Mitsubishi Electric e Nozomi Networks firmam acordo para impulsionar a segurança em ambientes de Tecnologia Operacional
Parceria irá entregar soluções completas de segurança para sistemas de TO para garantir maior disponibilidade dos sistemas

(Foto: Freepik)

A Mitsubishi Electric Corporation acaba de fechar um acordo com a Nozomi Networks Inc, desenvolvedora e distribuidora de soluções de segurança de Tecnologia Operacional (TO) e, agora, as duas empresas vão unir suas expertises para o lançamento de novas soluções de segurança de TO, incluindo marketing e desenvolvimento técnico. Como parte do acordo, a Mitsubishi Electric adquiriu uma participação acionária na Nozomi Networks.

As tecnologias de visualização de rede e de detecção de intrusões da Nozomi Networks serão integradas aos produtos de automação industrial e soluções de segurança de TO da Mitsubishi Electric, criando soluções abrangentes de segurança de sistemas de TO que entregam segurança robusta e garantem o funcionamento contínuo do sistema.

As práticas abrangentes de segurança de sistema de Tecnologia Operacional, que vão desde a visualização/detecção de intrusões até a defesa da rede e do acesso remoto, serão concluídas com a incorporação dos produtos e tecnologias dos parceiros da Mitsubishi Electric – TXOne (desde dezembro de 2023) e Dispel (desde fevereiro de 2024).

Com a entrega de ambientes mais seguros para a utilização de dados provenientes de ambientes de TO, a Mitsubishi Electric pretende acelerar a manufatura digital aproveitando as informações coletadas ao longo de todo o ciclo de vida do produto, desde a concepção e instalação até a operação e manutenção, fortalecendo assim o negócio de Engenharia Circular Digital da empresa.

“A segurança de TO é essencial para uma jornada contínua de transformação digital dos negócios da Mitsubishi Electric. Combinando as nossas tecnologias de controle de produção e de segurança dos sistemas de informação com as tecnologias de visualização e detecção de intrusões da Nozomi Networks, esperamos criar ambientes seguros de TO e promover o uso de dados em toda a sociedade”, afirmou Kunihiko Kaga, Diretor Executivo Representante da Mitsubishi Electric e responsável pela área de negócio Indústria e & Mobilidade. “Unir o conhecimento e a cocriação dentro e fora do grupo Mitsubishi Electric está alinhado ao nosso objetivo de adotarmos o modelo de uma empresa de Engenharia Circular Digital, capaz de contribuir para uma sociedade mais segura, mais protegida e mais sustentável”.

“A Mitsubishi Electric e a Nozomi Networks compartilham uma visão sobre como os dados e análises corretos podem desencadear importantes melhorias operacionais e de segurança cibernética. No atual ambiente de ameaças e condições econômicas, os operadores de infraestruturas críticas em todo o mundo precisam mais do que nunca dessas duas capacidades. Estamos orgulhosos em firmar essa parceria com a Mitsubishi Electric e com a sua equipe de líderes de inovação – e honrados por contar com o seu investimento. Juntos, forneceremos soluções avançadas de segurança cibernética que poderão ser facilmente escaladas em ambientes industriais com sistemas heterogêneos e de infraestrutura crítica”, disse Edgard Capdevielle, CEO da Nozomi Networks.

Como os equipamentos e sistemas locais estão cada vez mais conectados à Internet e a outras redes, impulsionando a transformação digital das linhas de produção com a adoção de dispositivos IoT, aumenta a importância das medidas de segurança para TO e TI. A segurança de TO abrange diversos dispositivos de controle, como controladores lógicos programáveis (CLPs) e robôs, tornando cada vez mais desafiador compreender todos os processos do sistema e garantir a sua contínua operação. Tal complexidade dificulta a aplicação de medidas de segurança uniformes e a fácil parada ou desconexão de um sistema quando uma anomalia é detectada.

123 milhões de brasileiros irão presentear no Dia das Mães, aponta pesquisa
Dados da iO Diversidade, Instituto Locomotiva e QuestionPro mostram que cresce o desejo de presentear no Dia das Mães e que quatro em cada dez brasileiros pretendem gastar mais do que no ano passado

(Foto: Freepik)

O brasileiro está disposto a comprar mais no Dia das Mães de 2024. Neste ano, oito em cada dez irão presentear alguém na data comemorativa. Os dados indicam um aumento de 14 pontos percentuais na intenção de presentear em comparação com o ano anterior, quando 66% dos entrevistados presentearam alguém. Os dados são de um levantamento encomendado pela iO Diversidade e realizado pelo Instituto Locomotiva e QuestionPro, que também aponta que a maioria dos entrevistados (65%) planeja gastar até R$ 200, enquanto 35% dos brasileiros pretendem gastar mais de R$ 200 em presentes. A disposição para gastar varia entre as classes sociais: 42% da classe DE planeja gastar até R$ 100, contrastando com 15% da classe AB.

