e junho deste ano, a opção foi pela formação de câmara reduzida, com a presença de até cinco músicos. Gregório Tavares informou que a partir de junho, a ideia é dar um salto para um número maior de músicos no palco. “Mas, nesses primeiros programas, são quintetos. Cinco músicos reunidos no palco”. Gradativamente, o tamanho da orquestra será ampliado. “Porque a gente sabe que a pandemia ainda está aí, está bastante ativa, e as coisas precisam ser feitas com muito cuidado, para preservar os músicos, a equipe”.

No total, a OSB tem 65 músicos. Até o final do ano, a expectativa é que sejam feitas entre 35 e 40 apresentações. O diretor informou que a previsão inicial, para conseguir receber o público presencialmente, é a partir de agosto ou setembro. Tudo, porém, vai depender de definições das autoridades públicas, lembrou. “Não existe uma certeza, mas existe um planejamento para que, em agosto ou setembro, a gente volte a receber o público, mesmo que reduzido”.

Programa

Nesse primeiro concerto hoje, os músicos apresentarão obras de Luiz Alvarez Pinto e Wolfgang Amadeus Mozart, abrindo a Série Clássica Brasileira. O grupo, formado por Clovis Pereira Filho (violino), Daniel Passuni (violino), Samuel Passos (viola), André Rodrigues (viola) e Emilia Valova (violoncelo) interpreta o Quinteto para Cordas nº4 K.516, que Mozart escreveu em 1787.

Como todos os quintetos de cordas do compositor austríaco, é uma obra escrita para o que é conhecido como “quinteto com viola”, uma vez que a instrumentação consiste num quarteto de cordas mais uma viola adicional. Ou seja, dois violinos, duas violas e um violoncelo. Essa é considerada uma das maiores obras de Mozart e, também, uma das mais tristes, pois tem caráter sombrio e melancólico, típico das composições mozarcianas em Sol Menor, informou a Fundação OSB.

Em seguida, será apresentada a obra Te Deum Laudamus (6 Peças Barrocas), do compositor brasileiro do século 18, o pernambucano Luiz Alvarez Pinto. Ela será interpretada pelo quinteto formado por Clovis Pereira Filho (violino), Daniel Passuni (violino), Samuel Passos (viola), Emilia Valova (violoncelo) e Rodrigo Fávaro (contrabaixo). A primeira execução moderna dessa obra ocorreu em 1968, no IV Festival de Música de Curitiba, sob a direção do Pe. Jaime Diniz.

OSB

A Orquestra Sinfônica Brasileira foi fundada em 1940 e é considerada um dos conjuntos sinfônicos mais importantes do país. Em seus 80 anos de trajetória ininterrupta, a OSB realizou mais de 5 mil concertos. Foi a primeira orquestra a realizar turnês pelo Brasil e o exterior, apresentações ao ar livre e projetos de formação de plateia. Em abril de 2021, a orquestra foi registrada como patrimônio cultural imaterial da cidade do Rio de Janeiro.

Festival de Música Nacional FM 2021 abre inscrições para 13ª edição
O registro é feito no site oficial da Rádio Nacional FM

 

Troféu do Festival de Música Nacional FM

 

Agência Brasil

A partir desta segunda-feira (17), estão abertas as inscrições para a 13ª edição do Festival de Música Nacional FM. Músicos e compositores do Distrito Federal e região do Entorno poderão inscrever até o dia 30 de julho. O registro é feito, exclusivamente, no site oficial da Rádio Nacional FM de Brasília

O festival vai premiar compositores nas seguintes categorias: Melhor Música com Letra, Melhor Música Instrumental, Melhor Intérprete Vocal, Melhor Intérprete Instrumental, Melhor Letra, Melhor Arranjo e as premiações de Música Mais Votada na Internet e Melhor Torcida.

Para se inscrever, os candidatos deverão preencher uma ficha e anexar os arquivos das músicas e documentos necessários na página oficial do festival. Caso surjam dúvidas, o contato com a coordenação do festival pode ser feito no e-mail festivalnacionalfm@ebc.com.br.

Você pode ler o edital com todo o regulamento do festival clicando neste link .

Em 2020, o festival teve 319 inscrições. De acordo com o coordenador do festival, Carlos Senna, a expectativa é que a marca do ano passado (a maior da história do festival) seja superada. “As expectativas para a edição deste ano são para um novo recorde de inscrições”, afirma.

Após a primeira fase, 50 músicas serão selecionadas para serem executadas durante a programação da Nacional FM e estarão disponíveis para votação aberta no site do festival. Das 50 composições, 12 serão classificadas para a fase final (uma por voto popular e 11 por meio de um júri técnico).

As finalistas continuarão sendo veiculadas na programação da Nacional FM e farão uma apresentação em um show, no dia 27 de novembro, em que serão divulgados os vencedores das oito categorias. A realização do show desse ano com a presença de público depende da situação da pandemia em novembro de 2021.

Governo de SP anuncia investimento de R$ 180 milhões no setor cultural
Valor será destinado a 9.340 projetos

 

Da Agência Brasil

O governo de São Paulo vai investir R$ 180 milhões em projetos culturais no estado paulista. O investimento será destinado a 9.340 projetos de artistas, produtores culturais e prefeituras que vão ser selecionados por chamadas públicas e curadorias independentes. O anúncio foi feito hoje (11) pelo governador do estado, João Doria.

O objetivo do governo é estimular a retomada das atividades culturais e criativas, que foram fortemente impactadas pela pandemia do novo coronavírus. A expectativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa é gerar até 138 mil postos de trabalho e um impacto econômico de R$ 300 milhões.

O investimento será feito por meio de três programas de fomento: o Programa de Ação Cultural (ProAC) Expresso Editais; o ProAC Expresso Direto; e o Juntos pela Cultura.

Além desse investimento estadual, o governo vai utilizar também recursos da Lei Aldir Blanc. Neste caso, serão utilizados mais R$ 18 milhões para 11 linhas de prêmios nas áreas de teatro, dança circo, literatura, artes visuais, música, audiovisual e Pontos de Cultura.

Para o ProAC Expresso Editais, serão destinados R$ 60 milhões. Esse investimento oferece 36 linhas de fomento, entre elas uma voltada para projetos culturais relacionados ao Centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, outra para propostas relativas ao Bicentenário da Independência do Brasil e a última para primeiras obras de artistas iniciantes.

O ProAC Expresso Direto, que substitui o ProAC Expresso ICMS, de incentivo fiscal à cultura, mantém o mesmo valor de investimento de R$ 100 milhões, em quatro linhas de fomento.

O Juntos pela Cultura é um programa de fomento e difusão online e presencial que prevê parcerias com prefeituras. Neste ano, serão oferecidas quatro novas linhas, entre elas a #ArteUrbanaSP, dirigida a municípios para apoio à realização de murais de arte urbana e composição de galerias a céu aberto, e o #MaisGestãoSP, de capacitação em políticas públicas para a economia criativa voltado a gestores públicos municipais. Neste programa, serão oferecidas, ao todo, 12 linhas, sendo sete para municípios, quatro para artistas e uma para organizações, com um valor total de R$ 20 milhões.

Mais informações sobre os programas podem ser obtidas no site.