Bares e restaurantes estimam aumento de faturamento no carnaval
Melhores resultados são esperados no Rio, Recife e Belo Horizonte

Da Agência Brasil

Pesquisa feita pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) indica que o setor deverá faturar, no carnaval deste ano, até 15% mais do que no ano passado em Belo Horizonte, no Rio de Janeiro e no Recife.

“Estamos animados”, disse nesta quarta-feira (17) à Agência Brasil o presidente executivo da entidade, Paulo Solmucci. Referindo-se ao Rio de Janeiro, onde passou o réveillon, Solmucci mostrou-se impressionado com a quantidade de estrangeiros, as ruas cheias. “Aquela alegria que a gente via no Rio parece que voltou. Os restaurantes lotados, os bares. Sensação de segurança. E minha expectativa é que o carnaval vá nessa toada também.”

No entanto, as expectativas de aumento no faturamento variam em algumas capitais que têm carnaval de rua animado, como Salvador e São Paulo, que projetam aumento de até 10%. “Mesmo assim, é um excelente resultado, porque são 10% sobre o ano anterior. É um crescimento espetacular”, afirmou Solmucci. No ano passado, a venda de empreendimentos do setor aumentou 30%. Segundo a Abrasel, a alta foi obtida na comparação com o mesmo período de 2022, quando ainda havia influência da pandemia da covid-9, e muitas cidades optaram por não realizar o carnaval.

Solmucci apontou duas razões para a expectativa otimista. “O setor é impactado, basicamente, por dois fatores: gente trabalhando e renda para consumo. No ano passado, tivemos quase 2 milhões de novos postos de trabalho, coisa positiva para todo mundo, e duas notícias boas que liberaram renda para consumo: a queda da inflação, especialmente inflação de alimentos, que libera muitos recursos da população, em especial da classe mais pobre; e a queda da taxa de juros. Se não fossem as caríssimas passagens aéreas, o resultado seria melhor ainda.”

Turismo

Na opinião de Solmucci, apesar de os elevados preços das passagens aéreas, o turismo não foi prejudicado porque o tráfego de ônibus melhorou. “O turismo de ônibus cresceu assustadoramente e chegou a quadruplicar em um ano. E o bacana é que a qualidade dos ônibus melhorou muito.”

Com dois filhos morando no Rio de Janeiro, o presidente da Abrasel comentou que, além da melhoria na qualidade dos equipamentos, os preços das passagens de ônibus interestaduais equivalem, em muitos casos, a um sexto do das passagens aéreas e com tempo de deslocamento muito semelhante, à exceção de trechos com distâncias grandes. “Isso tem permitido que o turismo avance, mesmo com as dificuldades da passagem aérea.”

Solmucci destacou também que foi muito importante para o setor de bares e restaurantes e de comércio e serviços não ter havido mudanças na questão do parcelamento do cartão de crédito. “O cenário é positivo”, afirmou.

O dono do bar Braseiro Labuta, localizado na capital fluminense, Lúcio Vieira, aguarda o início dos eventos carnavalescos com entusiasmo.

Vieira disse que o turismo vem funcionando muito bem, com a rede hoteleira carioca apresentando o melhor resultado dos últimos seis anos. “A expectativa é que isso se mantenha no carnaval e que o Rio de Janeiro fique ainda mais cheio e movimentado. Isso se reflete no nosso setor. Então, a sensação é de bastante otimismo.”

Comércio

O comércio lojista do município do Rio de Janeiro também espera aquecimento nas vendas, não só durante o carnaval, mas nos meses do verão, acima de 2,5% na comparação com igual período do ano passado.

De acordo com o presidente do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) e do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio), Aldo Gonçalves, tanto o verão quanto o carnaval têm significado especial para o comércio carioca. “É uma estação que coincide com a alta temporada turística, reunindo, ao mesmo tempo, férias escolares e  carnaval. Um pacote perfeito dentro de uma embalagem bem tropical: o calor”.

Gonçalves destacou que essas coincidências colaboram para o crescimento das vendas, principalmente de produtos da estação, como moda praia, roupas feminina e infantil especializadas, acessórios para fantasias e souvenirs (lembranças). “Os lojistas estão animados com o grande número de visitantes na cidade e esperam uma presença ainda maior de turistas nacionais e estrangeiros para o carnaval.”

Transferência bancária por DOC termina nesta segunda-feira
Com sucesso do Pix, ferramenta tornou-se obsoleta nos últimos anos

Da Agência Brasil

Após quatro décadas de existência, a transferência por meio de Documento de Ordem de Crédito (DOC) acaba nesta segunda-feira (15), às 22h. Nesse horário, os bancos deixarão de oferecer o serviço de emissão e de agendamento, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas, para transferência entre instituições financeiras distintas.

