Novo robô para o manejo de matrizes suínas fornece alimentação individualizada
O Roboagro Matrix armazena e fornece dados sobre os animais para obtenção de melhores resultados de manejo e de desempenho das fêmeas e leitões

 

 

Da Redação

O Roboagro Matrix é um robô para a distribuição de ração voltado para as fases de gestação suína e maternidade, que também fornece informações detalhadas sobre todo o processo que podem ser acessadas no computador, tablet ou celular. O sistema de software embarcado no robô entrega a ração adequada para cada fase das fêmeas, conforme o período de gestação e o escore corporal, além de permitir o acompanhamento individual de cada animal.

Segundo o CEO da Roboagro, Giovani Molin, o equipamento conta com informações detalhadas de todo o processo produtivo. “Essa nova versão é a melhoria do equipamento anterior, resultado de uma demanda do mercado de suinocultura. Suas funcionalidades vão desde a preparação das leitoas, passando pelos seus ciclos de gestação, melhorando o score corporal das fêmeas, resultando em um melhor desempenho de Desmamados Fêmea Ano (DFA) e leitões de melhor qualidade”, explica.

O Roboagro Matrix traz inúmeras vantagens aos produtores como: melhor condição corporal das fêmeas; controle preciso e individual de cada matriz; redução de desperdícios de ração; melhor distribuição e aplicação de curvas de nutrição das fêmeas; controle, histórico e registros de consumo de ração por animal; sistema de gestão fácil e prático e maior bem-estar animal, além de redução de uso de mão de obra e adoção de melhores práticas de manejo.

O robô gera ainda relatórios individualizados de cada animal, que podem ser acessados à distância para uma melhor gestão do plantel e dos tratos, que pode ser feita de forma remota. “Até então, esse acompanhamento não existia ou era feito de forma manual, sendo muito trabalhosa. Com o robô passa a ser automatizado e mais preciso. Entre as informações compiladas em relatórios estão alojamento por categoria; alojamento por score; consumo de ração por animal; coberturas e previsão de parto, entre outras”, esclarece o CEO.

O gerente da Granja Bickel, Anildo Armoa, conta que adquiriram o Roboagro para economizar com ração, mas também houve melhora no score corporal das fêmeas e no manejo. “As informações do robô ajudam muito também a melhorar nosso trabalho no trato, com ajuste somente uma vez por dia”, finaliza.

HORTITEC atrai mais e 30 mil produtores e profissionais do agro
Evento movimentou um volume de negócios estimado em R$ 450 milhões

 

Da Redação

A 29ª Hortitec – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas foi sucesso mais vez ao reunir em Holambra (SP) 30.400 visitantes, entre produtores e profissionais de agronegócio, que foram conferir as novidades apresentadas pelas mais de 500 empresas expositoras, do Brasil e do Exterior. A edição deste ano ocorreu de 19 a 21 de junho, no Parque de Exposições da cidade, e movimentou um volume de negócios estimado em R$ 450 milhões.

O destaque desse grande encontro da horticultura brasileira ficou, mais uma vez, por conta do perfil do público, altamente especializado no business. “Aqui o produtor pode conhecer tudo para melhorar sua produção, desde sementes e mudas, fertilizantes e defensivos, até as últimas novidades em maquinários e sistemas focados em aumentar a produtividade, economizar água e energia, além de considerar as questões de inovação e sustentabilidade”, destaca Renato Opitz, diretor geral da Hortitec.

A capacitação também teve espaço nesta 29ª edição do evento. O Painel de Inovação Embrapa e Ibrahort, por exemplo, abordou o tema “Máquinas para a Agricultura Familiar”. O bate papo com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) apresentou novas tecnologias e parcerias para o setor hortícola. Durante os três dias do evento, o Sebrae ofereceu aos visitantes uma intensa programação de palestras e rodadas de negócios, além de abrir o seu espaço para diversas startups atendidas. Instituições, como Senar e Cati, trouxeram caravanas de produtores de várias regiões.

Outro destaque da Hortitec foi o conjunto de oportunidades oferecidas por algumas empresas expositoras que apresentaram suas novidades em estações experimentais no entorno de Holambra, com saídas de vans a partir do estacionamento do evento.

A 30ª edição já está marcada para acontecer de 25 a 27 de junho de 2025, também no Parque de Exposições de Holambra.

