Vendas de artigos para o agronegócio registram crescimento acima de 50% em dois estados, segundo OLX

As comercializações de itens para produção rural, como sementes, mudas, cereais, grãos e balanças para pesagem, cresceram 57% em Goiás no ano passado, no comparativo com 2022. É o que aponta levantamento da OLX, uma das maiores plataformas de compra e venda online de itens usados e seminovos no país. O estado é o que teve a maior variação positiva nessa subcategoria da plataforma. A Bahia, com aumento de cerca de 33%, ocupa a segunda posição.

O estudo também registrou crescimento nas vendas de produtos que se enquadram na subcategoria “peças para tratores e máquinas”, como motores e implementos, que na Bahia cresceram 54% em comparação a 2022 – a maior variação deste segmento dentre os estados. No Pará, as comercializações desse tipo de item aumentaram quase 10%, enquanto no Ceará, subiram 8%.

Os desafios de preparar os herdeiros do agronegócio
*Por Valéria Pimenta

Valéria Pimenta é especialista em análise comportamental e desenvolvimento de liderança. Diretora de negócios da Thomas Intl. Brasil, Valéria também é fundadora da consultoria que leva seu nome, mentora comportamental e coach de executivos.

Responsável por cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB), o agronegócio possui muitas nuances e desafios particulares. Isso porque parte considerável das companhias do segmento são familiares e, segundo o estudo ‘Perfil e Hábitos dos Produtores Rurais em Mato Grosso’, realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) sobre os produtores rurais do estado, 79% dos agricultores e 76% dos pecuaristas entrevistados estão preocupados com um único ponto: a sucessão familiar.

Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) corroboram essa constatação realizada no estado que lidera o ranking do agronegócio no Brasil. Até 2030, segundo a entidade, cerca de 40% dos produtores rurais não estarão mais na atividade. Essa dor, porém, não é exclusiva desse segmento.

A pesquisa da Talenses Executive, consultoria especializada em cargos de liderança e conselhos, revela que apenas um terço das empresas no Brasil possuem um programa formal de preparação de sucessores. Ao entrevistar 120 empresas – sendo 72% de capital fechado e 28% de administração familiar – o estudo também mostrou que 40% das companhias – que possuem programas do tipo – estão preparando um candidato há três anos.

Permanência no campo: oportunidade de ser protagonista em diferentes aspectos

­Preparar e capacitar os herdeiros dessas empresas é um grande desafio. Muitos jovens, que anos atrás ‘abandonavam’ esse tipo de negócio e tentavam ‘oportunidades’ mais promissoras nas grandes cidades, visualizaram que permanecer no campo pode ser muito mais vantajoso profissionalmente. Não apenas por administrar empresas familiares, mas por ter a oportunidade de, com o avanço tecnológico, fazer o negócio ganhar ainda mais tração e mercado.

Ao utilizar cursos, apoio e orientação de especialistas e, por vezes, trocas construtivas entre empresas e famílias que enfrentam os mesmos desafios, os herdeiros do agronegócio potencializam as chances de sucesso profissional.

Ter inteligência emocional para separar sentimentos é o primeiro passo

Há uma questão muito sensível quando o assunto é sucessão familiar. Os sentimentos envolvidos nessa questão podem dificultar os planos de algumas empresas. Embora não existam regras que possam definir o momento mais assertivo para uma transição e, por vezes, o apego e admiração do próprio fundador possam extrapolam qualquer entendimento racional, é vital que os herdeiros sejam preparados com cautela para esse novo desafio.

Amparado em ciência, diagnósticos podem ajudar a identificar os talentos familiares

Em empresas com diferentes gerações da família empregadas, escolher a linha sucessória também é um desafio. Eventualmente, há famílias empresárias com diferentes filhos à frente dos negócios. E saber utilizar diagnósticos, que são amparados em ciência, pode aumentar as chances de a sucessão ocorrer futuramente para outras gerações também.

É importante que, embora óbvio, seja colocado de lado todos os tipos de sentimentos e questões pessoais. Para evitar desgastes e conflitos desnecessários, muitos líderes de empresas do tipo procuram suporte profissional, como consultores especializados, para auxiliar no entendimento de questões exclusivamente profissionais. Por meio desses diagnósticos, aplicados por profissionais capacitados, é possível endossar ou questionar percepções, amparar tomadas decisões importantes ou, por vezes, até postergar definições.

Custo-benefício do abastecimento com etanol é o maior desde setembro de 2018
Vantagem do biocombustível é maior em Mato Grosso, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás. A opção pela gasolina, todavia, ainda é mais vantajosa em estados do Norte, Nordeste e Sul

Em janeiro de 2024 o preço médio do litro do etanol correspondeu a 66,8% do valor cobrado pela mesma quantidade de gasolina comum, estabelecendo o menor patamar desde setembro de 2018, quando alcançou 66,9%. Comparativamente, na média das capitais, o indicador foi de 66,3% – renovando a mínima histórica também nesse recorte geográfico.

Em comparação à alternativa fóssil, trata-se do melhor momento do biocombustível na série histórica, iniciada em janeiro de 2017. Os dados são do Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas – Fipe.

FGV IBRE discute os erros e acertos da nova política industrial do país
Evento tem a parceria do jornal Folha de S. Paulo

Com um horizonte de dez anos, com investimentos de R$ 300 bilhões até 2026, o governo lançou a política Nova Indústria Brasil (NIB), na tentativa de reverter o processo de desindustrialização no País. A participação da Indústria de Transformação no Valor Adicionado (VA) a preços correntes, chegou a 15,31% em 2023. No entanto, a preços constantes de 1995 houve até um recuo em relação a 2019.

Por um lado, o programa foi recebido com críticas, especialmente sobre o impacto fiscal que as medidas apresentadas podem ter e, por outro, com elogios pela necessidade de o país voltar a ter uma indústria competitiva. Nesse contexto, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) e o jornal Folha de S. Paulo promovem o webinar​ “A Nova Política Industrial: Erros e Acertos”. O evento será realizado no dia 28 de fevereiro, às 10h, pelo canal da FGV no YouTube.

A moderação do evento será realizada por Fernando Canzian, repórter especial da Folha de S. Paulo. Os palestrantes são Armando Castelar, pesquisador associado do FGV IBRE; Marcos Mendes, pesquisador associado do Insper, e Nelson Marconi, professor adjunto da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP) e Coordenador do Centro de Estudos do Novo Desenvolvimento.