No ano passado, as instituições bancárias haviam anunciado o fim da modalidade de transferência. A data máxima de agendamento do DOC vai até 29 de fevereiro, quando os bancos terminam de processar os pagamentos, encerrando o sistema definitivamente.

Além do DOC, deixará de ser oferecida também, as 22h de hoje, a Transferência Especial de Crédito (TEC), modalidade por meio da qual empresas podem pagar benefícios a funcionários e que também está em desuso.

Nos últimos anos, o DOC e a TEC perderam espaço para o Pix, sistema de transferência instantânea do Banco Central sem custo para pessoas físicas. Criado em 1985, o DOC permite o repasse de recursos até as 22h, com a transação sendo quitada no dia útil seguinte à ordem. Caso seja feito após esse horário, a transferência só é concluída dois dias úteis depois.

Estatísticas

Segundo levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), com base em dados do Banco Central, as transações por DOC somaram 18,3 milhões de operações no primeiro semestre de 2023, apenas 0,05% do total de 37 bilhões de operações feitas no período.

Em número de transações, o DOC ficou bem atrás dos cheques (125 milhões), da TED (448 milhões), dos boletos (2,09 bilhões), do cartão de débito (8,4 bilhões), do cartão de crédito (8,4 bilhões) e do Pix, a modalidade preferida dos brasileiros, com 17,6 bilhões de operações.

Utilizada principalmente para transferência de grandes valores, a Transferência Eletrônica Disponível (TED) continuará em vigor. Criada em 2002, a TED permite o envio dos recursos entre instituições diferentes até as 17h dos dias úteis, com a transação levando até meia-hora para ser quitada.

Aliar Edge Computing à economia digital para um futuro mais interconectado
*Por Júlio Martins

*Júlio Martins é diretor de Inovação da Roost, empresa de tecnologia especializada em soluções de Edge Computing

A crescente digitalização de nossas vidas e atividades e a convergência de novas tecnologias estão moldando os negócios e as experiências digitais. Neste contexto, a chamada Economia Digital vem crescendo e ganhando força, impulsionada pela coleta e análise de dados em todos os setores, estimulando a inovação e eficiência.

No entanto, a necessidade de processamento destes dados em tempo real é um desafio. O Edge Computing ou computação de borda surge como alternativa ao permitir o processamento de dados na “borda” da rede, garantindo tomadas de decisão mais rápidas e serviços mais responsivos. Essa integração desenha um novo futuro tecnológico e econômico, criando oportunidades para inovação e significativas vantagens competitivas.

A Economia Digital, também conhecida como economia baseada em dados, é um fenômeno que mudou radicalmente o modo como vivemos, trabalhamos e fazemos negócios na era contemporânea. Essa economia se baseia na coleta, processamento e aplicação estratégica de dados digitais para impulsionar o crescimento econômico com inovação e eficiência.

Nesta nova era, os dados tornaram-se o “novo petróleo” e as organizações que conseguem explorá-los de maneira eficaz conquistam vantagem competitiva substancial. Elas adotam estratégias orientadas por dados, utilizam análises avançadas e aprendizado de máquina para obter insights valiosos, melhorar produtos e serviços e personalizar as interações com os clientes.

A nova abordagem transcende fronteiras geográficas e setoriais, impactando setores que vão desde o varejo até a manufatura. A capacidade de coletar, processar e utilizar grandes volumes de dados impulsiona a inovação, a produtividade e a competitividade global. Com a Economia Digital, as organizações têm a oportunidade de se adaptar rapidamente às mudanças do mercado e atender às crescentes expectativas dos consumidores por experiências digitais excepcionais.

O Edge Computing é uma abordagem inovadora de processamento de dados que se distancia do modelo tradicional, centrado em data centers e na nuvem. Em vez de concentrar o processamento de dados em locais remotos, busca realizar o processamento o mais próximo possível das fontes de geração de dados, na “borda” da rede.

O cerne do Edge Computing é a ideia de reduzir a latência e melhorar a eficiência do processamento das informações. Em vez de enviar todos os dados para um Data Center centralizado ou para a nuvem, onde o processamento ocorre a uma distância considerável, o Edge Computing permite que as operações de processamento ocorram em servidores mais próximos do dispositivo ou no local onde os dados estão sendo gerados. Essa proximidade geográfica reduz a latência, permitindo a tomada de decisões em tempo real. No contexto da Economia Digital, acaba sendo uma peça-chave para melhorar a experiência do cliente.

