Nova solução une IA, mapas e bancos de dados para revolucionar gestão de risco no setor de Óleo&Gás
Consultoria Capco desenvolve ferramenta que automatiza processos manuais, integra informações e reduz para segundos as análises para tomada de decisões

Da Redação

Identificar quais comunidades de pescadores estão próximas de um duto, cruzar informações de uma licença ambiental com áreas protegidas ou antecipar conflitos territoriais antes que aconteçam. Essas análises complexas de riscos costumam ser manuais e levam horas ou até dias, mas uma solução que une inteligência artificial (IA), mapas, e bancos de dados cruzados pode fazer isso em segundos. É o que mostrou um estudo que a Capco, consultoria especializada em gestão e tecnologia nos setores de Óleo&Gás (O&G) e finanças, realizou na Baía de Guanabara (RJ), a base para atividades das bacias de Santos e Campos, que a criadora da tecnologia. 

O principal objetivo da solução é fazer a prevenção e o gerenciamento de riscos de forma mais assertiva e eficiente. De acordo Diogo Santos, Head de IA da Capco. “Nas simulações na Baía de Guanabara (RJ), uma das regiões de maior vulnerabilidade socioambiental do país, um dos resultados foi a IA identificar, em segundos, comunidades de pescadores potencialmente impactadas por um acidente. Além da velocidade, a solução contribui para reduzir retrabalho, sobreposição de ações em campo e falhas de comunicação entre os diferentes atores envolvidos no território”, completa. 

O diferencial inovador da solução da Capco é a convergência do Sistema de Informação Geográfica (SIG), que gera diversos dados territoriais, com os chamados grafos de conhecimento, uma espécie de bancos de dados que cruzam informações. Com base nisso, a IA interpreta fornece respostas às demandas dos usuários. É uma união muito recente e praticamente inexistente em gestão de áreas, licenciamento ambiental e relacionamento com comunidades. 

O setor de O&G tem uma longa lista de atores, vulnerabilidades humanas e socioambientais. Além disso, dados como licença ambiental, dutos, unidades de conservação, comunidades e acidentes estão fragmentados em instituições como a Agência Nacional de Petróleo (ANP) e o Ibama. “Isso gera processos lentos de buscas, de interpretação técnica e de tomada de decisões. Com a nossa solução, apuramos melhorias significativas na análise geoespacial, na antecipação de conflitos e redução de retrabalho e de custos com ações em campo. É a solução de problemas cotidianos”, explica Diogo.

Segundo o executivo, nas simulações na Baía de Guanabara (RJ), uma das regiões de maior vulnerabilidade socioambiental do país, a IA identificou, em segundos, comunidades de pescadores potencialmente impactadas por um acidente.  

A Capco prevê uma expansão da sua solução inicialmente para o setor de óleo e gás e, em seguida, para outros segmentos que dependem de gestão territorial e de tomada de decisão baseada em localização, como energia elétrica, mineração e agronegócio. Como não há registro de uso consolidado de uma solução como a da consultoria no setor petrolífero brasileiro ou no exterior, a empresa se posiciona na fronteira da inovação nesse campo. 

“A solução possui potencial para apoiar diferentes atores envolvidos na governança territorial de regiões petrolíferas, incluindo empresas, órgãos públicos, instituições de fiscalização e equipes técnicas. Isso porque organiza e disponibiliza informações provenientes de múltiplas fontes em um ambiente integrado e espacializado. Além do uso corporativo amplo, a solução também pode ser aplicada de forma mais específica em áreas como Responsabilidade Social, Meio Ambiente, ESG, Socioeconomia, Emergência, Planejamento Territorial e Relacionamento Comunitário. Por isso, fortalece a governança ESG ao ampliar a transparência, rastreabilidade e capacidade analítica sobre o território”, resume Diogo. 

A Capco apresentou seu estudo sobre a ferramenta no Bahia Oil & Gas Energy 2026, um dos principais eventos do setor de energia do país. 

Banco do Nordeste tem alta de 43% no lucro no primeiro trimestre de 2026
Resultado operacional chega a R$ 878,3 milhões e volume de crédito contratado ultrapassa R$ 11,5 bilhões

 

Da Redação

O Banco do Nordeste (BNB) registrou lucro líquido de R$ 488 milhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 43% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado operacional somou R$ 878,3 milhões, alta de 21,8%.

No período, o Banco contratou R$ 11,5 bilhões em crédito, distribuídos em 1,2 milhão de operações. Os desembolsos totais atingiram R$ 12,5 bilhões, avanço de 3,2% na comparação anual.

Segundo a Instituição, o desempenho é impulsionado principalmente pela expansão da carteira de crédito e pelo aumento das receitas com prestação de serviços.

