Custo-benefício do abastecimento com etanol é o maior desde setembro de 2018
Vantagem do biocombustível é maior em Mato Grosso, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás. A opção pela gasolina, todavia, ainda é mais vantajosa em estados do Norte, Nordeste e Sul

Em janeiro de 2024 o preço médio do litro do etanol correspondeu a 66,8% do valor cobrado pela mesma quantidade de gasolina comum, estabelecendo o menor patamar desde setembro de 2018, quando alcançou 66,9%. Comparativamente, na média das capitais, o indicador foi de 66,3% – renovando a mínima histórica também nesse recorte geográfico.

Em comparação à alternativa fóssil, trata-se do melhor momento do biocombustível na série histórica, iniciada em janeiro de 2017. Os dados são do Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas – Fipe.

FGV IBRE discute os erros e acertos da nova política industrial do país
Evento tem a parceria do jornal Folha de S. Paulo

Com um horizonte de dez anos, com investimentos de R 300 bilhões até 2026, o governo lançou a política Nova Indústria Brasil (NIB), na tentativa de reverter o processo de desindustrialização no País. A participação da Indústria de Transformação no Valor Adicionado (VA) a preços correntes, chegou a 15,31% em 2023. No entanto, a preços constantes de 1995 houve até um recuo em relação a 2019.

Por um lado, o programa foi recebido com críticas, especialmente sobre o impacto fiscal que as medidas apresentadas podem ter e, por outro, com elogios pela necessidade de o país voltar a ter uma indústria competitiva. Nesse contexto, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) e o jornal Folha de S. Paulo promovem o webinar​ “A Nova Política Industrial: Erros e Acertos”. O evento será realizado no dia 28 de fevereiro, às 10h, pelo canal da FGV no YouTube.

A moderação do evento será realizada por Fernando Canzian, repórter especial da Folha de S. Paulo. Os palestrantes são Armando Castelar, pesquisador associado do FGV IBRE; Marcos Mendes, pesquisador associado do Insper, e Nelson Marconi, professor adjunto da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP) e Coordenador do Centro de Estudos do Novo Desenvolvimento.

Previdência privada: setor cresce 8,8% em 2023, arrecadando mais de R$ 170 bilhões
Montante corresponde ao total de prêmios e contribuições no ano. Deduzidos os resgates, o valor líquido foi de R$ 42 bilhões, com alta de 28,4%, maior resultado desde a pandemia

Resultados consolidados de 2023 indicaram que os planos de previdência privada aberta seguem em crescimento no Brasil. De acordo com o mais recente relatório produzido pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida — Fenaprevi, o setor alcançou R 170,1 bilhões em captação (bruta) no período, registrando uma alta de 8,8% sobre 2022.
Já os resgates cresceram em um ritmo menos acelerado do que nos anos anteriores, fechando o ano em R 127,2 bilhões. Descontados os resgates do total arrecadado, houve captação líquida de R 42,9 bilhões, expansão de 28,4% em comparação com 2022 e o melhor resultado dos últimos anos.
Os ativos em planos de previdência privada aumentaram 14,2% em 2023, e já somam R 1,4 trilhão, ou seja, o equivalente a 13% do PIB nacional.
 
“O resultado é animador e consolida a tendência de recuperação da captação líquida pós-pandemia. Foram cerca de 225 mil novos entrantes em 2023, o que é ainda modesto considerando o déficit de cobertura da população brasileira e a relevância do produto em nossa sociedade, que está em rápido envelhecimento”, analisa Edson Franco — presidente da Fenaprevi.
 
Ele explica que, de certa forma, os números reforçam a confiança dos executivos em 2024, mas aponta que o maior desafio continua o mesmo: levar proteção para mais pessoas. “Apesar das questões socioeconômicas, é possível aumentar o nível de proteção à renda das famílias com os produtos e serviços existentes a partir de um trabalho de educação financeira, comunicação e conscientização dos brasileiros”, conclui.
 
VGBL: 90% da arrecadação foi neste tipo de plano
O estudo também acompanha os resultados por tipo de contratação de plano de previdência. Em 2023 foram arrecadados R 153 bilhões em planos VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), o equivalente a 90% da arrecadação total do setor. Os planos PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) receberam 8,2% das aplicações, ou R 14 bilhões, enquanto os demais R 3 bilhões foram investidos em planos Tradicionais, representando 1,8% do total arrecadado.
 
País possui 14 milhões de planos
 
O ano de 2023 foi encerrado com 14 milhões de planos de previdência privada. Desse total, 62% foram VGBL, 22% PGBL e 16% Tradicionais. Ao mesmo tempo, somente 2,8 milhões são planos coletivos, sinalizando o potencial de crescimento da indústria no mercado de trabalho nacional.
Em termos de participantes, já são 11 milhões de pessoas que possuem algum tipo de plano de previdência privada no país. Desses, 8,8 milhões estão em planos individuais, que é quando a própria pessoa toma a iniciativa de contratar a previdência privada. Outro indicador em que fica claro a possibilidade desse mercado avançar mais nos próximos anos.