Metade da população pretende manter o mesmo gasto do ano passado na compra do presente, enquanto 36% querem gastar mais e 24% da população quer gastar menos do que no ano passado. Roupas e acessórios formam a categoria mais citada (45%), seguida por cosméticos (36%) e chocolates (27%).

Para Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, a expectativa positiva se deve à melhoria das condições de consumo. “Com a taxa de juros em queda e o desemprego em patamares baixos mais gente tem condição de presentear suas mães na data, que é tão simbólica para os brasileiros.”

A expectativa de serem presenteadas é maior entre mães de classe AB, das quais 87% têm a expectativa de serem presenteadas, enquanto entre mães das classes DE a expectativa de receber presentes cai para 75%, mas ainda assim é majoritária. Entre aqueles que pretendem comprar ou já compraram, a maioria (78%) vai dar o presente para a própria mãe. Esposas ou namoradas ocupam o segundo lugar de menções (27%), seguidas por sogras (14%) e irmãs, tias ou primas (9%). Entre homens casados, 75% pretendem presentear a esposa.

A pesquisa quantitativa realizou 1.500 entrevista com homens e mulheres de todo o País, de 15 a 22 de abril de 2024. A margem de erro é de 2.5 p.p.

Evento leva cultura vintage a Botafogo no próximo final de semana
Ocupa Vintage é uma parceria entre Acervo Vintage e O Grito, e traz a moda clássica para a atualidade

Da Redação

Primeira edição do Ocupa Vintage, em julho de 2023.

Três amigos e sócios tinham o desejo de criar um ambiente criativo e dedicado exclusivamente à cultura vintage: assim surgiu o Ocupa Vintage, evento organizado pela loja Acervo Vintage, das sócias Manoela Carvalho e Flavia Kux, em parceria com o bazar O Grito, fundado por Thiago Neves, e que vai levar peças clássicas remodeladas e exclusivas para os amantes desse estilo. “Queríamos que o Ocupa Vintage se assimilasse mais com uma vernissage do que com uma feira, que era o que conhecíamos até então. Os clientes têm que se sentir em casa, em um ambiente acolhedor que proporcione conexões e boas conversas”, explica Manoela, co-fundadora do Acervo Vintage.

Manoela Carvalho, co-fundadora do Acervo Vintage.

O evento, que acontecerá nos dias 3 e 4 de maio no atelier do Acervo Vintage, vai apresentar roupas e assessórios únicos e exclusivos com pelo menos 20 anos de existência – é uma característica essencial da loja de Manoela e Flavia. O objetivo é reestabelecer uma conexão entre as gerações e trazer ao dia-a-dia o que fez parte de sua história.

Desde julho de 2023, na primeira edição do Ocupa Vintage, muitas ideias novas surgiram até que o modelo atual fosse consolidado: além de um evento de vendas, o desejo dos organizadores é apresentar o vintage como uma abordagem contemporânea, cheia de estilo e personalidade, em um ambiente que proporcione sinergia para os apreciadores da cultura.

“A sinergia entre as pessoas que circulam no evento é muito legal e divertida. Quem passa por lá tem a oportunidade de garimpar uma peça linda e exclusiva, cuidadosamente selecionada pelas nossas curadorias”, comenta Thiago, fundador do O Grito.

“Um dos principais desafios do vintage é a falta de variação de grade, cada peça é única. Com uma curadoria ampliada e variada, conseguimos oferecer uma seleção mais diversificada para os clientes e curiosos que passam pelo evento.” resumiu Flavia.

Serviço:

Dias: 03 e 04/05.
Horário:
Sexta-feira (03/05) das 14h às 21h, sábado (04/05) das 11h às 20h.
Local:
Acervo Vintage – Rua Conde de Irajá, 370 / 3º andar – Botafogo

 

Fotos da primeira edição do Ocupa Vintage.

Gasto de empresas com plano de saúde não vai quebrar ninguém, diz Appy
Secretário extraordinário da Reforma Tributária diz que 'estão criando tempestade em copo d'água' nas discussões sobre o tema

Publicado inicialmente pela Folha de S.Paulo. Leia aqui.

O secretário extraordinário da Reforma Tributária, Bernard Appy, em audiência no Senado (Foto: Agência Senado)

O secretário extraordinário da Reforma Tributária, Bernard Appy, rechaçou, nesta sexta-feira (26), as críticas de alguns empresários sobre trecho da proposta que impede as empresas de aproveitarem o crédito do imposto pago nas despesas com plano de saúde.