“Os resultados alcançados no primeiro trimestre evidenciam o avanço da eficiência operacional do Banco, com ganhos de produtividade e melhor alocação de recursos, refletidos diretamente nos resultados alcançados. Ao mesmo tempo, traduz o compromisso da administração com a execução das políticas públicas do Governo Federal, sob a liderança do presidente Lula, e com o cumprimento de sua missão institucional de impulsionar a atividade produtiva regional e promover o desenvolvimento econômico e social de forma sustentável. Esses avanços também se traduzem na ampliação dos negócios e na melhoria contínua do atendimento aos clientes, contribuindo para a qualidade de vida da população”, afirma o presidente do Banco, Paulo Câmara.

Carteira de crédito cresce e alcança R$ 181,4 bilhões

A carteira de crédito administrada encerrou o trimestre em R$ 181,4 bilhões, crescimento de 12,4% frente ao mesmo período de 2025. O avanço, segundo a direção do Banco, está associado ao aprimoramento dos processos de concessão e à ampliação do acesso ao financiamento.

O diretor financeiro e de crédito, Wanger Rocha, destaca que a instituição vem modernizando produtos e serviços, com foco em agilidade e soluções integradas.

“Também estamos diversificando as fontes de funding, por meio de parcerias com organismos multilaterais e instituições voltadas ao desenvolvimento, especialmente para apoiar investimentos sustentáveis”, afirma.

Microfinanças impulsionam contratações

Os programas de microcrédito urbano e rural mantiveram trajetória de crescimento. Entre janeiro e março, foram contratados cerca de R$ 6 bilhões em 1,1 milhão de operações, alta de 13,5% na comparação anual.

O programa Crediamigo movimentou R$ 3,2 bilhões (+3,6%), enquanto o Agroamigo alcançou R$ 2,4 bilhões, com crescimento expressivo de 29,8%.

Abrasel: apoio à redução da escala 6×1 começa a cair e aprovação não é consenso
Associação avalia que a rejeição à medida vai crescer, conforme apresentação do real impacto

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) avalia que não há consenso na sociedade sobre a aprovação da proposta de redução da jornada de trabalho sem redução de salário. Contrariando a ideia de que a medida seria aprovada com facilidade, a entidade acredita que o apoio tende a cair à medida que os custos reais começam a ser discutidos de forma mais clara e objetiva.

O debate público, até agora, concentrou-se quase exclusivamente no benefício aparente de trabalhar menos e manter a renda. No entanto, os impactos econômicos e sociais da mudança, como aumento de custos, pressão sobre preços, escassez de mão de obra e redução da oferta de serviços, começam a entrar na pauta da sociedade. Esse movimento já é perceptível e deve se intensificar nos próximos dias.

A avaliação da entidade é que a proposta vem sendo apresentada de forma incompleta e desonesta, sem explicitar quem arca com os custos e quais são as consequências práticas para o dia a dia da população. Em setores intensivos em mão de obra, como restaurantes, atendimento médico e hospitalar, serviços públicos (limpeza, água e esgoto, manutenção da rede elétrica) e outros, manter o mesmo nível de funcionamento com menos dias trabalhados implica aumento relevante de despesas, que tende a ser repassado aos preços ou a resultar em redução de horários e serviços.

No Rio de Janeiro, onde bares e restaurantes enfrentam dificuldades históricas para contratação e retenção de mão de obra, o impacto seria ainda mais sensível. Para Maurício Costa, presidente da Abrasel-RJ, a proposta ignora a realidade do setor e pode comprometer não só a sustentabilidade dos negócios, como também a oferta de empregos nos bairros e cidades mais pobres do Estado.

“Todo empreendedor do nosso setor é favorável à melhoria das condições de trabalho e à valorização dos profissionais. No entanto, mais preocupante do que a redução da jornada, seria a proibição da escala de 6 dias na semana. Nosso setor tem por natureza funcionar 7 dias por semana, na maioria dos casos. Nossa atividade funciona tanto em dias úteis como também nos finais de semana e feriados. No Rio de Janeiro, por conta da nossa vocação turística, essa dinâmica é ainda mais intensa. Vale destacar que o impacto será mais forte nos bairros e cidades mais pobres”, alerta Maurício Costa.

A economia fluminense está fortemente atrelada ao turismo, ao lazer e também à alimentação fora do lar. Neste cenário, o fim da escala 6×1 será prejudicial tanto para o comércio quanto para o consumidor, em especial das regiões menos desenvolvidas.