Agrotech 2024 promove encontro sobre inovação, tecnologia e soluções do setor
Evento da StartSe vai trazer conteúdos sobre a aplicação de IA no agronegócio e meios para eficiência enérgica com especialistas

No dia 21 de junho, o Expo Center Norte recebe o Agrotech 2024, evento da StartSe que reúne os temas mais relevantes em tecnologia no agronegócio. Entre os palestrantes confirmados estão Kevin Kimble, especialista em empreendimento agrícola da IOWA State University, Mariana Caetano, CEO e Co-founder da Salva, e Pedro Fernandes, diretor de agronegócio Itaú BBA.

“O agronegócio tem um peso significativo na economia nacional e a tendência é que essa importância cresça nos próximos anos, considerando que muitos processos serão otimizados com a tecnologia, em especial, com IA. Um sinal que percebemos é o movimento formado por grandes empresários, até mesmo de companhias de outros setores, investindo bastante a médio e longo prazo, visto que é uma área com grande potencial econômico”, aponta Junior Borneli, CEO da StartSe.

Diversos temas vão movimentar os debates, como robótica agrícola, agricultura de precisão, análise de dados, agricultura regenerativa, economia circular, entre outros. Felipe Leal, partner e head de produtos, e Maurício Schneider, CEO da AgroBravo, representam a StartSe no evento entre os palestrantes.

Serviço:

Agrotech 2024

Data: 21 de junho

Horário: 9h às 18h

Local: Expo Center Norte (Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo – SP, 02055-000)

Inscrições pelo site

2º Fórum Econômico Brasil-Canadá discute desafios para crescimento do comércio internacional
Integração de cadeias produtivas, acordos de comércio e ambiente propício a investimentos, com uma agenda positiva microeconômica, foram alguns dos temas destacados pelos painelistas

O fluxo de comércio entre o Brasil e o Canadá encerrou 2023 em US$ 9,15 bilhões, muito próximo do recorde histórico de 2022, quando ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 10 bilhões, e segue com tendência de alta. E há inúmeras oportunidades a serem exploradas para aumentar e fortalecer o intercâmbio bilateral, principalmente nas áreas de inovação e tecnologia. Esse foi um dos temas discutidos durante 2º Fórum Econômico Brasil-Canadá, realizado em 10 de junho pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC), que também abordou um possível Acordo de Livre Comércio Mercosul e Canadá, inteligência artificial, ESG (Environment, Social and Governance) e transição energética.

“Precisamos avançar na integração de cadeias produtivas, com o aumento das exportações de urânio de Caetité (Bahia), por exemplo, e com isso entrar nas rotas tecnológicas em desenvolvimento do Canadá para a fabricação de pequenos reatores nucleares, uma das soluções para a transição energética”, defendeu Carlos França, embaixador do Brasil no Canadá, durante o evento.

Terceiro maior parceiro comercial do Canadá, atrás dos Estados Unidos e do México, o Brasil assume papel cada vez mais importante e estratégico para o país, na visão de Emmanuel Kamarianakis, embaixador do Canadá no Brasil, que também falou durante o Fórum.

Emmanuel Kamarianakis, embaixador do Canadá no Brasil (Foto: Diego Frois)

“Esperamos seguir adiante com outros contratos de comércio, além daqueles fechados por meio da Embraer, que poderão ser também impulsionados via Mercosul”, disse, ao ressaltar a importância do alto nível de investimentos dos dois lados para o fortalecimento das relações bilaterais. De acordo com Kamarianakis, os investimentos do Canadá no Brasil totalizam cerca de 80 bilhões de dólares canadenses.

Economia

Keynote speaker do evento, o economista Marcos Lisboa, ex-presidente do Insper, abordou as particularidades do Brasil, como a alta volatilidade, e a necessidade de o setor produtivo e os investidores darem mais atenção aos chamados riscos de cauda.

“É um país marcado por 26 anos de crescimento na faixa de 3% do PIB (Produto Interno Bruto), mas que amargou 14 anos de quedas significativas. É um país onde o gasto público não pode ser cortado por uma questão constitucional e isso é muito difícil de explicar para os investidores. No máximo, é possível controlar a sua evolução”, pontuou.

Na opinião de Lisboa, o crescimento econômico do país está atrelado a uma agenda microeconômica, composta por regras claras para o mercado de crédito, acesso a capitais, mudanças legislativas e governança das agências reguladoras, por exemplo. “Os países crescem graças a grandes ideias, à inovação, que permite melhorias nos processos, à tecnologia e gestão, desde que as regras do jogo sejam adequadas”, resumiu.