Principais golpes virtuais para estar atento em 2024
Clonagem do WhatsApp e de cartões são alguns exemplos de fraudes comuns; saiba como identificar os golpes e se proteger

Um estudo realizado por um grupo de empresas apontou que o Brasil é o segundo país com mais crimes digitais na América Latina, ficando atrás apenas do México. De janeiro a setembro de 2023, por exemplo, mais de 80 mil brasileiros foram vítimas de golpes online, de acordo com o levantamento. As estatísticas preocupam e acendem um alerta para o novo ano que se inicia.
Por isso, a Netfive, empresa de TI especializada em segurança da informação, selecionou quatro principais golpes virtuais para estar atento em 2024. A empresa também elencou algumas dicas sobre como se proteger dessas fraudes e não se tornar uma vítima delas. Confira:
Clonagem do WhatsApp
Este golpe tem como objetivo obter os contatos da vítima, permitindo a extorsão ao se passar pelo verdadeiro dono do número. O processo começa com o criminoso adquirindo o número de telefone da vítima. Posteriormente, o fraudador tenta ativar o WhatsApp em seu próprio dispositivo.
Para efetivar esse procedimento, o golpista entra em contato com o usuário, fingindo ser um representante de uma plataforma de publicidade ou de empresas conhecidas. Eles usam o pretexto de precisar ativar um anúncio ou confirmar detalhes do cadastro.
O golpista então solicita um código de 6 dígitos, enviado por SMS à vítima. Este código concede acesso ao WhatsApp do usuário. Com o controle da conta, o criminoso se passa pela vítima, pedindo dinheiro aos contatos que, acreditando estar ajudando o amigo ou parente, acabam transferindo quantias para a conta bancária do criminoso, tornando-se vítimas também.
Sites falsos
Os criminosos criam sites falsos para a venda de mercadorias, principalmente eletrônicos e eletrodomésticos, usando endereços semelhantes aos de empresas famosas. Eles alteram apenas o final do endereço eletrônico ou trocam algumas letras, para reduzir a suspeita.

A aparência do site é idêntica ou muito semelhante a sites conhecidos, aumentando as chances de enganar a vítima. Esse tipo de golpe costuma aumentar durante períodos festivos e promocionais, como a Black Friday, por exemplo. Ao efetuar a compra, a vítima pensa estar adquirindo um produto ou serviço de uma empresa séria, quando, na verdade, trata-se de uma fraude em que o valor é transferido para criminosos.

Cartões de crédito clonados

O golpista entra em contato com a vítima, se apresentando como funcionário de um banco ou administradora de cartão de crédito, induzindo a vítima a fornecer informações pessoais. Ele costuma informar à vítima sobre uma transação suspeita e solicita a confirmação. Quando a vítima nega as transações e pede o cancelamento, o “funcionário” sugere uma possível clonagem, levando a vítima a ligar para o serviço de atendimento ao cliente da empresa.

O golpista, no entanto, permanece na linha e não encerra a ligação. Em vez disso, uma mensagem gravada, aparentando ser do banco, é reproduzida. Acreditando estar falando com um representante legítimo, a vítima fornece informações pessoais e do cartão de crédito, incluindo senha e o código verificador (os três dígitos de segurança no verso). Com essas informações, os criminosos usam o cartão da vítima para fazer compras não autorizadas.

Sequestro falso
Nesse tipo de crime, o golpista, normalmente já preso, liga aleatoriamente para alguém, alegando ter sequestrado um parente, assustando e exigindo um resgate. Usando uma voz simulada de choro e medo, o criminoso chama a mãe ou o pai, dizendo que o sequestro ocorreu. Assustada, a pessoa que atende ao telefonema costuma mencionar o nome de um filho, sobrinho ou alguém próximo, mesmo sem perceber. Quando isso acontece, a própria vítima começa a fornecer informações que ajudam o criminoso a completar o golpe.
Com esses dados, o golpista faz a pessoa acreditar cada vez mais que se trata de um sequestro verdadeiro. A partir daí, mantém a vítima na linha e pede transferências bancárias para a conta de algum laranja.
Como se proteger
“À medida que a tecnologia avança, os métodos empregados pelos cibercriminosos também evoluem, tornando a educação e a conscientização essenciais no combate dos golpes online”, afirma Henrique Schneider, CEO da Netfive. Para o especialista, manter-se informado, ter cautela e não agir de forma impulsiva, são algumas das principais formas para evitar se tornar uma vítima dos golpistas, mas há ainda outras orientações:
  • Habilite a verificação em duas etapas no WhatsApp, localizada no menu “Conta” e em “Confirmação em duas Etapas.”
  • Evite compartilhar códigos recebidos por SMS. Caso tenha fornecido o código aos golpistas, envie um e-mail à plataforma solicitando a desativação temporária da conta.
  • Desconfie de mensagens de contatos pedindo o envio de dinheiro e verifique a veracidade diretamente com a pessoal que pediu, por ligação ou pessoalmente.
  • Examinar cuidadosamente o endereço eletrônico ao realizar compras online.
  • Efetue pagamentos apenas após confirmar diretamente com a pessoa, mesmo que seja um perfil conhecido, por exemplo.
  • Observe selos e certificados de segurança no site e pesquise a reputação da empresa nas redes sociais.
  • Desconfie de ofertas com preços muito abaixo do mercado e de sites que só aceitam pagamento por boleto ou transferência.
  • Instituições financeiras não recolhem cartões dos clientes. Corte sempre o chip ao descartar o cartão.
  • Bancos também não solicitam informações sensíveis por telefone; não forneça dados.
  • Em caso de suspeita sobre clonagem e compras não autorizadas, procure diretamente a agência bancária ou entre em contato com o gerente de conta.
  • Mantenha a calma e não mencione os nomes reais para não fornecer informações úteis aos criminosos.
  • Não divulgar informações pessoais ou familiares, como endereço, ganhos financeiros ou detalhes bancários.
  • Peça a alguém próximo para verificar o estado da suposta vítima.
  • Desligue o telefone assim que confirmado que o familiar está seguro, pois os criminosos provavelmente não ligarão novamente.