A integração do Edge Computing na Economia Digital traz consigo uma série de benefícios, tais como:

– Redução de Latência: essencial para aplicativos que exigem resposta em tempo real, como jogos online, cirurgias remotas, veículos autônomos e automação industrial;

– Segurança dos Dados: já que reduz a necessidade de transferência de informações sensíveis pela rede, minimizando o risco de exposição a ameaças cibernéticas;

– Eficiência na utilização dos recursos: os servidores de borda podem lidar com cargas de trabalho específicas de maneira otimizada, evitando a sobrecarga desnecessária dos Data Centers centrais, economizando energia e reduzindo custos operacionais;

– Maior Resiliência: com a descentralização do processamento de dados  se ocorrerem falhas em um ponto da rede estes podem ser encaminhados para uma instância próxima de Edge Computing, garantindo a continuidade das operações;

– Experiência do Cliente: o Edge Computing permite a entrega de experiências mais personalizadas e relevantes. Com a capacidade de processar dados localmente, as empresas podem adaptar serviços e produtos com base em informações em tempo real, atendendo melhor às expectativas dos clientes;

– Eficiência de Rede: ao reduzir a quantidade de dados transmitidos pela rede, o Edge Computing ajuda a aliviar a pressão sobre a infraestrutura, o que é especialmente importante em ambientes com largura de banda limitada ou com muitos dispositivos IoT;

– Integração com Tecnologias Emergentes: o Edge Computing é componente-chave na integração de tecnologias emergentes, como realidade aumentada, realidade virtual e IoT, que exigem baixa latência e alta capacidade de processamento.

A combinação do Edge Computing com a Economia Digital está redefinindo os limites do que é possível na era da tecnologia. Os benefícios, incluindo a redução da latência, aprimoramento da segurança de dados e eficiência operacional, são notáveis. O futuro dessa fusão é promissor e pode abrir caminhos para inovações em setores como cidades inteligentes, saúde e manufatura. Aqueles que se adaptarem a essas tendências estarão na vanguarda da próxima revolução tecnológica, moldando um futuro mais interconectado, eficiente e inovador.

Grupo Nexxees prevê crescimento de sua oferta de crédito em mais 100% em 2024
Projeção vai ao encontro da tendência aumento de crédito divulgado pela Febraban

 

 

Da Redação

Pesquisa divulgada em janeiro pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) indica que a expectativa para o crescimento da carteira de crédito total para 2024 subiu de 8,3% para 8,5%. No entanto, a parte destinada às empresas teve um aumento mais modesto, passando de 1,3% para apenas 1,4%. Isso sugere que o mercado de crédito ainda não está plenamente confiante na recuperação da inadimplência ou no crescimento das empresas. O levantamento da Febraban mostra ainda que 56,3% dos entrevistados acreditam que a inadimplência PJ seguirá subindo nos próximos meses, pelo menos até o primeiro trimestre de 2024, sinalizando que o acesso ao crédito continuará no mesmo nível de risco.

Com a oferta de crédito mais restrita, as empresas enfrentarão a necessidade de buscar opções inteligentes para equilibrar suas demandas de fluxo de caixa e investimentos. Nesse contexto, o Grupo Nexxees, especialmente através da Nexxera, maior plataforma integrada de serviços financeiros, mercantis e gestão inteligente de fluxo de caixa do Brasil, e da NIX, plataforma para micro e pequenos, tem uma expectativa de crescimento de sua oferta de crédito em mais 100% em 2024.

Para Edson Silva, presidente do Grupo Nexxees, parte desse crescimento tende a vir de empresas que buscam recursos de forma mais estruturada, compreendendo que o acesso pode ser facilitado pela integração bancária oferecida pela Nexxera.

– A razão é decorrente da forma estruturada em que a empresa trabalha, junto com o fato de termos compliance com as reguladoras, integração bancária, travas integradas às Registradoras e toda a camada de gestão de risco e fluxo de caixa oferecida pelo Grupo – explica.

Crédito privado

Para o executivo, o ciclo de crescimento das empresas deve impulsionar o crédito privado em 2024, considerando a redução da taxa Selic e a perspectiva de uma taxa abaixo de 9,25% no final do ano. Diante desse cenário, Edson Silva acredita que as empresas enfrentarão o desafio de encontrar alternativas para atender suas necessidades de financiamento. O presidente do Grupo Nexxees diz ainda que diante de uma manutenção da projeção da oferta de crédito PJ para 2024, é importante que as empresas estejam atentas a essas mudanças no mercado de crédito e busquem alternativas que atendam às suas necessidades de forma eficiente e segura.

– A expectativa de crescimento da carteira de crédito em 2024, aliada à oferta de soluções como as da Nexxera, sinaliza um cenário desafiador, porém repleto de oportunidades para as empresas que souberem se adaptar e inovar em suas estratégias de financiamento – completa.