“Quando eu pago o meu funcionário e ele compra um plano de saúde, ele vai ser tributado. [Quando] uma empresa do Simples contrata um plano de saúde para os seus funcionários, ela vai ser tributada e não vai ter crédito. Aí, uma empresa do regime regular contrata um plano de saúde e recebe o crédito. Por que eu tenho que desonerar o consumo de plano de saúde? Quem se beneficia do plano de saúde é o empregado e a família do empregado”, disse Appy em evento organizado pela Amcham (Câmara Americana de Comércio para o Brasil).

“Por que eu tenho que desonerar quando o plano de saúde é contratado por uma empresa do lucro real ou presumido e não desonero quando é contratado por uma empresa do Simples e não desonero quando é contratado pela pessoa física?”, acrescentou.

O secretário abordou o tema após ser questionado por um dos executivos que estavam na plateia de que a não utilização do crédito nesse caso causaria impactos na áreas saúde e maior pressão no SUS (Sistema Único de Saúde).

A reforma tributária tem como base a criação de um modelo de tributação chamado de IVA (Imposto sobre Valor Agregado), que incide de forma não cumulativa, gerando um crédito para a próxima empresa na cadeia de produção. A empresa pode descontar o que já foi pago e recolher o imposto sobre a diferença.

Mas, no caso dos planos de saúde, as empresas não poderão aproveitar esse crédito, assim como gastos com seguro de vida.

Essa exclusão gerou críticas de vários executivos e é vista como uma das mais polêmicas do projeto de lei que regulamenta a reforma tributária apresentado pelo Ministério da Fazenda nesta semana.

Appy argumenta que a decisão de uma empresa de ofertar plano de saúde aos seus funcionários representa uma remuneração indireta; ou seja, sem ligação direta com a atividade da empresa.

Os tributos pagos na contratação de seguro contra acidente de trabalho, por outro lado, poderão ser abatidos no recolhimento da empresa, uma vez que têm a ver com a atividade exercida por ela.

“[Esse impedimento] não vai quebrar ninguém, vou ser bem claro aqui. Se hoje tem alguma distorção que gera uma vantagem competitiva para o plano coletivo, em detrimento do plano individual, essa distorção vai deixar de existir; esse é o princípio da neutralidade […] tenho certeza absoluta de que todo mundo vai continuar tendo direito ao plano de saúde”, disse Appy. Segundo ele, os críticos da medida “estão criando uma tempestade em um copo d’água”.

De acordo com a Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), a impossibilidade de as empresas aproveitarem o crédito do imposto pago nas despesas com plano de saúde atrapalha o setor. “A gente está indo em sentido contrário do mundo. O mundo ou isenta ou coloca alíquota zero no plano de saúde quando se fala em IVA”, diz Gustavo Ribeiro, presidente da associação.

“O absurdo é que uma reforma tributária que visa desburocratizar, numa área tão sensível como é a área de saúde vem burocratizando e onerando mais. O norte deveria ser facilitar a vida do cidadão”, acrescenta.

Os planos de saúde, por sua vez, serão tributados em regime específico. A base de cálculo será uma espécie de margem, obtida a partir da diferença entre prêmios e contraprestações pagas pelos usuários e os gastos com cobertura.

A alíquota será a mesma aplicada aos serviços de saúde, equivalente a 40% da cobrança de referência. O governo estimou uma alíquota média de 26,5% —se confirmada, a alíquota reduzida ficaria em 10,6%.

O ministro Fernando Haddad (Fazenda) entregou ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (24) a primeira proposta de regulamentação da reforma tributária (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados)

Imposto Seletivo

Ainda no evento desta sexta, Appy disse que o imposto seletivo, que incide sobre produção, extração, comercialização ou importação de bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, tem natureza extrafiscal e não arrecadatória.

“Ele é desenhado para ser extrafiscal; as pessoas não entenderam isso. Sessenta por cento da arrecadação do imposto seletivo, que é federal, vai para estados e municípios. Quem é que vai querer usar, com fins arrecadatórios, o imposto do qual ele tem o ônus de cobrar e fica com 40% da arrecadação? Não faz sentido querer usar o imposto seletivo para fins arrecadatórios”, afirmou.

O governo incluiu no escopo desse tributo a aquisição de veículos, aeronaves e embarcações. Para o Executivo, a inclusão se justifica porque eles são “emissores de poluentes que causam danos ao meio ambiente e ao homem”.

Empresários, porém, temem que o imposto incida mais de uma vez sobre um mesmo bem ao longo da cadeia produtiva, gerando possível cumulatividade. O moderador do evento da Amcham, por exemplo, questionou Appy sobre a possibilidade de o aço utilizado na produção de um veículo ser alvo do imposto, assim como a venda do próprio veículo.

“A incidência é monofásica, agora mineral é uma coisa, carro é outra. Quem colocou os minerais na base do imposto seletivo foi o Congresso Nacional. Foi o Senado Federal e foi mantido na Câmara dos Deputados. Não foi o governo que colocou isso, nunca defendemos isso”, disse o secretário.