“A falta de mão de obra já é uma realidade em vários setores, incluindo o nosso. Temos a convicção que as regiões menos favorecidas acabarão tendo menor oferta de comércio e serviços, pois não vão conseguir competir com as grandes marcas de cidades e bairros mais ricos. É isso que queremos enquanto sociedade? Aprofundar essa desigualdade na oferta? Acredito que não. Por isso, a importância de um debate mais profundo que considere todos os impactos que essa medida poderia gerar. Propor essa mudança em caráter de urgência, sem um amplo estudo, não é uma forma responsável de tratar assunto tão sensível como esse”, completa Maurício Costa.

Para a Abrasel, a tentativa de acelerar a tramitação, sem um debate amplo e transparente, revela um viés político que ignora a complexidade do tema. “É natural que as pessoas gostem da ideia de trabalhar menos e ganhar o mesmo. O problema é vender esse conceito como se fosse um nirvana, escondendo os custos e os efeitos colaterais. Quando a sociedade passa a conhecer a conta, a opinião começa a mudar”, afirma Paulo Solmucci, presidente nacional da Abrasel.

Segundo ele, o debate precisa sair do campo do slogan e entrar no terreno da realidade. “Não existe benefício desatrelado de custos. Para sustentar o benefício o Brasil teria antes de ganhar produtividade, o que não tem acontecido. Então esse custo virá na forma de aumento de preços, redução de serviços ou perda de competitividade. Aprovar uma medida estrutural dessa natureza às pressas, sem transparência, é transferir o custo para o consumidor e para os mais pobres, que irão perder oferta de serviços”, conclui.

Para medir essa virada de percepção, a Abrasel encomendou uma pesquisa nacional que irá a campo entre os dias 4 e 6 de maio. A expectativa é que os resultados confirmem duas tendências simultâneas: queda no apoio à proposta e aumento da rejeição à medida, especialmente quando a sociedade compreende o tamanho da conta.

Senac-DF inaugura campus de pós-graduação, estúdio de podcast e centro de inovação

Durante a inauguração, José Aparecido Freire ressaltou que novo campus representa investimento em qualificação profissional

Da Redação

O Senac-DF inaugurou, na sexta-feira (24), um novo campus de pós-graduação da Faculdade Senac, na Asa Norte, em Brasília. Voltado à formação executiva, à pesquisa aplicada e à inovação, o espaço passa a se chamar Campus Marcus Fernandes, em homenagem ao diretor-geral do Departamento Nacional do Senac, e integra o complexo do Centro Administrativo Dr. José Roberto Tadros, sede do Sistema Fecomércio-DF.

A cerimônia marcou ainda a inauguração de dois ambientes estratégicos: o Estúdio de Podcast Elienai Câmara, voltado à produção de conteúdo e à comunicação institucional, e o Senac Open, Centro de Referência em Inovação e Tecnologia. Os novos espaços ampliam a atuação do Senac na educação superior e reforçam a conexão entre academia, mercado e sociedade.

Para o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, a entrega simboliza um investimento consistente na qualificação profissional e no desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal.

“Estamos fortalecendo a educação profissional e superior com uma estrutura moderna, conectada às transformações do mundo do trabalho. Saímos de sete para 19 unidades do Senac em menos de quatro anos, com cinco inaugurações apenas neste ano, o que demonstra compromisso, gestão responsável e impacto direto na vida da população”, afirmou.

Educação superior orientada à inovação

O diretor da Faculdade Senac-DF, professor Luís Afonso Bermudes, explicou que o novo campus materializa um projeto construído ao longo do tempo e reafirma o compromisso da instituição com a qualidade do ensino.

“Este campus foi desenhado para proporcionar aos nossos alunos o que há de mais moderno em termos de tecnologia e metodologia educacional. Acreditamos que a educação é a base de tudo e que, por meio dela, podemos transformar a realidade do País”, ressaltou.

Segundo ele, a Faculdade Senac vem se consolidando como referência no uso da inteligência artificial aplicada à educação, integrando inovação às matrizes curriculares e aproximando os estudantes da prática profissional.

Expansão e impacto no Distrito Federal

O diretor regional do Senac-DF, Vitor Corrêa, destacou o crescimento acelerado da instituição nos últimos anos e o impacto das ações no fortalecimento do setor produtivo do Distrito Federal.

“Ampliamos em 86% a carga horária ofertada pelo Senac, o que representa mais acesso à educação profissional e maior impacto no desenvolvimento econômico e social de uma cidade cuja vocação está no comércio, nos serviços e no turismo”, enfatizou.

Segundo Corrêa, o campus já está em funcionamento desde fevereiro, com 250 matrículas na pós-graduação, além de projetos inovadores em parceria com empresas e o poder público.

“Este espaço consolida uma nova fase do Senac: ambientes inovadores, formação alinhada às novas dinâmicas do mercado, projetos de inovação e produção de conteúdo que alcançam todas as nossas unidades no DF”, completou.